O Dia dos Pais deve levar os consumidores gaúchos a desembolsar, em média, R$ 231,60 com presentes neste ano, abrindo uma nova oportunidade de movimentação para o varejo. A pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) sobre a data ouviu consumidores nas principais cidades das regiões intermediárias do Estado e identificou que 60,3% pretendem presentear. Conforme observa o Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), o levantamento também ajuda a compreender o comportamento esperado entre os consumidores do Vale do Rio Pardo, onde a data tradicionalmente impulsiona diferentes segmentos.
Para o presidente do Sindilojas-VRP, Mauro Spode, a data vem, ao longo dos anos, se mostrando como uma boa oportunidade para alavancar vendas na entressafra gerada pela proximidade na troca de estações. “O Dia dos Pais é uma ocasião importante para o comércio e chega em um momento no qual cada oportunidade de venda precisa ser bem aproveitada. Existe disposição de compra, e o varejo regional está preparado para oferecer variedade, boas condições e um atendimento próximo do consumidor”, destaca.

O vestuário deve concentrar a maior parcela da procura, aparecendo na preferência de 49,6% dos entrevistados, seguido pelos perfumes, com 17,7%, e pelos calçados, com 12,5%. Embora o gasto pessoal médio seja estimado em R$ 231,60, o valor de cada presente deve ficar em R$ 194,53, diferença relacionada à possibilidade de um mesmo consumidor adquirir mais de um item. A movimentação tende a se intensificar próximo à comemoração, uma vez que 47% pretendem realizar as compras poucos dias antes e 30,4%, na semana anterior. Juntos, esses grupos representam 77,4% das intenções de compra, cenário que, na avaliação do Sindilojas-VRP, reforça a importância de o comércio manter estoques, equipes e ações de divulgação preparados para uma demanda concentrada.
Levantamento
O levantamento também revela um consumidor atento à relação entre preço, qualidade e conveniência. O Pix deve ser a principal forma de pagamento, citado por 40,5% dos entrevistados, enquanto o cartão de crédito parcelado aparece com 21% e o dinheiro, com 19%. As lojas localizadas nos centros das cidades permanecem como o principal destino das compras, com 59,2% das preferências, à frente do comércio eletrônico, com 21,3%, e dos shopping centers, com 15,8%.

Preços e ofertas serão determinantes para 43,1% dos consumidores, enquanto 40% apontam a qualidade dos produtos e 24,4%, o atendimento. Spode avalia que os dados demonstram a necessidade de uma estratégia comercial completa. “Não basta competir apenas pelo menor preço. O consumidor também observa a qualidade, a confiança no estabelecimento, as condições de pagamento e a experiência de compra. Campanhas claras, vitrines atrativas e um atendimento capaz de compreender o que cada cliente procura podem fazer a diferença”, afirma.
Na comparação com o ano passado, 56,1% dos consumidores pretendem manter o mesmo nível de despesas, enquanto 30,2% projetam gastar mais e 13,8%, menos. Entre aqueles que esperam ampliar o desembolso, 48,9% relacionam o aumento à inflação, fator que exige cautela na leitura do crescimento nominal das vendas. Ainda assim, a disposição de compra, a preferência pelas lojas físicas e a concentração das aquisições nos dias anteriores à data criam condições favoráveis para o comércio regional, com reflexos também sobre os setores de alimentação e serviços.
“Cada compra realizada no comércio local movimenta uma cadeia que envolve empresas, trabalhadores, fornecedores e arrecadação para os municípios. Mais do que uma data comemorativa, o Dia dos Pais representa uma oportunidade de fortalecer os negócios da região e manter a renda circulando perto de onde ela é produzida”, complementa Spode.
Foto: Bruno Pedry/ Divulgação | Fonte: Assessoria

