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nirsevimabe

Saúde

Gramado disponibiliza imunizante contra vírus sincicial respiratório para grupos de risco

Por Jonathan da Silva 13/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Secretaria da Saúde de Gramado informou que já está disponível para solicitação o Nirsevimabe, imunizante indicado para prevenção de infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A medida atende bebês prematuros e crianças com até dois anos que apresentem determinadas comorbidades e ocorre após a incorporação do medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de prevenir casos graves da doença, uma das principais causas de hospitalização de bebês.

O Nirsevimabe foi incorporado ao SUS pelo Ministério da Saúde, por meio do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA). O medicamento é indicado para prevenir infecções do trato respiratório inferior associadas ao VSR em grupos considerados de maior risco.

Indicação do imunizante

O imunizante é indicado para bebês prematuros nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias.

Também podem receber o medicamento crianças com idade inferior a 24 meses, até 1 ano, 11 meses e 29 dias, que apresentem pelo menos uma das comorbidades elegíveis. Entre as condições estão cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica, doença pulmonar crônica da prematuridade, imunocomprometimento grave de origem inata ou adquirida, fibrose cística, doenças neuromusculares graves, síndrome de Down, anomalias congênitas das vias aéreas e doenças pulmonares graves.

De acordo com a enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Gramado, Ellen Regina Pedroso, também está prevista uma estratégia de resgate com o uso do imunizante para crianças prematuras nascidas em 2025 e que estejam com menos de seis meses de idade, além de crianças com comorbidades com idade inferior a 24 meses.

Solicitação do medicamento

Para solicitar o imunizante, as famílias que possuem bebês ou crianças que se enquadram nos grupos indicados devem procurar um médico pediatra. O profissional deverá preencher um formulário específico, que deverá ser entregue nas salas de vacina do município.

Com a entrega do documento, a Secretaria da Saúde de Gramado poderá solicitar o imunizante ao Governo Federal.

Dúvidas e mais detalhes podem ser obtidos pelo e-mail epidemio@gramado.rs.gov.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/03/2026 0 Comentários 33 Visualizações
Saúde

Bebês prematuros recebem novo imunizante contra bronquiolite no Hospital Criança Conceição

Por Jonathan da Silva 11/02/2026
Por Jonathan da Silva

Os primeiros recém-nascidos prematuros atendidos pelo Hospital Criança Conceição (HCC), do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, receberam a dose do Nirsevimabe nesta terça-feira (10). O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenção da bronquiolite causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com aplicação inicial voltada a bebês que nasceram com até 37 semanas de gestação.

Os bebês Giovanna, nascida com 28 semanas, e Vicente, com 30 semanas, foram os primeiros a receber o imunizante no GHC. A aplicação ocorreu na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal do HCC, onde ambos estavam internados junto às mães.

O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata contra o VSR, principal causa de bronquiolite e de internações em bebês. A estratégia prevê aplicação anual, antes do período de maior circulação do vírus.

Diferença em relação ao esquema anterior

A médica neonatologista Francieli Sanfelice, da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal do HCC, explicou a mudança no protocolo de prevenção. “No ano passado, nós tínhamos o palivizumabe, que exigia doses mensais no período de sazonalidade do vírus. Neste ano, a promessa é que, com uma dose única, nós consigamos manter a criança imunizada, evitando a forma mais grave da bronquiolite pelo principal agente, que é o VSR”, destacou Francieli.

Distribuição no Grupo Hospitalar Conceição

O HCC recebeu 40 doses do imunizante e foi o primeiro hospital do grupo a iniciar a aplicação. Os hospitais Conceição e Fêmina também receberam doses e começaram a imunização nesta semana. As doses foram destinadas às maternidades e às unidades neonatais.

A distribuição interna é feita pelo Setor de Farmácia do GHC, responsável pelo recebimento, armazenamento do anticorpo e pelos registros necessários para reposição. O setor mantém articulação com a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre para o abastecimento das unidades.

Vacinação durante a gestação

O SUS também oferece vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos.

Foto: GHC/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/02/2026 0 Comentários 77 Visualizações
Saúde

SUS passa a oferecer imunizante contra VSR para bebês a partir de fevereiro

Por Jonathan da Silva 28/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar, a partir de fevereiro, o nirsevimabe, imunizante indicado para prevenir infecções respiratórias graves causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças com comorbidades em todo o Brasil. A incorporação ocorre antes do período de maior circulação do vírus no país e integra a estratégia do sistema público para reduzir internações e complicações associadas ao VSR entre os públicos considerados mais vulneráveis.

