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Patrimônio Cultural Imaterial

Cidades

Gramado busca reconhecer pão com linguiça como patrimônio cultural imaterial

Por Jonathan da Silva 13/05/2026
Por Jonathan da Silva

A Prefeitura de Gramado iniciou o processo para reconhecer o pão com linguiça como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A primeira reunião técnica sobre o tema ocorreu nesta terça-feira (12), durante a programação da Festa da Colônia, e reuniu representantes das secretarias de Turismo, Cultura e Agricultura, além da Emater e de representantes dos fornos coloniais do Centro e da Várzea Grande. O objetivo é formalizar o registro do alimento como símbolo da identidade gastronômica e cultural da cidade.

Durante o encontro, foi estabelecida uma parceria intersetorial que ficará responsável pela condução das etapas do processo de patrimonialização. As equipes atuarão na realização de pesquisas históricas, coleta de depoimentos de produtores locais e elaboração de um dossiê técnico que será encaminhado aos órgãos responsáveis pelo reconhecimento oficial.

Levantamento histórico

Segundo os organizadores da iniciativa, o trabalho inclui o levantamento de informações sobre a presença do pão com linguiça na cultura local ao longo das décadas. O material reunirá registros sobre a produção artesanal, os modos de preparo e a relação do alimento com as famílias coloniais da região.

Também serão coletados relatos de produtores e representantes dos fornos coloniais que mantêm a tradição gastronômica em Gramado. O dossiê técnico servirá como base para análise do pedido de reconhecimento como patrimônio cultural imaterial.

Símbolo da cultura local

De acordo com os envolvidos no processo, o pão com linguiça é considerado um dos elementos mais presentes na identidade gastronômica do município. Comercializado em festas, feiras e espaços públicos da cidade, o alimento é associado ao saber-fazer das famílias coloniais e à tradição culinária local.

A proposta de patrimonialização busca preservar a prática cultural relacionada à produção e comercialização do pão com linguiça, além de reconhecer sua importância histórica e social para Gramado.

Integração entre órgãos e produtores

A reunião marcou o início formal da articulação entre poder público, entidades técnicas e produtores locais para a condução do processo. Participam da iniciativa representantes da Secretaria de Turismo, Secretaria de Cultura, Secretaria de Agricultura, Emater e responsáveis pelos fornos coloniais da cidade. O reconhecimento como patrimônio imaterial pretende contribuir para a valorização da cultura alimentar do município e para a preservação das tradições ligadas à imigração e à produção colonial em Gramado.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2026 0 Comentários 123 Visualizações
Cidades

Santa Cruz do Sul reconhece associações teuto-brasileiras como patrimônio imaterial

Por Jonathan da Silva 07/01/2026
Por Jonathan da Silva

Santa Cruz do Sul reconheceu oficialmente as associações culturais, recreativas e desportivas teuto-brasileiras como Patrimônio Cultural Imaterial do município, a partir da sanção da Lei Ordinária nº 10.233, realizada nesta segunda-feira (5) pelo vice-prefeito em exercício, Alexsander Knak. De acordo com a cidade do Vale do Rio Pardo, o objetivo do reconhecimento é formalizar a importância histórica, social e cultural dessas entidades para a identidade germânica local.

A lei foi sancionada pelo vice-prefeito em exercício após aprovação do projeto pela Câmara de Vereadores em 18 de dezembro de 2025, durante a última sessão ordinária do legislativo municipal  do ano passado. A medida estabelece o reconhecimento institucional do papel desempenhado pelas associações na preservação de práticas culturais e formas de organização comunitária de origem teuto-brasileira.

Tramitação do projeto

O projeto de lei é de autoria do vereador Alberto João Heck (PT). De acordo com o parlamentar, a proposta busca proteger e valorizar o associativismo teuto-brasileiro presente em diferentes comunidades do interior do município, onde essas entidades atuam como espaços de convivência social. “As associações congregam vizinhanças, buscando o aprimoramento individual e coletivo através da arte, cultura, desportos e integração pelo lazer, pelas festividades anuais e por tradições próprias que passam de geração em geração”, ressaltou o parlamentar.

Justificativa histórica e cultural

A justificativa do projeto aponta que essas associações se constituem como espaços de convívio e transmissão de costumes ligados à imigração germânica, com origem no período de chegada dos pioneiros ao Vale do Rio Pardo. A aprovação e a sanção da lei reforçam o vínculo histórico e cultural entre a comunidade santa-cruzense e suas origens.

Impacto do reconhecimento

Com a declaração como Patrimônio Cultural Imaterial, as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas mantidas pelas associações passam a ser reconhecidas formalmente pelo poder público municipal. A medida prevê apoio institucional para a preservação dessas manifestações culturais, com a finalidade de assegurar sua continuidade para as futuras gerações de moradores de Santa Cruz do Sul.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/01/2026 0 Comentários 348 Visualizações
Cultura

Festival Internacional de Folclore se torna Patrimônio Cultural Imaterial de Nova Petrópolis

Por Jonathan da Silva 07/08/2024
Por Jonathan da Silva

Um decreto municipal que reconhece o Festival Internacional de Folclore como Patrimônio Cultural Imaterial de Nova Petrópolis foi foi assinado pelo prefeito Jorge Darlei Wolf (PSDB) neste domingo (4), no Palco da Diversidade do evento. O reconhecimento justamente durante o último dia da 51ª edição do tradicional festival, que existe há mais de 50 anos. A honraria assegura a relevância do evento na preservação da cultura, do legado e das tradições do município.

