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leite

Variedades

Conseleite projeta alta no preço de referência do leite em julho

Por Jonathan da Silva 29/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou o preço de referência do leite para julho de 2026 em R$ 2,5005 por litro, o que representa uma alta de 2,98% em relação ao valor projetado para junho, de R$ 2,4281. O novo indicador foi divulgado nesta terça-feira (28), durante reunião online do colegiado. Na ocasião, também foi apresentado o valor consolidado de junho, que encerrou o mês em R$ 2,4320 por litro, aumento de 0,07% em comparação ao consolidado de maio, de R$ 2,4302.

Segundo o coordenador do Conseleite, Kaliton Prestes, os indicadores permanecem próximos da média histórica e acompanham o comportamento observado nos principais estados produtores do país. “Temos uma estabilidade nos preços e uma sustentação dos valores pagos ao produtor neste primeiro semestre do ano”, assinala Prestes.

Durante a reunião, representantes dos produtores e da indústria também demonstraram preocupação com os impactos do elevado volume de chuvas. Conforme avaliação dos participantes, caso o cenário persista, poderá haver prejuízos ao desenvolvimento das pastagens de inverno e comprometimento das pastagens de verão, com reflexos na formação de silagem e na oferta de alimentos nas propriedades rurais.

Metodologia de cálculo

Os indicadores do Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com base nas informações fornecidas pelas indústrias participantes. A projeção mensal considera a movimentação dos primeiros 20 dias de cada mês, enquanto o valor consolidado é calculado após o encerramento do período.

Durante o encontro, a Câmara Técnica e Econômica (Camatec) apresentou a atualização dos parâmetros utilizados no cálculo do preço de referência do leite. As alterações passarão a ser adotadas nas planilhas de cálculo a partir da próxima rodada de aferição.

Foto: Azerbaijan Stockers/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
29/07/2026 0 Comentários 88 Visualizações
Business

Gadolando cobra maior equilíbrio na cadeia do leite

Por Gabrielle Pacheco 23/07/2026
Por Gabrielle Pacheco

Depois de um longo período em que o preço do leite mal cobria os custos da atividade, os produtores gaúchos voltaram a operar com margem positiva. Embora o cenário seja mais favorável do que o registrado nos últimos anos, representantes do setor avaliam que a remuneração ainda está abaixo do necessário para garantir a sustentabilidade da produção e estimular novos investimentos nas propriedades.

O momento é refletido nos indicadores do Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS), que projetou para junho um valor de referência de R$ 2,4281 por litro. O índice serve como parâmetro para as negociações entre produtores e indústrias, mas os valores efetivamente pagos variam conforme qualidade do leite, volume entregue e bonificações oferecidas pelos laticínios.

Na avaliação do presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, a remuneração praticada atualmente permite que os produtores recuperem parte da rentabilidade perdida nos últimos anos, ainda que de forma limitada. “A grande maioria dos produtores está recebendo em torno de R$ 2,50 e R$ 2,70. O custo de produção está em torno de R$ 2,20 a R$ 2,30 por litro de leite. Agora está tendo uma pequena margem, enquanto nós viemos muito tempo sem margem”, afirma Tang.

Apesar da melhora, o dirigente considera que o valor recebido ainda não proporciona o retorno necessário para dar segurança à atividade no longo prazo. Segundo ele, um preço próximo de R$ 2,80 por litro representaria uma remuneração mais compatível com a realidade da produção, sem comprometer o consumo.

Tang observa que o diálogo entre produtores e indústrias evoluiu nos últimos anos por meio das reuniões do Conseleite, que permitem discutir a formação dos preços de referência. Na avaliação da entidade, porém, o debate ainda precisa envolver um terceiro elo da cadeia.

Para o presidente da Gadolando, ampliar a participação do varejo nas discussões contribuiria para reduzir os impactos das oscilações do mercado sobre quem produz. “No Conseleite, a indústria e o produtor conseguem sentar juntos e debater, mas sentimos falta de discutir também com o varejo para amenizar os efeitos das crises, para todo mundo poder trabalhar junto e manter a cadeia”, afirma Tang.

O dirigente ressalta que a construção de uma cadeia mais equilibrada depende da participação de todos os segmentos envolvidos na comercialização do leite. Na avaliação dele, compartilhar responsabilidades tanto nos momentos de valorização quanto nos períodos de retração é um dos caminhos para fortalecer a atividade e garantir maior estabilidade aos produtores.

