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Cultura

Aliança Francesa abre inscrições para prêmio de arte com residência na França

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

Estão abertas até o dia 19 de julho as inscrições para o 9º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, iniciativa realizada pelo Ministério da Cultura e pela Aliança Francesa Porto Alegre (AFPOA), em parceria com o Consulado Geral da França em São Paulo, o Instituto Cultural Remanso e as prefeituras de Porto Alegre e de La Rochelle, na França. Voltado a artistas residentes no Rio Grande do Sul, o prêmio tem como objetivo promover o intercâmbio cultural entre Brasil e França por meio de uma residência artística internacional. As inscrições devem ser realizadas pelo site da AFPOA.

Podem participar artistas com mais de 18 anos, residentes no Rio Grande do Sul e com conhecimento de francês e/ou inglês. O concurso não possui restrições temáticas.

Premiação

O vencedor receberá uma residência artística em La Rochelle, na França, com passagens aéreas, hospedagem, auxílio de R$ 12 mil para custear a estadia e uma bolsa de estudos de francês na Aliança Francesa Porto Alegre.

Além de contemplar um artista brasileiro, o programa prevê a participação de um artista francês, que realizará residência artística no Instituto Cultural Remanso, em Porto Alegre. Ao término da experiência, será realizada uma exposição no Museu de Arte do Paço (Mapa).

História

Criado em 2017, o Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea busca incentivar a produção e a difusão das artes visuais contemporâneas no Rio Grande do Sul. Desde 2023, o projeto passou a funcionar como um programa cruzado de residência artística entre Brasil e França.

Ao longo das edições anteriores, foram premiados os artistas gaúchos Leandro Machado, David Ceccon, Letícia Lopes, Xadalu Tupã Jekupé, Pamela Zorn, Camila Proto, Lorenzo Cavichioni e Gabriela Stragliotto. Pelo lado francês, já participaram Louis Guillaume, Manon Diemer e Tom Brabant.

Cronograma

As inscrições seguem abertas até 19 de julho. A avaliação das candidaturas ocorrerá entre 20 e 24 de julho, e o resultado será divulgado no dia 25 de julho. Os artistas selecionados terão até 14 de agosto para encaminhar a documentação.

A residência do artista brasileiro em La Rochelle está prevista para ocorrer entre 5 de outubro e 3 de dezembro. Já a residência do artista francês em Porto Alegre será realizada de 28 de agosto a 26 de outubro, com exposição no Museu de Arte do Paço entre 22 de outubro e 28 de novembro.

Realização

O 9º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea é realizado pelo Ministério da Cultura e pela Aliança Francesa Porto Alegre. A iniciativa conta com patrocínio da Timac Agro e apoio do Consulado Geral da França em São Paulo, do Instituto Cultural Remanso e das prefeituras de Porto Alegre e de La Rochelle. Mais detalhes podem ser obtidos pelo e-mail [email protected].

Foto: Geórgia Lisbôa Thomé/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 181 Visualizações
Variedades

Sinapro-RS apresenta nova plataforma nacional de precificação para agências de propaganda

Por Jonathan da Silva 30/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Nacional das Agências de Propaganda do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS) apresentou, na manhã da quinta-feira (25), o novo Sistema Nacional de Listas Referenciais durante uma edição especial do fórum Frente a Frente, realizada na Arena CMPC do Tecnopuc, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. A plataforma substituirá as listas referenciais de valores utilizadas individualmente pelos estados e passará a orientar a precificação dos serviços prestados pelas agências de propaganda em todo o país. O encontro reuniu mais de 60 lideranças do mercado publicitário gaúcho para conhecer o novo modelo e debater sua implementação.

Desenvolvido por iniciativa do Sistema Sinapro/Fenapro, o sistema digital padroniza nacionalmente a nomenclatura dos serviços e moderniza o processo de consulta e atualização dos valores referenciais utilizados pelas agências. Apesar da unificação da estrutura, cada unidade estadual do Sinapro continuará responsável por definir os valores de referência conforme as características econômicas de sua região.