O imunizante será oferecido a todos os prematuros nascidos após agosto de 2025, com idade gestacional inferior a 37 semanas e até seis meses de vida no momento da aplicação, independentemente do peso. Também estão incluídas crianças com até 24 meses que apresentem comorbidades como doença pulmonar crônica da prematuridade, cardiopatia congênita, anomalias congênitas das vias aéreas, doença neuromuscular, fibrose cística, imunocomprometimento grave, de origem inata ou adquirida, e síndrome de Down.

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, o nirsevimabe será ofertado aos recém-nascidos elegíveis durante todo o ano ainda na maternidade ou durante internação neonatal, desde que o bebê esteja clinicamente estável e não apresente contraindicações à aplicação intramuscular.

Aplicação fora da maternidade

Bebês prematuros nascidos após agosto de 2025 e antes de fevereiro de 2026 também deverão receber o imunizante no início da sazonalidade de 2026, desde que tenham menos de seis meses no momento da aplicação. Para esses casos e para as crianças com até dois anos que apresentem as comorbidades listadas, em sua primeira ou segunda sazonalidade, a orientação é procurar a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE) entre fevereiro e agosto.

Os pais ou responsáveis devem apresentar relatório, laudo ou prescrição médica que comprove a condição de elegibilidade, com validação feita por profissionais de saúde de nível superior da RIE.

Proteção de bebês

O diretor geral de vacinas na Sanofi, Guillaume Pierart, destaca que o acesso ao nirsevimabe via SUS representa um avanço importante para a proteção de bebês que estão entre os mais vulneráveis às complicações do VSR. “Pelo impacto tão significativo que temos visto em outros países, que têm tido resultados de eficácia ainda maior no mundo real do que nos estudos clínicos, sabemos que isso trará benefícios relevantes às famílias e ao sistema de saúde. Garantir o acesso a uma solução preventiva tão inovadora no sistema público reforça o nosso compromisso com a equidade em saúde e com a redução da pressão sobre a rede assistencial durante a sazonalidade do vírus”, afirma Pierart.

Entre os mais preocupantes

O pediatra, infectologista e presidente do Departamento Científico de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, ressalta que o vírus sincicial respiratório é um dos vírus mais frequentes e mais preocupantes na pediatria, sobretudo em bebês pequenos. “Ele pode evoluir para um quadro de bronquiolite grave e exigir internação, inclusive em crianças que nasceram saudáveis e a termo. As novas estratégias de imunização disponíveis têm potencial de reduzir significativamente esses quadros graves e aliviar a sobrecarga dos serviços de saúde durante os meses de maior circulação do vírus”, explica Sáfadi.

Disponibilidade no sistema privado

Além da oferta no SUS, o nirsevimabe também está disponível no sistema privado e é recomendado para todos os bebês, independentemente de terem nascido a termo ou prematuros, antes ou durante a sazonalidade do VSR. Na saúde suplementar, o imunizante conta com cobertura garantida pelos planos de saúde, seguindo os mesmos critérios de elegibilidade adotados pelo SUS.

Cenário internacional

A incorporação do nirsevimabe no Brasil acompanha estratégias adotadas em outros países. No Chile, a adoção de uma estratégia universal de imunização contra o VSR foi associada à redução de 76% nas hospitalizações por VSR e de 85% nas internações em unidades de terapia intensiva pediátrica, além do registro de nenhuma morte entre bebês menores de um ano no primeiro ano de implementação, segundo dados publicados no The Lancet Infectious Diseases.

No Paraguai, o anticorpo monoclonal também foi incorporado ao programa de saúde pública para proteger recém-nascidos e lactentes durante a temporada de maior circulação do VSR. A campanha nacional de imunização foi associada a reduções nas hospitalizações por VSR e ao registro de zero mortes por VSR em lactentes em 2025.

O que é o nirsevimabe

Beyfortus (nirsevimabe) é um anticorpo monoclonal que oferece imunização contra o VSR com efeito rápido, sem necessidade de ativação do sistema imunológico para a produção de anticorpos. O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de hospitalização em bebês com menos de 12 meses. Entre fevereiro e junho de 2025, o Brasil registrou volume 36% maior de hospitalizações por VSR em relação ao mesmo período de 2024 e 71% acima do observado em 2023. Em maio de 2025, 31% dos bebês hospitalizados por VSR precisaram de UTI, indicando o impacto da doença sobre a rede hospitalar.

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
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