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Variedades

Evento apresenta inovações tecnológicas e IA na construção industrializada

Por Jonathan da Silva 30/09/2024
Por Jonathan da Silva

O 7º Congresso Latino-Americano de Steel Frame e Construção Industrializada ocorrerá nos dias 24 e 25 de outubro de 2024, no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo as mais recentes inovações tecnológicas e o impacto da inteligência artificial no setor da construção civil. O evento terá foco na construção a seco, destacando métodos como o light steel frame, que apresentam desempenho superior em comparação aos métodos tradicionais.

Entre os expositores, a Espaço Smart estará presente, com o diretor de marketing e e-commerce, Fernando Scheffer, destacando o uso de inteligência artificial para melhorar os serviços e operações. “Nossa IA especializada em steel frame já está ativa no atendimento e suporte aos clientes, facilitando transações e esclarecimentos diretamente pela tecnologia. Além disso, desenvolvemos uma solução de machine learning que oferece estimativas precisas de custos de construção com base nas informações fornecidas pelos clientes”, afirmou o executivo.

Diretor de marketing e e-commerce do Espaço Smart, Fernando Scheffer

A empresa também apresentará o case de sucesso do projeto “Cavas”, em Ponta Grossa, Paraná, uma loja da Apple que recebeu a certificação Xcarb. Este projeto utiliza aço verde, produzido de maneira sustentável, como o carvão vegetal de áreas reflorestadas ou energia elétrica a partir do hidrogênio verde, contribuindo para a redução das emissões de CO₂. Scheffer destacou que “o aço verde não só promove a descarbonização, mas também é extremamente valorizado, tendo sido usado inclusive na fabricação da Tocha Olímpica.”

A Espaço Smart apresentará seu conceito de “Ecosistema 360”, uma abordagem integrada que oferece soluções completas para construção em steel frame, incluindo produção, materiais, serviços de arquitetura e engenharia, treinamento especializado e opções de financiamento, tudo em um único local.

O congresso contará também com a presença de especialistas como o diretor de Negócios da Espaço Smart, Péricles Machado; o CEO da CAVAS Simplesmente Futuro, João Pedro H. Cavasotti; e o gerente de Vendas e Infraestrutura da ArcelorMittal Brasil, Alexandre Gama.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/09/2024 0 Comentários 341 Visualizações
Business

Calçadista Kidy está entre as melhores do Brasil em premiação do Lide

Por Jonathan da Silva 30/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Kidy Calçados, empresa de Birigui-SP, está concorrendo em cinco categorias no Prêmio Líderes Regionais 2024, promovido pelo Lide Noroeste Paulista. A votação para o prêmio está aberta até 6 de outubro, com a cerimônia de premiação marcada para 5 de novembro, em São José do Rio Preto-SP. A empresa calçadista disputa nas categorias Indústria, Inovação, Melhor Empresa, Práticas Sustentáveis e com a indicação de seu cofundador e diretor, Ricardo Gracia, como Empresário do Ano.

Gracia destacou a importância da indicação em diversas categorias, afirmando que ela reflete o compromisso da Kidy em unir negócios ao bem-estar infantil e práticas sustentáveis. “Nossa indicação em cinco categorias aponta que estamos trilhando o caminho certo, aliando negócios com bem-estar e saúde dos pequenos, sempre prezando pela integração com a comunidade e a adoção de práticas sustentáveis de produção”, enfatiza o empresário.

A Kidy, que já produziu mais de 54 milhões de pares de calçados infantis, prevê um crescimento de 15% no faturamento em 2024, com foco no aumento da produtividade e reposicionamento de custos e preços. Gracia também comentou que a empresa planeja fortalecer sua presença internacional em países do Oriente Médio e Europa em 2025.

O Prêmio Líderes Regionais é um dos principais reconhecimentos empresariais do Noroeste Paulista. A escolha dos vencedores é realizada em três etapas: uma fase de indicações por líderes locais, seguida de votação popular e, finalmente, a escolha pelos membros dos Comitês de Gestão do Lide. São 13 categorias no total, incluindo Indústria, Inovação, Práticas Sustentáveis, Empresário do Ano e Empresa do Ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/09/2024 0 Comentários 477 Visualizações
Business

Indústrias de Caxias do Sul e região receberão visitas técnicas durante a Mercopar

Por Jonathan da Silva 27/09/2024
Por Jonathan da Silva

Durante a Mercopar 2024, que ocorrerá de 15 a 18 de outubro, indústrias de Caxias do Sul e região receberão visitas técnicas de um grupo de 15 médias e grandes empresas e instituições. A iniciativa visa proporcionar uma experiência prática e imersiva no setor industrial e de inovação da região.