Nova estrutura digital

A plataforma foi apresentada pelo diretor do Sinapro-MG, André Lacerda, um dos idealizadores do projeto, desenvolvido ao longo de mais de quatro anos. Segundo o dirigente, o novo sistema busca tornar os processos de orçamentação mais ágeis, padronizados e compatíveis com a realidade digital do mercado. “Com a praticidade, agilidade e facilidade de utilização que a internet permite, estamos saindo de uma lista de custos analógica para um processo moderno e muito prático que vai facilitar o dia a dia tanto das agências como dos clientes. Não havia sentido em um mundo digital continuarmos a utilizar uma plataforma ainda restrita a uma consulta impressa de lista de referência. Trata-se de uma evolução completamente natural inserida em um mundo digital, ágil e que precisa de respostas rápidas”, destacou Lacerda.

De acordo com a apresentação, o novo sistema consolidou 19 listas estaduais e 5.743 itens em uma estrutura composta por 13 categorias e 140 clusters padronizados. A plataforma também permitirá a inclusão de novos serviços, emissão de documentos comprobatórios, atualização sincronizada dos valores, preservação do histórico das alterações, rastreabilidade de uso e controle de acesso.

Debate com o mercado

Após a apresentação, representantes das agências participaram de uma rodada de perguntas para esclarecer dúvidas, sugerir melhorias e discutir aspectos práticos da implantação da nova ferramenta.

O presidente do Sinapro-RS e vice-presidente da Fenapro, Juliano Brenner Hennemann, informou que a plataforma deverá entrar em vigor no Rio Grande do Sul a partir de 1º de setembro. “Era fundamental esse movimento de unificação nacional da lista. Graças aos esforços de todos os envolvidos, entre eles o André Lacerda, o Brasil vai ter uma unidade de serviços a serem cobrados pelas agências e também mais celeridade para quem opera e tem que consultar os valores referenciais. É uma grande evolução, com caráter de controle, compliance, atualização e modernidade do nosso mercado”, ponderou Hennemann.

Modernização e autonomia regional

Durante o evento, o diretor do Sinapro-RS, Ricardo Jaques, destacou que a estrutura digital responde às mudanças tecnológicas que impactam o setor publicitário. “Ao unificar a nomenclatura, a organização e os critérios de classificação dos entregáveis, a nova plataforma facilita a consulta, compreensão e utilização da lista pelas agências, anunciantes e demais agentes do setor. Além disso, a padronização contribui para reduzir interpretações divergentes e fortalecer a transparência nas relações comerciais”, afirmou Jaques.

É uma estrutura única e moderna, que contribuirá para a evolução do mercado com a flexibilidade necessária para respeitar as particularidades regionais”, ressaltou Ricardo Jaques.

A head de atendimento e negócios da Matriz, Laura Gomes, avaliou que a atualização acompanha as transformações do setor. “Hoje sabemos tudo o que está acontecendo de movimentação no nosso mercado, seja com a IA ou a otimização de tempo de trabalho. Nesse cenário, o novo sistema de precificação vem para agregar muito no nosso negócio”, acrescentou Laura.

Realização

O Frente a Frente Especial foi direcionado aos gestores das agências associadas ao Sinapro-RS e contou com patrocínio master da Secretaria de Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul e apoio da PUCRS.

Foto: Hermes Produções/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/06/2026 0 Comentários 141 Visualizações
Variedades

Pesquisa CNT de Rodovias avaliará de mais de 117 mil quilômetros

Por Jonathan da Silva 29/06/2026
Por Jonathan da Silva

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) inicia nesta segunda-feira (29) a etapa de campo da Pesquisa CNT de Rodovias 2026, levantamento que avalia as condições da infraestrutura rodoviária brasileira. Porto Alegre está entre as 13 cidades-base escolhidas para a saída simultânea das equipes responsáveis pela coleta de dados em todo o país. Durante os próximos 30 dias, pesquisadores percorrerão mais de 117 mil quilômetros de rodovias pavimentadas para analisar aspectos como pavimento, sinalização e geometria das vias. O objetivo é reunir informações que subsidiem estudos técnicos, políticas públicas e investimentos em infraestrutura de transporte.

