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tratamento

Saúde

Pesquisadores brasileiros iniciam novo estudo sobre tratamentos anticoagulantes em pacientes com Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 08/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

O grupo Coalizão, grupo que reúne especialistas de instituições e hospitais brasileiros, deu início a um estudo sobre diferentes estratégias de anticoagulação em pacientes hospitalizados com Covid-19. O objetivo é avaliar o impacto do tratamento na mortalidade, tempo de internação hospitalar e tempo de necessidade de suporte de oxigênio ao final de 30 dias de tratamento. “O BCRI (Brazilian Clinical Research Institute) e o Hospital Albert Einstein serão responsáveis pela coordenação operacional do estudo, que é uma iniciativa liderada pelo grupo Coalização”, diz o Dr. Renato Lopes, Professor Livre Docente da Divisão de Cardiologia da Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e da Duke University (EUA).

O estudo clínico randomizado acontece em cerca de 40 centros brasileiros e pretende analisar 600 pacientes divididos em dois grupos para avaliar diferentes estratégias de anticoagulação: a anticoagulação plena, com rivaroxabana 20mg, uma vez ao dia, seguida de heparina em dose terapêutica (quando indicado) e a anticoagulação profilática (heparina ou fondaparinux). “Será o primeiro estudo randomizado a testar uma estratégia de anticoagulação plena com um anticoagulante oral direto, a rivaroxabana, em pacientes com a Covid-19”, conta Dr. Renato.

“Evidências científicas iniciais relacionam o surgimento de microtrombos em pacientes com a Covid-19, que podem levar a piores desfechos clínicos. O estudo, portanto, testará qual é a melhor estratégia de anticoagulação para potencialmente evitar que esse paciente evolua ao óbito ou para um quadro mais grave de insuficiência respiratória em que necessite mais tempo de internação hospitalar”, explica o médico. E completa: “O nosso estudo ACTION diferencia-se de muitas das outras pesquisas por ser um estudo clínico randomizado e com número adequado de participantes para se demonstrar um potencial efeito da anticoagulação plena sobre desfechos clinicos relevantes. Desta forma, o estudo trará respostas mais robustas, com maior nível de evidência e gerando resultados mais precisos sobre uma real forma de tratamento para esses pacientes”.

Testes clínicos de medicamentos

A Coalizão Covid Brasil constitui uma aliança inédita e eficiente entre Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), em parceria com Ministério da Saúde, para condução de testes clínicos com medicamentos para Covid-19. A Coalizão Covid Brasil conta com o apoio da EMS fornecendo os medicamentos hidroxicloroquina e azitromicina, do Aché fornecendo dexametasona e da Bayer fornecendo rivaroxabana. Por meio dessa colaboração acadêmica é possível acelerar oportunidades de respostas científicas com impacto positivo na saúde no Brasil.

Todas estas pesquisas são lideradas de forma simultânea e colaborativa pelas instituições Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

Os resultados dos primeiros estudos estarão disponíveis em 30 a 60 dias, e permitirão dar respostas confiáveis e sólidas com alto rigor científico, e, portanto, mais confiáveis sobre tratamentos para pacientes com Covid-19. Desta maneira, a Coalizão Covid-19 Brasil contribui e contribuirá na redução do ônus da Covid-19 no Brasil e, potencialmente, em outras regiões geográficas do mundo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/07/2020 0 Comentários 674 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento oferece tratamento para Covid-19 com plasma de pacientes curados

Por Gabrielle Pacheco 10/06/2020
Por Gabrielle Pacheco

Uma das terapias para a Covid-19 que vem ganhando destaque é a utilização de plasma sanguíneo convalescente de pessoas recuperadas. A alternativa tem como princípio a imunização passiva – ou seja, espera-se que os anticorpos produzidos por alguém que já foi infectado pelo vírus e que estão presentes na parte líquida do sangue forneçam imunidade a pacientes com a doença. O tratamento vem sendo pesquisado e utilizado nos principais polos científicos, e está disponível no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

O chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Moinhos de Vento, Alexandre Zavascki, destaca que é uma terapia experimental. Com segurança, ela vem sendo avaliada em pesquisas clínicas, com resultados possivelmente benéficos e promissores. O tratamento já foi utilizado em epidemias de Ebola e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) – sendo essa última também provocada por um tipo de coronavírus.

