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Oncologia

Saúde

Issur pede recursos ao Ministério da Saúde para oncologia em Novo Hamburgo

Por Ester Ellwanger 09/06/2022
Por Ester Ellwanger

Em reunião com a área técnica do Ministério da Saúde, nesta quarta-feira, 8 de junho, o deputado estadual Issur Koch solicitou a destinação de recursos a fim de contemplar atendimento oncológico na nova ala que está sendo construída no Hospital Geral.

“Fiz este pedido verbal à assessora direta do ministro Queiroga, Bonina Almeida, e à assessora Geral de Atenção Especializada em Saúde, Rejane Soares. Nesta quinta-feira estarei formalizando esta solicitação. Para o Ministério, como Novo Hamburgo tem a gestão plena da Saúde, o que a Administração Municipal e a Secretaria Estadual da Saúde decidirem fazer, o governo Federal irá apoiar”, destacou Issur.

No encontro, o parlamentar entregou um dossiê completo sobre a situação da oncologia na cidade, com ofícios assinados pela Liga Feminina de Combate ao Câncer, Amigas de Mãos Dadas, Grupo Pensando Novo Hamburgo, Presidência da Câmara de Vereadores e Comissão Especial da Câmara Hamburguense.

 “Sei que o Ministério acompanha o caso, mas penso que é importante registrarmos que este não é um pleito de um deputado ou de uma entidade, mas que tem o apoio de toda comunidade”, enfatizou.

 

Retomada do serviço

Issur disse, também, que além da estrutura existente no Hospital Regina, o Hospital Unimed manifestou interesse em oferecer o atendimento no município. “Nossa luta é para que Novo Hamburgo siga sendo referência em oncologia, como foi durante 30 anos. Esta conquista histórica e o legado daqueles que lutaram para que isso se tornasse realidade não pode ser perdido. Não tenho o poder da caneta, mas tenho o dever de lutar por uma solução que tenha como preocupação garantir um mínimo de conforto para quem enfrenta ao lado de seus familiares contra esta terrível doença”, finalizou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

09/06/2022 0 Comentários 568 Visualizações
Saúde

Parceria entre prefeitura de Santa Cruz e Hospital Ana Nery leva pré-câncer a mais dois bairros

Por Ester Ellwanger 07/06/2022
Por Ester Ellwanger

Parceria entre a prefeitura de Santa Cruz do Sul e o Hospital Ana Nery garantirá a oferta de exames de prevenção para o rastreamento do câncer de colo de útero em duas localidades do município durante o mês de junho.

Para isso, o consultório móvel do hospital estará em frente a EMEF Santuário, na próxima terça-feira, 14 de junho, área de cobertura da ESF Alcemiro dos Santos, e no dia 30, em frente ao salão Assmann, região pertencente à UBS Belvedere, para a realização das coletas do exame citopatológico (papanicolau). Em cada uma das oportunidades, serão ofertados 40 exames, que devem ser agendados previamente por telefone ou presencialmente nas unidades de saúde.

Em ambos os dias, a Secretaria de Saúde deslocará para as atividades o ônibus da Atenção Móvel em Saúde. No veículo, serão disponibilizados testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites e ofertadas as vacinas Influenza e Covid adulto para a comunidade local. O horário para as coletas e testes rápidos será das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30; a vacinação transcorrerá das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30.

 

Atendimentos

14/06 – ESF Alcemiro Manoel dos Santos

Endereço: Rua Pedreira, 1469, Santa Cruz do Sul

 

30/06 – UBS Belvedere

Endereço: Rua Lindolfo Grawunder, 204, Santa Cruz do Sul

 

 Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

07/06/2022 0 Comentários 745 Visualizações
Saúde

Pacientes oncológicos podem fazer exames laboratoriais no Laboratório Qualitá

Por Ester Ellwanger 02/06/2022
Por Ester Ellwanger

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que, a partir desta quinta-feira, dia 2 de junho, pacientes oncológicos do município que necessitem de coletas para exames laboratoriais, solicitados pelo Hospital Bom Jesus de Taquara, podem procurar qualquer unidade do Laboratório Qualitá em Novo Hamburgo. O paciente deverá apresentar para a marcação e realização do exame, o guia oficial do Hospital com a requisição do exame, além de um documento oficial com foto.

“A medida visa reduzir o translado dos pacientes para a realização dos exames solicitados pelo Hospital Bom Jesus”, explica o titular da SMS, Marcelo Reidel.