A saída das equipes ocorre às 10h, na sede da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), em Porto Alegre.

Levantamento nacional

Realizada há mais de três décadas, a Pesquisa CNT de Rodovias contempla toda a malha federal pavimentada, os principais trechos estaduais e todas as rodovias concedidas do país. O levantamento é considerado uma das principais referências sobre a infraestrutura viária brasileira.

As informações obtidas também são utilizadas por transportadores, embarcadores, investidores e gestores públicos no planejamento logístico e na identificação de gargalos da malha rodoviária.

Coleta de dados

A edição de 2026 contará com 23 pesquisadores, que utilizarão sistemas digitais de coleta e recursos tecnológicos durante o trabalho de campo. A metodologia busca ampliar a precisão das informações e dar mais agilidade ao processamento e à análise dos resultados.

Os dados coletados ao longo da pesquisa servirão de base para a elaboração de estudos técnicos e para a definição de prioridades de investimento na infraestrutura de transporte do país.

Foto: Alina/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/06/2026 0 Comentários 136 Visualizações
Projetos especiais

Restaurante recebe certificação do PAS em projeto do Sebrae RS

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Restaurante Vida & Saúde, integrante do Polo Gastronômico atendido pelo Sebrae RS, recebeu a certificação do Programa Alimento Seguro (PAS) nesta quinta-feira (25), em Porto Alegre. A entrega, realizada em parceria com o Senac, reconhece a conclusão de um processo de consultoria técnica voltado à qualificação das práticas de segurança dos alimentos. O empreendimento foi o primeiro entre as empresas participantes do projeto a concluir todas as etapas da certificação, se tornando referência para a metodologia aplicada no Polo Gastronômico.

O processo envolveu três CNPJs do grupo e incluiu adequação de rotinas, padronização de procedimentos e implementação de boas práticas de manipulação de alimentos. A iniciativa integra uma estratégia do Sebrae RS voltada ao fortalecimento da gestão e ao atendimento das exigências sanitárias no setor de alimentação.

Programa será ampliado

Segundo a gestora de projetos do Sebrae RS, Francine Danigno, atualmente mais de 40 consultorias do Programa Alimento Seguro estão em andamento em empresas atendidas pela instituição. “Atualmente, mais de 40 consultorias do PAS estão em andamento em negócios atendidos pelo Sebrae RS, com foco na melhoria contínua e na consolidação de práticas de segurança dos alimentos”, destaca Francine.

A gestora informou que a proposta será expandida para os empreendimentos participantes do Polo Gastronômico. “Todas as empresas participantes passarão pelo PAS em 2026, dentro de um processo estruturado de qualificação e evolução das práticas de segurança dos alimentos”, afirma Francine Danigno.

Consultoria técnica

A execução técnica do programa é realizada pelo Senac, responsável pelas consultorias e pelo acompanhamento das adequações necessárias para a certificação.

De acordo com o coordenador da área de Gastronomia do Senac, Leonir Martello, o programa vai além do atendimento às normas sanitárias. “O PAS não se limita à adequação às normas sanitárias. Ele reorganiza processos, qualifica equipes e estabelece uma cultura permanente de segurança dos alimentos dentro das empresas”, explica Leonir.

Mudanças na rotina

O proprietário do Restaurante Vida & Saúde, Layon Anselmini, ressalta que a certificação acompanhou o processo de crescimento da empresa, que atualmente possui três unidades. “Com o crescimento da operação, percebemos a necessidade de garantir padrão em todas as unidades. O PAS trouxe método e consistência para organizar esse processo”, afirma Anselmini.