As visitas se dividirão em duas frentes: o Tour Industrial, que foca em indústrias locais, e o Roteiro da Inovação, que ocorrerá em instituições e centros de tecnologia parceiros. As atividades serão realizadas durante as manhãs, no contraturno do evento. Algumas empresas disponibilizaram até quatro datas para receber os visitantes, que poderão observar as práticas de gestão e as tecnologias aplicadas no setor.

As inscrições gratuitas para as visitas estão abertas desde 25 de setembro e podem ser feitas diretamente no site do evento, em feira.mercopar.com.br/24.

A gestora de Projetos do Sebrae RS e responsável pela organização do Tour Industrial, Liana Frosi Tessari, destacou que o objetivo é conhecer as práticas de gestão e inovações das empresas parceiras, que são referências em suas áreas. “O objetivo desta iniciativa é conhecer de perto as práticas de gestão e tecnologias inovadoras aplicadas pelas empresas parceiras, que são referências em suas áreas de atuação, suas histórias de empreendedorismo, além da oportunidade de novas conexões e networking. Com isso, esperamos gerar uma experiência completa e memorável aos visitantes da Mercopar 2024”, pontuou Liana.

As empresas parceiras que participarão desta iniciativa incluem Arrow Mobility SA, Dalca Brasil, Grendene, Legrand, Marcopolo, Meber Metais SA, Metalúrgica Buzin, Sulbras Moldes e Plásticos Ltda, Tramontina, Senai, TECNOUCS, UNIFTEC, Conexo, MobiCaxias e Instituto Hélice.

A Mercopar 2024

Considerada a maior feira de inovação industrial da América Latina, a Mercopar chega à sua 33ª edição de 15 a 18 de outubro, no Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva, em Caxias do Sul. O evento é promovido pelo Sebrae RS em parceria com a Fiergs. Em 2023, a feira recebeu um público de 39,5 mil visitantes, somados os acessos presenciais e virtuais, durante os quatro dias de programação.

Foto: Eduardo Rocha/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/09/2024 0 Comentários 436 Visualizações
Business

Feiras nos EUA devem gerar US$ 3,9 milhões para calçadistas brasileiros

Por Jonathan da Silva 27/09/2024
Por Jonathan da Silva

As feiras Magic Las Vegas e Magic Nova Iorque, realizadas em agosto e setembro nos Estados Unidos, devem gerar mais de US$ 3,9 milhões em negócios para 11 marcas brasileiras de calçados. O valor inclui negócios realizados durante os eventos e acordos alinhavados que serão concretizados posteriormente. A participação das empresas brasileiras foi apoiada pelo Brazilian Footwear, programa de incentivo às exportações do setor, promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A responsável pelo departamento de Negócios da Abicalçados, Carla Giordani, comentou sobre a recuperação do mercado norte-americano após um início de ano fraco. “O fato foi refletido nos eventos, que geraram mais de 140 visitas de players do mercado dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e países da América Latina. No total, devem ser comercializados mais de 90 mil pares de calçados brasileiros”, afirmou Carla.

Os Estados Unidos, maior mercado consumidor de calçados do mundo em valores, continuam sendo o principal destino dos calçados brasileiros. Segundo dados da Abicalçados, entre janeiro e agosto de 2024, foram exportados cerca de 7 milhões de pares para o mercado norte-americano, um volume 5% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

As marcas Carrano, Lavish by Tricia Milaneze e Camu Camu participaram da Magic Las Vegas com o apoio do Brazilian Footwear. Na Magic Nova Iorque, o programa apoiou as marcas Beira Rio, Vizzano, Moleca, Modare Ultraconforto, Molekinha, Molekinho, Actvitta, BRsport e Carrano.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/09/2024 0 Comentários 329 Visualizações
Business

Confiança da indústria gaúcha atinge melhor marca desde abril

Por Jonathan da Silva 26/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (ICEI-RS) registrou um crescimento de 3 pontos em setembro, alcançando 52,0 pontos, superando a marca de 50 pela primeira vez desde abril. O resultado foi apresentado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) na quarta-feira (25).

