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Variedades

Produção de leite de búfala é discutida no RS

Por Jonathan da Silva 03/09/2026
Por Jonathan da Silva

Um grupo multidisciplinar se reuniu para discutir formas de ampliar a produção de leite de búfala no Rio Grande do Sul e reduzir a necessidade de abastecimento com matéria-prima de outros estados. O encontro na manhã desta quarta-feira (2) reuniu representantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Emater/RS, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação e Desenvolvimento Rural (Seapi) e da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu). A proposta é estimular a cadeia produtiva, principalmente em pequenas propriedades, diante da escassez de leite que limita a operação do único frigorífico do estado que atualmente está em funcionamento.

Entre os encaminhamentos do encontro está a proposta de participação de representantes da cadeia de bubalinocultura junto à Câmara Setorial do Leite. A iniciativa poderá resultar na criação de um grupo de trabalho específico para discutir medidas de estímulo à atividade.

O coordenador do Grupo de Estudos em Bubalinocultura (Gebu), professor Diogo Magnabosco, explicou que o objetivo é estruturar a cadeia desde a produção até a comercialização do produto. “Para realmente fomentar o búfalo, ver essa rota do leite para poder chegar na gôndola e poder produzir em maior escala e atender a nossa demanda aqui no Rio Grande do Sul”, relatou Magnabosco. Segundo o coordenador, parte significativa da demanda atual por leite de búfala no estado é atendida por produtos provenientes de outras unidades da federação.

Como está a produção

O Rio Grande do Sul possui dois frigoríficos que processam leite de búfalas, mas apenas um deles está em funcionamento atualmente. Para o coordenador do Gebu, o aumento do número de produtores pode ampliar também a possibilidade de ativação de outros laticínios. “Até pela característica da produção de leite búfala, a gente entende que ele pode ser gerado através de agricultura familiar, em pequena escala, em regiões específicas, até próximas ao local onde a gente tem essa produção”, pontuou Magnabosco.

A avaliação apresentada durante a reunião é de que a expansão da atividade pode ocorrer em propriedades de menor porte, com produção localizada próxima aos estabelecimentos responsáveis pelo processamento.

Capacitação de produtores e estudantes

Outra proposta discutida foi a realização de um trabalho de educação e capacitação voltado a pequenos produtores e estudantes do ensino técnico agrícola. A intenção é apresentar características da criação de búfalos e possibilidades de inserção da atividade nas propriedades rurais.

Magnabosco destacou aspectos sanitários e de manejo relacionados aos animais. “É um animal que exige menos na parte sanitária, os desafios sanitários são menores, resistente, em parte, ao carrapato, não tem tanto problema quanto isso, pela característica do próprio animal, pela forma como que ele vai buscar se termorregular, usa muito a água, tem um couro mais espesso, então, esse que é um problema grande no estado, ele consegue ser suprido, a gente vê, por exemplo, um problema menor com mastite, então a parte sanitária é uma parte bem interessante, isso gera um animal que consegue ser eficiente, resistente a alguns problemas mas ainda produzir um produto que consegue ter valor no mercado”, detalhou o coordenador.

De acordo com o professor, essas características podem ser consideradas na apresentação da bubalinocultura a agricultores familiares e alunos de escolas agrícolas.

Produção de mozzarella

O leite de búfala também foi apontado durante o encontro como uma matéria-prima com características favoráveis à produção de mozzarella de búfala. Magnabosco ressaltou que o produto apresenta maior rendimento na fabricação da mozzarella e que o processo de produção é mais simples.

Segundo o coordenador do Gebu, a mozzarella de búfala possui inserção em um mercado que inclui o fornecimento para restaurantes, o que representa uma possibilidade de comercialização para a produção estadual.

Foto: Érika Ferraz/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
03/09/2026 0 Comentários 61 Visualizações
Variedades

Estudantes agrícolas recebem orientações sobre manejo e mercado em Esteio

Por Jonathan da Silva 15/05/2026
Por Jonathan da Silva

Integrantes do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da UFRGS (NESPro/Ufrgs) participaram de um ciclo de palestras sobre bovinocultura durante a programação da Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite. A atividade ocorreu no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e reuniu estudantes do terceiro ano de escolas técnicas agrícolas com o objetivo de aproximar os futuros profissionais da universidade e apresentar temas ligados à produção de gado de corte.

