Mais vistas
Cidades atendidas pelo Sebrae RS são destaque em ranking nacional...
Fintech gaúcha Appmax abre mais de 120 vagas de emprego
Divulgados os projetos que receberão R$ 3 milhões do Fundo...
Paleta Atlântida reúne público de 180 mil pessoas em celebração...
”Economia Prateada: um consumidor que vale ouro” será tema de...
MC Tubarão vence o GP Cidade de São Paulo –...
CDL Novo Hamburgo promove evento sobre tendências do varejo Pós-NRF
Prefeitura de Igrejinha realiza demolição de imóveis em área de...
Estado e CIEE-RS inauguram unidades do CRJ em Gravataí e...
Coletivo Pretas de NH realiza primeiro encontro de 2026
Expansão
Banner
  • INÍCIO
  • NOIVAS
  • CATEGORIAS
    • Business
    • Cidades
    • Cultura
    • Ensino
    • Gastronomia
    • Moda e beleza
    • Projetos especiais
    • Saúde
    • Variedades
  • EDIÇÕES ONLINE
  • Bicentenário
  • SOBRE
  • ASSINE
  • FALE CONOSCO
Tag:

Indústria calçadista

Business

Abicalçados debate interesses da indústria com o Ministério da Fazenda

Por Amanda Krohn 31/01/2023
Por Amanda Krohn

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, participou, na segunda-feira (30), de uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O encontro ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e reuniu as principais federações e associações representativas da Indústria de Transformação brasileira. O objetivo foi discutir os interesses do setor e suas perspectivas.

De acordo com o dirigente da Abicalçados, o encontro foi positivo e mostrou boa vontade por parte do ministro da Fazenda em ouvir os pleitos da indústria. “A reindustrialização do Brasil é urgente, pois sem ela não existe desenvolvimento econômico e social”, destaca. Segundo Ferreira, soa bem para o setor o entendimento do Governo Federal no que diz respeito a criar bases para o desenvolvimento da Indústria de Transformação, que há mais de três décadas vem perdendo participação no PIB nacional.

Para que o setor industrial volte a crescer, segundo o executivo, se faz necessário a facilitação do acesso ao crédito, a diminuição da burocracia estatal, a manutenção do câmbio em patamar competitivo para exportação e a Reforma Tributária. “Não é razoável que o empresário brasileiro conviva com um manicômio tributário. Mais do que reduzir impostos, se faz urgente simplificar a legislação tributária para dar mais competitividade à indústria nacional”, completa.

Argentina

Ferreira conta, ainda, que conversou novamente com Haddad sobre a situação das exportações para a Argentina, que desde o meio do ano passado sofrem com a alteração das condições de acesso ao Mercado Único do Câmbio para pagamentos de importações do país vizinho, o que vem atrasando pagamentos em até 6 meses. “Só empresas de maior porte estão conseguindo manter seus embarques regulares para a Argentina, nosso segundo principal mercado no exterior”, destaca. Segundo o executivo, Haddad disse que o Governo Federal está debruçado sobre a proposta de financiar importadores argentinos, mas que está negociando as garantias para pagamento.

Conforme dados elaborados pela Abicalçados, no ano passado, foram exportados para a Argentina 15,9 milhões de pares por US$ 179,4 milhões, incrementos de 19% em volume e de 55,8% em receita na relação com 2021. As exportações para a Argentina, que vinham em uma crescente no primeiro semestre, passaram a cair a partir da resolução, principalmente nos últimos três meses de 2022, quando caiu 36%, 23% e 48% em relação aos mesmos meses de 2021.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
31/01/2023 0 Comentários 556 Visualizações
Business

