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SELIC

Business

Fiergs diz que aumento da taxa Selic ocorre pela preocupação com a inflação

Por Milena Costa 05/08/2021
Por Milena Costa

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), nessa quarta-feira (4), de reajustar a taxa Selic em um ponto percentual, passando para 5,25% ao ano, se explica em parte pelo cenário mais preocupante em relação à inflação, avalia a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).

Esperamos que o aumento mais forte dos juros ajude a reduzir essa pressão sobre os preços(…)”

“Nas últimas semanas tivemos um aumento das expectativas de inflação, principalmente dos preços dos serviços em um cenário com preços industriais, de alimentos e energia elétrica já bastante pressionados, e isso ameaça a retomada mais vigorosa da economia no próximo semestre. Esperamos que o aumento mais forte dos juros ajude a reduzir essa pressão sobre os preços, especialmente pelo menor repasse dos impactos no câmbio para os custos da indústria, evitando uma perda ainda maior em um momento tão desafiador para a nossa economia”, diz o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

Presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

O presidente da Fiergs ressalta também ser importante que a discussão em torno do orçamento federal para 2022 assegure o cumprimento do Teto dos Gastos, sem ressalvas, pois o risco fiscal pode desencadear uma alta mais do que a esperada para os juros.

Foto: Marcos Nagelstein/Divulgação | Fonte: Assessoria
05/08/2021 0 Comentários 634 Visualizações
Variedades

FCDL-RS projeta um cenário mais alentador para o varejo gaúcho em 2019

Por Gabrielle Pacheco 10/12/2018
Por Gabrielle Pacheco

Um ano ainda difícil para se trabalhar e para empreender, mesmo que a recessão já tenha passado. Assim é a definição que a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS dá para o ano de 2018. Os resultados gerais da economia, no entanto, mostram percentuais de crescimento tanto no comércio como na indústria, o que gera um alento para 2019.

2018 foi pobre em economia, mas rico em história. O ano iniciou pautado pelo pessimismo de um governo sem credibilidade. Passou pela crise gerada pela greve dos caminhoneiros e incertezas eleitorais. E está finalizando com discreto otimismo para 2019, na expectativa de mudanças, ainda não muito claras.

“No que diz respeito ao varejo gaúcho, 2018 registrou um crescimento de 6,3% nas vendas, contabilizando o varejo ampliado, no qual estão incluídos material de construção e veículos. A alta poderia ter sido melhor, mas fatores como a greve dos caminhoneiros, em maio e junho e as incertezas eleitorais acabaram por minar uma maior confiança do consumidor. Mesmo a recuperação registrada em 2017 e 2018, ainda não foi suficiente para fazer com que os gaúchos recuperassem o nível de consumo verificado em 2014”, explica o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.

O dirigente lembra que 2018, mesmo não sendo um ano de recessão, foi um período ainda muito difícil para se trabalhar e empreender. A expectativa é que 2019 traga um novo horizonte, com resultados mais positivos ao longo dos próximos 12 meses. “Temos a visão de que, sob o ponto de vista econômico, 2018 prometia ser muito melhor do que realmente foi. A verdade é que o Brasil nunca foi tão dependente de decisões políticas influenciando a vida privada”, ressalta Vitor Augusto Koch.

Bens duráveis

O crescimento das vendas em 2018 no varejo gaúcho esteve concentrado nos bens duráveis, como veículos, equipamentos eletroeletrônicos e vestuário. O principal causador deste resultado foi o fato da rentabilidade das aplicações financeiras ter ficado bem abaixo do padrão dos últimos anos, dada a estabilização da SELIC em 6,5%. A partir desse cenário, vários poupadores passaram ser mais atraídos a comprar carros novos, roupas e produtos de informática.

Mesmo assim o consumo na maioria dos gêneros varejistas ainda está inferior aos padrões verificados há quatro anos. Persiste uma defasagem de 5,64% diante do apogeu do consumo gaúcho. É bem possível que o patamar de 2014 seja alcançado em 2019. Só a partir daí poderemos começar a falar em crescimento real do varejo.

Lojas e emprego

No que diz respeito ao número de lojas em atividade no Rio Grande do Sul, 2018 apresentou estabilidade na comparação com 2017. Eram 97.499 estabelecimentos em 2017 e, ao final de 2018, são 97.521. Mesmo com dois anos seguidos de crescimento de vendas, a população de lojas no RS só deve efetivamente crescer a partir de um clima de maior confiança econômica e institucional, o que esperamos que se consolide em 2019.
O emprego varejista gaúcho deve finalizar 2018 com leve alta de 0,03% na comparação com 2017. Isso se deve a contratação de profissionais temporários em novembro e dezembro, algo em torno de 6,2 mil, fazendo com que o ano termine com cerca de 516 mil profissionais atuando no comércio do Rio Grande do Sul, de acordo com os dados oficiais do CAGED.

O total de salários pagos pelo varejo deve aumentar 5,92% em 2018. Com uma inflação esperada de 3,96% para o ano, isto significa um crescimento real da remuneração média de 1.89%, o que é compatível com uma situação realista de evolução salarial, especialmente diante de um cenário econômico no decorrer do ano fortemente contaminado pela instabilidade e incertezas.

Cenários para 2019

“Antecipar o futuro no Brasil não é uma das tarefas mais gratas e precisas. Ao contrário da maioria dos outros países, no nosso as decisões governamentais têm maior impacto na economia e na sociedade, dada a grande presença do Estado no dia a dia das relações privadas. E devemos admitir que tais decisões não tem sido, normalmente, as mais sábias – lembra o presidente da FCDL-RS.

Na sua avaliação, a linha de condução prometida pelo próximo governo, vai na direção da redução de tal ingerência, o que é avaliado como extremamente positivo. Se isto realmente acontecer, o futuro será mais promissor.
No que diz respeito aos pontos favoráveis para o Brasil crescer em 2019, a FCDL-RS aponta a inflação estável, com a SELIC devendo continuar em 6,5% ao ano. Outro aspecto é a trégua da guerra comercial entre EUA e China, que mesmo não parecendo ser muito consistente, representa uma oportunidade para o novo governo promover uma política externa mais pragmática, voltada à geração de bons negócios para o Brasil. Além disso, mesmo com a tendência de fraca desaceleração, a economia mundial deve se manter com crescimento ao redor de 3% em 2019.
Outro aspecto importante é que o novo governo assume com elevado apoio da classe empresarial brasileira. Caso as decisões nos primeiros 100 dias de governo forem coerentes com a linha política propugnada na campanha eleitoral, a taxa de investimento privado deve aumentar muito em 2019.

Já os problemas possíveis que os brasileiros irão enfrentar no próximo ano estão relacionados a fatores como os benefícios da redução da SELIC ainda estarem distantes do mercado de crédito, fazendo com que os juros continuem elevados para o investimento e o consumo enquanto o sistema bancário permanecer excessivamente oligopolizado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/12/2018 0 Comentários 533 Visualizações

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