 

Endereços do Laboratório Qualitá

Centro Clínico Regina
Av. Dr. Maurício Cardoso, 833, sala 113
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 99741-8093
Horário de Atendimento: Segunda a sexta-feira: 7h às 17h, Sábado: 7h às 12h

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h às 16h45, Sábado: 7h às 11h45

Doctor Center
Rua General Osório, 1103, Hamburgo Velho.
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 3553-8450
Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira: 7h30 às 17h30, Sábado: não abre

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h30 às 11h e das 13h às 14h50, Sábado: não abre

Joaquim Nabuco
Rua Joaquim Nabuco, 714, loja 02
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 99741-8093
Horário de Atendimento:
Segunda a sexta-feira: 7h às 17h, Sábado: 7h às 13h

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h às 16h20, Sábado: 7h às 12h15

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2022 0 Comentários 812 Visualizações
Cidades

Prefeita de Novo Hamburgo anuncia adequações no projeto do Anexo 2 para receber a oncologia

Por Stephany Foscarini 17/05/2022
Por Stephany Foscarini

“Queremos a oncologia e a pediatria 100% SUS em Novo Hamburgo. Estou focada nas soluções, não nos problemas.” A frase da prefeita Fátima Daudt ilustra seu compromisso em retomar de forma definitiva o atendimento a pacientes com câncer em Novo Hamburgo. Na segunda-feira, a prefeita esteve visitando as obras do Anexo 2 no Hospital Municipal e destacou o início de estudos para adequações ao projeto e inclusão de uma ala oncológica no futuro prédio.

A estimativa é que o Anexo 2 esteja construído em até dois anos. O novo prédio terá cinco andares, a maior ampliação da história do Hospital Municipal. Os recursos já estão garantidos, mas o início das obras foi adiado em razão da pandemia. Para que fosse possível começar, foi necessário concluir as obras para transferência dos serviços de hemodinâmica e tomografia, pois é o local onde será erguido o novo prédio.

A possibilidade de adequações já estava sendo analisada desde dezembro do ano passado, quando Novo Hamburgo deixou de ser referência em oncologia para pacientes de Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha e Ivoti, e ganhou força com a decisão do Hospital Regina de deixar de atender a oncologia SUS para pacientes de Novo Hamburgo.

Não é possível ficar a mercê de decisões de instituições privadas quando estamos falando de atendimento SUS”.

“Não é possível ficar a mercê de decisões de instituições privadas quando estamos falando de atendimento SUS”, destacou Fátima. A prefeita acrescenta que as adequações poderão ser analisadas à medida que a obra avança. Outra prioridade será buscar recursos para os equipamentos. Atualmente, os pacientes oncológicos de Novo Hamburgo estão sendo atendidos no Hospital Bom Jesus, em Taquara.

Cada um dos cinco pavimentos do Anexo 2 terá aproximadamente 1.035,25 metros quadrados (m²), totalizando 5.158,23 m², com todos os ambientes de apoio necessários aos serviços, para conforto de pacientes, acompanhantes e profissionais. Além da ampliação de 82 leitos e implantação de serviços como endoscopia e centro de diagnóstico por imagem, a nova área contará com seis salas cirúrgicas, aumentando em 150% este tipo de ambiente. Em 2020, o investimento orçado era de R$ 17.681.038,78, mas os valores estão sendo ajustados.

Mais obras

“Chega de puxadinhos no Hispital Municipal. As ampliações agora são planejadas e devem seguir critérios técnicos”, enfatizou a prefeita. Ela acrescenta que o hospital se tornou um canteiro de obras, mas sem deixar de ser hospital, mantendo o atendimento a pleno. “É como se trocássemos o pneu de um carro em pleno movimento, sem poder parar”, exemplifica.

O diretor-presidente da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, Augusto Rafael Lengler Vargas, enfatiza que as mudanças implantadas já tornaram o Hospital Municipal de Novo Hamburgo como o maior e mais bem equipado hospital do Sul do Brasil administrado por uma Prefeitura, com atendimento 100% SUS.

Além do Anexo 2, há ainda uma série de obras e melhorias realizadas no Hospital Municipal. Confira:

Reforma do Telhado: A obra foi divida em duas etapas. A etapa 01 (troca do telhado), está com cerca de 45% do cronograma executado. Boa parte dos cabos elétricos que partem da subestação e vão até o novo centro de distribuição já foram passados e 30% da estrutura física do telhado já foi concluída. Investimento previsto da Reforma do Telhado: R$ ‭7.444.958,35. Já a etapa 02, que se refere à reforma de todas as salas de Bloco Cirúrgico e salas de apoio, não teve início devido à pandemia de covid. A previsão inicial do término da obra era de 18 meses a partir da assinatura da ordem de início, mas como há a necessidade da realocação do Bloco Cirúrgico para outro local do Hospital teve o prazo prolongado. Investimento previsto da Reforma do Bloco Cirúrgico: R$ 1.794.845,66‬

Reforma do setor de Internação Obstétrica do HMNH etapa 02: Esta intervenção foi concçuída em abril e faz parte de uma série de três unidades reformadas no serviço de atendimento Materno-infantil do Hospital, incluindo a Maternidade e a UTI Neonatal, entregues respectivamente em 2018 e 2019. Apesar de a obra ter sido paralisada por um curto período de tempo em virtude da pandemia, ela foi dividida em três etapas de forma que sempre houvesse um espaço disponível para atendimento, com o objetivo de que não houvesse prejuízo para o paciente. A nova estrutura física possibilita mais conforto para parturientes e seus bebês, trazendo modernização ao setor hospitalar. Os recursos para a reforma do prédio foram provenientes de repasse do governo federal no valor de R$ 250.000,00 com contrapartida da FSNH de R$ 51.736,16, totalizando R$ 301.736,16.