Segundo o empresário, a principal mudança ocorreu na consolidação de procedimentos entre as equipes. “O desafio foi transformar procedimentos em hábitos. Quando a equipe entende o propósito, a mudança se sustenta”, completa Anselmini.

Referência para o projeto

Conforme a gestora de projetos do Sebrae RS, Francine Danigno, a conclusão antecipada do processo de certificação pelo Restaurante Vida & Saúde representa um marco para o Polo Gastronômico. “A experiência da empresa é considerada pelo Sebrae RS um marco dentro do projeto por antecipar a conclusão do processo de certificação e demonstrar a aplicabilidade da metodologia”, detalha Francine.

De acordo com o Sebrae RS, o caso passará a integrar o conjunto de referências do Polo Gastronômico, que prevê ampliar a adoção do Programa Alimento Seguro entre as empresas participantes ao longo de 2026.

Foto: Julia Tews/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 112 Visualizações
Cidades

Campo Bom participa de congresso internacional sobre proteção e defesa civil

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes da Defesa Civil de Campo Bom participaram, entre os dias 23 e 25 de junho, do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC), realizado em Porto Alegre. O município foi representado por Jarbas Bilhar e Fábio Rosa no evento, que reuniu gestores públicos, especialistas, pesquisadores e representantes de instituições nacionais e internacionais para discutir estratégias de prevenção, preparação e resposta a desastres climáticos. A participação teve como objetivo acompanhar debates e iniciativas voltadas ao aprimoramento das ações de gestão de riscos e proteção da população.

O congresso foi promovido pelo Governo do Estado, por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, em parceria com o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. A programação integrou o 4º Encontro Nacional do ICLEI e reuniu mais de mil participantes, entre representantes do Brasil e de delegações da América do Sul, Europa e América do Norte.

Debates sobre prevenção e adaptação

Durante os três dias de programação, foram abordados temas relacionados à gestão de riscos, adaptação às mudanças climáticas, resiliência urbana, planejamento preventivo e fortalecimento das estruturas de proteção e defesa civil.

Os painéis e debates reuniram especialistas e gestores para apresentar experiências, discutir políticas públicas e compartilhar estratégias voltadas à prevenção de desastres e à resposta a situações de emergência.

Participação do município

Segundo a Prefeitura de Campo Bom, a presença dos representantes da Defesa Civil no congresso reforça o compromisso do município com o aperfeiçoamento das ações de prevenção, monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos.

A participação também permitiu o intercâmbio de experiências com profissionais e instituições de diferentes regiões do Brasil e do exterior, além do acompanhamento de discussões sobre práticas voltadas ao fortalecimento da gestão de riscos e da proteção da população.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 103 Visualizações
Variedades

Congresso Internacional de Defesa Civil é encerrado com visita técnica ao Lago Guaíba

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

O Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil foi encerrado na tarde desta quinta-feira (25) com uma visita técnica ao Lago Guaíba, em Porto Alegre. A atividade contou com um percurso de catamarã para apresentação de aspectos relacionados à gestão de riscos, recursos hídricos e resiliência urbana. Especialistas abordaram questões técnicas sobre a hidrodinâmica do lago, o sistema de proteção contra cheias da capital gaúcha e os desafios da prevenção de desastres.

Durante o trajeto, o professor do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS), Fernando Dornelles, e o engenheiro do Departamento Municipal de Águas e Esgotos (DMAE), Marco Faccin, conduziram as explicações sobre o funcionamento do sistema de proteção contra enchentes e sua evolução ao longo das últimas décadas.