Foto: Isabele Kleim /Divulgação | Fonte: Assessoria

 

23/07/2026 0 Comentários 65 Visualizações
Variedades

Sindilat debate competitividade da cadeia do leite em seminário da Famurs

Por Jonathan da Silva 16/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS) participou do 33º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura do Rio Grande do Sul, realizado nos dias 14 e 15 de julho em Porto Alegre. Promovido pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o evento reuniu gestores públicos, representantes de entidades e especialistas para discutir políticas públicas, desenvolvimento rural e os desafios do agronegócio gaúcho. Durante a programação, o Sindilat/RS destacou temas relacionados à competitividade da cadeia leiteira e às oportunidades de inserção no mercado internacional.

No painel “A cadeia produtiva do leite e o mercado global”, o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, abordou os impactos das importações sobre o setor, as dificuldades enfrentadas pelos produtores, a necessidade de agregar valor aos produtos lácteos e os desafios para ampliar a presença brasileira no mercado externo.

Segundo Palharini, o fortalecimento da sanidade animal é um fator decisivo para ampliar a competitividade da cadeia produtiva. “O fortalecimento da sanidade animal no Rio Grande do Sul é fundamental para o desenvolvimento da cadeia leiteira. Propriedades com programas de controle de tuberculose e brucelose alcançam melhores indicadores de produtividade, qualidade do leite e sustentabilidade”, afirmou o dirigente.

Participação de especialistas

O debate também contou com a participação dos auditores fiscais federais agropecuários do Departamento de Negociações Sanitárias e de Sustentabilidade da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Bernardo Todeschini e Leonardo Isolan.

Seminário reuniu gestores e entidades

O 33º Seminário dos Secretários Municipais de Agricultura reuniu secretários municipais, gestores públicos, representantes de entidades e especialistas para discutir alternativas voltadas ao fortalecimento do setor agropecuário no Rio Grande do Sul.

Além da participação no painel, o Sindilat/RS contribuiu com produtos lácteos para o Milk Break realizado durante o evento, apresentando alimentos produzidos pela indústria de laticínios do Estado.

Foto: Ismael Horbach/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2026 0 Comentários 100 Visualizações
Variedades

Milk Summit Mercosul 2026 apresenta programação e abre inscrições

Por Jonathan da Silva 15/07/2026
Por Jonathan da Silva

O Milk Summit Mercosul 2026 teve a programação oficial apresentada nesta terça-feira (14), em Ijuí, e abriu as inscrições para a segunda edição do evento, que será realizada entre os dias 14 e 15 de outubro, durante a ExpoFest Ijuí. Promovido por entidades do setor lácteo e instituições públicas, o encontro reunirá especialistas nacionais e internacionais para debater temas como mercado, saúde animal, competitividade, sustentabilidade, exportação, inovação e tendências para a cadeia produtiva do leite. O lançamento ocorreu em celebração ao Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho.

O evento de lançamento reuniu cerca de 200 participantes e antecipou parte dos temas que integrarão a programação oficial. As inscrições já estão abertas por meio do site do Milk Summit Mercosul, onde também está disponível a agenda completa de atividades.

Competitividade do leite brasileiro

Ao abordar a competitividade do leite brasileiro em relação à Argentina e ao Uruguai, o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, defendeu o fortalecimento da atividade com base em três pilares: gestão das propriedades, coordenação entre os diferentes elos da cadeia produtiva e comunicação com a sociedade. “A gestão envolve desde aspectos zootécnicos até a gestão de risco e é decisiva para a competitividade”, destacou Carvalho.

A programação também incluiu uma mesa-redonda sobre eficiência e previsibilidade no setor. A representante da StoneX, Marianne Tufani, apresentou a ferramenta StoneX Leite Futuro, voltada à gestão de riscos. Em seguida, o representante do Sicredi das Culturas RS/MG, Matheus Zimmermann, abordou o uso de derivativos financeiros no agronegócio, enquanto o representante da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Lucas Oberherr, tratou da importância das políticas públicas, da competitividade, da sanidade e da rastreabilidade.