A assinatura do documento histórico foi testemunhada pelo presidente da Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs de Nova Petrópolis (AGDFA-NP), Cleiton Spengler; pelo vice-prefeito de Nova Petrópolis, Martim Wissmann; pela secretária municipal de Educação, Cultura e Desporto, Gislaine Marchioro Leal; e pela presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas Culturais, Carla Cristiane Ferreira. O reconhecimento ao festival possibilita iniciativas de preservação, educação patrimonial e, futuramente, o alçamento para o status de Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Sul.

Autoridades acompanharam o momento histórico para o festival e o município

Com o decreto, Nova Petrópolis torna imortal o Festival Internacional de Folclore. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

Para o presidente daAGDFA-NP, Cleiton Spengler, o reconhecimento é uma prova do poder da cultura para unir pessoas e comunidades, preservar a memória e inspirar o futuro. “Continuemos a valorizar e a promover nossas tradições, mantendo-as vivas para as próximas gerações. Que este marco seja um incentivo para seguirmos trabalhando com persistência”, ressalta Spengler.

Em uma iniciativa do Departamento Municipal de Cultura de Nova Petrópolis, o objetivo deste registro foi salvaguardar o Festival Internacional de Folclore, em toda a sua complexidade, como sendo uma celebração de relevância cultural onde se expressam diversos saberes, fazeres, tradições e manifestações populares. O processo de reconhecimento iniciou em 2023, ano do cinquentenário do evento, com um trabalho de pesquisa para desenvolver o estudo e embasar o registro do festival. A equipe do departamento seguiu as instruções dos institutos do patrimônio histórico e artístico do Rio Grande do Sul (Iphae) e Nacional (Iphan), além das legislações que abrangem a temática. Um trecho do estudo destaca que “o Festival Internacional do Folclore vai além de sua data, suas danças, seus trajes e suas comidas típicas. Sua materialidade veicula visões de mundo, integra um conjunto tenso e dinâmico de relações sociais. Neste processo, é importante lembrar que não há fronteiras rígidas entre os diferentes níveis de cultura: cultura popular, cultura erudita e cultura de massas comunicam-se permanentemente em todas as direções”.

A presidente do Conselho Municipal de Políticas Públicas Culturais, Carla Cristiane Ferreira, destaca que “o decreto que registra o Festival Internacional de Folclore como Patrimônio Cultural Imaterial é a forma de reconhecer o sentimento de pertencimento que a comunidade tem para com ele. Os mecanismos de manutenção e proteção deste bem cultural, que é tão importante para o Município, se tornam mais acessíveis com o reconhecimento e garantem a perenidade desta manifestação popular”. Carla ainda destaca o processo realizado para esse reconhecimento. “Para chegarmos neste estágio, foi realizada uma pesquisa histórica pelo Departamento de Cultura que buscou subsídios para a sustentação do decreto, etapa essencial para o registro de bem cultural”, pontua a presidente do conselho.

Para a rainha do folclore alemão, Ana Luiza Kuhn, orgulho e emoção resumem o sentimento de testemunhar o momento histórico durante a 51ª edição do Festival Internacional de Folclore, sendo a representante oficial do evento junto com a 1ª princesa Marluce Maldaner e com a 2ª princesa Camila Caroline Schwaab. “Este registro é uma forma de garantir a continuidade do evento e do legado que herdamos dos imigrantes há 200 anos. Este reconhecimento também é uma forma de assegurar que essas tradições sejam preservadas e de fortalecer a nossa identidade cultural, reafirmando o sentimento de pertencimento na comunidade em relação a este evento que há 51 anos une pessoas e culturas. Este ato engrandece ainda mais o Festival e potencializa a educação, o turismo e a economia, ecoando além do âmbito cultural”, enfatiza a rainha.

O 51º Festival Internacional de Folclore de Nova Petrópolis foi realizado pela Associação dos Grupos de Danças Folclóricas Alemãs e pela Prefeitura de Nova Petrópolis. O evento integra o calendário anual da IOV – Organização Internacional de Folclore e Artes Populares, o calendário de eventos oficiais do Rio Grande do Sul e, em 2024, as comemorações alusivas ao bicentenário da imigração alemã no Brasil. O evento teve patrocínio de Dakota – ser linda é ser feliz, Sicredi Pioneira, Supermercados Andreazza, Gula Alimentos, Banrisul, Suibom, Niruma Móveis, Cervejaria Traum, Seibt Máquinas, Cervejaria Edelbrau e Nova Imóveis. Foram apoiadores o Parque Aldeia do Imigrante, RBT Internet, You-C English School, Universidade La Salle, Eletrosom e Digi Sonorizações. E o financiamento foi de Pró-Cultura RS – Lei de Incentivo à Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Fotos: Renan Costantin/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/08/2024 0 Comentários 461 Visualizações

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