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Cidades

Varejo lidera geração de novos postos de trabalho no Rio Grande do Sul em outubro

Por Gabrielle Pacheco 23/11/2018
Por Gabrielle Pacheco

A boa contribuição do varejo gaúcho para que o Rio Grande do Sul tivesse, em outubro, saldo positivo na geração de postos de trabalho com carteira assinada é um ponto que merece ser saudado nessa reta final de 2018, na avaliação do presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. Foi o segundo mês consecutivo em que o Estado registrou mais contratações do que dispensa de trabalhadores, de acordo com levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No total, o RS teve um aumento de 9.319 vagas de emprego, sendo que o comércio teve o melhor resultado entre os setores, com saldo de +4.279.

O desempenho positivo do varejo no período deve-se muito ao fato dos lojistas realizarem contratações temporárias para o período de final de ano, onde, tradicionalmente, aumenta a demanda de clientes e é necessário ter equipes mais robustas.

“Sempre há tendência de contratações temporárias em setembro, outubro e novembro, porque é o auge do varejo, quando os lojistas se preparam para as vendas que, historicamente, são as maiores no segundo semestre”, destaca Vitor Augusto Koch.

O presidente da FCDL-RS lembra, ainda, que o advento da Black Friday, em novembro, é outro fator que impulsiona o número de admissões no período. Além disso, há um maior volume de dinheiro circulando no segundo semestre, outro aspecto que auxilia o surgimento de mais oportunidades no mercado de trabalho.

“Também tivemos algumas coisas que contribuíram na circulação de capital, como ingresso do dinheiro do PIS/Pasep e o adiantamento da metade do 13º salário dos aposentados. Agora, aproxima-se a metade do 13º dos trabalhadores e do adiantamento da distribuição do resultado de exercício. Então, há mais dinheiro, a demanda aumenta e o comércio e o próprio setor de serviços contratam bastante”, ressalta Vitor Augusto Koch.

O levantamento do Caged apontou que o Rio Grande do Sul teve o terceiro melhor desempenho entre os estados no mês de outubro, ficando atrás de São Paulo (+13.088) e Santa Catarina (+9.743). No âmbito nacional, o resultado também foi de mais empregos, com 57,7 mil vagas e acúmulo de 790,6 mil postos formais.

No período de abril a agosto, o Rio Grande do Sul tinha registrado uma série negativa de geração de empregos, fato que teve reversão em setembro, quando voltou a ter saldo positivo e seguiu em outubro, com mais admissões do que demissões. No acumulado do ano, a diferença entre contratados e demitidos é de 31,5 mil.

Porto Alegre foi o município com o melhor saldo em outubro, com + 1.437, ficando no topo do ranking por possuir fatores que contribuem para o aumento da contratação de colaboradores, como a concentração do maior número de pessoas e dos maiores shoppings. Na sequência, vieram Caxias do Sul (+640) e Rio Grande (+364).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
23/11/2018 0 Comentários 405 Visualizações
Saúde

Ministério do Trabalho alerta que frentistas estão expostos a substância cancerígena

Por Gabrielle Pacheco 01/02/2018
Por Gabrielle Pacheco

Uma prática comum em postos revendedores de combustíveis no Brasil está chamando a atenção para um problema que entrou na mira dos auditores-fiscais do Ministério do Trabalho (MTb). Frentistas que continuam enchendo o tanque dos veículos após o travamento automático da bomba estão expostos a grandes quantidades de vapor de gasolina, que contém benzeno – líquido incolor e cancerígeno. Mas completar o tanque “até a boca” é apenas uma das atividades que causam essa exposição. Por isso, em 2017, auditores fiscais do MTb realizaram 1.796 ações, verificando o cumprimento de medidas para diminuir os riscos ocupacionais relacionados ao benzeno nos postos.