Calçadistas exportaram US$ 1,3 bilhão em 2022

Por Amanda Krohn 11/01/2023
Por Amanda Krohn

Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que o ano de 2022 somou 141,9 milhões de pares exportados pelo Brasil, o que gerou mais de US$ 1,3 bilhão em divisas. Os números são superiores tanto em volume (+14,8%) quanto em receita (+45,5%) em relação aos registrados em 2021. No comparativo com a pré-pandemia, os registros também são positivos, 23,2% em volume e 34,8% em receita. No último mês de 2022, as exportações somaram o embarque de 12,7 milhões de pares por US$ 110 milhões, resultado negativo em pares (-1,5%) e positivo em dólares (+16,3%) na relação com o mês correspondente de 2021.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que as exportações foram fundamentais para que a produção do setor registrasse aumento de cerca de 3% ao longo do ano passado, para mais de 840 milhões de pares. “No ano de 2022, as exportações representaram quase 17% das vendas do setor, número que era de 15% no ano anterior”, conta o dirigente. Segundo ele, o valor gerado com os embarques de calçados brasileiros foi o melhor em 12 anos. “É algo a ser comemorado. O desafio, agora, é manter esses números diante de um 2023 que aparece mais complicado no cenário internacional, com o aumento da inflação mundial, provocada pela guerra no Leste Europeu, e pelo retorno de uma China faminta ao mercado após as restrições da política de Covid Zero”, comenta Ferreira.

Ao longo do ano passado, outro ponto positivo destacado pelo dirigente da Abicalçados é a maior representação da América Latina. “O grupo de países latino-americanos, que responderam por 42% dos valores gerados com embarques em 2021, aumentaram essa fatia para 45% no ano passado”, avalia o executivo.

Destinos

Principal destino do calçado brasileiro no exterior, os Estados Unidos importaram 17,84 milhões de pares no último ano, gerando US$ 334,6 milhões em divisas para os calçadistas brasileiros. Os resultados são superiores tanto em volume (+17,7%) quanto em receita (+46,4%) em relação a 2021. O segundo destino do calçado brasileiro no ano passado foi a Argentina, para onde partiram 15,9 milhões de pares por US$ 179,4 milhões, incrementos de 19% em volume e de 55,8% em receita na relação com 2021.

O terceiro destino dos pares verde-amarelos no ano passado foi a França, que importou 6 milhões de pares por US$ 65,36 milhões, queda de 15,8% em volume e aumento de 8,6% em receita na relação com 2021. O maior exportador de calçados do Brasil em 2022 foi o Rio Grande do Sul. No ano passado, as fábricas gaúchas embarcaram 42,8 milhões de pares, que geraram US$ 616,37 milhões, resultados superiores tanto em volume (+30,7%) quanto em valores (+52,6%) em relação a 2021. O segundo estado exportador de calçados no ano passado foi o Ceará, de onde partiram 40 milhões de pares, que geraram US$ 266,9 milhões, incrementos tanto em volume (+5%) quanto em receita (+27%) em relação a 2021. Fechando o ranking de origens das exportações brasileiras apareceram São Paulo (10,6 milhões de pares e US$ 138,4 milhões, altas de 27,3% e 46,3%, respectivamente, ante 2021) e Minas Gerais (13,5 milhões de pares e US$ 81,48 milhões, incrementos de 27% e 59,6%, respectivamente, ante 2021).

Importações em alta

Em 2022, as importações de calçados também tiveram alta. Naquele ano, entraram no Brasil 25,8 milhões de pares por US$ 367 milhões, incrementos 13,7% e 28%, respectivamente, ante 2021. As principais origens seguiram sendo os países asiáticos (Vietnã, Indonésia e China, que juntos responderam por mais de 80% das importações).

Quem mais exportou calçados para o Brasil em 2022, em pares, foi a China, que embarcou para cá 10,4 milhões de pares por US$ 49,35 milhões, altas de 5,6% e 34,6%, respectivamente, ante 2021. A segunda origem das importações foi o Vietnã, de onde foram importados 8,22 milhões de pares por US$ 175,43 milhões, incrementos de 6,2% e 17,3%, respectivamente, ante 2021. Completando o ranking apareceu a Indonésia, que enviou para o Brasil 3 milhões de pares por US$ 61,5 milhões, altas de 5% e 25%, respectivamente, no comparativo com o ano anterior. Em partes – cabedais, saltos, solados, palmilhas etc – as importações somaram US$ 30,3 milhões, 26% mais do que em 2021. As principais origens foram a China, seguida por Vietnã e Paraguai. Os relatórios completos podem ser obtidos no drive.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/01/2023 0 Comentários 440 Visualizações
Business