Readequação de estrutura pré-existente no HMNH para transferência do serviço de hemodinâmica (área que receberá o Anexo 2): A hemodinâmica faz parte do serviço de alta complexidade em cardiologia do Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH). A estrutura física foi readequada pela Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) para receber a hemodinâmica, com recursos provenientes de convênio firmado entre a Prefeitura e a FSNH, no valor total de R$ 224.208,61, sendo R$ 200.000,00 de convênio e o restante de contrapartida da Fundação. Para a transferência, o projeto considerou as exigências e a alta complexidade dos equipamentos a serem instalados no local.

Readequações em área junto ao Laboratório Municipal para transferência do serviço de tomografia: A tomografia passou a funcionar dentro do Hospital Municipal, ao lado do laboratório, com estrutura readequada para abrigar o serviço. A obra de adequação do espaço para receber o tomógrafo foi executada em R$ 14.827,00, e foi entregue em fevereiro deste ano. Uma empresa especializada fez a instalação, como no caso da hemodinâmica, considerando-se a complexidade dos respectivos equipamentos (inclusive com uso de guinchos).

De 2020 para cá, o Hospital Municipal passou por várias adequações para fazer frente à pandemia de coronavírus, abrigando inclusive o Centro de Triagem à Covid, um dos primeiros a ser instalado no Estado. Acompanhando o aumento de contágios e internações, as adequações eram realizadas, possibilitando que ninguém ficasse sem leito inclusive nos momentos mais intensos da pandemia. As melhorias acima, que estavam programadas desde 2020, só puderam ser iniciadas com a diminuição dos casos, ao longo do segundo semestre do ano passado, as obras foram aos poucos sendo realizadas. O Município observa com muita atenção o comportamento de novas variantes de coronavírus, como a Ômicron, seus impactos nas internações e, consequentemente, nas obras de melhorias no Hospital Municipal.

Obras já realizadas

Desde 2018, várias ampliações e melhorias foram realizadas no Hospital Municipal:

  • Casa da Gestante: Em dezembro de 2018, foi colocada em funcionamento a Casa da Gestante de Novo Hamburgo (cuja utilização foi redefinida em razão da pandemia, mas deve retomar a função original à medida que a pandemia for controlada).
  • Maternidade: agosto de 2019 marcou a entrega da nova Maternidade do Hospital Municipal, possibilitando mais conforto e acolhimento.
  • Nova UTI Neonatal: já em outubro de 2019, com um investimento de R$ 1.295.110,59, foi entregue a nova UTI Neonatal, mais ampla e moderna.
  • Cardiologia: em dezembro de 2019, foi realizada a entrega das novas instalações da Ala Andorinha, onde ficam os pacientes cardiológicos, também mais ampla e moderna.
Foto: Lu Freitas/PMNH | Fonte: Assessoria
17/05/2022 0 Comentários 661 Visualizações
Cidades

Governador garante decisão final sobre a oncologia em Novo Hamburgo dentro de dez dias

Por Stephany Foscarini 17/05/2022
Por Stephany Foscarini

A luta para que a referência em oncologia volte a Novo Hamburgo chegou ao governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior. Em reunião realizada no Palácio Piratini na manhã desta segunda-feira (16), ele ouviu os vereadores Cristiano Coller (PTB), Enio Brizola (PT), Raizer Ferreira e Semilda dos Santos – Tita, ambos do PSDB, integrantes da Comissão Especial de Acompanhamento da Referência Oncológica do SUS. A reunião, articulada pelo deputado federal Lucas Redecker, envolveu representantes do Hospital Regina, da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo e das secretarias municipal e estadual de Saúde. Após explanação de todas as partes, o governador comprometeu-se a se pronunciar sobre a situação em até dez dias. Ranolfo solicitará um estudo técnico sobre a demanda de recursos, mas adiantou que nada pode ser realizado do dia para noite sem um novo período de transição.

Esse assunto é complexo, especialmente, por estar judicializado. Não tem como eu chegar e dizer ‘vamos fazer assim ou assado’. Mas eu me comprometo em, até dez dias, comunicar a decisão final do Governo em relação à situação da oncologia em Novo Hamburgo. Quero ouvir a área técnica para saber até que ponto podemos avançar”.

“Esse assunto é complexo, especialmente, por estar judicializado. Não tem como eu chegar e dizer ‘vamos fazer assim ou assado’. Mas eu me comprometo em, até dez dias, comunicar a decisão final do Governo em relação à situação da oncologia em Novo Hamburgo. Quero ouvir a área técnica para saber até que ponto podemos avançar”, reiterou o governador.