O presidente da Fiergs, Claudio Bier, afirma que a volta da confiança dos empresários gaúchos foi influenciada pela recuperação rápida e surpreendente da atividade industrial no RS após as enchentes de maio e pelo aquecimento da economia. “Porém, a confiança ainda é muito baixa. Além dos efeitos perenes da calamidade climática, agravados pela demora na chegada dos recursos e pela insuficiência das medidas tomadas, ainda há pessimismo com relação ao futuro da economia brasileira devido à continuidade das incertezas decorrentes das questões fiscais do país e à perspectiva de aumento das taxas de juros”, pondera o dirigente.

Esta é a segunda alta consecutiva e a terceira nos últimos quatro meses, colocando a confiança do setor industrial no maior patamar desde outubro de 2022. Apesar disso, o índice continua abaixo da média histórica de 53,6 pontos, indicando um nível de confiança ainda baixo.

Em setembro, todos os componentes do índice cresceram pelo segundo mês consecutivo, embora apenas os relacionados às empresas estejam nas faixas positivas. O Índice de Condições Atuais subiu de 43,9 pontos em agosto para 47,9 em setembro, mostrando que os empresários ainda percebem uma piora nas condições de negócios, embora com uma melhora na percepção negativa. O Índice de Condições da Economia Brasileira subiu 3,4 pontos, atingindo 43,2.

A proporção de empresários que observam deterioração no cenário econômico nacional diminuiu de 41,4% para 34,0% entre agosto e setembro. O Índice de Condições da Economia gaúcha também apresentou crescimento, passando de 34,8 para 41,6 pontos.

Em relação às condições das empresas, o índice que as mede estabilizou em 50,2 pontos, marcando a primeira vez desde dezembro de 2022 que não houve piora.

Para os próximos seis meses, os empresários gaúchos estão mais otimistas, com o Índice de Expectativas aumentando para 54,1 pontos. No entanto, há uma diferença entre os subcomponentes. Enquanto o Índice de Expectativas das Empresas cresceu para 57,8 pontos, o Índice de Expectativas da Economia Brasileira ainda apresenta pessimismo, com 46,6 pontos.

Claudio Bier

Bier pontua que os resultados estão alinhados com baixos níveis de atividade e indicam uma tendência de crescimento lento e irregular para o setor nos próximos meses. “Uma trajetória positiva mais consistente requer maiores níveis de confiança”, enfatiza o dirigente.

A pesquisa foi realizada com 156 empresas, entre 2 e 11 de setembro, incluindo 37 pequenas, 52 médias e 67 grandes. Os detalhes completos podem ser acessados no Observatório da Indústria do Rio Grande do Sul em observatoriodaindustriars.org.br.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/09/2024 0 Comentários 415 Visualizações
Business

Fornecedores de componentes de calçados querem produzir biomateriais no Acre

Por Jonathan da Silva 25/09/2024
Por Jonathan da Silva

A Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) realizará a primeira edição da Missão Acre Biomateriais entre os dias 28 de setembro e 11 de outubro. O objetivo da missão é mapear o polo de materiais produzidos a partir da natureza no estado do Acre. A iniciativa é realizada pelo Brazilian Materials, programa de apoio às exportações do setor mantido pela entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O levantamento será realizado com foco em diversas dimensões, como cultura, economia, história, paleontologia, agricultura, artesanato, fé, arquitetura e cotidiano. “No projeto, instigaremos novos caminhos para a moda brasileira. Caminhos esses, que mostram a identidade local, tornando-a um valor reconhecido pelos consumidores, identificando atributos que nos são corriqueiros, mas que passam despercebidos no dia a dia”, explica o consultor da Assintecal, Marnei Carminatti.

Após o mapeamento, a pesquisa será aplicada em dez grupos de empreendedores do Acre, e os produtos desenvolvidos serão apresentados em uma exposição durante o Inspiramais, que acontecerá em Porto Alegre nos dias 21 e 22 de janeiro de 2025.