Histórico de cheias

O professor Fernando Dornelles apresentou um panorama histórico das cheias do Guaíba e explicou como o sistema de proteção atuou em diferentes eventos climáticos. Segundo ele, Porto Alegre não sofreu um desastre de grandes proporções em 2023 porque a estrutura de contenção funcionou, situação diferente da registrada em 2024. “Depois de uma grande cheia, estamos todos conscientes e interessados no tema e, se seguir o padrão, anos e décadas depois, sem ter acontecido uma cheia importante, vai acontecer novamente este esquecimento da importância do sistema de proteção contra cheias, sua manutenção e funcionamento, podendo ocorrer novo desastre. E nosso papel é não ter mais esse esquecimento, temos aprendido a lição definitivamente. Só que, além de nós termos aprendido, temos que passar para as gerações futuras, como vamos manter essa cultura de prevenção de riscos, prevenção contra desastres no futuro. É um trabalho difícil mas necessário”, afirmou o pesquisador.

Sistema de proteção

Ao longo da visita, os participantes conheceram uma das casas de bombas responsáveis pela drenagem urbana de Porto Alegre e observaram diferentes tipos de diques que integram o sistema de proteção contra cheias.

O engenheiro do DMAE, Marco Faccin, explicou como o sistema foi implantado na capital gaúcha e destacou limitações existentes, como a ausência de proteção em áreas da Ilha da Pintada e de parte da zona sul. Também apresentou o funcionamento das casas de bombas e respondeu a questionamentos dos participantes sobre a infraestrutura de drenagem.

Encerramento da atividade

No encerramento da visita técnica, o subchefe de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Santiago Dias de Castro, agradeceu a presença dos participantes e das instituições envolvidas. “Temos aqui integrantes de outras Defesas Civis Estaduais, membros do Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil, colegas das Defesas Civis Municipais e também pessoas da Província Autônoma de Trento, da Itália, que têm uma expertise fenomenal em Proteção e Defesa Civil, um ciclo de Proteção e Defesa Civil exemplar, que serviu como inspiração nas nossas ações, e agradecemos também ao João Pedro Wolff, da Catsul, pelo apoio com essa visita, e ao Fernando Dornelles e ao Marco Faccin pelas explicações”, ressaltou Dias de Castro.

Foto: Roger Anjos/DCRS/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 132 Visualizações
Cidades

Nova Petrópolis participa de congresso internacional sobre proteção e defesa civil

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes de Nova Petrópolis participaram, entre os dias 23 e 25 de junho, do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC), realizado no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. O evento reuniu gestores públicos, especialistas, representantes de organismos multilaterais e profissionais da área para debater estratégias de prevenção, preparação e resposta a desastres naturais e eventos climáticos extremos. A participação do município ocorreu por meio da Diretoria de Proteção e Defesa Civil, da Vigilância em Saúde e dos Bombeiros Voluntários, com o objetivo de ampliar conhecimentos e fortalecer a atuação local diante dos desafios relacionados às mudanças climáticas.

Representaram Nova Petrópolis no congresso o diretor de Proteção e Defesa Civil, Lucas Gustavo Attmann; o coordenador da Vigilância em Saúde, Rafael Aguiar Altreiter; e as bombeiras voluntárias Eliana Eibel e Josiane Fernanda Medeiro da Silva. O evento foi promovido pelos Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI) e pelo Governo do Estado, por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil.

Troca de experiências

O congresso ocorreu conjuntamente com o 4º Encontro Nacional do ICLEI e reuniu mais de mil participantes. A programação incluiu oficinas, visitas técnicas e debates com especialistas e representantes governamentais de diferentes países que enfrentaram eventos climáticos extremos, incluindo discussões relacionadas à enchente histórica registrada no Rio Grande do Sul em maio de 2024.

Também foram realizados painéis sobre o Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil 2025–2035 e os planos estaduais, abordando ações voltadas à gestão de riscos, preparação para emergências e fortalecimento das estruturas de resposta a desastres.

Fortalecimento da prevenção

Segundo a organização, o Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil teve como objetivo promover a troca de conhecimentos, experiências e práticas voltadas à prevenção, preparação e resposta a desastres naturais. A iniciativa também buscou incentivar a cooperação entre diferentes esferas de governo e instituições, além de contribuir para a construção de comunidades mais resilientes diante dos impactos das mudanças climáticas.

