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Saúde

Levantamento aponta que Novo Hamburgo registra alto risco para surto de dengue

Por Jonathan da Silva 09/06/2026
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo apresenta alto risco de surto de dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, conforme aponta o segundo boletim informativo de 2026 do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O estudo foi elaborado pelo Projeto de Prevenção e Combate à Dengue, desenvolvido pela Universidade Feevale em parceria com a Prefeitura de Novo Hamburgo. O levantamento foi realizado entre os dias 11 e 19 de maio e identificou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 4%, indicando que um em cada 25 imóveis vistoriados apresentou presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O LIRAa tem como objetivo medir os níveis de infestação do mosquito para orientar ações de controle. Durante o período de coleta, agentes de combate às endemias visitaram 3.924 imóveis, o equivalente a cerca de 5% das propriedades do município. Ao todo, foram coletadas 252 amostras de larvas e pupas de mosquitos, encaminhadas para análise no laboratório da Universidade Feevale. Destas, 76% foram identificadas como pertencentes ao Aedes aegypti.

Principais criadouros

De acordo com o boletim, os criadouros mais frequentes continuam sendo recipientes utilizados no cotidiano da população, como baldes, bebedouros de animais, vasos de plantas e pratos de vasos de flores.

Também foram identificados focos em locais com acúmulo de lixo, sucatas, entulhos de construção civil, pneus, ralos, calhas, piscinas e outros recipientes que acumulam água e dificultam sua remoção.

O coordenador do Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale, Tiago Filipe Steffen, destacou que a redução das temperaturas tende a diminuir naturalmente a população do mosquito nos próximos meses, mas reforçou a necessidade de manutenção dos cuidados preventivos. “Esperamos que a população siga auxiliando, mesmo durante o período mais frio e com menores índices de mosquitos. Assim, contribuirá para que, no próximo período de elevação das temperaturas, uma menor quantidade de criadouros estará disponível para o mosquito”, afirmou Steffen.

Situação da dengue em Novo Hamburgo

Até a semana epidemiológica 21, encerrada em 30 de maio, Novo Hamburgo havia registrado 1.928 notificações de casos suspeitos de dengue. Desse total, 791 casos foram confirmados, 640 permaneciam em investigação, 478 haviam sido descartados e um óbito foi registrado.

Segundo o levantamento, o município concentra 42% dos casos confirmados de dengue no Rio Grande do Sul. Até o fim da mesma semana epidemiológica, todos os bairros da cidade já haviam registrado ocorrências positivas da doença.

Orientações à população

A Prefeitura informa que denúncias relacionadas a possíveis focos do mosquito podem ser encaminhadas ao serviço de fiscalização municipal por meio da Ouvidoria SUS, pelo WhatsApp (51) 99831-6500.

O Projeto de Combate e Prevenção à Dengue da Universidade Feevale também disponibiliza atividades educativas sobre o tema para escolas, entidades comunitárias e empresas. Os agendamentos podem ser realizados pelo e-mail [email protected].

Foto: Andrieli Siqueira/Universidade Feevale/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/06/2026 0 Comentários 171 Visualizações
Saúde

Surto de mão-pé-boca gera alerta em escolas do RS

Por Jonathan da Silva 18/09/2025
Por Jonathan da Silva

O aumento de casos de mão-pé-boca em escolas e creches do Rio Grande do Sul tem gerado alerta entre famílias e educadores neste mês. A doença, causada por vírus do grupo dos enterovírus, apresenta rápida transmissão entre crianças em contato próximo. O médico infectologista e professor de Medicina da Ulbra, Cezar Riche, explica que os sintomas aparecem entre três e sete dias após o contágio.

Segundo o especialista, os primeiros sinais da infecção incluem febre, mal-estar e falta de apetite, seguidos pelo surgimento de pequenas manchas ou bolhas na boca, mãos e pés — característica que dá nome à doença. “Essas lesões podem causar dor ao engolir e, embora geralmente sejam leves, exigem atenção para evitar desidratação em casos mais graves”, afirma Riche.

A enfermidade atinge principalmente crianças pequenas, que têm o sistema imunológico em desenvolvimento e convivem em ambientes coletivos, o que facilita a propagação. Adultos também podem ser infectados, mas apresentam sintomas mais brandos. O infectologista lembra ainda que a doença pode ocorrer mais de uma vez. “Existem diferentes tipos de vírus que causam a mão-pé-boca, então a criança pode adoecer novamente em outro momento”, destaca.

Prevenção e cuidados

A transmissão acontece por contato direto com secreções da boca, gotículas de tosse ou espirro, fezes e objetos contaminados. Entre as medidas de prevenção recomendadas estão a higienização frequente das mãos, a limpeza de brinquedos e superfícies e o afastamento temporário de crianças com sintomas. O tratamento é de suporte, voltado à hidratação, ao controle da febre e ao alívio do desconforto, com recuperação entre sete e dez dias. Complicações graves, como neurológicas, são raras.

Formação médica

Além das orientações à comunidade, Riche ressalta que surtos como este também contribuem para a formação de novos profissionais. O curso de Medicina da Ulbra, segundo o especialista, mantém os alunos em constante atualização, com acompanhamento de situações reais de saúde pública que reforçam a integração entre teoria e prática.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/09/2025 0 Comentários 423 Visualizações

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