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, destacou que a economia mundial está em busca de materiais sustentáveis devido à crescente conscientização dos consumidores. “A iniciativa é uma oportunidade ímpar para desenvolvermos a cadeia do setor, em especial por meio da exploração sustentável das inúmeras possibilidades oferecidas pela nossa floresta”, afirmou Silvana.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou que a missão visa expandir o apoio da agência para empresas locais de micro e pequeno porte que desenvolvem produtos artesanais com recursos da natureza. “Faremos uma prospecção, uma busca ativa de materiais, de produtos de bijuterias, do que já temos na floresta e são fontes de recursos de populações locais e de povos originários. Esses produtos são valiosos e agregam muito valor no mercado internacional”, pontou Viana.

Durante a missão, a comitiva da Assintecal e da ApexBrasil visitará locais como as aldeias Huni Kuin, Atila, Amelia Maruba, além de comunidades e reservas extrativistas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A iniciativa conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae/AC) e do projeto Brazilian Leather, do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), além da Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB).

Foto: Neto Lucena/Secom-AC/Divulgação | Fonte: Assessoria
25/09/2024 0 Comentários 427 Visualizações
Business

Feira de materiais e máquinas em Milão deve gerar mais de US$ 4 milhões para brasileiros

Por Jonathan da Silva 24/09/2024
Por Jonathan da Silva

Mais de US$ 4 milhões devem ser gerados para marcas brasileiras entre negócios efetivados e alinhavados na 104ª edição da Lineapelle, feira realizada em Milão de 17 a 19 de setembro. O Brasil esteve representado por dez empresas de componentes e máquinas para couros e calçados, cuja participação foi promovida pelo Brazilian Materials, programa de apoio às exportações do setor mantido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A ação teve também o suporte da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq).

A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, afirma que a participação nacional foi satisfatória, especialmente dadas as circunstâncias do mercado internacional. “O cenário externo está bastante nebuloso, principalmente pelo ciclo econômico desacelerado na Europa. Tivemos uma visitação equilibrada, notamos uma efetividade nos negócios, ou seja, quem foi, foi para fazer negócios”, avalia a executiva.

Silvana ressalta que a Lineapelle é uma das maiores feiras do setor no mundo e participar dela transcende a realização de negócios. “Estar na feira proporciona posicionamento e relacionamento com alguns dos principais mercados do mundo”, conclui a superintendente da entidade.

Presença

Além de participar da Lineapelle, Silvana e a gestora de Relacionamento e Marketing da Assintecal, Aline Santos, participaram do evento Awake, realizado pela ApexBrasil com o objetivo de celebrar a moda brasileira durante a Semana de Moda de Milão. As representantes participaram da abertura do encontro, no dia 18.

Participaram da Lineapelle, com o apoio do Brazilian Materials, as empresas BKS, Master equipamentos, Michelon, NBN, Smart Group, OTB, Pollibox, Boxflex, Moltec Componentes e Systemhaus.

Foto: Assintecal/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/09/2024 0 Comentários 422 Visualizações
Business

Abicalçados lança campanha contra pirataria no setor calçadista

Por Jonathan da Silva 24/09/2024
Por Jonathan da Silva

Diante do avanço da pirataria no setor calçadista, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) criou uma campanha de combate ao problema, denominada “Pirataria no Brasil, não! Calçado só original”. O dado mais recente do prejuízo estimado para a indústria e para o erário público causados pela pirataria é de 2022, quando o mercado ilegal causou ao Brasil um ônus de mais de R$ 453 bilhões conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O valor do impacto causado pela ilegalidade supera, por exemplo, o PIB do estado de Santa Catarina. Do montante, a maior parte refere-se aos prejuízos diretos com os impostos que deixaram de ser arrecadados, cerca de R$ 136 bilhões, e com as perdas registradas considerando 15 setores econômicos, de R$ 297 bilhões.

De acordo com a Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GITOC), o impacto da produção e distribuição de produtos falsificados é também global, mas há destaque para alguns países, entre eles o Brasil. Em 2022, o Índice Global de Crime Organizado colocou o Brasil na 171ª posição em ranking composto por 193 países em relação ao comércio de produtos falsificados. Na América do Sul, o país só fica em posição mais positiva do que Colômbia, Paraguai e Peru.

