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Levantamento

Business

Índice de Confiança do Empresário Industrial Gaúcho cai em julho

Por Jonathan da Silva 23/07/2024
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS) diminuiu 0,7 ponto entre junho e julho, caindo de 46,9 para 46,2. O resultado da pesquisa foi divulgado nesta segunda-feira pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). O levantamento varia de zero a cem pontos, com pontuação abaixo de 50 sendo considerada falta de confiança.

Para o presidente da Fiergs, Claudio Bier a percepção dos empresários gaúchos com a economia brasileira piorou, tanto com relação à situação atual quanto a respeito das expectativas. “Isso se deve a novos fatores restritivos à atividade industrial, como o fim do ciclo de redução dos juros e a instabilidade da taxa de câmbio, o que aumenta os já elevados níveis de incertezas decorrentes dos problemas fiscais”, destaca Bier, que também afirma que no cenário estadual tem sido evidente a demora na chegada de recursos e medidas essenciais para a retomada e, até o momento, as providências adotadas têm se mostrado insuficientes em diversas frentes cruciais, como a trabalhista, a tributária e a de crédito.

Já o Índice de Condições Atuais, após quatro baixas seguidas, avançou ligeiramente de 40,6, em junho, para 40,9 pontos, em julho, mas permanece abaixo dos 50 pontos. O Índice de Condições da Economia Brasileira, componente com a avaliação mais negativa, caiu de 38,2 para 36 pontos no período e registrou o menor valor em 14 meses. Em março de 2024, 39,5% das empresas viam piora da economia nacional e, em julho, tal avaliação chegou a 53,1% (eram 47,9% em junho).

A economia gaúcha está em condições mais desfavoráveis que a nacional, mas o índice que a mede, e não participa da composição do ICEI-RS, subiu 3,5 pontos, para 28,2, com 73,5% das empresas avaliando as condições locais de forma negativa. Já no Índice de Condições Atuais, houve crescimento de 1,6 ponto de junho para julho,chegando a 43,4 pontos, mas também abaixo dos 50.

Expectativas

Em relação ao Índice de Expectativas para os próximos seis meses, houve retorno ao campo negativo no panorama econômico doméstico, com recuo para 48,9 pontos. Em junho, o resultado foi de 50 pontos. O Índice de Expectativas da Economia Brasileira teve maior queda, de 4,7 em relação a junho, chegando 39,4 pontos, o menor patamar desde janeiro de 2023, quando atingiu 38 pontos. A pontuação refletiu a grande diferença entre a proporção de empresários pessimistas, 43,2% do total (eram 33,3% em junho), ante a de otimistas, 7,4% (eram 10,4% no mês passado). O restante, 49,4%, não espera mudança no cenário econômico no segundo semestre.

O Índice de Expectativas da Economia Gaúcha, por sua vez, cresceu pelo segundo mês consecutivo, chegando a 39,9 pontos em julho. Por fim, o Índice de Expectativas das Empresas marcou 53,7. Como vem ocorrendo nos últimos levantamentos, foi o único componente da confiança a obter resultado positivo.

O levantamento completo pode ser conferido no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul por meio do link observatoriodaindustriars.org.br.

Foto: Anamul Rezwan/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/07/2024 0 Comentários 476 Visualizações
Cidades

Aturvarp prepara levantamento de perdas do turismo no Vale do Rio Pardo

Por Jonathan da Silva 13/05/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação de Turismo da Região do Vale do Rio Pardo (Aturvarp) iniciou um levantamento junto aos empreendimentos turísticos dos 13 municípios associados. A iniciativa tem como objetivo quantificar as perdas causadas pela catástrofe climática, além de ajudar na orientação para que os empreendedores tenham acesso a auxílios da União, do estado e da iniciativa privada.

De acordo com o presidente da Aturvarp, Djalmar Marquardt, a expectativa é reunir a maior quantidade de informações para contabilizar as perdas ocorridas. “Em vários municípios houve prejuízo e destruição. Nosso papel agora é registrar estas informações, com a intenção de sensibilizar os governos do estado e do Brasil na busca por recursos”, pontua Marquardt.

O presidente da Associação destaca que o levantamento já iniciou, e, com as dificuldades de acesso e comunicação com alguns municípios, não há uma data estipulada para a conclusão. A iniciativa conta com o auxílio da Associação Pró-Turismo em Santa Cruz do Sul (Aprotur), que elaborou um questionário a ser preenchido por todos os empreendimentos turísticos do Vale do Rio Pardo. “O importante é termos estas informações para que, via associação, possamos encaminhar estes dados para que recursos possam ser destinados à recuperação”, explica Marquardt.

O Ministério do Turismo anunciou a destinação de recursos para o Rio Grande do Sul para a recuperação de empreendimentos turísticos. A Secretaria de Turismo do RS também terá recursos a destinar. O presidente da Aturvarp conta que a entidade irá procurar meios de acesso a estes recursos para os empreendedores da região. “Estes recursos poderão beneficiar meios de hospedagem, agências de turismo, parques temáticos, restaurantes, bares entre outros segmentos do setor atingidos pela tragédia climática”, salienta Marquardt.

