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Endividamento e inadimplência dos gaúchos caem em junho

Por Jonathan da Silva 22/07/2026
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (Peic-RS), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), referentes a junho de 2026. O levantamento mostra que o endividamento e a inadimplência das famílias gaúchas apresentaram queda na comparação com maio, interrompendo uma sequência de três meses de alta. Apesar da melhora dos indicadores, a pesquisa aponta que as famílias de menor renda que permanecem inadimplentes enfrentam maior dificuldade para regularizar a situação financeira.

Segundo a pesquisa, 86,9% das famílias gaúchas estavam endividadas em junho de 2026, percentual inferior ao registrado em maio, quando o índice era de 87,4%. Ainda assim, o resultado permanece acima do observado em junho de 2025, quando 84,4% das famílias declaravam possuir dívidas. Os dados foram coletados em Porto Alegre nos dez últimos dias de maio e consideram apenas dívidas relacionadas à tomada de crédito, como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos, sem incluir contas de consumo, como água, energia elétrica e telefonia.

Indicadores de inadimplência

O percentual de famílias com contas em atraso também apresentou redução, passando de 27,0% em maio para 25,8% em junho, retornando ao mesmo nível registrado no mesmo mês do ano passado.

A queda foi observada nas duas faixas de renda analisadas pela pesquisa. Entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, o índice passou de 33,0% para 31,6%. Já entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o percentual caiu de 6,6% para 5,7%.

O levantamento mostra ainda que o percentual de famílias que afirmaram não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso permaneceu em 1,9% em junho de 2026.

Desafios para as famílias de menor renda

Embora os indicadores gerais tenham melhorado, a pesquisa aponta que, entre as famílias com renda de até 10 salários mínimos, aumentou a parcela das que afirmam não ter condições de quitar as dívidas atrasadas no mês seguinte. Além disso, o tempo médio de atraso das contas também aumentou nesse grupo, indicando maior dificuldade de regularização para quem permanece inadimplente.

Outro dado destacado pela Peic-RS é o comprometimento médio da renda com dívidas. Considerando todas as famílias, esse percentual passou de 29,6% para 29,7% entre maio e junho, alcançando o maior patamar registrado no ano.

Análise da Fecomércio-RS

Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, a melhora dos indicadores deve ser analisada com cautela. “Os resultados de junho mostram uma melhora pontual dos indicadores de endividamento e inadimplência, interrompendo a trajetória de alta observada nos últimos meses. No entanto, esse movimento ainda deve ser interpretado com cautela. Apesar da redução dos indicadores agregados, as famílias de menor renda que permanecem com contas em atraso continuam enfrentando maior dificuldade para regularizar sua situação financeira. Em um ambiente de crédito restritivo e taxas de juros elevadas, o comprometimento da renda segue elevado, reduzindo a margem do orçamento das famílias para absorver novos gastos ou imprevistos”, avalia Bohn.

Foto: Way Home Studio/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
22/07/2026 0 Comentários 95 Visualizações
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Endividamento das famílias gaúchas recua em junho

Por Jonathan da Silva 25/07/2025
Por Jonathan da Silva

A Fecomércio-RS divulgou os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS) referentes ao mês de junho, revelando que 84,4% das famílias estão endividadas em Porto Alegre. Esse é o menor índice desde outubro de 2021, quando o percentual foi de 84,2%. Os dados, apurados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), foram coletados nos últimos dez dias de maio na capital gaúcha. O índice apresentou queda pelo oitavo mês consecutivo, vindo de 86,0% registrados em maio. Em junho de 2024, o número era de 89,2%.

A pesquisa também apontou redução no percentual de famílias com contas em atraso, que passou de 26,6% em maio para 25,8% em junho. Há um ano, esse número era de 34,2%. O percentual de famílias que não terão condições de quitar nenhuma parcela das dívidas nos próximos 30 dias permaneceu em 1,8%.

Percepção das famílias

Na percepção das famílias, houve queda tanto entre as que se dizem “muito endividadas” (17,5%) quanto entre as que se consideram “pouco endividadas” (16,9%). Por outro lado, aumentou a proporção das que se dizem “mais ou menos endividadas” (49,9%). A parcela da renda mensal comprometida com dívidas aumentou para 28,9%, tanto na comparação mensal quanto em relação ao mesmo período do ano anterior. Também subiu o tempo médio de comprometimento com as dívidas, que chegou a 7,1 meses.

Análise do comércio

Segundo o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, “entre as famílias que seguem endividadas, a PEIC-RS tem apontado para um alongamento das dívidas e um comprometimento maior com o pagamento das mesmas. Com juros elevados, inflação pressionada e perspectiva de desaceleração da atividade, o equilíbrio das contas das famílias tende a ficar mais desafiador para famílias que têm operado com pouco espaço de manobra em rendas bastante comprometidas”.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/07/2025 0 Comentários 367 Visualizações

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