A programação foi aberta pela doutoranda do NESPro, Marcela Rocha, que abordou a sanidade animal como um dos pilares da produção pecuária. Durante a palestra, Marcela explicou que os cuidados com a saúde do rebanho começam ainda na gestação das vacas.

Sanidade animal

Segundo Marcela Rocha, a imunidade do terneiro está relacionada ao manejo realizado antes do nascimento. “Nós vamos vacinar as vacas previamente para que elas desenvolvam uma imunidade para que seja um colostro adequado. A sanidade começa nesse momento importantíssimo. Temos que ter consciência que o terneiro é a categoria mais eficiente que nós temos”, ressaltou a doutoranda.

A veterinária também citou situações relacionadas ao manejo da água nas propriedades rurais. Conforme explicou, problemas na qualidade da água podem impactar diretamente a saúde do rebanho. Marcela relatou o caso de uma propriedade que registrou elevado índice de abortos em vacas durante um período de estiagem, em razão das condições dos aguadouros.

Outro ponto abordado foi a necessidade de diagnóstico das mortes do gado em campo. “É assim que vamos saber se é preciso uma nova dose de vacina ou entrar com outro produto”, detalhou Marcela.

A especialista também orientou os estudantes sobre os cuidados no transporte e armazenamento de vacinas. “Também é preciso cuidar da cadeia do frio ao comprar vacinas. Sempre deve ser levada uma bolsa térmica ou isopor com gelo. E também levar na mangueira em uma caixa térmica em que caiba a pistola”, explicou Marcela Rocha.

Aproximação com a universidade

O vice-presidente de Assuntos Educacionais da Agptea, Danilo Oliveira de Souza, afirmou que a participação do NESPro proporciona aos estudantes contato com novas tecnologias aplicadas ao setor agropecuário.

Outras palestras

Além da palestra de Marcela Rocha, o ciclo contou com a participação do coordenador do NESPro, Júlio Barcellos, e de Maria Antônia Arcari, que falaram sobre “A operacionalização de recorrer os campos”. Também participaram Carolina Décimo, com a palestra “Como otimizar o processo de desmame”, e Mariana Diniz, que abordou o tema “Como interpretar o mercado”.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2026 0 Comentários 179 Visualizações
Ensino

Pesquisa sobre genética indígena publicada na Nature tem participação gaúcha

Por Jonathan da Silva 13/05/2026
Por Jonathan da Silva

Um estudo internacional sobre a história evolutiva e a diversidade genética dos povos indígenas da América, publicado na capa da revista científica Nature em abril, apresentou novos dados sobre a origem e a evolução dessas populações. A pesquisa contou com a participação de pesquisadores vinculados e egressos do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGBM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e analisou 128 genomas completos de alta cobertura, o maior conjunto já estudado desse tipo entre populações indígenas americanas. O trabalho identificou mais de 1,4 milhão de variantes genéticas inéditas e aponta uma complexidade maior na formação dos povos originários do continente.

O estudo, intitulado “The evolutionary history and unique genetic diversity of Indigenous Americans”, investiga processos de migração, adaptação biológica e ancestralidade genética das populações indígenas americanas. Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam que a ocupação da América ocorreu há pelo menos 15 mil anos, a partir de populações que começaram a se diferenciar geneticamente há cerca de 25 mil anos na região da Beríngia, território que conectava Ásia e América durante a última era glacial.

Diversidade genética

De acordo com a pesquisa, os povos indígenas da América apresentam uma diversidade genética superior à anteriormente conhecida. Os dados também indicam múltiplas migrações para a América do Sul e adaptações biológicas a ambientes extremos ao longo do tempo.

Os pesquisadores identificaram marcas genéticas relacionadas à imunidade, metabolismo e reprodução, indicando a ação da seleção natural sobre essas populações. O estudo também encontrou sinais de ancestralidade arcaica, como neandertais e denisovanos, preservados ao longo das gerações e possivelmente associados a adaptações biológicas importantes.