Homenagens estão na agenda

Durante o lançamento, produtores de leite de Ijuí foram homenageados pelo trabalho desenvolvido na região, que concentra o maior volume de leite destinado à indústria no Rio Grande do Sul. O encerramento da programação foi marcado por um brinde com leite em reconhecimento aos produtores e à cadeia produtiva.

O coordenador do Milk Summit Mercosul 2026 e secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, afirmou que o lançamento evidenciou o engajamento do setor na construção de uma agenda voltada ao desenvolvimento da atividade. “Reunimos produtores, indústrias, cooperativas, entidades e poder público para discutir o presente e construir o futuro da atividade. Agora iniciamos a caminhada para o Milk Summit Mercosul 2026, que será ainda maior e se consolidará como um dos principais fóruns de debate do leite”, reforçou Palharini.

Realização

O Milk Summit Mercosul 2026 é realizado pelo Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), pela Prefeitura de Ijuí, Emater/RS-Ascar, Sebrae/RS, Suport D’ Leite e Impulsa Ijuí.

O evento conta com patrocínio de Tetra Pak, Piracanjuba, Lactalis, Italac, Cooperativa Santa Clara, Sicredi, Unianálises, Launer Química, Suifarma, Laticínios Frizzo e Unijuí. Também participam como parceiros institucionais Expofest Ijuí, Setrem, FecoAgro/RS, Sescoop, Farsul, Senar-RS, Fetag-RS, Fiergs, Conseleite-RS, Gadolando, Hooks, Embrapa e Ministério da Agricultura e Pecuária. O Milk Break terá apoio de Languiru, Santa Clara, Piracanjuba, CCGL, Italac, Stefanello, Heja, Lactalis, Deale e Friolack.

Foto: Jonatan Brivio/Divulgação | Fonte: Assessoria
15/07/2026 0 Comentários 99 Visualizações
Variedades

Milk Summit Mercosul será lançado no dia 14 de julho em Ijuí

Por Jonathan da Silva 07/07/2026
Por Jonathan da Silva

O lançamento da segunda edição do Milk Summit Mercosul será realizado no próximo dia 14 de julho, a partir das 7h30min, no auditório do Sicredi, em Ijuí. O encontro reunirá representantes do setor leiteiro, pesquisadores, instituições e autoridades para apresentar a programação oficial do evento, abrir as inscrições e promover debates sobre competitividade da produção, mercado futuro do leite, gestão de risco e políticas públicas. A programação também celebra o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, e antecipa os temas que serão abordados no Milk Summit Mercosul, marcado para os dias 14 e 15 de outubro.

O coordenador do Milk Summit Mercosul, Darlan Palharini (foto), afirma que o lançamento servirá como uma prévia da programação do evento principal. “Será um spoiler do que estamos preparando para o evento de 14 e 15 de outubro, para o qual esperamos superar o público de 800 participantes por dia da primeira edição”, ressaltou Palharini.

Destaques do evento

Entre os destaques está a palestra do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, sobre a competitividade da produção brasileira em comparação aos sistemas produtivos da Argentina e do Uruguai. O evento também marcará o lançamento da ferramenta StoneX Leite Futuro, voltada à gestão de risco e previsibilidade de preços.

A programação inclui ainda um painel sobre derivativos financeiros para o agronegócio, conduzido por Matheus Zimmermann, do Sicredi das Culturas RS/MG, e uma palestra do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, sobre competitividade e políticas públicas para o setor.

Além das palestras, haverá uma mesa-redonda sobre o mercado futuro do leite e a entrega do Prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí, promovido pela Prefeitura.

Realização

O Milk Summit Mercosul 2026 é realizado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Prefeitura de Ijuí, Emater/RS-Ascar e Impulsa Ijuí. O evento conta com o apoio da Expofest, Setrem, Fecoagro/RS, Sebrae, Farsul, Senar, Fetag, Fiergs, Conseleite, Gadolando, Embrapa, Sicredi e Ministério da Agricultura.

