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Plástico

Variedades

Garrafas plásticas ameaçam a sustentabilidade do planeta

Por Ester Ellwanger 26/03/2022
Por Ester Ellwanger

Há cinco anos, em 2017, uma pesquisa da Global Packaging Trends Reports (Relatórios de Tendências Globais de Embalagens em tradução livre para o português), apontava para a venda de nada mais, nada menos, que 1 milhão de garrafas plásticas, por minuto, no planeta. Uma outra versão do número: 20 mil garrafas plásticas eram compradas, à época, no mundo, a cada segundo. O levantamento encomendado pela consultoria Euromonitor International e divulgado pelo jornal The Guardian, da Inglaterra, certamente deve ser ainda mais assustador em 2022, com cada vez mais pessoas comprando água, refrigerantes e vários outros produtos acondicionados em garrafas e muitas outras embalagens feitas de plástico.

Mais números: dos 12 meses de 2016 foram consumidas, em todo planeta, cerca de 480 bilhões de garrafas plásticas. Reforçando o número: 480 bilhões. No ano passado, em 2021, este consumo cresceu cerca de 20% em relação a 2016, passando para a impressionante cifra de 583 bilhões. Apenas garrafas feitas de plásticos. Não entram nesta conta os potes de margarina, por exemplo, nem as embalagens de sorvete, os frascos de iogurte, entre outras. Especialistas afirmam que o impacto ambiental provocado pelo lixo plástico, no planeta, especialmente nos oceanos, já é pior do que os danos causados pelas mudanças climáticas.

O plástico surgiu como uma das grandes invenções da humanidade. Leve, prático e barato, serve como embalagem para tudo. Justamente por isso é que a sua produção deu saltos gigantescos ao longo das últimas décadas. Em 1964 foram 15 milhões de toneladas de toneladas fabricadas no mundo. Em 2015, este número pulou para 322 milhões de toneladas e, em 2022, a estimativa é de quase 500 milhões de toneladas produzidas até dezembro. Um pouco disso tudo é reflexo da cultura chinesa — de “comprar água na rua” – que se espalhou pelo planeta.

Apesar de grande parte das garrafas serem feitas com polietileno tereftalato (PET), um polímero termoplástico, e perfeitamente passível de reciclagem, a quantidade de unidades produzidas por segundo no planeta torna esta tarefa praticamente impossível. As estimativas mais otimistas indicam que menos da metade das garrafas compradas no ano passado foram recicladas. O que sobra desta montanha enorme de lixo plástico vai parar em aterros sanitários, nos córregos, que vai parar nos riachos, arroios e rios, que vai parar em oceanos, poluindo praias e refúgios ambientais, matando baleias, tartarugas marinhas e destruindo a fauna e flora subaquática.

400 anos para se decompor

Como boa parte do lixo produzido pelas pessoas demora muito para se decompor e não é destinado para reciclagem, o mundo vive hoje a falta de espaço em aterros sanitários. Com isso, proliferam-se os lixões a céu aberto, contaminando a água dos rios e lençóis freáticos, o que compromete a nossa saúde. Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), realizado em 2017, mostrou que o Brasil tinha naquele ano quase 3 mil lixões ou aterros irregulares — o que impactava a qualidade de vida dos, então, 77 milhões de brasileiros. Hoje no país tem mais de 200 milhões de habitantes. Em algumas regiões, a situação era, e ainda deve ser, alarmante. No estado de Alagoas, por exemplo, 95% do lixo produzido pela população estava abandonado em áreas inadequadas. O plástico no meio ambiente também pode dificultar a decomposição de outros resíduos, reforçando ainda mais a superlotação dos aterros sanitários.

Mais plástico nos oceanos do que peixes

A superlotação de aterros também produz outro fenômeno: o “depósito” de lixo no mar. Aproximadamente 8 milhões de toneladas de plástico são descartados em nossos oceanos anualmente, desequilibrando o ecossistema marinho de várias formas: O plástico degrada-se em partículas menores, que são ingeridas por peixes e outros animais e aves marinhas. Sem capacidade de digestão, eles morrem de forma lenta e dolorosa. Em grande quantidade no mar, o plástico impede a penetração de oxigênio nos sedimentos, comprometendo também o ciclo bioquímico da flora marinha.

 

Responsável pela morte animais marinhos

O fenômeno é realmente preocupante: a morte por ingestão de plástico compromete o ciclo reprodutivo das espécies marinhas e estima-se que pelo menos 15% delas, hoje, estejam em extinção. Só no caso das tartarugas marinhas, cinco das sete espécies catalogadas correm o risco de sumir dos oceanos, de acordo com levantamento da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). As aves marinhas, como pelicanos e albatrozes, também são vítimas desse fenômeno: até 2050, pelo menos 99% delas terão ingerido plástico.

O que fazer?

A adoção de hábitos de consumo que possam reverter esse quadro pintado com tintas escuras é uma necessidade que deve se transformar em preocupação constante na mente das pessoas. E dos empresários e empresas. Uma das alternativas está sendo produzida em Bento Gonçalves por uma startup que nasceu em 2018 na Serra Gaúcha. A Icehot é uma empresa que produz estações de hidratação que ocupam cada vez mais espaços públicos no Rio Grande do Sul e em outros estados brasileiros, com a proposta de levar água potável de forma segura e higiênica às pessoas — e animais — em áreas de lazer ou de prática de atividades físicas, academias esportivas e até escolas.