“O plasma utilizado nessa terapia é de pessoas curadas que passam por critérios para comprovar a eliminação total da infecção. Ou seja, eles não possuem o vírus, mas o componente líquido com as proteínas do sangue contém anticorpos contra o novo coronavírus. Então é realizada uma espécie de transfusão para a coleta desse material, que será utilizado em um paciente em tratamento”, explica o infectologista.

O método com plasma de recuperados é utilizado a partir de critérios como a confirmação do diagnóstico, o nível de oxigênio no sangue e o tempo de evolução da doença. Zavascki pondera que cada caso possui indicações terapêuticas específicas que são discutidas com o paciente e familiares, pois não há um tratamento padrão com comprovação científica para a Covid-19. No Hospital Moinhos de Vento, o Serviço de Infectologia elaborou um protocolo com base nas evidências dos benefícios da terapia.

O chefe do Serviço de Pneumologia, Marcelo Basso Gazzana, ressalta que pesquisas já indicam uma relação do tratamento com plasma e a eliminação mais rápida do vírus do organismo do paciente. “É uma terapia que não está disponível em todos os lugares e, entre outras opções, pode ser utilizada para tratamento de pacientes com a doença de nível moderado a grave. Há evidências de que ela pode reduzir a carga viral e os danos, e consequentemente o tempo de internação”, conclui o pneumologista.

No momento, não há estrutura de coleta de plasma convalescente em Porto Alegre. O material vem de São Paulo para utilização no Hospital Moinhos de Vento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2020 0 Comentários 471 Visualizações
Saúde

AMRIGS publica nota técnico-científica sobre medicações para pacientes com diagnóstico da Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 27/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

A AMRIGS divulgou uma nota técnica sobre o tratamento de pessoas com Covid-19 e o uso da hidroxicloroquina. No documento, a associação observa que até o atual momento não há nenhum tratamento específico considerado eficaz contra o novo coronavírus. A entidade fez uma série de recomendações sobre a decisão do uso da cloroquina, amparadas em pareceres médicos.

Com base nos conhecimentos existentes relativos ao tratamento de pacientes portadores de Covid-19 com cloroquina e hidroxicloroquina, o Conselho Federal de Medicina propõe considerar o uso em pacientes com sintomas leves no início do quadro clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue), e que tenham confirmado o diagnóstico de Covid-19, a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com o paciente, sendo ele obrigado a relatar ao doente que não existe até o momento nenhum trabalho que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da Covid-19, explicando os efeitos colaterais possíveis, obtendo o consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares, quando for o caso.

Também deve ser considerado o uso em pacientes com sintomas importantes, mas ainda não com necessidade de cuidados intensivos, com ou sem necessidade de internação, a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com o paciente, sendo o médico obrigado a relatar ao doente que não existe até o momento nenhum trabalho que comprove o benefício do uso da droga para o tratamento da Covid-19, explicando os efeitos colaterais possíveis, obtendo o consentimento livre e esclarecido do paciente ou dos familiares, quando for o caso.

Sobre o uso compassivo em pacientes críticos recebendo cuidados intensivos, incluindo ventilação mecânica, a entidade afirma que “é difícil imaginar que em pacientes com lesão pulmonar grave estabelecida, e na maioria das vezes com resposta inflamatória sistêmica e outras insuficiências orgânicas, a hidroxicloroquina ou a cloroquina possam ter um efeito clinicamente importante”, finaliza.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
27/05/2020 0 Comentários 664 Visualizações
Variedades

Comitê internacional valida estudo liderado pelo Hospital Moinhos para tratamento da Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 07/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

O comitê independente de monitoramento de dados de segurança aprovou o estudo Coalizão 1, liderado pelo Hospital Moinhos de Vento, que versa sobre o tratamento do novo coronavírus. É a primeira análise pela qual passou a pesquisa que avalia a eficácia do tratamento com hidroxicloroquina, com ou sem adição de azitromicina, para melhorar o quadro respiratório de pacientes internados em hospitais brasileiros com quadros leves a moderados de Covid-19.