Avaliações da comissão

“Saí de lá esperançoso de que a oncologia volte para Novo Hamburgo”, comentou o presidente do Legislativo, Cristiano Coller. Para o presidente da comissão especial, Enio Brizola, ficou expresso o esforço do Hospital Regina e da Liga em manter o serviço oncológico em Novo Hamburgo e também a disposição do governador em avaliar tecnicamente a situação, já que ele determinou estudo para a área responsável. “Vou continuar acompanhando a situação com a comissão especial da Câmara e as outras entidades envolvidas na expectativa de criarmos uma opção transitória até a implantação de um serviço 100% SUS em nossa cidade”, concluiu o parlamentar.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Foto: Tatiane Lopes/CMNH | Fonte: Assessoria
17/05/2022 0 Comentários 739 Visualizações
Saúde

Acesso à oncologia de precisão é o novo desafio do tratamento da doença

Por Stephany Foscarini 06/05/2022
Por Stephany Foscarini

O acelerado desenvolvimento da ciência tem impacto no diagnóstico e tratamento de diversas doenças. Em relação ao câncer, entre outras vantagens, a oncologia de precisão resulta no uso de perfis genômicos para orientação de diagnóstico e terapia em muitos tipos de tumor. Várias mutações passaram a ser conhecidas e ajudam a definir qual o melhor medicamento indicado que, embora seja muitas vezes de alto custo, tem elevado potencial de benefício comparado aos tratamentos convencionais, como quimioterapia. No artigo de alerta publicado na Nature Medicine, 15 especialistas de 11 países, alertam que o desenvolvimento de novos medicamentos direcionados a populações específicas de pacientes resulta em um paradoxo: “se não tivermos acesso aos diagnósticos avançados, podemos estar desenvolvendo medicamentos que nunca chegarão aos pacientes”, como destaca o Dr. Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas, o único brasileiro entre os autores do estudo.

Atualmente, no Brasil existem alternativas relativamente amplas e terapias mais complexas no sistema privado – o que representa 20% da população, como as imunoterapias com alvo identificado. No entanto, o sistema público carece tanto do teste de forma ampla como da capacidade econômica de arcar com os remédios que esses testes possam recomendar”.

O oncologista gaúcho considera que alguns desafios precisam ser vencidos, entre os quais facilitar estratégias de disponibilidade igualitárias aos testes genômicos para reduzir desigualdades no acesso aos medicamentos. “Atualmente, no Brasil existem alternativas relativamente amplas e terapias mais complexas no sistema privado – o que representa 20% da população, como as imunoterapias com alvo identificado. No entanto, o sistema público carece tanto do teste de forma ampla como da capacidade econômica de arcar com os remédios que esses testes possam recomendar”.

Dr. Stefani também aponta que é necessário garantir que estudos com oncologia de precisão forneçam evidências robustas para novos medicamentos e tecnologias sejam absorvidos no sistema de saúde. Também observa que a grande maioria das pesquisas que estudam mutações genéticas relacionadas ao câncer é feita em populações brancas americanas e europeias. “O questionamento sobre a pertinência de extrapolar dados científicos para o paciente de cada região, como o Brasil, só será minimizado quando tivermos um sistema de saúde integrado e com capacidade de captar dados continuamente. Para tanto, deve haver uma política de saúde com uma agenda alinhada com essas demandas científicas”, pondera.

Stephen Stefani

Ele ainda entende que nos esforços para avaliar o valor da oncologia de precisão, o conceito de preço e de valor são distintos. “Os países têm se posicionado de forma clara sobre qual a sua capacidade de incorporação de tecnologias e qual possibilidade de priorizar a saúde em seu orçamento. O desafio de nações pobres deve iniciar por medidas corajosas de uma reengenharia no sistema de saúde, desde a precificação de remédios até a organização de modelos de negócios mais modernos, evitando o já desgastado fee-for service, modelo que privilegia pagar pelo uso e não pelo resultado”, acrescenta.

O oncologista do Grupo Oncoclínicas ainda ressalta a importância da formação de médicos para interpretação de dados genômicos. “Formar e, talvez o mais complexo, reter profissionais para usar tecnologia em saúde de forma racional e responsável é um enorme desafio quando o sistema de saúde tem tantas inequidades: o mesmo médico acaba tendo que decidir de forma diferente se está no sistema público ou privado”. Dr. Stefani frisa que é preciso empoderar os pacientes para a tomada de decisão compartilhada e afirma que uma abordagem de múltiplas partes interessadas para a geração de evidências, avaliação de valor e prestação de cuidados de saúde é necessária para traduzir os avanços na oncologia de precisão em benefícios a pacientes oncológicos em todo o mundo.

Sobre a oncoclínicas

Fundado em 2010, o Grupo Oncoclínicas (ONCO3) é a maior instituição privada no mercado de oncologia clínica do Brasil em faturamento. A Oncoclínicas conta com 91 unidades, entre clínicas, laboratórios de genômica, anatomia patológica e centros integrados de tratamento de câncer, estrategicamente localizadas em 25 cidades brasileiras. Desde sua fundação, passou por um processo de expansão com o propósito de se tornar referência em tratamentos oncológicos em todas as regiões em que atua.

