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Business

Programa Milho, Feijão e Pastagens após a Colheita do Tabaco gera bons rendimentos

Por Caren Souza 20/05/2021
Por Caren Souza

Os produtores que aderiram à safrinha, dentro do Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco, foram beneficiados pela alta valorização dos grãos este ano. É o que demonstra o levantamento feito pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), entidade que promove o programa de diversificação na região Sul do Brasil.

Diversificar é sempre uma boa opção para o produtor, pois lhe permite ter seus ganhos distribuídos em mais atividades.

A área plantada com milho, feijão e soja cresceu 22% na região Sul, comparativamente com o ano passado, atingindo 144.222 hectares. Em contrapartida, a área com pastagens reduziu 27%, atingindo 25.572 hectares. Devido ao clima, as produtividades decresceram em média 34%, o que fez com que o total da produção de grãos chegasse a 580.442 toneladas.

O rendimento extra estimado é de R$ 933 milhões, uma variação de 47% em relação ao resultado de 2020, quando os produtores alcançaram R$ 634,2 milhões com o cultivo de grãos e pastagem. Entre os estados, a renda extra alcançou R$ 368 milhões para os produtores gaúchos em 2021 (R$ 297,4 milhões em 2020). Em Santa Catarina, o rendimento subiu de R$ 205,2 milhões em 2021, para R$ 374 milhões em 2021. E no Paraná, o aumento foi de R$ 131,5 milhões para R$ 191 milhões.

Na avaliação do presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, os números do programa mostram a importância do cultivo de uma segunda safra. “Diversificar é sempre uma boa opção para o produtor, pois lhe permite ter seus ganhos distribuídos em mais atividades. Em 2021, observamos uma preferência dos produtores pelo cultivo de grãos em detrimento ao de pastagens, o que resultou em um ganho superior dado o bom momento do agronegócio com essas commodities”, comenta o executivo.

Sobre o programa

A ação é conduzida pelo SindiTabaco com apoio de entidades representativas dos produtores e dos governos dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Uma das vantagens é a redução dos custos de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes e pode, também, haver redução de custo na produção de proteína com o uso do milho no trato animal. Outros benefícios são a proteção do solo e a interrupção do ciclo de proliferação de pragas e ervas daninhas.

Fonte: Assessoria
20/05/2021 0 Comentários 566 Visualizações
Variedades

A avaliação Nacional de Vinhos e o caminho dos técnicos na coleta de cada amostra

Por Gabrielle Pacheco 31/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

O público nem imagina o amplo e metódico trabalho de bastidores que faz parte da Avaliação Nacional de Vinhos. Depois de sensibilizar vinícolas de todo o país a inscrever suas amostras na maior degustação de vinhos de uma safra do mundo, a Associação Brasileira de Enologia (ABE), juntamente com a Embrapa Uva e Vinho, parceira técnica do evento, se dedica a recolher amostra por amostra. Este ano, são 401 amostras de 56 vinícolas. Técnicos percorrem o Brasil, passando de vinícola em vinícola, coletando direto dos tanques de aço inox, das barricas de carvalho ou no próprio estoque em caso de já estarem engarrafadas, as amostras que serão avaliadas. Este trabalho começou segunda-feira, 24, e segue até o dia 4 de setembro, próxima sexta-feira.

Ao chegar na vinícola, os profissionais coletam nove garrafas de cada amostra inscrita, cada uma com código próprio, sem rótulo, sem marca. Elas são vedadas com rolha no local e acondicionadas em caixas de papelão da ABE, próprias para o transporte. A identificação é feita conforme ficha de inscrição. Tem amostras que vão percorrer mais de 3 mil quilômetros para chegar em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, onde serão avaliadas tecnicamente às cegas por dezenas de enólogos brasileiros como acontece todos os anos no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho.

A qualidade da Safra 2020 traz grande expectativa entre produtores e consumidores, ansiosos para apreciar o resultado deste ano histórico para o vinho brasileiro. Motivada por este desempenho e sempre atenta às tendências de mercado, a ABE fez duas alterações nas categorias de vinhos nesta edição. A primeira é a criação de uma categoria específica para Vinhos Rosés Finos Secos. A segunda, é que a Categoria Vinhos Tintos Finos Secos passa a aceitar, além de 100% varietais, vinhos com corte de uvas tintas finas. As outras quatro categorias seguem iguais: Vinhos Base para Espumante, Vinhos Brancos Finos Secos Não Aromáticos, Vinhos Brancos Finos Secos Aromáticos e Vinhos Tintos Finos Secos Jovens.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2020 0 Comentários 830 Visualizações
Variedades