Cientistas australianos e neozelandeses verificaram que a investigação está sendo conduzida de maneira adequada e não detectaram evidências suficientes de riscos ou de benefícios para interromper precocemente a pesquisa. O Hospital Moinhos de Vento lidera este e mais seis estudos da Coalizão COVID Brasil, que congrega os hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês, HCor, Hospital Alemão Osvaldo Cruz e Beneficência Portuguesa de São Paulo. Também fazem parte do grupo a Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet) e do Brazilian Clinical Research Institute (BCRI).

Segundo Regis Goulart Rosa, médico intensivista e pesquisador do Moinhos de Vento que é membro do comitê diretivo da Coalizão Covid Brasil, os resultados consolidados devem ser divulgados entre o final de maio e o início de junho. “As análises interinas contribuem para garantia da qualidade do estudo e, também, para constatação precoce de benefícios ou riscos das intervenções avaliadas”, destaca.

Avaliação criteriosa

Pelos resultados parciais do estudo, segundo o médico, ainda não é possível dizer se um dos tratamentos avaliados – hidroxicloroquina em monoterapia, ou associação da hidroxicloroquina com a azitromicina, ou o tratamento usual – é melhor do que os outros. “Se em algum desses momentos tivermos uma evidência de efetividade ou se for comprovado risco, podemos ter uma conclusão antes do prazo estimado. Mas tudo passa pela avaliação criteriosa dos órgãos reguladores e entidades científicas”, destaca.

Até o momento, 474 pacientes foram recrutados. São pessoas que necessitaram de internação e alguns que, eventualmente, precisaram de oxigênio. Além de observar se a hidroxicloroquina é eficaz para o tratamento desses casos, os pesquisadores também analisam se a adição do antibiótico azitromicina pode potencializar o efeito do remédio e se traz algum benefício adicional. Até o final, 630 pacientes devem ser avaliados.

A Coalizão

Segundo Regis Goulart Rosa, a iniciativa Coalizão Covid Brasil está com sete protocolos de pesquisa em andamento. “Esses estudos trarão respostas importantes sobre a eficácia e segurança de potenciais tratamentos medicamentosos e, também, sobre o impacto da doença causada pelo novo coronavírus na qualidade de vida das pessoas”, conclui.

A aliança interinstitucional Coalização Covid Brasil conta com o apoio do Ministério da Saúde e de laboratórios farmacêuticos como EMS, Ache e Bayer. Ao todo, mais de 3 mil pacientes serão acompanhados pelo projeto por um ano após a alta hospital. Mais de 80 hospitais do país estão envolvidos no recrutamento e nas pesquisas.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/05/2020 0 Comentários 732 Visualizações
Saúde

Idosos com depressão devem ter acompanhamento profissional e familiar

Por Gabrielle Pacheco 16/01/2020
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, em 2017, o Brasil tinha 11,5 milhões de pessoas com depressão, sendo que os idosos estavam entre os mais atingidos pela doença. No mês lembrado pela conscientização sobre a saúde mental, especialistas da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alertam: receber os cuidados profissionais e familiares adequados é fundamental no tratamento.

A psicóloga especialista em Gerontologia Eloisa Adler explica que a longevidade é um desafio do século XXI à medida que cada vez mais as pessoas atingem idades muito avançadas. “Nesses últimos anos, as políticas, ações e os estudos na área do envelhecimento avançaram muito, mas o cenário da velhice também mudou. Não estamos preparados ainda para atender nossos velhos, quanto mais os velhos muito velhos, frágeis e dependentes”, explica a psicóloga.

“Existem muitas velhices, existem idosos saudáveis com autonomia e em plena atividade, como a atriz Fernanda Montenegro, ícone da velhice com saúde física e mental. Mas, também, existe o outro extremo que é a velhice com doenças e dependência absoluta”, diz Eloisa.