O diretor de Proteção e Defesa Civil de Nova Petrópolis, Lucas Gustavo Attmann, destacou a importância da participação do município no evento. “Eventos como este são fundamentais para que possamos conhecer experiências bem-sucedidas, acompanhar as discussões mais atuais sobre gestão de riscos e desastres e trazer novas ideias para serem aplicadas em nosso Município. A troca de informações entre profissionais e instituições contribui diretamente para o fortalecimento da prevenção e da capacidade de resposta da Defesa Civil”, afirmou Attmann.

Foto: Defesa Civil de Nova Petrópolis/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 124 Visualizações
Variedades

Autoridades discutem resposta a eventos extremos em congresso internacional

Por Jonathan da Silva 26/06/2026
Por Jonathan da Silva

Representantes do governo gaúcho, das Forças Armadas e de órgãos estaduais participaram, na manhã desta quinta-feira (25), do painel “Atuação das Forças de Resposta em Desastres”, realizado durante o último dia do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. O encontro reuniu autoridades para debater estratégias de preparação e resposta a eventos extremos, compartilhar experiências e reforçar a integração entre instituições responsáveis pela atuação em situações de emergência. O evento integra o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño) e é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, em parceria com a entidade Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade.

O painel foi mediado pelo diretor do Departamento de Gestão de Desastres da Defesa Civil Estadual, major Felipe Ghidini Stangherlin, que destacou a importância da articulação entre os diferentes órgãos envolvidos na resposta a desastres. Segundo ele, a experiência das enchentes de 2024 contribuiu para fortalecer o modelo de governança da Defesa Civil. “Temos um sistema de Proteção e Defesa Civil forte e contamos com o apoio de instituições igualmente preparadas. O maior legado da crise de 2024 é o sistema de governança da Defesa Civil Estadual. A Defesa Civil que projetamos é um órgão que realiza a articulação entre todas as instituições que possuem capacidade de resposta. O nosso modelo de governança é empoderar tecnicamente cada um desses entes”, pontuou Stangherlin.

Integração entre forças de resposta

O chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS), general de brigada Renato Souza Pinto Soeiro, ressaltou que a atuação conjunta entre os diferentes órgãos é fundamental para enfrentar eventos extremos. “Somente juntos conseguiremos fazer face a eventos extremos. Devemos estar organizados, articulando as nossas estruturas e os nossos planejamentos. Estamos atuando para que os nossos gabinetes de crise sejam mais unidos, a fim de que a nossa resposta seja cada mais rápida. O Exército está pronto para apoiar a Defesa Civil no que for necessário”, afirmou Pinto Soeiro.

O subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alexandre Sório Nunes, apresentou os investimentos realizados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs) e as ações voltadas ao fortalecimento da capacidade operacional da corporação. “Recebemos investimentos que possibilitaram a compra de veículos e de equipamentos que aumentam nossa capacidade de resposta, como robôs, caminhões, aeronaves, picapes e embarcações. Agora, na estratégia de preparação, estamos realizando diversos treinamentos, adestramento de cães, simulados de resposta a desastres e reuniões de alinhamento operacional”, expressou Nunes.

Aprendizados após os desastres

Representando o Comando da Polícia Ambiental da Brigada Militar, o tenente-coronel Tiago Carvalho Almeida afirmou que os eventos climáticos registrados no Rio Grande do Sul em 2023 e 2024 impulsionaram mudanças estruturais na corporação. “As experiências de 2023 e de 2024 transformaram a Brigada Militar numa instituição muito mais preparada e capaz de proteger nossas comunidades. A crise acabou sendo o catalisador dessa mudança, com a criação de uma normatização e novas doutrinas de trabalho, com capacitação e mudanças de cultura. A Brigada Militar é um braço central na proteção da população em cenários de emergência climática”, relatou Almeida.