Por videoconferência, Afubra realiza Assembleia e reduz taxas de contribuição

Por Gabrielle Pacheco 03/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

Em decorrência de limitações impostas pela pandemia de Covid-19 e respaldada em decretos governamentais orientando a evitar aglomerações, a tradicional Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), realizada, anualmente, no mês de julho, não pôde ocorrer este ano. Marcada para hoje, 31 de julho, ao invés de reunir associados dos três Estados do Sul, foi realizada uma videoconferência entre os membros da diretoria e dos Conselhos Deliberativo e Fiscal da entidade, que representaram as diversas regiões produtoras de tabaco, para deliberar e aprovar os assuntos costumeiramente constantes em pauta de Assembleia.  “Como não é possível postergarmos as definições sobre taxas, contribuições e benefícios do Sistema Mutualista para a safra 2020/2021, resolvemos fazer a videoconferência. Porém, o que ficou definido será homologado na próxima Assembleia”, explica Benício Albano Werner, presidente da Afubra.

Taxas

A nova definição, válida para a safra 2020/2021, reduz o percentual de contribuição para inscrição das lavouras de tabaco para o auxílio sobre danos de granizo, de 5,2% para 4,8%. Para quem têm direito às bonificações de 10%, 20%, 30% e 40%, as taxas reduzem para 4,3%, 3,8%, 3,4% e 2,9%, respectivamente. O bônus é concedido aos produtores que efetuam inscrição de forma ininterrupta e sem registro de prejuízos com granizos indenizáveis, seguindo períodos pré-determinados.

Descontos

Para a safra 2020/2021, ficou estabelecido o desconto de 5%, caso os produtores antecipem o pagamento até 31 de agosto; 3% para quem optar pela liquidação até 30 de setembro; e, até 31 de outubro, prazo final para inscrições, o desconto é de 2%.

Prazos

Desde a safra 2017/2018, o prazo de carência passou a ser de sete dias, a partir da entrega dos pedidos de inscrição de lavouras na Afubra, matriz e filiais, e postagem no Correio. A nova regra foi aprovada na Assembleia Geral Ordinária, em julho de 2016. “O produtor devedor, mesmo tendo feito sua inscrição anterior ao pagamento, a validade contará sete dias a partir da data do pagamento”, explica o presidente da Afubra.

URM

Para a próxima safra, não haverá mudanças na Unidade Referencial Mutual (URM), que serve de base para o recebimento dos benefícios e pagamentos dos auxílios do Sistema Mutualista. O valor da URM continua R$ 13,47.

Safra

Como a comercialização da safra 2019/2020 ainda não está concluída, estima-se que o volume total deva ficar em 646.991 toneladas. Para o novo período, a entidade sugere redução na produção de tabaco para adequar a oferta à demanda.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/08/2020 0 Comentários 487 Visualizações
Business

Setor do tabaco solicita flexibilização para manter fábricas operando

Por Gabrielle Pacheco 11/05/2020
Por Gabrielle Pacheco

Para compor as diretrizes do Modelo de Distanciamento Controlado, o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, enviou nesta sexta-feira, 8, ao governador do Estado do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, a sugestão de que as indústrias do setor do tabaco possam continuar operando.

Segundo Schünke, este é um momento crucial considerando que menos da metade da safra atual foi comercializada pelos produtores com as empresas e o processamento deste tabaco recebido já é realizado. Além disso, os produtores já estão recebendo os insumos para dar início à semeadura da próxima safra.

“As indústrias do setor estão cumprindo rigorosamente todas as recomendações sanitárias estipuladas pelas autoridades competentes no combate ao Coronavírus. A manutenção das atividades se torna essencial, especialmente para que o produtor possa vender o seu produto, tanto pela questão econômica, quanto pela perecibilidade deste, que não pode ficar por muito tempo armazenado, correndo riscos de perda de qualidade em função de umidade, entre outros problemas”, destaca o executivo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

11/05/2020 0 Comentários 502 Visualizações
Business

Safra de grãos 2020 deve bater recorde de toneladas

Por Gabrielle Pacheco 11/12/2019
Por Gabrielle Pacheco

Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, apontam que a safra nacional de grãos de 2020 deve bater o recorde de 240,9 milhões de toneladas. As estimativas iniciais preveem uma redução de 7,5% na produção do milho e um crescimento de 6,7% na produção da soja. Entre os cinco produtos de maior peso na safra, são esperados três recuos na produção.

Em relação à segunda safra do milho, a queda esperada é de 9,8%, enquanto para a primeira safra do grão espera-se um recuo de 0,8%. Sobre a primeira safra do feijão, espera-se uma redução de 0,3%. As variações positivas serão do algodão, com alta de 2,0%; arroz, com elevação se 1% e soja, com salto de 6,7%. Já para este ano, a safra nacional deve atingir 240,8 milhões de toneladas, sendo maior que o recorde de 2017, com 2,4 milhões de toneladas a mais produzidas.