A campanha

Entidade oficial do setor calçadista, a Abicalçados irá trabalhar na nova campanha com diversas searas. Uma delas é posicionar a entidade junto aos seus associados, órgãos públicos e sociedade no geral sobre a importância do combate à pirataria e à falsificação de calçados. No pilar da informação, a iniciativa buscará levantar dados daqueles que operam sem regulamentação e padronização dos seus produtos no mercado brasileiro. “As informações de calçados falsificados serão recebidas por meio do e-mail pirataria@abicalcados.com.br. Após uma breve apuração, enviaremos essa comunicação aos órgãos de segurança competentes para que apreendam as mercadorias”, detalha a coordenadora da Assessoria Jurídica da entidade, Suély Mühl.

No pilar da integração, a Abicalçados realizará uma aproximação com os diversos atores que compõem o sistema de proteção e prevenção contra fraudes e falsificações, e deste modo servirá de interface entre órgãos fiscalizadores e empresas detentoras das marcas falsificadas.

Suély destaca que, atualmente, não é possível mensurar o impacto financeiro e social da pirataria no setor, mas que “a sensação é de um volume vultuoso”. “Não há dados disponibilizados pelo governo que possam ser compilados para uma ação concreta. As ações são esparsas, sem vínculo entre os órgãos. O Brasil precisa aperfeiçoar seus mecanismos institucionais e interinstitucionais de combate à pirataria e ao crime contra a propriedade imaterial”, comenta a advogada.

A coordenadora ressalta que os impactos não ocorrem somente para as empresas, mas também para toda a sociedade. “A pirataria gera sonegação fiscal, trabalho ilegal e riscos à saúde e segurança dos consumidores, impactando a sociedade de forma generalizada. Os produtos pirateados, na grande maioria, não costumam oferecer a mesma qualidade do produto original, sendo prejudiciais à saúde. A pirataria gera desemprego e é uma prática desleal com as empresas que pagam seus impostos”, salienta Suély.

Recentemente, a Abicalçados foi convidada para integrar o recém criado Grupo de Trabalho (GT) para o Combate ao Brasil Ilegal, uma iniciativa conjunta entre a CNI e Federações das Indústrias de todo o país. Farão parte do grupo, em que serão discutidos os problemas e soluções à pirataria, representantes do Governo Federal e do setor produtivo.

Prejuízos

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, conta que os calçados falsificados produzidos no Brasil são desenvolvidos em galpões e estruturas clandestinas, com mão de obra informal, por trabalhadores que se submetem a trabalhos fora das regras celetistas e sem a segurança necessária, com a falsa esperança de melhores ganhos, visto que desconhecem os seus direitos trabalhistas. “Por outro lado, boa parte dos produtos piratas também são importados de países que possuem baixo nível de ratificação de padrões internacionais de trabalho estabelecidos nas Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, comenta o executivo.

Segundo o dirigente, enquanto o fabricante nacional segue padrões internacionais de trabalho, se adequa a uma agenda ambiental e cumpre com todos os requisitos legais e tributários exigidos, os países, especialmente asiáticos, comercializam produtos falsificados no Brasil sem o pagamento dos impostos, com preços abaixo dos praticados no mercado e sem respeitar as convenções da OIT e os mais básicos conceitos de sustentabilidade. “Além de ser uma concorrência desleal com o calçado nacional, esses produtos trazem problemas para o meio ambiente e direitos humanos, e ainda retiram empregos do país”, conclui Ferreira.

Receita fechando o cerco no RS

A Receita Estadual do Rio Grande do Sul tem atuado pela mitigação da pirataria de calçados no estado. O auditor e delegado na 4ª Delegacia Regional de Novo Hamburgo, Alcides Seiji Yano, revela que o crime da pirataria é difícil de ser combatido, pois as articulações se transformam ao longo do tempo. “Antes da pandemia de Covid-19, as vendas de produtos piratas se davam, sobretudo, em feiras itinerantes. Depois, passou a ter foco em pequenos comércios”, detalha Yano. Outra mudança, segundo o auditor, é que o Brasil deixou de ser um receptador de mercadorias ilegais contrabandeadas para se tornar um fabricante e distribuidor desses produtos, exportando até mesmo para outros países.

O delegado conta que, por ano, entram somente no Rio Grande do Sul mais de 2 milhões de pares de calçados falsificados, mais de 90% deles provenientes de Minas Gerais. “São fabricantes de características diferentes, com produtos que variam em qualidade desde falsificações facilmente identificáveis até produtos muito semelhantes com o calçado original”, explica Yano.