“Nessa etapa da vida, com o aumento das perdas e a proximidade da terminalidade da vida, a saúde mental dos idosos sofre fortes impactos”, complementa a médica geriatra Claudia Burlá. Com alguma frequência, “as limitações decorrentes do processo do envelhecimento, como o declínio funcional do corpo físico, a perda do status social, limitações financeiras e múltiplas perdas afetivas precipitam o surgimento da depressão”, pontua a geriatra.

Claudia acrescenta que a intervenção medicamentosa isoladamente nem sempre resolve este transtorno mental. “É essencial fazer um tratamento integrado com profissionais da psicologia, atendendo às diversas demandas psicossociais”. Tristeza é um sentimento próprio da condição humana, distingue Eloisa: “a sociedade contemporânea tende a biomedicalizar questões existenciais, que são diferentes da depressão. Esta, por sua vez, é uma doença e deve ser tratada com fármacos, psicoterapia e participação social”.

Importância da família

No país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Entre os idosos de 60 a 65 anos, 1,2% tinha depressão em 2017, de acordo com a OMS, representando a faixa etária com mais pessoas depressivas no Brasil. Ter um acompanhamento familiar pode ajudar no tratamento da doença entre os mais velhos, dizem as especialistas. Para a psicóloga, nem sempre é fácil identificar o adoecimento de um familiar idoso:

“Às vezes falam que é ‘coisa de velho’. Mas, se for um quadro de depressão, é preciso que os familiares reconheçam a doença e possam tomar as medidas necessárias para tratá-la”. Com o processo do envelhecimento, é frequente que a pessoa idosa seja progressivamente excluída e marginalizada. Esta perda gradativa do lugar de importância no contexto social e familiar pode culminar num isolamento doloroso e, por vezes, adoecedor. O convívio inter-geracional e a participação social são determinantes para a inclusão da pessoa idosa na sociedade contemporânea, concluem Adler e Burlá.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
16/01/2020 0 Comentários 580 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento integra rede para receber pacientes traumatizados

Por Gabrielle Pacheco 16/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

No Brasil, causas externas – como acidentes, violência urbana e catástrofes – são as que mais matam pessoas até 39 anos de idade. O país ocupa o quinto lugar no ranking mundial de vítimas fatais no trânsito e, ano após ano, segue entre os 20 com os maiores índices de homicídios. Estima-se que, para cada morte, os hospitais tenham de 20 a 40 sobreviventes em tratamento. Os custos sociais e econômicos são incalculáveis.

O tema foi assunto do I Simpósio Cirurgia do Trauma – Atendimento Qualificado ao Traumatizado: Como Enfrentar este Desafio, realizado na última quinta-feira (12), no Hospital Moinhos de Vento. Médicos cirurgiões, intensivistas, enfermeiros e técnicos trocaram experiências e conheceram a realidade de outras regiões do estado e do Brasil, além de uma cidade dos Estados Unidos semelhante a Porto Alegre.

“Os países que mais conseguiram reduzir mortes e invalidez foram os que mais investiram em campanhas de conscientização”

Um problema de saúde pública

O cirurgião Tércio Campos, presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Trauma, falou sobre os problemas que o Brasil enfrenta hoje no atendimento a traumatizados. Falta de treinamento, de equipamentos e de um registro para ter dados mais precisos são alguns deles. O especialista considerou os acidentes de trânsito uma questão de saúde pública, sendo necessários investimentos pesados em prevenção. “Os países que mais conseguiram reduzir mortes e invalidez foram os que mais investiram em campanhas de conscientização”, afirmou.

O médico apresentou gráficos que apontam quase 50% de redução das mortes e dos gastos com tratamentos de politraumatizados em São Paulo nos últimos dez anos. A evolução acompanha os avanços na legislação, como as leis Seca, do ABS e do air-bag, além do Maio Amarelo e de outras campanhas de conscientização. “Ao mesmo tempo, aumentou o acesso das vítimas à cirurgia imediata, ampliando também as chances de recuperação”, ressaltou. O médico abordou o Plano Nacional de Catástrofes, criado para servir de referência em casos como o incêndio na boate Kiss e o rompimento da barragem em Brumadinho. “Temos de estar preparados e treinados. E esse treinamento tem que ser integrado: médicos, enfermeiros, técnicos, socorristas etc”, concluiu.