Abicalçados estima que produção do setor deve crescer 1,6% em 2023

Por Amanda Krohn 12/12/2022
Por Amanda Krohn

Com a projeção de terminar 2022 com um crescimento estimado em 3% (para 843,8 milhões de pares), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) projeta incremento mais tímido para 2023: 1,6% (para 857,3 milhões de pares). O menor ritmo de crescimento se dá pela desaceleração internacional e inflação mundial, provocadas, principalmente, pela guerra no Leste Europeu, e pelo retorno gradual da China no mercado internacional, o que deve provocar uma queda de 5,7% nas exportações de calçados ao longo do próximo ano.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o mercado interno deve ter mais peso na performance do setor ao longo de 2023. “Ocorrerá uma inversão. Em 2022, tivemos um pico nas exportações de calçados, algo que deve se ajustar para 2023. Ainda assim, mantendo-se 15,3% acima de 2019. Já o mercado doméstico, que responde por cerca de 85% das nossas vendas, deve ter maior relevância para o desempenho”, avalia o executivo, ressaltando que, neste contexto, deve influenciar o endividamento recorde das famílias brasileiras – hoje em 79%. “Mesmo prevendo um ano mais difícil do que 2022, vamos crescer, como de praxe, acima do PIB brasileiro, que tem uma previsão de crescimento de 0,75% para 2023”, acrescenta Ferreira.

Peso das exportações

Segundo o dirigente da Abicalçados, o ano de 2022 foi de recuperação para a atividade, após as perdas provocadas pela pandemia de Covid-19. Dados mais recentes elaborados pela entidade apontam que, entre janeiro e novembro, as exportações de calçados somaram 129,2 milhões de pares e US$ 1,2 bilhão, incrementos de 16,7% e de 49%, respectivamente, ante o mesmo período de 2021. Diante de um último trimestre de desaquecimento na economia internacional e o aumento da presença chinesa no mercado mundial do setor, a expectativa é encerrar 2022 com um incremento de 14% no volume embarcado, em relação a 2021. “O coeficiente das exportações – vendas internacionais sobre o total fabricado girou em torno de 17% ao longo de 2022. Para o próximo ano, devemos ter um ajuste para 15% nesse índice”, projeta. Já as vendas domésticas, conforme o IBGE, cresceram 4% entre janeiro e outubro em relação ao mesmo período de 2021.

A recuperação das exportações ao longo de 2022 refletiu diretamente na geração de empregos, principalmente porque os embarques cresceram, em sua maioria, no segmento de calçados de maior valor agregado – couros -, que exigem mais mão de obra na fabricação. Dados elaborados pela Abicalçados apontam que, entre janeiro e outubro foram gerados 43,5 mil postos de trabalho na atividade, somando um estoque de cerca de 310 mil pessoas empregadas diretamente na indústria calçadista, 12% mais do que no ano passado, o melhor resultado dos últimos sete anos.

Projeções 2023

Produção de calçados: +1,6%
Exportações de calçados: -5,7%
Coeficiente de exportação: 15%

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
12/12/2022 0 Comentários 577 Visualizações
Business

Indústria calçadista gerou 43,5 mil empregos no Brasil até outubro

Por Amanda Krohn 30/11/2022
Por Amanda Krohn

Mesmo perdendo 842 postos de trabalho em todo o Brasil em outubro, dados do Ministério do Trabalho e Previdência elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que as fábricas calçadistas brasileiras somaram, nos dez meses do ano, 43,5 mil novos postos de trabalho na atividade. Com isso, o setor soma 309,7 mil empregados diretos em todo o País, 12% mais do que no mesmo período do ano passado. Já no comparativo com a pré-pandemia, em 2019, o incremento de 2022 é de 8,8%.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que o dado de outubro já reflete o desaquecimento da demanda para alguns mercados. “Com o menor volume de encomendas, a produção é menor. Nos próximos meses, devemos enfrentar um desaquecimento da economia tanto no mercado interno quanto externo, provocado por fatores macroeconômicos, como a crise internacional e o aumento da inflação. Mesmo assim, devemos encerrar 2022 com uma produção 3,9% maior em relação ao ano passado”, comenta.