Programação

  • 7h30min às 8h30min – Milk Break & Networking: café da manhã de recepção com espaço para conexões e trocas de experiências
  • 8h30min às 8h40min – Apresentação da comissão organizadora, lançamento da programação oficial e abertura das inscrições
  • 8h40min às 8h50min – Convite para a Expofest Ijuí 2026, com o presidente Antônio Tambara e as soberanas da feira
  • 8h50min às 9h30min – Palestra “Competitividade do leite frente à Argentina e Uruguai”, com o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho
  • 9h30min às 9h55min – Lançamento do StoneX Leite Futuro, com Marianne Tufanni
  • 9h55min às 10h20min – Painel “Derivativos financeiros para o agro”, com Matheus Zimmermann
  • 10h20min às 10h45min – Palestra “Competitividade e Políticas Públicas”, com o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena
  • 10h45min às 12h – Mesa-redonda “O mercado futuro do leite”, com representantes de Sindilat/RS, Embrapa, StoneX, Sicredi, Seapi, FecoAgro, Ministério da Agricultura, Sebrae, Farsul, SDR, Senar, Fetag, Emater e Prefeitura de Ijuí
  • 12h às 12h20min – Entrega do Prêmio Destaques dos Produtores de Leite de Ijuí
  • 12h20min às 12h35min – Pronunciamento das autoridades e encerramento

Serviço

  • O quê: Lançamento do Milk Summit Mercosul 2026
  • Quando: 14 de julho de 2026, a partir das 7h30min
  • Onde: Auditório do Sicredi (Rua São Cristóvão, 30, Ijuí)
  • Quanto: Inscrições gratuitas até 7 de julho, pelo site milksummit.hooks.com.br/inscricao/dia-do-produtor ou pelo telefone (55) 99696-1665.
Foto: Jonatan Brivio/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/07/2026 0 Comentários 145 Visualizações
Variedades

Sítio de Lomba Grande se destaca na produção orgânica de leite e alimentos

Por Jonathan da Silva 10/06/2026
Por Jonathan da Silva

A produção orgânica desenvolvida no Sítio Amigos da Terra, em Lomba Grande, distrito de Novo Hamburgo, tem se consolidado como uma referência em sustentabilidade e agricultura familiar. A propriedade mantém todas as etapas da cadeia produtiva certificadas como orgânicas, desde a criação do gado leiteiro até a fabricação de derivados lácteos e produtos de panificação. O empreendimento integra o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF) e comercializa seus produtos em feiras orgânicas, estabelecimentos especializados e eventos voltados à agroecologia, buscando atender à crescente demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis.

A produção orgânica exige uma série de critérios que diferem dos sistemas convencionais. No caso do leite, a alimentação dos animais não pode conter ingredientes transgênicos nem adubos químicos, enquanto os tratamentos veterinários são realizados por meio de práticas permitidas pelas normas da certificação orgânica.

Produção certificada

No Sítio Amigos da Terra, toda a área da propriedade possui certificação orgânica, o que garante que cada etapa do processo produtivo siga os padrões exigidos para esse tipo de produção.

O leite obtido na propriedade é encaminhado para a unidade de processamento instalada no próprio local, onde passa a ser transformado em diversos produtos destinados ao consumo.

Segundo o coordenador da Emater de Novo Hamburgo, Carlos Rocha, a matéria-prima segue para a agroindústria logo após a ordenha: o leite segue para a unidade de processamento localizada na parte superior da propriedade logo após a ordenha. Nesse espaço funciona a agroindústria responsável pela produção dos derivados lácteos, agregando valor à matéria-prima produzida no local.

Derivados lácteos e panificação

Entre os produtos fabricados estão leite integral, semidesnatado e desnatado, além de iogurtes, queijo colonial, nata, manteiga, ricota e doce de leite. Os iogurtes são comercializados na versão natural e também em diferentes sabores.

A agricultora Denise da Rosa, responsável pela operação da marca Sítio Amigos da Terra, destaca que a produção da propriedade não se limita aos derivados lácteos. “O sítio também abriga uma padaria totalmente orgânica e integral, onde são produzidos pães, cucas, rocamboles, biscoitos, chips e diversos outros alimentos certificados”, afirma Denise.

Segundo ela, entre os produtos elaborados estão itens produzidos com ingredientes como cacau, uva, coco e laranja, além de diferentes variedades de biscoitos artesanais.

Agricultura familiar

A propriedade integra o Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF), que permite a comercialização regularizada dos produtos elaborados pelos agricultores familiares.

Além da agroindústria de leite e da padaria, a estrutura conta com espaços destinados ao armazenamento dos alimentos e demais atividades relacionadas ao processo produtivo.