A experiência do cirurgião gaúcho Luiz Gonçalves Foernges, que hoje trabalha no Geisinger Medical Center, nos Estados Unidos, foi outro destaque da noite. No hospital da cidade de Danville, quase metade dos pacientes traumatizados são encaminhados de outras instituições. A realidade é muito diferente da brasileira. Com seis helicópteros e centros de trauma adulto e pediátrico, já recebeu quase três mil pacientes traumatizados para a realização de cirurgias em 2019. “Se esse sistema de encaminhamento acontecesse aqui, desafogaria os leitos no SUS”, disse.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/12/2019 0 Comentários 497 Visualizações
Saúde

Hospital Regina investe R$ 1,4 milhão em UTI neonatal

Por Gabrielle Pacheco 21/11/2019
Por Gabrielle Pacheco

Prestes completar 90 anos, o Hospital Regina busca avançar em qualificação e tecnologia para oferecer aos pacientes o que há de mais inovador. Com um investimento de 1,4 milhão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da instituição, foi realizada a reestruturação dos suportes ventilatórios, com a aquisição de respiradores desenvolvidos especialmente para recém-nascidos. Quatro incubadoras de última geração e outros seis aparelhos de fototerapia completam a inovação da unidade e trazem para a região uma revolução no cuidado de pacientes críticos.

Com o investimento nas incubadoras, o hospital se torna a instituição com mais equipamentos desta tecnologia em todo o estado. O principal diferencial do aparelho está nos recursos integrados, como aquecedor e balança, que criam uma estação de atendimento neonatal única. Sua plataforma deslizante e giratória facilita o posicionamento dos pacientes para todos os tipos de procedimentos. “O equipamento possui berço e incubadora no mesmo aparelho. Caso o profissional precise atender alguma urgência, basta elevar a tampa que ela vai manter o bebê aquecido, sem que ele precise ser removido. É o que existe de melhor no mercado”, explica o médico coordenador da UTI Neonatal, Sérgio Travi.

“Caso o profissional precise atender alguma urgência, basta elevar a tampa que ela vai manter o bebê aquecido, sem que ele precise ser removido.”

O Hospital Regina proporciona a presença constante da família no cuidado neonatal, o que é imprescindível para a recuperação do bebê. Por isso, a incubadora também conta com basculantes de contato amplas e removíveis, além de uma base elevatória com diversos ajustes de altura, proporcionando mais conforto e interação entre bebê e família.

Já os respiradores adquiridos são os únicos desenvolvidos especialmente para atender as necessidades dos recém-nascidos prematuros. São seis equipamentos que compõem a reestruturação da unidade, que se adaptam às necessidades do bebê, sendo um deles de alta freqüência. ”Este conjunto de investimentos transformou nossa UTI em uma das mais bem equipadas da região”, afirma o médico.

Olhar para o cuidado intensivo

A reestruturação do suporte ventilatório foi expandida também para as outras Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regina. Onze respiradores de alta tecnologia foram adquiridos, sendo três para a UTI Pediátrica e oito para a UTI Adulto, proporcionando cuidado mais qualificado para os pacientes que necessitam de atendimento de alta complexidade.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/11/2019 0 Comentários 1,1K Visualizações
Saúde

Câncer infanto-juvenil cresceu 13% nas últimas décadas

Por Gabrielle Pacheco 10/11/2019
Por Gabrielle Pacheco

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, nos últimos 20 anos, o número de novos casos de câncer em crianças com idade até 14 anos cresceu 13% no mundo. Nessa faixa etária, os cânceres mais comuns são as leucemias, os do sistema nervoso central e linfomas. De acordo com Nelson Tatsui, Diretor-Técnico do Grupo Criogênesis e Hematologista do HC-FMUSP, habitualmente o câncer infanto-juvenil não apresenta uma causa específica em que se possa atuar preventivamente.