Estados

Maior empregador do setor calçadista no Brasil, o Rio Grande do Sul somou a geração de 9,4 mil postos de trabalho na atividade nos dez meses do ano. Com isso, a indústria gaúcha encerrou outubro com 85,25 mil pessoas empregadas na atividade, 8,4% mais do que no mesmo período do ano passado. Tendo gerado 8,9 mil empregos na atividade nos dez primeiros meses de 2022, a indústria calçadista do Ceará é a segunda maior empregadora da atividade no Brasil, com um total de 70,4 mil pessoas empregadas, 12,7% mais do que em outubro de 2021. Na sequência entre os principais empregadores da indústria calçadista brasileira aparecem a Bahia, que gerou 8,88 mil empregos no ano e soma 44,57 mil postos no setor (25,2% mais do que em 2021); e São Paulo, que criou 7,4 mil vagas na atividade e soma 36,2 mil pessoas trabalhando na indústria de calçados (13,6% mais do que em 2021).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/11/2022 0 Comentários 673 Visualizações
Business

Produção de calçados do primeiro trimestre de 2023 deve ser comercializada na Zero Grau

Por Amanda Krohn 19/11/2022
Por Amanda Krohn

O setor calçadista brasileiro comemora este ano um excelente desempenho, quando conseguiu recuperar índices como produção, empregabilidade e exportações semelhantes ao período anterior a pandemia do coronavírus. E parece que este momento econômico deve continuar linear no próximo ano. Pelo menos esta é a expectativa dos expositores da Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios, que ocorre a partir da próxima segunda-feira, 21, e se estende até quarta-feira, 23, no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado, (RS).

O diretor da Merkator Feiras e Eventos, promotora da feira, Frederico Pletsch, afirma que as expectativas são altas. “Nunca fizemos uma feira tão grande com coleções para a temporada fria do ano. Só este dado já demostra a importância deste evento para o setor”, diz. “E a expectativa da indústria está tendo uma resposta positiva por parte do varejo. Teremos um número expressivo de lojistas nacionais e importadores de diversas partes do mundo que estão ávidos para comprar o calçado brasileiro”, completa.

O empresário paulista, Antônio Alves de Castro, diretor administrativo da Jotapê, de Franca, diz que vem para a feira a fim de fechar o cronograma de sua linha de produção dos meses de janeiro, fevereiro e março. “Esta feira é decisiva para manter a roda do setor nos primeiros meses do ano. Sempre planejamos o nosso fluxo contando com as vendas e muito dos encaminhamentos de pedidos que recebemos nesta feria do varejo nacional”, diz o calçadista. Segundo ele, 15% da produção anual é comprometida na Zero Grau. “Também vendemos reposição para o verão, o que acreditamos que nesta edição será muito forte, pois os lojistas estão sinalizando que seus estoques estão bem baixos para as festas de final de ano e também para o alto verão”.

Outro produtor de calçados masculinos, também de Franca, Fernando Parra Rodrigues, diretor comercial e industrial da Ferriceli, afirma que seu interesse nesta feira é praticamente o mercado externo. “Esta é uma feira que vem muitos importadores de grande relevância. Aqui fechamos todos os nossos contratos com o exterior. O convite para o importador é criterioso e a feira sempre convida o grande comprador”, diz o empresário. Ele comemora a sua participação, pois consegue garantir 30% de sua produção anualmente nos pavilhões do Serra Park. Já presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas (RS), o maior polo de calçados femininos do Brasil, João Batista Vargas de Souza, projeta uma feira com uma movimentação comercial intensa. “Acredito que as vendas serão bem fortes e todos os lojistas vão querer ter produtos e novidades para atrair seus clientes e movimentar seus clientes logo no início do próximo outono”, diz Souza.

O Grupo de Importadores formado pela Merkator e Sindicatos parceiros está trazendo 75 compradores da Ásia, Europa e das três Américas, de 24 países destes três continentes. “Este número é apenas dos importadores que estamos trazendo num esforço da Merkator e dos próprios industriais através de suas entidades de classe”, diz Roberta Pletsch, diretora de Relacionamento da Merkator Feiras e Eventos, promotora da feira. Ela enfatiza que este número, em algumas feiras, cresce em até 10 vezes com importadores que chegam ao evento por conta própria. “Mas este dado só teremos no final do mês de novembro”, diz ela. Além de estreitar laços com os compradores estrangeiros e abrir novos canais de venda, a feira pode servir como mais uma plataforma para a indústria nacional manter o ritmo de crescimento nas vendas internacionais.