O aumento foi puxado pelo milho, que deve alcançar uma produção recorde de 100,2 milhões em 2019, o que representa um aumento de 23,2% frente a 2018. O algodão também deve bater um recorde da série história do IBGE. Na safra deste ano, a produção deve chegar a 6,9 toneladas, um aumento de 39,8% na relação com o ano anterior. Porém, a produção de soja e o arroz diminuiu.

A estimativa aponta para uma colheita de 113,2 milhões de toneladas do grão em 2019, o que representa uma retração de 4% em relação ao ano passado. Já o arroz teve queda na produção por consequência da redução de 9,5% na área plantada e de 12% na área a ser colhida. Com isto, estima-se uma produção de 10,3 milhões de toneladas, um recuo de 12% em relação ao ano passado. O levantamento aponta também que, neste ano, a área a ser colhida deve ser de 63,2 milhões de hectares, o que representa um crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
11/12/2019 0 Comentários 548 Visualizações
Variedades

Setor cafeeiro conta com mais de 27 mil produtores no país

Por Gabrielle Pacheco 30/04/2019
Por Gabrielle Pacheco

Empresômetro mostra que nem sempre número de empresas se traduz em maior produção. Café, grãos que atribuem sabor a uma das bebidas mais consumidas ao redor do globo, é um dos maiores plantios do país. O Brasil é o maior produtor e exportador de café no mundo, são mais de 57 milhões de sacas anuais do produto, fortalecendo nossa economia.

A bebida café, extrato natural que é encontrado nas mesas, bares, restaurantes e locais de trabalho, é um dos itens indispensáveis ao brasileiro. Segundo os dados do Empresômetro, empresa de inteligência de mercado, são mais de 27 mil negócios voltados ao plantio de café e mais de 96% dessas fazendas estão localizadas no estado de São Paulo e somam 26.181 estabelecimentos.
“É fácil entender essa predominância do plantio do café quando olhamos para a história do seu ciclo no Brasil. Aquela região tem a expertise, o solo e climas apropriados que foram as mesmas características que impulsionaram o café no século XIX”, diz o empresário e diretor do Empresômetro, Otávio Amaral.

Mas o número de empresas não quer dizer maior produção. Segundo a Conab, Minas Gerais é o maior produtor do país, com mais de 30 milhões de sacas anuais, dados de 2018, seguido pelos estados de Espírito Santo e São Paulo.
O ciclo do café foi um dos mais importantes ciclos econômicos do Brasil, foi a partir dali que grande parte da urbanização do Sudeste aconteceu. Hoje, o café volta a ter a importância em nossa economia e na do mundo, uma vez que concentra quase 30% do mercado internacional. O Nordeste tem destaque com a Bahia, que está em terceiro lugar no ranking de fazendas e produz 10% de todo o café do país, logo atrás de Minas Gerais.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
30/04/2019 0 Comentários 624 Visualizações
Business

Mercado de arroz fecha ano comercial com saldo positivo de exportações

Por Gabrielle Pacheco 21/03/2018
Por Gabrielle Pacheco

As exportações de arroz somaram 794 mil toneladas entre março de 2017 e fevereiro de 2018, enquanto as importações ficaram em 758 mil toneladas no mesmo período contabilizando superávit de 35,9 mil toneladas. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Gustavo Ludwig, gerente do projeto Brazilian Rice, desenvolvido pela Abiarroz em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, destaca que o Peru e os Estados Unidos foram alguns dos países que surpreenderam pela demanda no produto nacional. Além disso, Venezuela, Cuba, Senegal e Nicarágua também registraram grandes volumes em 2018.

“Os países que mais se destacaram na importação do arroz beneficiado brasileiro foram o Peru, que importou 47,8 mil toneladas de arroz branco, frente a 31,2 mil toneladas no mesmo período do ano anterior; e os Estados Unidos, mercado altamente exigente que aumentou os volumes comprados do Brasil, tanto em arroz branco quanto parboilizado, passando de 19 para 21 mil toneladas no período”, afirma.

O projeto Brazilian Rice conta com extensa agenda de ações para o biênio 2018 – 2020 focando esforços em promoção comercial nesss mercados, entre outros, além de capacitar as empresas para o comércio exterior.

Brazilian Rice

O projeto Brazilian Rice tem como objetivo a promoção comercial do arroz brasileiro e seus derivados no mercado internacional. Trabalha para aumentar as exportações brasileiras de arroz beneficiado e dos produtos brasileiros produzidos a partir deste cereal. Instituído em 2012, o projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/03/2018 0 Comentários 671 Visualizações
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