Outro ponto destacado pela pesquisa é a identificação e ampliação da compreensão do componente ancestral Ypikuéra, termo de origem Tupi. Segundo os autores, esse sinal genético permanece presente há mais de 10 mil anos em populações indígenas americanas e pode refletir processos ligados à seleção natural.

Os resultados também indicam conexões genéticas entre esse componente ancestral e populações da Australásia, sugerindo uma história compartilhada mais profunda do que a anteriormente conhecida pela ciência.

Impactos para a medicina de precisão

Os pesquisadores afirmam que o estudo tem implicações para a medicina de precisão e para políticas públicas voltadas à saúde. Isso porque as populações indígenas americanas carregam variantes genéticas pouco representadas em pesquisas baseadas predominantemente em populações europeias.

Segundo o estudo, essas variantes podem influenciar tanto fatores de risco quanto mecanismos de proteção relacionados a doenças comuns. A incorporação dessa diversidade genética em pesquisas médicas pode contribuir para o desenvolvimento de diagnósticos e tratamentos mais específicos.

Participação da UFRGS

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFRGS, Maria Cátira Bortolini, que também é uma das autoras do estudo, destacou o alcance científico da publicação. “A publicação na Nature representa um avanço científico extraordinário. Resultado de um trabalho construído com rigor, colaboração e respeito às populações indígenas”, afirma Maria Cátira.

Segundo a pesquisadora, a expectativa é que os resultados contribuam para ampliar a valorização da diversidade genética humana e dos povos originários da América. “Espera-se que esse estudo estimule a valorização da diversidade genética humana e da nossa história evolutiva, valorizando os povos originários da América, e contribua para descentralizar visões historicamente eurocêntricas na ciência”, conclui Maria Cátira.

Foto: Evidência Press/Comunicação/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2026 0 Comentários 166 Visualizações
Cidades

Pesquisadores da UFRGS visitam áreas de risco em Gramado

Por Jonathan da Silva 15/01/2026
Por Jonathan da Silva

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul realizaram uma visita técnica em Gramado nesta terça-feira (13), acompanhados pela Coordenadoria Geral de Proteção e Defesa Civil do município. A ação ocorreu para analisar áreas afetadas por deslizamentos, levantar dados sobre riscos e subsidiar ações de prevenção de desastres e de planejamento territorial. A atividade foi conduzida por integrantes do Grupo de Pesquisa e Laboratório em Sensoriamento Remoto Geológico, Geomorfológico e Dinâmicas de Paisagem e do Instituto de Geociências da universidade.

Durante a agenda, os pesquisadores estiveram na localidade de Linha Pedras Brancas, uma das áreas mais atingidas por deslizamentos durante as chuvas de maio de 2024. No local, observaram as características geográficas e ambientais e conversaram com moradores, reunindo informações para embasar ações de prevenção e mitigação de riscos.

Participaram da atividade os professores Ruy Paulo Philipp e Clódis Andrades Filho, além dos pesquisadores Peter Klaus Hillebrand e Lorenzo Mexias.

Atuação da Defesa Civil

A visita teve o acompanhamento da equipe da Coordenadoria Geral de Proteção e Defesa Civil de Gramado, que apresentou dados técnicos, histórico de ocorrências e iniciativas já desenvolvidas no município. A coordenadora da Defesa Civil de Gramado, Juliana Fisch, ressaltou a importância da parceria. “A colaboração com a UFRGS fortalece o embasamento técnico das nossas ações e qualifica o planejamento de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres, especialmente diante dos impactos cada vez mais evidentes das mudanças climáticas”, destacou Fisch.