“Ao contrário de muitos cânceres em adultos, os casos em crianças e adolescentes não estão ligados ao estilo de vida e a fatores de risco ambientais. Dessa forma, os responsáveis devem estar atentos a quaisquer sinais relacionados a nódulos ou inchaços, convulsões, dores progressivas, febres persistentes, perda de peso ou alterações súbitas de visão, assim como qualquer outro mal-estar persistente”.

“Ao contrário de muitos cânceres em adultos, os casos em crianças e adolescentes não estão ligados ao estilo de vida e a fatores de risco ambientais.”

Uma importante inovação para o tratamento de alguns tipos da patologia é a utilização do sangue do cordão umbilical, que assim como a medula óssea, é rico em células-tronco que podem originar diversos tipos de tecidos. “As células-tronco são células ‘mães’, capazes de criar os componentes do sangue humano e do sistema imunológico do corpo. A partir dessas células, formam-se glóbulos vermelhos, que levam o oxigênio aos tecidos; glóbulos brancos, que combatem infecções; e plaquetas, que atua na coagulação”, explica.

“As células-tronco são células ‘mães’, capazes de criar os componentes do sangue humano e do sistema imunológico do corpo.”

Para Tatsui, ter as células-tronco armazenadas é uma forma de prevenção. Além disso, nos casos de família com histórico de doenças graves, sobretudo câncer, é recomendável fazer o congelamento. “É importante destacar que as células-tronco, além de serem compatíveis com o próprio bebê, possuem uma chance aumentada de compatibilidade entre irmãos. Com as células criopreservadas, há maior rapidez no tratamento e diminuição dos riscos de rejeição e efeitos colaterais após o transplante”, finaliza.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
10/11/2019 0 Comentários 433 Visualizações
Saúde

Hospital Lauro Reus lança projeto de equoterapia

Por Gabrielle Pacheco 26/09/2019
Por Gabrielle Pacheco

Dócil, carinhosa e pronta para fazer novos amigos. Assim a égua Ofélia chegou ao estacionamento do Hospital Lauro Reus na manhã da terça-feira (24), trazendo alegria para os cerca de 10 pacientes, funcionários e visitantes que puderam interagir com ela.

A ação fez parte do lançamento de um projeto piloto de equoterapia, terapia auxiliada por animais (cavalos), com o objetivo de potencializar as habilidades físicas e mentais dos pacientes em tratamento, reduzir suas limitações, promovendo benefícios físicos e psicológicos.

O projeto é uma parceria entre o Hospital Lauro Reus e o Centro Hípico Manège Metzler, que fornecerá os animais para a terapia, que deve ocorrer uma vez por mês, bem como o profissional responsável pelo animal.

Internada no hospital há 12 dias, a paciente Iolanda dos Santos Bender, de 78 anos, só vê benéficos na ação.

“Fiquei muito feliz em poder tocar na égua. Tínhamos experiência com cavalos no nosso sítio, mas não assim. Aqui é diferente, pois isso nos dá um novo ânimo”, definiu Iolanda.

Segundo o prefeito Luciano Orsi, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, apoia e incentiva ações com instrumentos terapêuticos alternativos para fins de saúde, como meditação e Ioga, que fazem parte da rede básica de saúde. “Essas ações beneficiaram os pacientes, que tanto necessitam de atenção, carinho e cuidado, auxiliando na recuperação da saúde, autoestima e na alegria de todos envolvidos nas atividades”, destaca Orsi.

O contato com os animais pode ajudar no tratamento e na recuperação de diversos pacientes, de acordo com psicóloga do Hospital Lauro Reus, Fernanda Vanzella, que coordena o projeto.

“Existem muitos estudos científicos que comprovam os benefícios desse trabalho com cavalos na recuperação de pacientes, em especial aqueles com depressão, que pode ser causada por longos períodos de internação. Isso ajuda principalmente na liberação de hormônios que são responsáveis por sentimentos como felicidade, amor, satisfação. Uma atividade como a montaria de um cavalo pode envolver entre 1 mil e 1,2 mil músculos do paciente. Essa troca de energia, entre os humanos e animais, é muito positiva para os pacientes”, disse.

