Distante mais de 10 mil quilômetros da Serra Gaúcha, a Região do Vale do Napa, no Norte da Califórnia (EUA), está maturando – literalmente – o sonho de dois jovens empreendedores gaúchos. Lá, uma das mais importantes regiões produtoras das Américas, seis barricas de carvalho são responsáveis pelo processo final de produção de 1.350 litros (1.800 garrafas) de vinho tinto Syrah da vinícola Tenuta Foppa & Ambrosi, de Garibaldi. Trata-se de uma iniciativa pioneira, na qual a empresa, case de sucesso do Projeto Mercado Mais Vinho do Sebrae RS, estreia como a primeira produtora brasileira a vinificar em solo americano.
Fundada em 2019, a vinícola tem à frente os empreendedores Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi, ambos com apenas 26 anos. Nesta semana a dupla teve o visto de negócios aprovado e está de passagem marcada para a sua base operacional na Califórnia.

No mês de outubro – época de colheita da uva Syrah nesta região do Hemisfério Norte – eles irão supervisionar pessoalmente o início da produção daquela que será sua segunda vinificação e que já deverá ser 100% maior que a primeira empreitada. A expectativa é que o primeiro rótulo elaborado pela vinícola brasileira no Napa Valley chegue à mesa do consumidor brasileiro no início de 2023.
A Tenuta Foppa & Ambrosi possui uma produção anual de 45 mil garrafas no Brasil, com um portfólio de 19 rótulos, entre vinhos e espumantes elaborados a partir de uvas adquiridas de fornecedores locais. O plano de negócios é dividido igualitariamente entre vendas corporativas para hotéis, bares, restaurantes e afins e o consumidor final, que pode adquirir os produtos diretamente na sede da vinícola ou via internet.

São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul respondem pelos três principais mercados da marca. Para 2022, a expectativa é de um crescimento entre 30% e 50% tanto em produção quanto em vendas. “Saímos de uma produção de 300 garrafas dentro de casa para dezenas de milhares”, comemora o empreendedor Lucas Foppa destacando que, diferentemente do que ocorre de forma tradicional no mercado, a empresa não contou com investimento externo ou vínculo familiar que tenha proporcionado o desenvolvimento do negócio. “Temos um apoio essencial do Sebrae RS no que diz respeito à gestão, o que permite que tenhamos um negócio sustentável”, explica.
Desenvolvido em âmbito estadual pelo Sebrae RS, o Projeto Mercado Mais Vinho tem o objetivo de promover e valorizar os vinhos gaúchos por meio da conexão de pequena vinícolas locais junto aos principais players do mercado em vistas à geração de negócios e aumento de participação dos vinhos gaúchos nas adegas do varejo. O projeto tem duração de 18 meses e é dividido em módulos temáticos que abordam conteúdos que vão desde fundamentos de gestão comercial, vendas e marketing para vinícolas até consultorias de design para o desenvolvimento de marca, rótulos e embalagens. A imersão de empresas em eventos regionais e nacionais e a promoção de rodada de negócios são parte complementar da iniciativa.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria




Nesta grande ode à cultura da uva, herança direta da presença dos imigrantes italianos na região, a Fenavinho também fez questão de celebrar os hábitos legados por eles. Essa homenagem ganhou emoção com o desfile “O Mundo do Vinho”, no domingo, promovido pela prefeitura. A atração, que contou com um carro temático da Fenavinho, serviu de aquece para o Desfile Fenavinho Cultural, programado para maio, em mais um Vinho Encanado. O desfile é um dos marcos da festa, com as comunidades do interior desfilando seus saberes em diversos carros. Eles passam, mais do que carregando os costumes laborais e gastronômicos do colono, contando a própria história da imigração italiana.





E é ali, entre os vinhedos da tinta Sangiovese e da branca Chardonnay, que a família construiu um deque panorâmico para contemplar a paisagem, e montou a estrutura perfeita para resgatar a pisa das uvas à moda antiga. Além do aroma da estação, música italiana para embalar a pisa que tem um momento emblemático. Depois de pisar as uvas, o turista deixa a marca dos seus pés, pintados de uva, num tecido que jamais será apagado, assim como a memória deste momento. Muitas pessoas emolduram a ‘obra’ como recordação da experiência.
A Safra 2020 foi marcada por 343 horas de frio, com temperatura igual ou inferior a 7,2°C, concentrado nos meses de julho e agosto, atrasando em 15 dias a brotação se comparada a safra lendária de 2018, quando foram registradas 187 horas de frio. Uma primavera chuvosa – 247mm contra 215 mm de 2018 – ocasionou o abortamento de cachos, diminuindo a produção. Entretanto, a forte estiagem do verão, que começou ainda em dezembro de 2019, com picos de temperaturas médias a altas e noites amenas, contribuiu para a qualidade superior das uvas. Este vinho é resultado da união perfeita entre a natureza e a intervenção do homem. Para Adriano Miolo, diretor superintendente da Miolo Wine Group, o grande ponto a ser destacado é a procedência com origem comprovada. “O Miolo Cuvée Giuseppe Chardonnay é um exemplar da casta branca mais representativa do Vale dos Vinhedos, que expressa a identidade desta uva que nasce no Vale dos Vinhedos. Este é um de nossos vinhos com Denominação de Origem, motivo de orgulho e que nos move a seguir fiéis aos nossos princípios desde o início”, destaca.