Participantes e próximos passos

Os dados levantados serão utilizados em pesquisas acadêmicas e poderão subsidiar recomendações para a gestão municipal e para as políticas públicas de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/01/2026 0 Comentários 290 Visualizações
Ensino

Estudantes da Escola de Aplicação Feevale se destacam no Salão Jovem Cientista da UFRGS

Por Jonathan da Silva 28/10/2025
Por Jonathan da Silva

A Escola de Aplicação Feevale foi reconhecida no Salão Jovem Cientista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na sexta-feira (24), em Porto Alegre, pelo trabalho Reaproveitando Resíduos da Enchente de 2024, desenvolvido por estudantes do Ensino Fundamental II. A pesquisa, apresentada na sessão Ciências da Natureza e suas Tecnologias 2, concorreu com projetos de diversas instituições e se destacou pelo enfoque na reutilização de materiais afetados pela enchente ocorrida em 2024 no Rio Grande do Sul.

O estudo foi produzido pelos alunos Rafael Artus, Rafael Follmann Badaulf e Vinícius Drewke, sob orientação dos professores Samuel Henrique Noll e Grasielle Wazlawick, da Escola de Aplicação, e dos professores Daniela Mentz Arnold e Carlos Pandolfo Carone, da Universidade Feevale. A pesquisa analisou alternativas de reciclagem e reaproveitamento de resíduos resultantes da enchente, incluindo testes de amostras de concreto com adição de materiais plásticos e rejeitos coletados.

O professor Samuel Noll destacou a amplitude das etapas que envolveram o trabalho. “A pesquisa envolveu a integração Escola-Universidade, contando com coorientações dos professores da Universidade e atividades nos centros de Construções Sustentáveis e de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias Limpas. Em parceria, os estudantes desenvolveram e testaram amostras de concreto com adição de resíduos da enchente e reciclagem de plásticos que também ficaram submersos”, afirmou o docente.

Outro trabalho apresentado

Além do projeto premiado, a Escola de Aplicação Feevale esteve representada pela pesquisa Em Clima de Desigualdade: dengue, enchentes e justiça climática em Novo Hamburgo/RS. O estudo é de autoria dos alunos Benjamin Camargo e Bernardo Jung e foi desenvolvido para a Feira de Iniciação à Pesquisa (FIP) de 2024, com orientação dos professores Iuri Arnold e Adriana Giacomet. Para a apresentação na UFRGS, os pesquisadores também contaram com orientação dos professores Samuel Noll e Gilvan Leonardo Müller.

Reconhecimento institucional

A pró-reitora de Ensino da Feevale, Maria Cristina Bohnemberger, ressaltou o compromisso da escola com o desenvolvimento integral dos estudantes. “A nossa escola, ao se destacar em vários contextos, mostra o quanto atende a um dos seus pressupostos, que é respeitar e valorizar o potencial de cada aluno. Parabéns a todo o time da escola”, expressou Maria Cristina.

Foto: Henry Rodrigues/Smed-PMPA/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/10/2025 0 Comentários 361 Visualizações
Ensino

Estudantes de Campo Bom se destacam em eventos científicos na capital

Por Jonathan da Silva 28/10/2025
Por Jonathan da Silva

Estudantes da rede municipal de Campo Bom participaram, entre os dias 22 e 24 de outubro, do 20º Salão UFRGS Jovem e de atividades científicas na PUC-RS, em Porto Alegre. As apresentações envolveram pesquisas realizadas ao longo do ano letivo e resultaram em premiação para um dos projetos, destacando o trabalho desenvolvido nas escolas do município.

Participação da EMEF Rui Barbosa

Na quinta-feira (23), alunos da EMEF Rui Barbosa estiveram no Salão UFRGS Jovem, promovido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Os estudantes Mateus Vigano, Mariana Flach e Gabriel Kappler, da turma 93, apresentaram o trabalho “Natureza Educadora: a Magia das Salas Verdes na Aprendizagem”. Já os alunos Guilherme Kehl, João Stein, Emilly Caetano, Laura Reis e Laura Keller, da turma 82, expuseram o projeto “Cuidando de quem Cuida de Nós: Como Está a Saúde Mental dos Profissionais da Educação?”. Ambos os grupos compartilharam dados e resultados obtidos durante o ano.