Os produtos são comercializados em feiras orgânicas, casas de produtos naturais, mercados especializados e eventos voltados à agroecologia. A produção reúne atividades de agricultura familiar, processamento de alimentos e comercialização direta, conectando os consumidores a produtos certificados e produzidos dentro dos critérios da agricultura orgânica.

Foto: Weslei Fillmann/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2026 0 Comentários 127 Visualizações
Gastronomia

Concurso premia queijos e doces de leite artesanais do Rio Grande do Sul

Por Jonathan da Silva 01/06/2026
Por Jonathan da Silva

Os vencedores da edição 2026 do Concurso de Queijos e Doces de Leite Artesanais do Rio Grande do Sul foram anunciados nesta sexta-feira (29) durante cerimônia realizada no Farol Santander, em Porto Alegre. Promovido pela Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios Artesanais (AGL) e pelo Sebrae RS, o concurso reuniu mais de 150 produtos inscritos por agroindústrias familiares e queijarias gaúchas em cinco categorias. Além de premiar os destaques da produção artesanal, a iniciativa busca estimular a qualificação dos produtos e fortalecer a identidade da cadeia leiteira artesanal no estado.

As amostras inscritas foram avaliadas por 33 jurados especializados, que analisaram critérios como textura, aroma, sabor, aparência e equilíbrio sensorial. Além das medalhas, os participantes recebem devolutivas técnicas para auxiliar no aperfeiçoamento dos processos produtivos.

Valorização da cultura produtiva

Segundo o diretor técnico do Sebrae RS, Ariel Berti, o concurso também tem papel na valorização da cultura produtiva gaúcha. “O Sebrae RS acredita muito que a gente tem que valorizar cada vez mais para a tradição, para a cultura, para o fazer do povo gaúcho. Temos produtos de ótima qualidade”, ressaltou Berti.

Processo contínuo de qualificação

Para a representante da organização, Aline Balbinoto, o desenvolvimento das agroindústrias familiares reflete um processo contínuo de qualificação. “É muito interessante acompanhar a jornada desses produtores, alguns deles que já tinham participado, mas talvez não tivessem ganhado. Aprenderam, se dedicaram e hoje conquistaram este reconhecimento”, ressaltou Aline.

De acordo com os organizadores, a diversidade de terroirs, tradições familiares e características regionais presentes nas produções tem contribuído para ampliar o reconhecimento do Rio Grande do Sul no segmento dos lácteos artesanais.

Quem foram os vencedores

Categoria: Queijo Serrano

Ouro

  • Agroindústria Bolicho do Chapéu – Queijo artesanal serrano
  • Agroindústria São Gonçalo – Queijo artesanal serrano

Prata

  • Queijaria Vó Cenira – Queijo artesanal serrano
  • Queijaria Vovô Manoel – Queijo artesanal serrano
  • Queijaria Pelizzari – Queijo artesanal serrano
Categoria: Queijo Colonial Temperado

Ouro

  • Agroindústria Zago – Queijo colonial ao vinho
  • Laticínios Pipo – Queijo colonial ao vinho
  • Agroindústria Microqueijaria Todo Dia – Queijo colonial temperado com Chimichurri
  • Queijaria Somacal – Queijo colonial temperado com Orégano
  • Laticínios Pipo – Queijo colonial temperado com Orégano
  • Agroindústria Microqueijaria Todo Dia – Queijo colonial temperado com Salame e Orégano

Prata

  • Laticínios Pipo – Queijo colonial temperado com Salame
  • Queijaria Tradição – Queijo colonial temperado com Orégano
  • Agroindústria Familiar Laticínios Moccelin – Queijo colonial ao vinho
Categoria: Queijo Colonial

Ouro

  • Agroindústria Zago – Queijo colonial
  • Queijaria Somacal – Queijo colonial
  • Marlac Laticínios Ltda – Queijo colonial
  • Queijaria Tradição – Queijo colonial
  • Queijaria Fendt – Queijo colonial

Prata

  • Dorf – Produtos Lácteos Artesanais – Queijo colonial
Categoria: Queijo Autoral

Ouro

  • Queijaria Somacal – Queijo Caravaggio
  • Terroir da Vigia – Doble Chapa
  • Canto Queijaria – Legüero
  • Camponês Produtos Artesanais – Sete Povos
  • Alma Queijaria – Fernet
  • Laticínio La Serrana – Alvorada
  • Camponês Produtos Artesanais – Missioneiro
  • Camponês Produtos Artesanais – Vó Maria
  • Fazenda Três Montes – Poente da Fazenda
  • Queijaria Valbrenta – Tilsit
  • Tempo Naturalmente Queijo – Temprano
  • Camponês Produtos Artesanais – Cinco Divisas