A psicóloga conta ainda que sugeriu a equoterapia devido a experiências anteriores que desenvolveu com crianças autistas.

“O que queremos é oferecer um atendimento mais humanizado possível aos nossos pacientes, sempre imaginando como nos sentiríamos se estivéssemos na mesma posição deles”, define.

Terapia do amor

Inajara De Oliveira Abreu, responsável técnica do Lauro Reus, explica que a equoterapia faz parte da Terapia do Amor, um conjunto de terapias complementares que são utilizadas no hospital e que devem ser ampliadas ainda mais.

“Temos, por exemplo, Hora do Conto para crianças e ainda um trabalho muito positivo de musicoterapia, coordenado também pela psicóloga Fernanda, inclusive utilizando a música com pacientes em coma. São atividades terapêuticas que levam o cuidado médico muito além dos exames e da medicação”, conta Inajara.

Foto: Eder Zucolotto/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/09/2019 0 Comentários 468 Visualizações
Saúde

Novos tratamentos para psoríase são incluídos no SUS

Por Gabrielle Pacheco 23/09/2019
Por Gabrielle Pacheco

Foi aprovada, no último dia 11 de setembro, a incorporação de ustequinumabe no Sistema Único de Saúde com a atualização do PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) para tratamento de psoríase moderada à grave. O imunobiológico da Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, será uma importante opção para pacientes que falharam à terapia com medicamentos anti-TNF ou que apresentem alguma contraindicação a esta classe.

A psoríase é uma doença crônica e inflamatória conhecida por causar lesões na pele que descamam e causam grande incomodo físico e psicológico, afetando a autoestima e a confiança dos pacientes. No Brasil, mais de 3 milhões de pessoas convivem com a doença.

Para os pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais, os medicamentos imunobiológicos são fundamentais: “A incorporação pelo SUS dessa classe de medicamentos mais modernos tem uma importância vital para a melhoria do bem-estar físico e psíquico dos pacientes”, afirma o Dr. Ricardo Romiti, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e responsável pelo Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da USP.

“Sem dúvida, essa nova diretriz possibilitará que o manejo da psoríase seja realizado da forma mais eficaz possível alcançando um maior número de pacientes”, completa.

“Tratamentos biológicos, como o ustequinumabe, são compostos por moléculas complexas, produzidas a partir de células vivas por meio de técnicas de biotecnologia. São medicações eficazes ao combater quadros mais complexos da doença, em que outras terapias não fazem o efeito desejado”, explica o especialista.

O tratamento adequado é a única forma de minimizar os efeitos negativos da doença na vida dos pacientes: as lesões representam um grande incômodo para os pacientes pois podem tomar conta de órgãos visíveis, como braços, pernas, tronco e couro cabeludo.

Com o avanço de pesquisas e estudos sobre a doença, chegaram ao mercado novas classes de biológicos que agem bloqueando de forma específica a reação inflamatória, como “mísseis teleguiados” sobre as chamadas interleucinas. O especialista explica que esses medicamentos “são opções inovadoras, extremamente eficazes e seguras, e que oferecem alta porcentagem de regressão das lesões de pele. Isso porque elas atuam diretamente nessas citocinas que promovem a ação inflamatória causadora das lesões de psoríase”.

“A falta de conhecimento, o medo infundado de contágio e o próprio preconceito pela doença ainda são uma realidade do dia-a-dia das pessoas com psoríase, levando-as ao isolamento. Consequentemente, as relações sociais, a autoimagem e a autoestima também são prejudicadas pela doença”, relata o médico.

Fato que se traduz em números: quase 70% dos pacientes são acometidos por patologias psicológicas, como ansiedade (39,7%) e depressão (27,1%), segundo o estudo APPISOT, publicado no Journal of Dermatological Treatment.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/09/2019 0 Comentários 583 Visualizações
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