O corpo clínico da Companhia é composto por mais de 1.000 médicos especialistas com ênfase em oncologia, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pela linha de cuidado integral no combate ao câncer. A Oncoclínicas tem parceria exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado à Harvard Medical School, em Boston, EUA.

Para obter mais informações, visite o site.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2022 0 Comentários 1,K Visualizações
Saúde

Prefeita de NH visita pacientes da oncologia que estão sendo atendidos em Taquara

Por Ester Ellwanger 06/05/2022
Por Ester Ellwanger

A prefeita Fátima Daudt foi ao Hospital Bom Jesus, em Taquara, na manhã desta quinta-feira, 5 de maio, conversar pessoalmente com pacientes oncológicos de Novo Hamburgo que estão sendo atendidos naquela instituição.

Fui conversar com quem realmente importa e com quem realmente devemos ouvir, que são os pacientes da oncologia”, destaca Fátima.

“Na quinta da semana passada tive a primeira consulta e a médica já pediu a tomografia do fígado, que estava faltando e de sangue. No mesmo dia coletaram o sangue e a tomografia foi feita no dia seguinte, sexta-feira”, contou a filha sobre a rapidez no atendimento recebido pela mãe, que nesta quinta-feira estava internada para estabilização de sua patologia.

“Acabei de fazer a tomografia, um exame que estava aguardando há três meses. Também fiz outros exames mais completos antes da tomografia. Agora já tenho consulta marcada para dia 12 de maio”, disse outra paciente na saída do exame e que está em tratamento desde 2014.

“O atendimento aqui é muito bom. Não temos queixa nenhuma da equipe do hospital. O único problema é o deslocamento”, acrescentou outra paciente em sessão de quimioterapia. “Desde a recepção, o primeiro atendimento no cadastro, a gente vê que os profissionais tratam com carinho, dá gosto ver a atenção deles”, disse.

 

Agilidade

Fátima reforçou sua determinação em tornar o transporte o mais cômodo possível para os pacientes. A prefeita, porém, ponderou que a agilidade na realização de exames e procedimentos e a redução significativa na fila de espera de pacientes oncológicos salvam vidas e precisam ser considerados. “A demora de 40 minutos no transporte de Novo Hamburgo até Taquara com certeza é melhor do que esperar três meses por uma tomografia”, considerou.

Numa das visitas, achei interessante a fala do genro de uma das pacientes sobre a questão do deslocamento. Ele destacou que há pessoas que viajam até para os Estados Unidos para se tratar e que o importante é ter acesso ao tratamento”, lembrou a prefeita.

À tarde, Fátima visitou pacientes em suas casas, nos bairros Rondônia e Lomba Grande. Em uma delas, a filha fez questão de agradecer à Secretaria Municipal de Saúde. Segundo ela, sua mãe, que tem câncer na perna, já tem parte do membro amputado e que vinha sofrendo de fortes dores, finalmente está sentindo menos dores. Em Taquara, a mãe recebeu medicação diferente.

Foto: Lu Freitas/Divulgação | Fonte: Assessoria

 

06/05/2022 0 Comentários 605 Visualizações
Saúde

Campo Bom reduz fila de espera para atendimentos oncológicos em mais de 80%

Por Ester Ellwanger 29/04/2022
Por Ester Ellwanger

Em Campo Bom, os números atestam o impacto positivo da troca de referência da oncologia para o Hospital Bom Jesus, em Taquara. No início de dezembro do ano passado, quando as consultas oncológicas do SUS ainda eram realizadas no Hospital Regina, em Novo Hamburgo, em torno de 80 pacientes campo-bonenses esperavam por atendimento, alguns há mais de quatro meses. Hoje, todos que aguardavam naquele momento já foram atendidos e apenas 13 pessoas esperam agendamento de consulta, nenhum há mais de 30 dias.

Para o prefeito Luciano Orsi, a decisão pela troca de referência não poderia ter sido mais assertiva. “A Administração Municipal não mediu esforços para defender a mudança que hoje salva vidas”, observa. No Regina, Campo Bom tinha direito a 10 atendimentos oncológicos por mês. No dia 7 de dezembro, a troca de referência foi confirmada em audiência do Ministério Público.

Entre 9 de dezembro e 10 de fevereiro, um intervalo de dois meses, 73 pacientes campo-bonenses tiveram consultas agendadas em Taquara. “Os relatos dos pacientes acerca da mudança são positivos, todos puderam iniciar seus tratamentos, e a prefeitura continua disponibilizando o suporte necessário no que diz respeito ao transporte”, afirma o secretário de Saúde João Paulo Berkembrock.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

29/04/2022 0 Comentários 632 Visualizações
Saúde

Transformar Hospital Municipal em referência para atendimento oncológico pelo SUS é meta de entidades e poder público de NH

Por Ester Ellwanger 28/04/2022
Por Ester Ellwanger

“Desde a notícia dada pelo Hospital Regina, um dia antes de sair em toda a imprensa, fomos pegas de surpresa, vimos dali para diante nosso paciente chorar, nossos telefones com várias perguntas, as pessoas dizerem: ‘agora, sim, vamos morrer’. Nós estamos sofrendo juntos. Sim, a partir daquele momento, levantamos uma bandeira: não podemos nos conformar”, disse Regina Dau, presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo, durante a sessão plenária na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo nesta quarta-feira, 27 de abril.