As medidas estão previstas no Anexo 2 da Norma Regulamentadora nº 09 (NR-09), de setembro de 2016, que estabeleceu exigências relacionadas aos procedimentos, ao treinamento dos trabalhadores e ao controle ambiental nos postos, entre outras. Segundo o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho e coordenador da Comissão Nacional Permanente do Benzeno (CNPBz), Carlos Eduardo Ferreira Domingues, a exposição ocupacional ao benzeno acontece por via aérea ou por contato da gasolina com a pele. Um dos momentos de grande exposição ocorre durante o abastecimento dos veículos, quando grande quantidade de vapor de gasolina é liberada pelo bocal do tanque, atingindo diretamente o frentista.

O problema se agrava quando o trabalhador continua enchendo o tanque “até a boca”, após o travamento automático da bomba. “Nesse caso, ele precisa se aproximar do bocal de abastecimento do tanque e a exposição ao vapor de gasolina contendo benzeno é muito maior”, explica Carlos Eduardo. “No abastecimento normal, o sistema automático permite que o frentista se afaste do bocal, mas ainda assim o benzeno continua no ar.”

Flanela

Outro risco para os frentistas é o uso de flanela ou estopa para impedir respingos, ou para a limpeza após extravasamentos de gasolina na lataria dos veículos. O tecido absorve o vapor com benzeno, que chega ao trabalhador quando há contato com a pele.

Seu uso já é proibido pela NR-09. A limpeza, nesses casos, deve ser feita com tolhas de papel absorvente, desde que o trabalhador esteja com luvas impermeáveis apropriadas. Para a proteção contra respingos, deve-se utilizar um dispositivo desenhado para esse fim e adaptado ao bico de abastecimento.

O Anexo 2 da NR-09 também diz que os empregadores são responsáveis pela higienização semanal dos uniformes usados pelos trabalhadores. O descumprimento desse item, no entanto, foi o maior motivo de autuações aos postos nas fiscalizações do ano passado.

Tanques

Outra atividade que causa grande exposição ao benzeno é o descarregamento dos caminhões-tanque de combustível. Como o tanque do posto está praticamente vazio nesse momento, os vapores de gasolina se acumulam naquele espaço, saindo pelos respiros no momento em que ele é preenchido com combustível. “Quando se enche o tanque de gasolina de um posto revendedor de combustíveis, há uma grande emanação de vapores e a exposição ao benzeno no ambiente é maior, porque o vapor de gasolina é mais pesado que o ar e, mesmo lançado através dos respiros, retorna ao nível do solo”, alerta Carlos Eduardo.

Os trabalhadores que realizam essa operação de descarga devem utilizar máscaras de proteção respiratória de face inteira, com filtro para vapores orgânicos, além de equipamentos de proteção para a pele. No entanto, os auditores-fiscais do MTb constataram o descumprimento dessa norma em vários postos.

Recuperação

Segundo Carlos Eduardo, a principal preocupação dos donos de postos deve estar em impedir a emanação dos vapores emitidos pela gasolina no ambiente de trabalho. A NR-09 prevê a instalação de um sistema de recuperação nas bombas de abastecimento de gasolina, para captar o vapor e devolvê-lo ao tanque do posto.

Depois de uma negociação tripartite, foi estabelecido um prazo de seis anos a partir de setembro 2016, para a substituição ou adaptação das bombas de gasolina mais antigas e um escalonamento para as mais novas, chegando a até 15 anos para as bombas instaladas entre 2016 e 2019. “O próximo passo será iniciar a discussão sobre a recuperação de vapores de gasolina durante o descarregamento dos caminhões-tanque nos postos”, conta o coordenador da CNPBz.

Ele explica que, além dos frentistas, outros trabalhadores, como os funcionários de lojas de conveniência, também podem estar expostos aos vapores de gasolina contendo benzeno. Já no caso dos usuários dos postos, segundo ele, o risco é menor, pois eles ficam menos tempo em contato com o problema.

Fontes: Assessoria | Foto: Reprodução
01/02/2018 0 Comentários 1,2K Visualizações
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