Premiação em Ciências Humanas

O projeto da turma 82 recebeu o reconhecimento como Projeto Destaque na área de Ciências Humanas, em premiação realizada na sexta-feira (24), no Salão de Atos da UFRGS. O trabalho aborda a saúde mental dos profissionais da educação e discute formas de valorização e cuidado no ambiente escolar.

Pesquisas da EMEF CEI

Na quarta-feira (22), estudantes da EMEF CEI também participaram do Salão UFRGS Jovem. O trabalho “A influência da Lei 15.100/25 na dinâmica educacional: desafios e perspectivas”, desenvolvido pelos alunos Júlia Fernanda Wink dos Santos, Cainã Gabriel da Silva e Luiza Manuella Biondo Luz, sob orientação do professor Rafael Geossling Cardoso, analisou os impactos da legislação que proíbe o uso de celulares em sala de aula.

Outro grupo da escola, formado pelos estudantes Asafe Tosseto de Mello, Lívia Schilling, Rafaella Correa de Andrade e Sofia Mariana Ganzer Martin, orientado pela professora Rebeca Cavalcante Lopes, apresentou o projeto “Disseminando o Bem Viver: Cuidando do Rio dos Sinos”. A pesquisa propõe ações de conscientização sobre preservação ambiental e a importância da responsabilidade coletiva. O trabalho também foi exposto no Espaço Jovem Cientista da PUC-RS, na sexta-feira (24).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/10/2025 0 Comentários 312 Visualizações
Projetos especiais

Rumos Mais Pretos recebe inscrições de estudantes e organizações até esta quinta

Por Jonathan da Silva 09/07/2025
Por Jonathan da Silva

O projeto Rumos Mais Pretos está com inscrições abertas até esta quinta-feira, 10 de julho, para estudantes universitários negros, agências de publicidade e organizações que desejam participar da edição 2025. A iniciativa é liderada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em parceria com o DZ Estúdio e busca promover a inclusão de pessoas negras na indústria criativa gaúcha por meio de estágios, mentorias, workshops e capacitações.

Para concorrer às vagas de estágio, os estudantes devem se inscrever no site rumosmaispretos.com.br e participar obrigatoriamente dos workshops que acontecerão entre 14 e 18 de julho, na UFRGS. Ao longo de cinco noites presenciais, 16 profissionais negros de 12 agências e organizações irão ministrar conteúdos sobre comunicação, carreira, processos seletivos e protagonismo negro. O cronograma inclui espaço para networking entre participantes e representantes das agências.

A professora Elisa Reinhardt Piedras, coordenadora do projeto na UFRGS, destaca o objetivo de ampliar a representatividade no setor. “O projeto é muito propício para provocar o mercado contemporâneo de Porto Alegre e da região metropolitana a parar para pensar sobre a inclusão de pessoas negras nesse ambiente. É importante que essas pessoas tenham acesso ao mundo do trabalho em todas as frentes e posições, incluindo liderança e boa remuneração”, afirma Elisa.

Benefícios para agências e organizações

As agências e organizações que aderirem ao projeto deverão informar o número de vagas e as áreas disponíveis. Em contrapartida, terão acesso por um mês à plataforma Representa SA/Blend Edu e ao curso “Práticas Inclusivas em Recrutamento e Seleção”, além de receberem uma biblioteca de conteúdos para promoção da diversidade.

O cronograma prevê o seguinte: em 14 de julho será divulgado o Mural de Vagas, em 18 de julho os estudantes indicarão áreas de interesse e organizações desejadas, em 21 de julho ocorrerão as conexões entre talentos e agências, e em 31 de julho será realizada a seleção final dos candidatos.

O que é o projeto Rumos Mais Pretos

Criado em 2021, o Rumos Mais Pretos chega à terceira edição tendo impactado mais de 250 estudantes negros de comunicação em Porto Alegre e possibilitado mais de 30 vagas de estágio. O projeto conta com apoio institucional de entidades como Associação Riograndense de Propaganda (ARP), Sinapro-RS, Grupo de Profissionais Negros na Indústria Criativa (GPNIC-RS) e Rede Brasil Afroempreendedor (Reafro-RS), além de universidades parceiras, como PUCRS, Unisinos, UniRitter, Universidade Feevale e Faculdade São Francisco de Assis.