A diretora do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado (Sedes), Ana Paula Rodrigues, também destacou a necessidade de atuação integrada entre os diferentes setores do poder público. “A principal lição de 2024 foi entender a necessidade de realizar um trabalho intersetorial. É muito importante, por exemplo, a construção do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged), porque vai fazer com que atuemos de forma integrada. É necessário fortalecer nossas instituições intersetorialmente e trabalhar de maneira articulada. Só assim conseguiremos fazer a preparação e a prevenção necessárias e dar uma resposta qualificada”, ressaltou Ana Paula.

Participação de diferentes órgãos

Também participaram do painel o diretor adjunto do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Marcelo Vallandro, e o chefe do Departamento de Emergências da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Rafael dos Santos Rodrigues. O debate integrou a programação do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, que reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir ações de prevenção, preparação e resposta a desastres climáticos no Rio Grande do Sul.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2026 0 Comentários 128 Visualizações
Variedades

Coordenador da Defesa Civil de Dois Irmãos participa de congresso internacional

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

O coordenador da Defesa Civil de Dois Irmãos e secretário municipal de Turismo e Cultura, Edson Maicá, participa do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC), realizado entre os dias 23 e 25 de junho na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre. O evento reúne representantes de municípios, especialistas e autoridades do setor para discutir estratégias de prevenção, resposta e recuperação em situações de desastres, além de contribuir para a elaboração do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil do Rio Grande do Sul.

Promovido pelo Governo do Estado, por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, em parceria com o Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade, o congresso conta com uma programação voltada à qualificação técnica dos participantes e ao debate de políticas públicas relacionadas à gestão de riscos e desastres.

Construção de plano estadual

Entre as atividades previstas estão painéis, palestras, oficinas territoriais e visitas técnicas conduzidas por especialistas nacionais e internacionais. Um dos focos do encontro é a construção do Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, documento que está sendo elaborado em parceria com os municípios gaúchos e que deverá orientar as ações do Estado em todas as etapas relacionadas a eventos adversos e desastres.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Dois Irmãos, Edson Maicá, a participação no congresso possibilita o acesso a novos conhecimentos e a contribuição dos municípios na formulação do plano. “É o momento para buscar novos conhecimentos e conseguimos participar diretamente na elaboração de um documento estratégico que irá orientar a atuação do Estado durante todas as fases de desastres”, afirmou o secretário.

Integração regional

Durante a programação, Maicá também se reuniu com representantes de municípios do Vale Germânico que acompanham as atividades do congresso.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 104 Visualizações
Variedades

No RS, especialistas defendem integração entre ciência e gestão de riscos climáticos

Por Jonathan da Silva 25/06/2026
Por Jonathan da Silva

A integração entre ciência, governança e comunicação de riscos foi apontada como um dos principais desafios para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos durante painel realizado na manhã desta quarta-feira (24), no Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil, realizado em Porto Alegre. O encontro, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o Local Governments for Sustainability (Iclei), reuniu especialistas do Brasil e da Argentina para debater sistemas de alerta precoce, adaptação climática e estratégias de prevenção. A atividade integra o Programa de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño).

Os participantes destacaram a necessidade de transformar dados científicos em informações capazes de subsidiar decisões rápidas e eficazes diante de situações de risco, além de reforçarem a importância da cooperação entre instituições e da comunicação clara com a população.

Emissão de alertas

A coordenadora de Prognósticos Regionais do Serviço Meteorológico Nacional da Argentina, Viviana Elisa López, afirmou que a principal missão dos órgãos de meteorologia e hidrologia é proteger a população por meio da emissão de alertas. “O nosso objetivo principal, tanto da meteorologia quanto da hidrologia, é proteger a população. Os alertas são o produto mais relevante emitido por essas instituições para as defesas civis, pois permitem antecipar ameaças e orientar medidas que ajudam a salvar vidas”, afirmou Viviana.