A primeira estação de hidratação foi entregue à comunidade de Venâncio Aires, a Capital Nacional do Chimarrão, em 2018. Quatro anos depois, além de equipar áreas destinadas ao público em 65 cidades do estado, as estações de hidratação, produzidas de forma cada vez mais sofisticadas, já chegaram a Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e ao primeiro bairro público inteligente do país (local de experimentação de novos equipamentos alinhados com a modernidade), o Vila A Inteligente de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Com a distribuição de água potável de forma gratuita às pessoas, deixam de ser adquiridas por elas as garrafas d’água que, normalmente, depois de vazias são descartadas no lixo e acabam parando em aterros sanitários ou lixões. Nas estações instaladas na Vila A Inteligente, de Foz do Iguaçu, por exemplo, somente em sete dias foram consumidos 4.671 litros de água, o que gera uma redução de 8.476 garrafas plásticas. Ou seja, as estações não apenas atendem às necessidades de hidratação de quem está fazendo caminhadas, corridas ou pedalando para manter o condicionamento físico, mas também contribuem para a preservação ambiental.

Além disso, fornecem água para os animais e estão cada vez mais modernas. As que foram instaladas em Foz do Iguaçu, por exemplo, têm sensores de aproximação e dispensam o toque manual para serem acionadas, evitando, por exemplo a contaminação pelo vírus que causa a Covid-19, o coronavírus. “A implantação das estações de hidratação resulta em ganho considerável para a saúde das pessoas, proporcionando qualidade de vida a todos que utilizam os espaços públicos da cidade. Isso faz com que a administração reinvista parte dos impostos em esforços para melhorar as estruturas de lazer do município”, dizem os sócios e fundadores da Icehot, Samuel Panta e Alex Oliveira.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/03/2022 0 Comentários 1,3K Visualizações
Business

Plastiweber recebe prêmio internacional

Por Stephany Foscarini 11/01/2022
Por Stephany Foscarini

A Plastiweber, empresa de soluções sustentáveis em plástico, foi uma das vencedoras do WorldStar Awards, premiação internacional promovida pela World Packaging Organisation (WPO) para destacar as melhores e mais inovadoras soluções no setor de embalagens ao redor do mundo. A empresa foi escolhida dentre 440 projetos submetidos e analisados por 36 juízes internacionais. O prêmio, o quinto dado à empresa este ano, foi pela linha NatureCycle, que oferece filmes feitos de plástico 100% reciclado pós-consumo para embalagens secundárias de alta performance. Somente em 2021, a companhia reciclou mais de 10 milhões de quilos de plástico. A entrega dos prêmios pela WPO acontecerá em maio de 2022, em Milão.

Sediada no município de Feliz, no Rio Grande do Sul, a Plastiweber é considerada pioneira na produção de plásticos flexíveis, filmes e polímeros 100% reciclados. NatureCycle é o selo criado para envolver mais de 50 atores em um ecossistema circular, como cooperativas, projetos socioambientais, brandowners e varejo, que viabilizam a logística reversa para beneficiar o plástico pós-consumo e reinseri-lo na cadeia produtiva. Entre os clientes, estão empresas como Ambev, Unilever, Nestlé, BRF, Pampili e Cia Canoinhas.

Através desta linha, a Plastiweber oferece aos mercados de alimentos, bebidas, pet food, cuidados pessoais, moveleiro e calçadista embalagens plásticas secundárias integralmente recicladas, certificadas pela qualidade, eficiência de desenvolvimento técnico e rastreabilidade do processo. O projeto conta, ainda, com iniciativas sociais junto a escolas, cooperativas e à comunidade, para incentivar a conscientização sobre o descarte correto dos resíduos e o valor do plástico como um ativo econômico.

O prêmio do WorldStar Awards é o quinto conquistado pela Plastiweber este ano. No Prêmio Plástico Sul de Inovação & Sustentabilidade, a empresa destacou-se na categoria Produto com Conteúdo Reciclado, com o case de embalagem para enfardamento automático de alto desempenho desenvolvido em parceria com a Cia Canoinhas, e na categoria Compromisso Social com o projeto Escola Sustentável, que já alcançou mais de 30 mil crianças com iniciativas de educação ambiental. Já na premiação Grandes Cases de Embalagem, a Plastiweber foi premiada na categoria Impacto Econômico, além de conquistar o segundo lugar no Prêmio ABRE da Embalagem Brasileira, na categoria Sustentabilidade, também com o projeto NatureCycle.

A Plastiweber também é a primeira recicladora das Américas a ser homologada com o certificado europeu EUCertPlast, que atesta a rastreabilidade e a qualidade do plástico reciclado produzido por recicladores ao redor do mundo. Além disso, a empresa carrega o selo nacional de plásticos reciclados Senaplas, que reconhece o trabalho efetuado conforme a Política Nacional dos Resíduos Sólidos.

Estamos muito felizes com mais este resultado. As cinco premiações, sendo uma delas o WorldStar Awards, são um reconhecimento pelas inovações que nós temos oferecido ao mercado, sempre em defesa da economia circular’.

Para o diretor administrativo da Plastiweber, Moisés Weber, a empresa vem trilhando o caminho da sustentabilidade e da eficiência, o que está sendo confirmado por meio destas conquistas: “Estamos muito felizes com mais este resultado. As cinco premiações, sendo uma delas o WorldStar Awards, são um reconhecimento pelas inovações que nós temos oferecido ao mercado, sempre em defesa da economia circular. A Plastiweber tem a reciclagem no seu DNA e vemos o plástico como uma vida que precisa ser cuidada. Hoje, nossa iniciativa é destaque pela sua qualificação, constância e comprometimento socioambiental, através de certificações e prêmios, internacionais e nacionais”.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/01/2022 0 Comentários 1,2K Visualizações
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