A entidade foi convidada a ocupar a tribuna pela Comissão Especial de Acompanhamento da Referência Oncológica do SUS. A presença no Parlamento foi motivada pela transferência do atendimento público a doentes com câncer, oriundos de Novo Hamburgo, para o Hospital Bom Jesus de Taquara. A prestação desse serviço pelo Hospital Regina, até então referência regional, irá prosseguir até o dia 26 de maio. Após essa data, ficará a cargo da instituição de saúde da cidade vizinha assumir os cuidados aos pacientes.

 

Mudança

A mudança impacta diretamente na vida de 943 pessoas de Novo Hamburgo, que buscam tratamento para algum tipo de câncer. Desse total, 500 pacientes são cadastrados na Liga, por receberem até dois salários-mínimos e necessitarem de ajuda para enfrentar a doença. Nesse universo de atendidos pela instituição sem fins lucrativos, estão homens e mulheres atingidos pela enfermidade em diferentes órgãos e graus.

As informações sobre a mudança para Taquara tornaram-se públicas no mês de abril. Contudo, a Secretaria Municipal da Saúde busca soluções para o impasse, pelo menos desde 2018, diversas vezes a pasta buscou repactuação junto ao Ministério da Saúde, em Brasília, para reaportar recursos e zerar a demanda reprimida no Município, que chegou a 300 pessoas aguardando serem chamadas. Na ocasião, o valor alcançado foi apenas 30% do que seria necessário.

No começo de sua fala, a presidente da Liga lamentou que o assunto tenha vindo à tona apenas nessa momento de ruptura, mas garantiu que a entidade não deixará de atender, mesmo que exclusivamente em sua sede na rua Tupi.

Ouvimos a direção do Hospital Regina, a prefeita, o secretário de Saúde, que há seis anos vinha sendo trazido esse problema, vinha sendo pedida uma repactuação maior. Ninguém poderia imaginar chegar a esse ponto, se tivéssemos nos mobilizado antes”, lastimou a representante da entidade para um plenário lotado de voluntárias e simpatizantes da causa, a grande maioria vestindo a cor rosa, marca da entidade.

Oncologia no Hospital Municipal

“Ouvindo todas as partes, foi-nos dada uma luz. Temos um hospital 100% SUS, mas não é credenciado. Credenciar com urgência para SUS oncologia já devia ter sido feito se estava sendo visto esse problema”, declarou Regina sobre a possibilidade dada à entidade em reunião com o executivo. Nesse encontro, houve uma sinalização de uma futura ampliação do Hospital Municipal para se adequar às condições exigidas. Ela acredita que poderiam ser parceiros nessa obra a Feevale, que já oferece curso de Medicina, e empresários dispostos a ajudar.

Essa alternativa não seria viável a curto prazo. Segundo o ex-secretário municipal de Saúde Naasom Luciano, no cargo até o começo de abril, há muito que ser feito para deixar a estrutura apta a esse volume de atendimento, pois demanda leitos clínicos, bloco cirúrgico, entre outros.

“O nosso planejamento é trazer a oncologia para dentro do Hospital Municipal após a conclusão das obras que se iniciaram”, informou o ex-representante da pasta, que acompanhou o debate no Legislativo. Ajustes e melhorias urgentes e, postergadas há algum tempo, estão ocorrendo somente agora, segundo Naasom. Com 75 anos de fundação, é a primeira vez que o telhado está sendo arrumado, e reformadas as quatro salas do bloco cirúrgico, atingidas pelo vendaval de 2014, assim como o anexo, programado em 2012, que teve seu custo mais que duplicado devido especialmente à pandemia.

O ex-vereador Naasom pontuou que a pactuação de valores não depende só da boa vontade do Município. Os caminhos da solicitação para ampliação dos valores pagos é longo: Fórum Regional, Comissões Intergestores Bipartite (CIB) e Secretaria de Saúde do Estado. Para que o Ministério da Saúde avalie, precisa ter havido uma aprovação regional e estadual. Ele narrou que, nos últimos dois anos, mais de 10 pautas foram encaminhadas por Novo Hamburgo, e a nenhuma delas foi autorizado o prosseguimento pelo Estado.

Segundo Naasom Luciano, o problema não foi informado com certa antecedência à comunidade em virtude de um compromisso assumido junto ao Ministério Público Federal, de só divulgar a situação quando houvesse uma instituição já habilitada para assumir os doentes oriundos do Hospital Regina. O ex-secretário informou que estava em tratativa a renovação do serviço em Novo Hamburgo, quando o MPF instaurou uma ação civil pública contra o Estado, o Ministério da Saúde, o Hospital Regina e os cinco municípios atendidos – Campo Bom, Dois Irmãos, Estância Velha, Ivoti e Novo Hamburgo.

