O preço médio do búfalo no Rio Grande do Sul ultrapassou a marca de R$ 10 por quilo vivo pela primeira vez nas últimas semanas monitoradas pela Emater. O indicador avançou de R$ 9,57 entre 11 e 15 de maio para R$ 10,07 na semana de 8 a 12 de junho. No mesmo período, o valor máximo pago aos produtores passou de R$ 11,10 para R$ 12,50.
A trajetória de valorização ocorreu de forma gradual ao longo das últimas semanas. A cotação média evoluiu para R$ 9,61 entre 18 e 22 de maio e para R$ 9,73 na semana seguinte, até superar a barreira dos R$ 10 em junho. O preço mínimo permaneceu estável em R$ 8,00 durante todo o período analisado.
Por que o preço do búfalo está subindo?
Na avaliação da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), a valorização reflete uma demanda mais aquecida pela espécie no Rio Grande do Sul. A entidade relata que os remates recentes registraram comercializações com valores próximos aos praticados para bovinos, cenário que ajuda a sustentar a alta observada no mercado.
O vice-presidente da Ascribu, Raphael Gonçalves, afirma que a procura por búfalos tem aumentado nos últimos meses. “Temos percebido uma demanda aquecida nos remates, com lotes negociados a preços muito próximos aos dos bovinos. Isso demonstra uma procura maior pela espécie e acompanha uma mudança no perfil de consumo de proteína vermelha”, diz.
O que explica o interesse crescente pela criação de búfalos?
Segundo Gonçalves, a busca por sistemas produtivos com menor custo operacional também contribui para o movimento. “O búfalo apresenta boa conversão alimentar, adapta-se a diferentes condições de produção e responde bem mesmo em áreas com pastagens de menor qualidade. Por isso, tem atraído a atenção de produtores que buscam alternativas dentro da pecuária”, afirma.
Entre os diferenciais da atividade bubalina, a Ascribu destaca:
- Boa conversão alimentar;
- Adaptação a diferentes sistemas de produção;
- Desempenho em pastagens de menor qualidade;
- Rusticidade;
- Resistência a ectoparasitas;
- Adaptação a propriedades de diferentes portes.
A entidade observa ainda que criadores de bovinos têm demonstrado interesse crescente pela atividade. Além da valorização dos animais, fatores produtivos e econômicos ajudam a explicar o aumento da procura registrado no mercado gaúcho.