Serviço

O quê: Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios
Data: 21, 22 e 23 /11 (segunda, terça e quarta-feira), das 9h às 19h
Onde: Serra Park, em Gramado /RS

Foto: Dinarci Borges/Divulgação | Fonte: Assessoria
19/11/2022 0 Comentários 497 Visualizações
Business

Exportações de calçados desaceleram em outubro

Por Amanda Krohn 07/11/2022
Por Amanda Krohn

Depois de oito meses consecutivos de altas em relação a 2021, as exportações de calçados caíram, em pares, pelo segundo mês consecutivo. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em outubro, foram embarcados ao exterior 11,23 milhões de pares, que geraram US$ 114 milhões, queda de 12,7% em volume e incremento de 21,4% em receita em relação ao mesmo mês do ano passado. Em setembro, as exportações, em pares, já haviam caído 6%, o que aponta para uma desaceleração no mercado internacional. No acumulado dos dez meses o saldo ainda é positivo. Entre janeiro e outubro, os calçadistas somam o embarque de 119 milhões de pares por US$ 1,1 bilhão, incrementos tanto em volume (+20,2%) quanto em receita (+55%) em relação ao mesmo período do ano passado. Em relação ao nível pré-pandemia, o setor acumula crescimentos de 35% e 24%, respectivamente, em valor e volume.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, explica que o revés em volume nos dois últimos meses é reflexo do desaquecimento da economia mundial. “Conforme o FMI, mais de um terço da economia global vai se contrair este ano ou no próximo, enquanto as três maiores economias – Estados Unidos, a União Europeia e a China – continuarão a desacelerar. Certamente teremos impacto no setor de calçados”, comenta. Segundo o dirigente, no mês de outubro os Estados Unidos importaram 44% menos calçados brasileiros no comparativo com o mesmo mês de 2021. Outro fator que explica a queda dos embarques é a Argentina, segundo principal destino do calçado brasileiro no exterior. Em crise e com inflação elevada, o país vizinho importou 36% menos calçados brasileiros no mês de outubro, em relação ao mesmo mês do ano passado.

Destinos

Entre janeiro e outubro, o principal destino do calçado brasileiro no exterior foi os Estados Unidos, para onde foram embarcados 16,24 milhões de pares que geraram US$ 296 milhões, incrementos tanto em volume (+38,2%) quanto em receita (+66,6%) em relação ao mesmo período do ano passado. O segundo principal destino do calçado verde-amarelo no exterior foi a Argentina. Entre janeiro e outubro, foram exportados para lá 14,34 milhões de pares, que geraram US$ 157,64 milhões, altas tanto em volume (+33,2%) quanto em receita (+70,6%) em relação ao mesmo ínterim de 2021.

A França aparece como o terceiro destino do calçado brasileiro no mercado internacional. Nos dez meses do ano, os franceses importaram 5,54 milhões de pares verde-amarelos por US$ 54 milhões, queda de 10,2% em volume e alta de 7,3% em receita no comparativo com o mesmo período do ano passado.

Estados

O principal exportador de calçados do Brasil é o Rio Grande do Sul. Entre janeiro e outubro, partiram das fábricas gaúchas rumo ao exterior 36,57 milhões de pares, que geraram US$ 520,6 milhões, aumentos de 42% e de 64,3%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado. O segundo exportador do País no período foi o Ceará, que registrou o embarque de 34,78 milhões de pares que geraram US$ 227,8 milhões, incrementos de 16% em volume e de 36,6% em receita no comparativo com o mesmo período de 2021.