Ele esclareceu que a demanda reprimida, a ineficiência em atender no prazo de 60 dias e o represamento de exames e cirurgias motivaram o processo. Durante as audiências, por sugestão do Estado, ficou definido que as quatro cidades vizinhas seriam atendidas pelo hospital de Taquara e a fatia de recursos correspondente aos 172 pacientes provenientes desses locais, transferida à nova unidade de referência. Isso ocorreu depois de a instituição de saúde taquarense se comprometer em zerar a fila de primeiras consultas, assim como as de cirurgias, compromisso que vem sendo cumprido em sua totalidade no primeiro quesito e em andamento no segundo.

Pelo relato de Naasom, nesse novo cenário, o recurso restante, vinculado aos atendimentos exclusivamente de Novo Hamburgo, não era suficiente para manter o serviço em território hamburguense. “Nos reunimos com o Hospital Regina, então, que nesse momento disse o seguinte: ‘com o recurso que vai sobrar, a gente não consegue dar conta de atender os parâmetros de portaria, que são 62 novos acessos todos os meses, o número estipulado de exames de alta complexidade etc.’ Tá lá no processo uma notificação do Hospital Regina: nós não teremos condições e vamos pedir a desabilitação”, descreveu Naasom. Ele acrescentou que o aporte dos valores que deixaram de ser recebidos pela instituição de saúde hamburguense, em torno de R$ 300 mil mensais, tem sido garantido pelo município.

O atual secretário municipal da Saúde, Marcelo Reidel, afirmou que, a partir do momento que o Hospital Regina perdeu os municípios das referências, deixou de ser atrativo o contrato. Ele reiterou que essa situação ocorreu em dezembro, e o pagamento está a pleno devido aos recursos complementares repassados pela administração hamburguense.

Com a desistência da instituição de Novo Hamburgo em cumprir os atendimentos conforme os valores pactuados, externada no começo do ano em audiências, a opção possível foi buscar um outro local de referência. Nassom contou que as tratativas se iniciaram com o Hospital Conceição, que, em um momento avançado das negociações, revelou precisar de um prazo de pelo menos um ano para conseguir absorver a demanda devido à necessidade de obras, restando como opção também aos pacientes hamburguenses os serviços oferecidos em Taquara.

Para Reidel, o debate na Câmara é o momento para esclarecer um pouco o lado do Executivo. De acordo com ele, a administração municipal teve que fazer o melhor dentro das possibilidades. Sem alternativas a curto prazo, o transporte dos pacientes para Taquara será garantido, com vans que buscarão os enfermos em suas casas e os levarão ao atendimento. Com contrato emergencial de R$ 100 mil por mês, deverão ser garantidas 200 viagens.

O atual titular da pasta declarou que o número não é fixo, sendo a principal meta atender a todos que precisarem se descolar à cidade vizinha. Ele frisou que trata-se de um momento de transição, com mutirões previstos para equacionar possíveis problemas e dificuldades. Desde que teve início a migração, já há 17 novos casos. Outra questão trazida por ele, após questionamento de Brizola, foi que os cidadãos deverão ter acesso à medicação de uso contínuo aqui em Novo Hamburgo. Reidel afirmou que esse assunto está em negociação, estimando que 90% dos remédios possam ser alcançados aos enfermos aqui na cidade.

Reidel explanou que não faltaram esforços, inclusive, emendas parlamentares de políticos do município foram direcionadas para o Regina. Essa mesma preocupação não teria sido percebida, de acordo com ele, por parte daqueles representantes eleitos nas demais cidades vizinhas, que tinham Novo Hamburgo como referência na área de Oncologia pelo SUS.

 

Comissão especial e a mobilização da comunidade

O impacto gerado pela transferência e importância do debate levaram um número expressivo de pessoas à sede da Câmara nesta quarta. Conforme estimativa da direção do Legislativo, cerca de 250 cidadãos ingressaram no prédio e assistiram à sessão em várias dependências da Casa. O público acompanhou as falas no Plenário, com capacidade de 111 cadeiras, no plenarinho, no hall e em diversas salas com televisões. Em respeito às limitações exigidas no alvará do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), emitido pelo Corpo de Bombeiros, uma parte das voluntárias da Liga e interessados no assunto não puderam ingressar no prédio.

Para uma plateia atenta e à espera de alternativas, Enio Brizola (PT), presidente da comissão especial, expôs que o grupo de parlamentares elegeu como prioridade ouvir a Liga Feminina e na sequência a direção do Hospital Regina, que foi convidada a participar de reunião do colegiado na próxima sexta-feira, 29. Além de ter Brizola à frente dos trabalhos, o grupo conta como relator Raizer Ferreira (PSDB) e como secretária Semilda – Tita (PSDB).

“Vamos iniciar hoje aqui nessa casa uma grande mobilização, uma mobilização pela vida, não estamos sozinhos e não podemos ficar sozinhos”, disse o presidente da Comissão Especial. Brizola lembrou que a região obteve conquistas importantes e históricas, tais como a Universidade Feevale, a Fundação Municipal de Saúde e a vinda do trem até Novo Hamburgo. Para o parlamentar, a cidade tem força política para reverter a situação. “Essa luta tem dia para iniciar. Quero propor que ninguém aceite que seja sacramentado o atendimento em Taquara”, reforçou o parlamentar do PT.