Para facilitar a apreensão dos produtos, o auditor conta que a Receita tem trabalhado com uma maior integração com os agentes de interesse, entre eles a Polícia Civil e as empresas envolvidas. Outro ponto do modus operandi do órgão tem sido a interceptação do produto antes da sua pulverização nos pequenos comércios. “Estamos envidando esforços para integrar nossos agentes locais, Receita Estadual, Polícia Civil do Rio Grande do Sul e os representantes das marcas para que consigamos interceptar o maior volume de carga possível e quem sabe inviabilizar este comércio ilegal. No futuro, entendo que seria desejável e até possível uma integração da Polícia Civil do Rio Grande do Sul com Minas Gerais, visando coibir esta ilegalidade na sua origem”, avalia o delegado.

Quando uma marca tem seus produtos falsificados, Yano orienta que busque, em primeiro lugar, a Polícia Civil, para proceder com a apreensão dos produtos. Segundo ele, a Receita funciona mais como um serviço de inteligência, utilizando os dados provenientes de notas fiscais. “Os produtos vêm com NF, mas são notas de 10, 20 reais por tênis de marcas renomadas, por exemplo. Aí conseguimos articular com a Polícia a interceptação. Mas o caminho, no primeiro momento, deve ser a polícia”, aconselha o auditor.

Características da pirataria de calçados

  • As marcas mais falsificadas são as de calçados esportivos;
  • A distribuição se dá, sobretudo, em pequenos comércios ou mesmo via pessoas físicas, que compram volumes de produtos e vendem no chamado “porta a porta”;
  • Hoje, a maior distribuição dos produtos piratas se dá no ambiente físico, não digital;
  • Anos atrás, o Brasil era um receptador de mercadorias falsificadas via contrabando. Atualmente, distribui mercadorias ilegais fabricadas em solo nacional, inclusive para países vizinhos;
  • Identificado o produto pirata sendo comercializado, a empresa deve acionar, primeiramente, a Polícia Civil do seu estado.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/09/2024 0 Comentários 427 Visualizações
Business

Feira calçadista italiana gera mais de US$ 26 milhões para marcas brasileiras

Por Jonathan da Silva 18/09/2024
Por Jonathan da Silva

O Brasil encerrou mais uma participação na feira italiana Micam Milano com o saldo de US$ 26,2 milhões em negócios, entre os já fechados e os alinhavados conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Terceira maior delegação internacional do evento, o país esteve representado por 78 marcas, com participação promovida pelo Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados da entidade em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Mais de 1,25 mil compradores de todo o mundo investiram nas empresas brasileiras.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a feira superou as expectativas dos expositores. “Apesar da retração de consumo na Europa, os nossos expositores tiveram três dias de bons negócios, que irão auxiliar o crescimento da participação do Brasil no mercado internacional”, destaca Ferreira. O dirigente salienta, ainda, que os resultados confirmam as expectativas positivas para a BFSHOW, que ocorre de 11 a 13 de novembro, em São Paulo.

Em sua primeira participação pelo Brazilian Footwear, a marca Melissa teve resultados considerados positivos. “Foram três dias muito intensos, recebendo clientes e prospects qualificados. Os compradores vieram para conhecer a marca e também para relembrar, pois as pessoas nutrem uma nostalgia pela Melissa, que faz parte da história de muitas meninas”, relata a analista Comercial de Exportação da Melissa, Fernanda de Cassia Krummenauer.

O representante do departamento de Vendas Internacionais da Opananken, Leandro Moscardini, mostrou-se satisfeito com a edição, que diz ter sido a melhor participação da empresa em sete anos. “A Micam Milano foi uma surpresa bastante positiva. Com uma melhor localização, com estande mais aberto, tivemos uma grande visitação e fizemos muitos negócios importantes, com abertura de sete novos mercados no Kuwait, Chipre, Jordânia, Grécia, Filipinas, Argélia e Arábia Saudita, além de outros prospects que podem surgir”, celebra Moscardini.

Para o representante do departamento de Exportação da Piccadilly, Gustavo Zinke Braun, a Micam Milano superou as expectativas iniciais. “Tivemos uma participação positiva, com vários novos contatos e mercados abertos em países como Alemanha, Indonésia, Jordânia e Síria”, pontua Zinke Braun.