Segundo a especialista, a definição dos níveis de alerta envolve fatores que vão além dos modelos matemáticos. “O prognóstico não é 100% certeiro. Por isso, o prazo é muito importante no momento de decidir o nível do alerta, porque deve considerar a incerteza, a intensidade do fenômeno e o contexto em que ele vai ocorrer”, ponderou Viviana.

A palestrante também destacou a evolução dos sistemas de monitoramento. “Atualmente estamos trabalhando para levar o nosso sistema de alerta precoce para um modelo baseado em impactos, em que não apenas se prevê o fenômeno, mas principalmente o que ele vai causar nas pessoas e nos territórios”, completou Viviana.

Mudança climática

A secretária de Mudança do Clima da província argentina de Santa Fé, Verónica Irizar, defendeu uma atuação voltada à prevenção e ao fortalecimento da resiliência dos territórios. “Não temos responsabilidade [pelas emissões], mas sem nenhuma dúvida estamos pagando as consequências da mudança climática. Isso exige que a gente saia de uma lógica de apenas reagir às emergências e passe a usar esses recursos para prevenir riscos e fortalecer a resiliência dos territórios”, afirmou Verónica.

A especialista também ressaltou a necessidade de mudanças estruturais relacionadas ao modelo de desenvolvimento e à redução das emissões de gases de efeito estufa. “Temos um compromisso ético de redução de emissões e de avançar fortemente na transição energética e na mudança do modelo produtivo, porque não se trata apenas de responder a desastres, mas de evitá-los antes que aconteçam”, ressaltou Verónica.

A palestrante também abordou o cenário institucional argentino. “Nós temos um governo nacional que adota uma postura negacionista em relação à mudança climática, que se retirou dos territórios e reduziu os recursos com os quais os governos subnacionais contam, o que torna ainda mais difícil sustentar políticas de adaptação de longo prazo”, observou Verónica.

Monitoramento e comunicação

A diretora do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Regina Célia dos Santos Alvalá, destacou que a gestão de riscos depende da articulação entre monitoramento, prevenção e comunicação. “Precisamos conhecer os riscos, nos preparar, disseminar e comunicar. E, para isso, é fundamental monitorar e alertar antecipadamente, porque, sem informação qualificada, não há como proteger vidas”, afirmou Regina Célia.

A diretora também ressaltou a importância da atuação interdisciplinar. “O elemento social é fundamental no trabalho que fazemos. As nossas equipes são formadas tanto por profissionais das ciências exatas quanto das ciências sociais, porque não basta entender o fenômeno físico – é preciso compreender também quem está exposto e em que condições”, explicou Regina.

Base em riscos

O meteorologista e coordenador do Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Bruno Zanetti Ribeiro, apresentou ferramentas utilizadas pelo estado para monitoramento meteorológico e emissão de alertas. “Não há uma previsão de tempo convencional, é uma previsão focada em risco. Isso muda completamente a forma como a informação é produzida e utilizada, porque o objetivo não é apenas dizer se vai chover, mas qual é o impacto que essa chuva pode causar em cada território”, afirmou Ribeiro.

Sobre a utilização de radares meteorológicos, o especialista explicou que a tecnologia permite análises mais detalhadas das tempestades. “O radar nos permite fazer basicamente o raio X das tempestades. A gente consegue identificar o que tem dentro delas, se há chuva, granizo, qual o tamanho do granizo e a intensidade do vento, o que é essencial para a emissão de alertas mais precisos e rápidos”, pontuou Ribeiro.

Governança integrada

Ao longo do painel, os especialistas convergiram na avaliação de que o fortalecimento da gestão de riscos climáticos depende da integração entre instituições, da padronização dos processos de comunicação e da articulação entre diferentes níveis de governo.

A consolidação de uma governança meteorológica integrada, com foco na população e na antecipação de impactos, foi apontada pelos participantes como um dos principais elementos para enfrentar o aumento da frequência e da intensidade dos eventos meteorológicos extremos.

Foto: João Pedro Rodrigues/Secom/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/06/2026 0 Comentários 174 Visualizações
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