A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta terça-feira (19) o Projeto de Lei 592/23, que reconhece a Cavalgada do Mar como de relevante interesse artístico e cultural para o estado. A proposta, de autoria do deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP), foi aprovada por unanimidade e busca reforçar o evento como parte do patrimônio cultural gaúcho.
Segundo o deputado Marcus Vinícius, a iniciativa ressalta a importância histórica e cultural da cavalgada. “A Cavalgada do Mar é uma celebração viva da nossa identidade. Este reconhecimento reafirma o compromisso de preservar e valorizar nossas tradições para as próximas gerações. É um evento que une cultura, história e turismo, movimentando o estado em diversos aspectos”, declarou o parlamentar progressista.
A Cavalgada do Mar acontece anualmente desde 1984 e é considerada uma das maiores do mundo, reunindo milhares de participantes em um percurso pelo litoral norte do estado. Criada por João José Machado, a cavalgada simboliza a relação entre o homem, o cavalo e a natureza, promovendo a integração entre gerações e fomentando a economia e o turismo local.
O parlamentar também homenageou o fundador do evento, e o comandante Vilmar Romeira, ambos já falecidos, destacando a contribuição deles para a consolidação da cavalgada como uma referência cultural. “Mais do que proteger uma tradição, estamos assegurando que essa identidade singular do Rio Grande do Sul seja preservada e celebrada por gerações futuras”, concluiu Marcus Vinícius.


O imóvel é de propriedade particular, com data de construção estimada em 1845, e tem grande valor histórico, arquitetônico e cultural para o município. No dia 2 de fevereiro do ano passado, um incêndio atingiu parte da estrutura, principalmente a cobertura da edificação. Ainda em maio do mesmo ano, a Prefeitura publicou o Decreto nº 9709/2021 de tombamento provisório do imóvel, medida fundamental para que a Prefeitura pudesse participar da proteção do prédio.
Já a sub-procuradora de Meio Ambiente e Urbanismo da Procuradoria-Geral do Município, Cinara de Araújo Vila, que vem acompanhando a situação desde o tombamento provisório, lembra que as telhas originais da parte danificada foram separadas e guardadas para serem reutilizadas a partir de projeto de recuperação definitiva que está sendo elaborado pela família proprietária.