Brasil na passarela

A moda brasileira também foi destaque na passarela da Micam Milano. Onze marcas nacionais foram selecionadas para o desfile, iniciativa que foi retomada nesta edição. Para a gerente de Exportação da Santa Lolla, Haide Sehen, essa foi uma oportunidade de reforçar o posicionamento da marca no exterior. “A visibilidade que tivemos no desfile foi muito boa, sentimos que as pessoas já nos reconhecem, nos procuram, param para conhecer melhor os nossos produtos”, destaca Haide, ao frisar que a empresa sai da Micam Milano com pedidos fechados e uma expectativa bastante positiva para a temporada. Além da Santa Lolla, participaram do desfile as marcas Maithë, Satryani, Piccadilly, Modare Ultraconforto, Voices Culture, Arezzo, Guilhermina, Perlatto, Ramarim e Schutz.

Participaram da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas 365 SOFT, Actvitta, Adrun, Anatomic Prime, Anatomic Shoes, Andacco, Andine, Archetti, Arezzo, Beira Rio, BR Sport, ByCool, Camminare, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cartago, Cecconello, Comfortflex, Cristófoli, Dakota , Degalls, Democrata, DiBorges, Divalesi, Ferracini, Ferricelli, Grendene, Grendha, Guilhermina, Ipanema, Jorge Bischoff, JotaPe, Killana, Kolosh, Kolway, Levecomfort, Leveterapia, LigthGel, Loucos & Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Maithë, Melissa, Mississipi, Modare Ultraconforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken Antitensor, Pegada, Perlatto, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Rider, Santa Lolla, Santinelli, Satryani, Savelli, Schutz, Solis Brasil, Stéphanie Classic, Tabita, Usaflex, Valentina, Variettá, Verofatto, Vicenza, Villione, Vizzano, Voices Culture, West Coast, Wirth e Zaxy.

Foto: Abicalçados/Divulgação | Fonte: Assessoria
18/09/2024 0 Comentários 325 Visualizações
Variedades

Novos laminados da Artecola ampliam sustentabilidade em calçados

Por Jonathan da Silva 18/09/2024
Por Jonathan da Silva

A campo-bonense Artecola lançou novas tecnologias em adesivos e laminados durante a 23ª edição da Semana da Indústria Calçadista Catarinense (Seincc), realizada nos dias 17 e 18 de setembro no Centro de Eventos de São João Batista-SC. Os itens lançados pela marca durante a mostra de componentes e máquinas para calçados têm o objetivo de contribuir para tornar a produção calçadista mais sustentável

Uma das novidades apresentadas pela empresa de Campo Bom é a linha ECO 7500, de couraças e contrafortes reciclados. As novas referências Artedur ECO 7500, de contrafortes, e Artefirm ECO 7500, de couraças, são sustentáveis por serem produzidas a partir da reciclagem, dentro do conceito de economia circular. Resíduos de diversos processos industriais são transformados em matéria-prima para os novos produtos.

Entre os diferenciais, as novas linhas já possuem adesivo em sua composição (aderem quando reativadas), o que elimina o processo de aplicação do adesivo. Além disso, apresentam características técnicas que atendem à maioria dos segmentos (infantil, masculino, feminino e tênis casual), proporcionando resistência e conforto. “São produtos pensados para mercados que buscam redução de custo com qualidade e resultado sustentável”, destaca o coordenador da área calçadista da Artecola, Jesus Gomes.

Menor impacto ambiental

A migração para tecnologias de menor impacto ambiental é um dos objetivos da Artecola junto aos mercados em que atua. Dentro desse objetivo, a companhia oferece a possibilidade de entregar os contrafortes e couraças já cortados e chanfrados. Se o cliente optar pela compra tradicional, em chapas, a empresa se responsabiliza pelo recolhimento sem custo de todas as aparas. “É uma sobra que iria gerar grande volume de resíduos e passivo ambiental para o cliente, mas nossa tecnologia sustentável permite a circulação dos materiais. Trabalhamos com o serviço agregado e com a visão dos 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar”, complementa Jesus Gomes.

A redução do impacto ambiental passa também pelos processos de colagem. Por isso, outro destaque da Artecola na Seincc são os adesivos aquosos e hot melt. “Trabalhamos para reduzir a presença de compostos orgânicos voláteis (VOCs) na produção, o que é melhor para as pessoas e para o meio ambiente”, ressalta o coordenador.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
18/09/2024 0 Comentários 282 Visualizações
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