O projeto já recebeu reconhecimento regional e nacional, incluindo prêmios no Salão ARP (2023) e no Blend Edu (2024).

Serviço

  • O quê: Inscrições para o Rumos Mais Pretos – Edição 2025
  • Quando: Até quinta-feira, 10 de julho
  • Onde: rumosmaispretos.com.br
  • Quanto: Participação gratuita para estudantes, agências e organizações de Porto Alegre e região metropolitana
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/07/2025 0 Comentários 388 Visualizações
Cidades

Seminário em Porto Alegre debate ações para o pós-enchentes no RS

Por Jonathan da Silva 30/05/2025
Por Jonathan da Silva

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) participou, no dia 12 de maio, do seminário “Desafios e Novas Perspectivas para o Pós-Enchentes”, realizado no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre. O evento reuniu especialistas, representantes de universidades, movimentos sociais, gestores públicos e integrantes da comunidade acadêmica para discutir os desafios e as estratégias de enfrentamento dos impactos das enchentes no Rio Grande do Sul.

A participação do SGB ocorreu por meio da Superintendência Regional de Porto Alegre (Sureg/RS) e contou com a presença da chefe do Departamento de Hidrologia (Dehid), Andrea Germano; do superintendente regional da Sureg/RS, Franco Buffon; e do pesquisador em geociências, Eliel Senhorinho.

De acordo com o superintendente regional da Sureg/RS, Franco Buffon, a presença do SGB no seminário “ressalta como o trabalho técnico e científico do SGB é um pilar essencial na prevenção de desastres geo-hidrológicos e na construção de um futuro mais resiliente para o estado”.

Temas debatidos

O seminário abordou temas relacionados às mudanças climáticas, planejamento urbano sustentável, justiça social e formulação de políticas públicas voltadas à prevenção, mitigação e adaptação aos eventos extremos.

O encontro buscou promover um diálogo multidisciplinar, com foco na construção de soluções e estratégias colaborativas que fortaleçam a resiliência das cidades e da sociedade gaúcha frente aos desafios climáticos. A proposta foi discutir medidas para enfrentar os impactos das enchentes que atingiram o estado em 2024, consideradas a maior tragédia ambiental da história do Rio Grande do Sul.

Articulação entre instituições

Promovido pela Rede Gaúcha de Instituições para o Ensino Sustentável (Regies), o evento também reforçou a importância da atuação conjunta entre instituições, governos e sociedade civil na redução de riscos de desastres, na segurança da população e na preservação ambiental.

Foto: SGB/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/05/2025 0 Comentários 439 Visualizações
Cultura

Projeto de arte nas ruas vira livro com lançamentos na Feevale e na UFRGS nesta semana

Por Jonathan da Silva 26/05/2025
Por Jonathan da Silva

O livro Mesa de Arte na Praça – Práticas de coletividade e ação artística em movimento será lançado nesta semana com eventos em Novo Hamburgo e Porto Alegre. A publicação narra a trajetória do projeto Mesa de Arte na Praça (MAP), idealizado pelo Coletivo A4 Falando em Arte, que desde 2016 promove ações de artes visuais fora dos espaços expositivos tradicionais. O objetivo é inspirar novas iniciativas de democratização do acesso à arte.

O primeiro evento ocorre na terça-feira, 27 de maio, das 19h30min às 21h30min, na Rua Coberta do Campus II da Universidade Feevale (RS 239, 2755 – Novo Hamburgo). Haverá bate-papo com as integrantes do coletivo Ana Hauschild, Simone (Bala) Blauth, Magna Sperb e Andrea Hilgert, com mediação das professoras Lovani Volmer e Caroline Bertani da Silva. A atividade inclui uma intervenção com a exposição em varais de reproduções de obras de arte impressas no formato A3, retomando o formato original do projeto. “A Feevale sediou nossa segunda ação e será muito gratificante retornar para contar toda a trajetória do MAP”, comentou a artista Magna Sperb.