Prata

  • Ovelha Arteira – Queijo Fresco de Ovelha
  • Laticínio La Serrana – Sentinela
  • Terroir da Vigia – Queijo Colonial Ovelha
  • Terroir da Vigia – Etchêkoa com leite cru
  • Terroir da Vigia – Etchêkoa
  • Queijaria Fendt – Lindeiro
  • Laticínio Ruppenthal – Alemão
  • Fazenda Três Montes – Alma da Fazenda
  • Sítio Esperança – Flor da Estância
  • Fazenda Três Montes – Aurora da Fazenda
Categoria: Doce de Leite

Ouro

  • La Beca Produtos Artesanais – Tradicional de Ovelha
  • Queijaria Alvorada Missioneira – Tradicional
  • Queijaria Tradição – Tradicional
  • Estrelat – Tradicional
  • Pala do Sul – Com Nibs de Cacau
  • Família Grespan – Tradicional Gourmet
  • Família Grespan – Tradicional
  • Madre Pecora – Tradicional de Ovelha

Prata

  • Pala do Sul – Com Flor de Sal
Foto: Magda Ehlers/Pexels/Reprodução | Fonte: Assessoria
01/06/2026 0 Comentários 172 Visualizações
Variedades

Preço do litro de leite no RS é projetado a R$ 2,53 em abril

Por Jonathan da Silva 29/04/2026
Por Jonathan da Silva

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite/RS) projetou em R$ 2,5333 o valor de referência do litro do leite no estado em abril. O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), durante reunião na sede da Federação da Agricultura do RS (Farsul), reunindo representantes de produtores, indústrias e entidades do setor. A projeção representa alta de 10,47% em relação ao valor estimado para março, de R$ 2,2932, e sinaliza recuperação no mercado leiteiro gaúcho.

Além da projeção de abril, o Conseleite também consolidou o valor final de março em R$ 2,3721 por litro, um índice 11,67% superior ao resultado fechado de fevereiro, que havia sido de R$ 2,1243, o que representa, de acordo com a entidade, um cenário de recuperação.

Como foi realizada a projeção

Os indicadores divulgados pelo Conseleite são elaborados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em informações repassadas pelas indústrias e considerando a movimentação registrada nos primeiros 20 dias de cada mês.

Segundo representantes do colegiado, os números apontam melhora na remuneração da cadeia produtiva após período de queda nos preços e dificuldades tanto no campo quanto na indústria.

O coordenador do Conseleite/RS, Kaliton Prestes, representante da Fetag, defendeu a metodologia utilizada pelo conselho. “Quando o mercado está em baixa, se bate na metodologia e nos cálculos. Este momento é ideal para reforçar a importância desse colegiado e sua legitimidade. Temos a prova real dessa metodologia que são os demais Conseleites do Brasil. Estamos realmente captando a tendência do mercado”, afirmou Prestes.

Mercado interno

O vice-coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, representante do Sindilat, avaliou o momento atual como positivo, mas destacou a necessidade de sustentação dos preços. “Estamos em um bom momento. Precisamos trabalhar agora para manter esses preços por mais tempo, e isso passa por garantir o escoamento do leite brasileiro para diferentes mercados. Apesar de o poder de compra do brasileiro ser baixo e do alto endividamento das famílias, o ano eleitoral deve ajudar a injeção de recursos na economia com a antecipação dos 13º salários dos aposentados e liberação de recursos do FGTS”, salientou Palharini.

O dirigente também alertou que a produção nacional tende a se recuperar nos próximos meses e sugeriu atenção das entidades quanto ao avanço das importações de leite da Argentina, diante do aumento da oferta naquele país.

Ofício ao governo federal

Durante a reunião, o Conseleite deliberou pelo envio de ofício aos ministérios da Agricultura e Pecuária, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O objetivo é alertar o governo federal sobre os impactos do excesso de importações de leite pelo Brasil.

Segundo Kaliton Prestes, a manutenção do tema junto aos ministérios é necessária para o acompanhamento permanente da situação.

