Um centro especializado de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, está preparando 50 bovinos de mais de 30 fazendas para participar de exposições e julgamentos, incluindo a Expointer 2026, que ocorre no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O Centro Seival mantém uma rotina de manejo que começa meses antes dos eventos e inclui alimentação balanceada, vacinação, higiene, tosquia, exercícios e treinamento comportamental, com acompanhamento individual dos animais.
O trabalho, mais comum entre equinos, também é utilizado por cabanhas que pretendem preparar bovinos mansos para os julgamentos e não contam com cabanheiros para realizar o manejo. A preparação envolve cuidados voltados tanto às condições físicas dos animais quanto à adaptação ao contato e aos procedimentos necessários antes da entrada em pista.
Preparação antes dos julgamentos
Segundo o responsável pelo Centro Seival e biotecnologista, Matheus Dias, o objetivo do manejo é desenvolver confiança, docilidade e familiaridade dos bovinos com os procedimentos, além dos cuidados relacionados à apresentação dos exemplares.
Na etapa final de preparação para os julgamentos da Expointer 2026, os cuidados incluem limpeza, escovação, tosquia de acabamento e aplicação de spray de brilho. O processo é realizado antes do deslocamento dos animais para o Parque de Exposições Assis Brasil, onde ocorre a feira.
O Centro Seival, localizado em Caçapava do Sul, é apresentado como pioneiro no Brasil nesse tipo de serviço para bovinos. A estrutura atende animais de propriedades de diferentes regiões e mantém uma rotina planejada de manejo durante o período de preparação.
Serviço especializado
Entre os criadores que utilizam o serviço estão Gabriel Barros, da Cabanha La Coxilha, de Cacequi, e Fábio Escosteguy, da Cabanha Sossego, de Santana do Livramento. Os dois mantêm sete exemplares no Centro Seival para participação em exposições das raças Angus e Brangus.
Para o criador Gabriel Barros, o manejo exige acompanhamento constante e especializado. “O manejo precisa ser diferenciado e constante. Por isso, confiamos esse trabalho a um centro especializado no preparo de animais de elite, e esse investimento tem contribuído para os bons resultados que alcançamos nas exposições”, destaca Barros.
Segundo o criador, a decisão também está relacionada aos custos e à quantidade de animais mantidos pelas propriedades. “O custo de manter uma cabanha na fazenda é muito alto. Só vale a pena manter esse manejo para quem trabalha com muitos animais de argola”, explica Barros.
Potencial genético
A preparação tem como objetivo fazer com que os animais estejam em condições adequadas para os julgamentos e apresentem suas características durante a avaliação em pista. “É um trabalho contínuo para o animal apresentar todo o seu potencial genético quando entra em pista”, conclui o criador Fábio Escosteguy.