O segundo lançamento acontece na sexta-feira, 30 de maio, das 16h às 18h, no Instituto de Artes da UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248 – Sala 602 – Porto Alegre). O Coletivo A4 Falando em Arte também fará apresentação do projeto, com mediação do doutorando Diego Hasse e da professora Lilian Maus. A intervenção artística será no formato Arte na Caixa, com grandes caixas contendo reproduções de obras circulando entre o público. As duas atividades contarão com a presença da produtora cultural Luana Khodja, responsável pelo planejamento e gestão do MAP desde 2020, e de artistas que participam do projeto.

Publicação reúne registros, depoimentos e memória coletiva

Com 100 páginas, o livro conta com prefácio do historiador e crítico de arte Diego Hasse, textos da jornalista Adriane Costa e depoimentos de artistas, apoiadores e participantes. A obra também apresenta registros fotográficos das ações realizadas pelo MAP. “O livro significa trazer o registro de uma memória coletiva compartilhada. Um movimento que leva arte para rua de maneira acessível e promove o encontro entre artistas e público numa celebração da cultura. Se faz necessária essa publicação para replicar em novas iniciativas”, afirmou a artista Ana Hauschild.

Projeto teve origem em varais de arte e se expandiu para novos formatos

O Mesa de Arte na Praça foi criado em 2016, a partir de uma exposição em varais realizada na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo, com reproduções de obras de arte em tamanho A3. A iniciativa partiu das artistas Ana Hauschild, Bala Blauth, Magna Sperb e, à época, Débora Piva, com a proposta de levar arte a públicos que não frequentam museus ou galerias. “Pensamos em um lugar onde fosse possível olhar, expor e interagir sobre arte”, explicou a artista Bala Blauth. “E desde o início contamos com o apoio de dezenas de artistas, pois a Mesa de Arte na Praça só acontece com a participação de todos”, acrescentou Bala.

Ao longo dos anos, o projeto passou a incluir outros formatos, como o Arte na Caixa, inspirado em capelinhas que circulam por casas com obras em caixas-surpresa, e o Arte no Muro, iniciado em 2021, com reproduções em cartazes lambe-lambe de 1m x 1,5m colados em espaços públicos. Com a pandemia, o projeto também ganhou versão virtual no site mesadeartenapraca.com.br.

Livro é realizado com recursos federais e apoio institucional

O livro é uma realização do projeto Mesa de Arte na Praça e da Imago Produtora, contemplada pelo Programa Retomada Cultural RS, com financiamento da Bolsa Funarte de Apoio às Ações Artísticas Continuadas, da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Ministério da Cultura do Governo Federal.

O lançamento em Novo Hamburgo tem apoio institucional da Universidade Feevale, do Programa de Educação Tutorial (PET), do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), das Galerias Feevale em Trânsito e do Diretório Acadêmico de Artes. Em Porto Alegre, o evento conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, do Instituto de Artes, do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais e do Programa de Extensão Histórias e Práticas Artísticas (PEHPA).

Mais informações podem ser acessadas no site mesadeartenapraca.com.br ou nas redes sociais @mesadeartenapraca.

Foto: Marcos Quintana/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/05/2025 0 Comentários 505 Visualizações
Cultura

Livro que conta trajetória do projeto Mesa de Arte na Praça será lançado na próxima semana

Por Jonathan da Silva 22/05/2025
Por Jonathan da Silva

O livro Mesa de Arte na Praça – Práticas de coletividade e ação artística em movimento será lançado na próxima semana em dois eventos, um na Universidade Feevale e outro no Instituto de Artes da UFRGS. A publicação registra a trajetória do projeto Mesa de Arte na Praça (MAP), criado em 2016 pelo Coletivo A4 Falando em Arte, com o objetivo de democratizar o acesso às artes visuais e inspirar novas ações culturais.

A primeira sessão de lançamento será na terça-feira, 27 de maio, das 19h30min às 21h30min, na Rua Coberta do Campus II da Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Haverá apresentação do livro e bate-papo com as integrantes do Coletivo A4 Falando em Arte — Ana Hauschild, Simone (Bala) Blauth, Magna Sperb e Andrea Hilgert —, com mediação das professoras Lovani Volmer, coordenadora do curso de Artes Visuais, e Caroline Bertani da Silva. Também ocorrerá uma intervenção artística com obras expostas em varais, no formato original da primeira ação do MAP.