Foto: Carolina Jardine/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/04/2026 0 Comentários 155 Visualizações
Variedades

Produção de leite de búfala supera 20 milhões de litros e cresce no sul e sudeste

Por Jonathan da Silva 10/04/2026
Por Jonathan da Silva

A produção de leite de búfala no Brasil supera os 20 milhões de litros por ano, com maior concentração nas regiões sul e sudeste, impulsionada pelo aumento do rebanho e pela demanda por derivados lácteos. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), o número de animais cresceu cerca de 20% na última década.

O avanço da atividade é associado pelo setor ao consumo de produtos como mussarela, burrata e iogurtes, que têm ampliado o espaço do leite bubalino no mercado. O cenário também tem favorecido a entrada de novos produtores, especialmente em propriedades de menor porte.

Potencial de expansão no RS

De acordo com a presidente da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) e vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, a atividade ainda possui potencial de expansão no Rio Grande do Sul. “No estado, a produção ainda é concentrada. Atualmente, o Laticínio Kronhardt, localizado em Glorinha, é o principal responsável pela fabricação de queijos de búfala, operando sob o Selo de Pureza, certificação da ABCB que garante produtos elaborados exclusivamente com leite bubalino”, afirmou Desireé.

Além da indústria, iniciativas de produção artesanal também ganham espaço, como em Passo do Sobrado, onde produtores investem na fabricação de queijos para agregar valor à matéria-prima. “Outro diferencial do leite de búfala é sua composição. Classificado como A2A2, o produto apresenta maior facilidade de digestão e menor potencial inflamatório quando comparado ao leite de vaca”, complementa a presidente da entidade.

Diferencial do leite de búfala

Entre os diferenciais do leite de búfala, está a composição classificada como A2A2, que, segundo representantes do setor, apresenta maior facilidade de digestão em comparação ao leite de vaca.

Foto: Ascribu/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/04/2026 0 Comentários 208 Visualizações
Variedades

Granja de Anta Gorda conquista campeonato da raça Holandesa na Expoagro Cotricampo

Por Jonathan da Silva 02/03/2026
Por Jonathan da Silva

A Granja Ferraboli, de Anta Gorda, conquistou o campeonato da raça Holandesa na Expoagro Cotricampo, realizada neste sábado (28), em Campo Novo, durante etapa do circuito Exceleite. No mesmo evento, a Fazenda Mior, de Serafina Corrêa, liderou o Concurso Leiteiro nas categorias Vaca Adulta e Vaca Jovem, concentrando os principais resultados de pista e produção no circuito estadual.

A etapa foi promovida pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), com julgamento morfológico conduzido pelo jurado oficial Maurício Santolin.

A grande campeã foi Fini Sidekick Heringa 20588, dos expositores Paulo A. Ferraboli e/ou Diego e/ou Diogo Ferraboli, de Anta Gorda. O criatório também conquistou o título de Campeã Fêmea Jovem com Ferraboli 2592 Gafanhoto e o prêmio de Campeã Vaca Vermelha e Branca com Adrimar Baronesa Incredibull 1042 TE.

Na categoria Vaca Jovem, a campeã foi Garzella 478 Delta Lambda, de Carlos Jacob Wallauer, de Salvador do Sul.

Concurso Leiteiro

No Concurso Leiteiro, na categoria Vaca Adulta, Sta Clara FF Mior 84 Lambda TE, da Fazenda Mior, produziu 74,24 quilos de leite. Na categoria Vaca Jovem, STA Clara FF Mior Lucia 182 Lambda TE, do mesmo criatório, registrou 70,88 quilos.

Ambiente da feira

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, acompanhou a programação e comentou o ambiente da feira. “A Expoagro Cotricampo cumpriu seu papel ao reunir criadores em um ambiente de troca de conhecimento e debate sobre a pecuária leiteira. No pavilhão do gado leiteiro, houve integração entre os participantes, com discussões sobre criação, manejo e desenvolvimento dos animais”, afirmou Tang.

O que buscamos é vaca produtiva, com boa morfologia e que também ande bem na pista. As vacas do torneio leiteiro também participaram do julgamento morfológico, mostrando equilíbrio entre produção e conformação. Tivemos qualidade tanto no gado jovem quanto nas vacas adultas”, destacou Marcos Tang.

Foto: Gadolando/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/03/2026 0 Comentários 198 Visualizações
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