Liberação de vias terrestres

Com o cancelamento de dois grandes eventos regionais, a Expocande em Candelária, e a Fenachim em Venâncio Aires, empreendedores e negócios no ramo de serviços, hospedagem e turismo receptivo foram afetados. “Está sendo um momento muito difícil para todos no setor. A não-realização destes eventos, e de outros que possivelmente venham a ser cancelados, prejudica toda a economia, pois ao turismo, somam-se vários outros segmentos da economia impactados”, avalia o presidente da Aturvarp.

Como ação emergencial, a Associação encaminhou um ofício à Secretaria Estadual de Turismo (Setur) informando o interesse do Vale do Rio Pardo em participar da Campanha de Retomada das Atividades Turísticas no RS, pedindo, em especial, atenção à recuperação das vias terrestres afetadas e que impedem a circulação de automóveis de passeio, ônibus e caminhões. “Isso é muito importante para que se estabeleçam conexões e que os visitantes possam retornar aos municípios da região. O próprio socorro aos empreendimentos que necessitam de obras e reformas acaba dependendo destes acessos”, complementa Marquardt.

Foto: Prefeitura de Venâncio Aires/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/05/2024 0 Comentários 468 Visualizações
Cidades

Balanço mostra tamanho dos estragos em rodovias gaúchas

Por Jonathan da Silva 10/05/2024
Por Jonathan da Silva

Levantamentos que mostram a evolução da situação das estradas gaúchas desde o início das fortes chuvas em 29 de abril foram realizados pelo Departamento de Estradas de Rodagem (Daer) e pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), vinculados à Secretaria de Transportes e Logística (Selt) do estado. Os dados apontam que na manhã de 30 de abril, a chuva havia causado oito bloqueios totais, um parcial e quatro pontos de observação nas rodovias estaduais. No pior momento, foram 170 pontos de bloqueios de 79 rodovias em 97 municípios. Nesta quinta-feira (9), eram 73 trechos com bloqueios totais e parciais em 43 rodovias.

As fortes chuvas e enchentes que afetam o Rio Grande do Sul provocaram danos significativos nas estradas e pontes do estado. Obras como pontes, viadutos, passarelas e túneis também foram muito afetadas. Apenas nestes casos, relatório preliminar do Daer estima que sejam necessários quase R$ 230 milhões para recuperação. Os trabalhos de desobstrução de rodovias estão acelerados, com 40 trechos em 20 rodovias já liberados para tráfego.

Diante da evolução dos problemas, surgiu o mapa interativo, que reuniu as informações coletadas pelo Daer, Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre pontos com bloqueios em rodovias. Antes, a integração das informações entre esses órgãos já vinha possibilitando iniciar o mapeamento das rotas para a entrega de produtos essenciais e para o tráfego da população.

Mapa interativo mostra bloqueios totais e parciais em rodovias

EGR avança em liberação de rodovias

Na área administrada pela EGR, apenas dois trechos permanecem totalmente bloqueados por haver danos estruturais, no km 75 da ERS-130, entre Lajeado e Encantado, onde a ponte sobre o Rio Forqueta desabou, e no km 80 da ERS-129, em Muçum, devido ao desmoronamento da pista. Para esses casos, a empresa já anunciou a execução de um plano de ação emergencial de recuperação. Nas demais, o trânsito está liberado.

Daer trabalha para desobstruir rodovias

Os trabalhos de desobstrução são realizados em todas as superintendências regionais do Daer. Na região metropolitana e parte do vale do Caí, os maiores danos verificados foram nas rodovias federais. Nas rodovias estaduais, os eventos que mais geraram bloqueios foram água na pista e erosões, que já estão sendo contidos, por meio do contrato de conservação de rodovias.

Na região de Bento Gonçalves, mesmo em locais como a ERS-431, onde ainda havia uma ponte colapsada na enchente de setembro, novos danos ocorreram. Em Lajeado, a balsa foi levada pela correnteza, colidindo com a ponte do Rio Taquari. Na região, houve também danos em rodovias municipais, como na ponte da ERS-444, em Santa Tereza. Por ser a única ligação asfáltica do município, o Daer solicitou apoio ao exército para a instalação de uma ponte móvel.

As rodovias da região de Santa Maria também foram bastante prejudicadas. Na via estadual de acesso ao município de Dilermando de Aguiar, a ponte teve dano estrutural irreversível, com a ruptura de um dos pilares. Como é o único acesso ao município, o Daer solicitou apoio junto ao exército para a instalação de ponte móvel.

A região do Vale do Taquari foi uma das mais afetadas. Entre Travesseiro e Marques de Souza, a ponte colapsou. Apesar de ser uma via municipal, é a única ligação do município de Travesseiro com a BR-386. Por isso, o Daer também solicitou apoio do exército para avaliar a instalação de ponte móvel. Quedas de barreira, erosão no asfalto e água sobre a pista atingiram diversos pontos da região. Os trabalhos seguem em busca da desobstrução dos trechos bloqueados.

Na região de Cachoeira do Sul, na ERS-403, a água passando sobre a ponte do Rio Botucaraí provocou a interdição do trecho situado no km 39. Entre Agudo e Dona Francisca, na ERS-348, quilômetros de asfalto foram destruídos pela força das águas.

As demais regiões tiveram danos menores, com bloqueios causados principalmente por água sobre a pista.

Fotos: EGR/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/05/2024 0 Comentários 616 Visualizações
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