O livro significa trazer o registro de uma memória coletiva compartilhada. Um movimento que leva arte para rua de maneira acessível e promove o encontro entre artistas e público numa celebração da cultura. Se faz necessária essa publicação para replicar em novas iniciativas”, afirma a integrante do Coletivo, Ana Hauschild.

Na sexta-feira, dia 30, das 16h às 18h, o lançamento ocorre no Instituto de Artes da UFRGS, em Porto Alegre (Rua Senhor dos Passos, 248 – Sala 602). Além da apresentação do livro e do projeto, haverá bate-papo mediado pelo doutorando Diego Hasse e pela professora Lilian Maus. A intervenção artística será no formato Arte na Caixa, em que reproduções das obras circulam entre o público dentro de caixas.

Nas duas datas, estarão presentes artistas que participam do projeto e a produtora cultural Luana Khodja, responsável desde 2020 pelo planejamento e gestão cultural do MAP.

Como surgiu o projeto

O Mesa de Arte na Praça teve início em 2016 com uma exposição em varais, idealizada pelas artistas Ana Hauschild, Simone (Bala) Blauth, Magna Sperb e Débora Piva. A proposta foi apresentar reproduções de obras impressas em tamanho A3, penduradas em varais na Praça do Imigrante, em Novo Hamburgo, buscando alcançar um público que não frequentava espaços formais de arte. “Pensamos em um lugar onde fosse possível olhar, expor e interagir sobre arte”, explica a artista Simone (Bala) Blauth. “E desde o início contamos com o apoio de dezenas de artistas, pois a Mesa de Arte na Praça só acontece com a participação de todos”, acrescenta.

Novos formatos

Ao longo dos anos, o projeto ampliou suas ações com novos formatos. Um deles é o Arte na Caixa, criado para levar reproduções de obras de arte às periferias, inspirado nas capelinhas que circulam de casa em casa. Em 2021, surgiu a intervenção Arte no Muro, com cartazes no formato lambe-lambe (1m x 1,5m) instalados em espaços públicos. Durante a pandemia, o projeto também ganhou uma versão virtual, por meio do site mesadeartenapraca.com.br.

O coletivo teve mudanças na sua composição ao longo do tempo, com a saída de Débora Piva e a entrada de Mona Locks, e atualmente conta com Andrea Hilgert no grupo. “Estamos disseminando esse trabalho de democratização da arte para reforçar que o projeto Mesa de Arte na Praça é um exemplo que pode ser executado por outros grupos, em outros lugares. Além disso, o livro é um documento histórico de uma época, de um período da história da arte”, explica a artista Andrea Hilgert.

A publicação

O livro tem 100 páginas, prefácio do historiador e crítico de arte Diego Hasse, textos da jornalista Adriane Costa e depoimentos de artistas, apoiadores e participantes do MAP. O conteúdo traz registros fotográficos das ações realizadas e relatos sobre os processos que marcaram o desenvolvimento do projeto.

A publicação é uma realização do projeto Mesa de Arte na Praça e da Imago Produtora, com financiamento do Programa Retomada Cultural RS e da Bolsa Funarte de Apoio às Ações Artísticas Continuadas, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Ministério da Cultura e Governo Federal.

Em Novo Hamburgo, o lançamento conta com apoio institucional da Universidade Feevale, Programa de Educação Tutorial (PET), Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Galerias Feevale em Trânsito e Diretório Acadêmico de Artes. Em Porto Alegre, o evento tem apoio da Pró-reitoria de Extensão da UFRGS, Instituto de Artes, Programa de Pós-graduação em Artes Visuais e do Programa de Extensão Histórias e Práticas Artísticas (PEHPA).

Mais detalhes estão disponíveis no site mesadeartenapraca.com.br e nas redes sociais @mesadeartenapraca no Facebook e Instagram.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
22/05/2025 0 Comentários 512 Visualizações
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