O presidente da Comissão Especial avisou que está entre as ações programadas pelo colegiado a visita ao novo hospital. Em virtude de ser uma vistoria técnica, questionou se algum representante da equipe oncológica do Hospital Regina poderia acompanhar os vereadores quando for agendada essa externa.

Além dos representantes da área da saúde, acompanharam a sessão o secretário da Fazenda, Gilberto dos Reis, o assessor jurídico especial José Cacio Bortolini, a advogada Maria Regina Abel, representando a Comissão de Direitos Humanos da OAB, e o cirurgião oncológico Carlos Antonello, responsável pela área no Hospital Regina.

 

Antonello lembrou que o transporte até a cidade vizinha, que fica a cerca de 40 quilômetros de distância, é um fator crítico, mas há mais questões envolvidas. Ele sinalizou que outra preocupação é saber para onde será levado o paciente que passar mal após retornar do tratamento quimioterápico, por exemplo. o profissional questionou se poderá ser atendido na UPA de Novo Hamburgo ou terá que retornar para Taquara. De acordo com o especialista, a estatística médica já mostra que a pessoa com câncer deve realizar o tratamento o mais próximo possível do seu município, e citou o caso de São Paulo, cidade que prevê até mesmo a importância de a pessoa ser atendida no próprio bairro ou próximo àquele que reside.

A respeito do Hospital Bom Jesus, o médico relatou ter sido convidado há quatro anos para realizar cirurgias oncológicas na instituição e, junto a um colega de profissão, ter constatado, naquele momento, não haver condições para procedimentos desse porte.

Foto: Daniele Souza/ Divulgação | Fonte: Assessoria
28/04/2022 0 Comentários 827 Visualizações
Saúde

Pacientes oncológicos devem ser prioridade na vacinação contra Covid-19

Por Gabrielle Pacheco 10/02/2021
Por Gabrielle Pacheco

Logo após o anúncio do Ministério da Saúde confirmando o plano de imunização nacional contra a Covid-19, uma questão se coloca entre os pacientes oncológicos do Brasil: afinal, quem tem câncer deve ser priorizado entre os grupos que irão receber as primeiras doses da vacina? Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que o país conta com mais de 1,5 milhão de pessoas que dependem de  tratamento oncológico, número que tende a aumentar de acordo com a previsão do Instituto Nacional do Câncer (INCA) de novos 625 mil novos diagnósticos para 2021.

Pacientes com leucemia e outros tumores hematológicos se mostram mais suscetíveis à infecção pelo coronavírus.

Segundo o oncologista Bruno Ferrari, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, de maneira geral, o novo coronavírus não tem um impacto diferenciado em pessoas com câncer sem outras comorbidades. “Todavia, as sequelas que a contaminação pelo vírus pode trazer a esse público implicam não apenas no andamento das condutas de combate ao tumor maligno durante o período de controle da infecção pelo vírus, como pode gerar um comprometimento severo à saúde de pacientes imunossuprimidos – categoria na qual se enquadra uma parcela considerável das pessoas em tratamento ativo contra o câncer”, diz.

O médico destaca ainda que com o avanço no conhecimento sobre o novo coronavírus, fatores determinantes para as chances de mortalidade entre a população em geral se tornaram mais claros, mas há limitações no acesso a dados específicos sobre pacientes oncológicos. Levando isso em conta, um time de especialistas do Grupo Oncoclínicas realizou uma pesquisa detalhada sobre o prognóstico dessa parcela de brasileiros que contraíram a COVID-19, com base na análise de informações obtidas nos primeiros meses da pandemia no Brasil, entre final de março e início de julho de 2020.

Os resultados, publicados pelo periódico científico Journal of Clinical Oncology (JCO), apontam, entre outros fatores, que idade, hábitos de vida pouco saudáveis – especialmente o tabagismo – , estadiamento do câncer e a linha terapêutica de controle do tumor adotada foram prioritariamente determinantes para o desfecho dos pacientes oncológicos que apresentaram sintomas do vírus.

“Em linhas gerais, dos 198 participantes avaliados, provenientes de quatro regiões  do país – Sul, Sudeste, Nordeste e Centro Oeste – o pior prognóstico em decorrência da Covid-19 esteve associado ao câncer ativo, progressivo ou metastático em comparação àqueles que demonstram um câncer estável ou bem controlado, por exemplo. Além disso, pacientes com leucemia e outros tumores hematológicos se mostram mais suscetíveis à infecção pelo coronavírus, enquanto os que possuem câncer de pulmão têm um grave aumento no risco de morte. A faixa etária mais avançada e o histórico de consumo de cigarros também figuraram como complicadores em pacientes oncológicos acometidos pelo novo vírus”, explica Bruno Ferrari, primeiro autor do estudo.

Foto: Divulgação
10/02/2021 0 Comentários 577 Visualizações
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