Na terceira posição entre os exportadores de calçados aparece São Paulo. Entre janeiro e outubro, partiram das fábricas paulistas 9 milhões de pares por US$ 117,8 milhões, incrementos tanto em volume (+32%) quanto em receita (+57%) ante o mesmo intervalo do ano passado. Minas Gerais apareceu na quarta posição entre os exportadores de calçados, com incrementos tanto em volume (+28,2%) quanto em receita (+77%) em relação ao mesmo período do ano passado. Nos dez meses, as fábricas mineiras embarcaram 10,9 milhões de pares, que geraram US$ 70,5 milhões.

Importações em elevação puxadas pelos asiáticos

Ao mesmo tempo em que as exportações de calçados apontam para uma desaceleração, as importações do setor estão em elevação. Puxadas pelos países asiáticos – Vietnã, Indonésia e China -, que respondem por quase 85% do total importado em calçados pelo Brasil, no mês de outubro as importações somaram 1,63 milhão de pares por US$ 33 milhões, elevação de 54% em volume e de 95,3% em receita na relação com outubro de 2021. Principal origem do calçado importado, o Vietnã exportou 80% mais calçados para o Brasil no comparativo com outubro passado, enquanto a Indonésia exportou 83% mais e a China 34%.

No acumulado dos dez meses do ano, as importações de calçados somaram 22 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 304,4 milhões, altas tanto em volume (+25%) quanto em receita (+21%) em relação ao mesmo intervalo do ano passado. No período, a principal origem do calçado importado foi o Vietnã (6,7 milhões de pares e US$ 141,84 milhões, queda de 5,3% em volume e alta de 3% em receita na relação com o mesmo intervalo de 2021). Na sequência, aparecem como principais origens do calçado importado pelo Brasil a Indonésia (2,57 milhões de pares e US$ 52 milhões, altas de 17% e 25,3%, respectivamente) e China (9,2 milhões de pares e US$ 43,4 milhões, incrementos de 52,2% e 48,4%, respectivamente). Em partes para calçados – cabedais, saltos, solados, palmilhas etc -, as importações dos dez meses do ano somaram US$ 24 milhões, 13% mais do que no mesmo intervalo do ano passado. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/11/2022 0 Comentários 549 Visualizações
Business

Feira Zero Grau prepara o varejo calçadista para as vendas de 2023

Por Amanda Krohn 27/10/2022
Por Amanda Krohn

A Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios, que ocorre de 21 a 23 de Novembro, tem o objetivo de preparar o varejo para as vendas do próximo ano, especialmente para a abertura da coleção fria nas vitrines.  No evento, que será realizado no Centro de Eventos do Serra Park, em Gramado (RS), serão apresentados os principais lançamentos para outono-inverno 2023. Com expectativa para os resultados, os empreendedores já estão se planejando para comparecer à Feira e fazer suas escolhas.

Acreditando em boas vendas para o consumidor final, apostando em linhas mais arrojadas como coturnos e botas montaria, a lojista Ludimilla Souza, de Anápolis, Goiás, acredita que irá fazer seu estoque de inverno na feira. “Mesmo com clima quente da região, as minhas clientes consomem muito calçados fechados. São produtos indispensáveis no guarda-roupa das mulheres. Os calçados são exibidos em festas locais e realmente dão o glamour para os looks femininos”, acentua a varejista, que também busca outros produtos diferenciados.

Já o lojista Denildo Pereira de Souza, do grupo Piriquito Foka Calçados, de Sorocaba, com 17 lojas espalhadas em São Paulo, afirma que além das compras necessárias para a próxima temporada vem para a Zero Grau também para fazer alguns passeios e aproveitar a estrutura de Gramado para descansar um pouco e recarregar as baterias. “Acho as feiras na serra gaúcha perfeitas, pois unem os negócios com turismo, uma proposta moderna e muito difundida no mundo” diz ele. Mas o foco são as compras e ele pretende comprar 70% de sua demanda nos estandes dos expositores da Zero Grau.

Com o objetivo de comprar calçados e acessórios para a próxima temporada fria, está o empresário Claudinei Nunes de Siqueira, dos grupos Oscar Calçados, Jô Calçados e Carioca Calçados com 112 lojas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. “Não faço nossas compras totais na feira, mas sim, o pedido mãe para todas as redes que é reforçado ao longo dos próximos meses. Faço a separação dos modelos e chego a comprar praticamente 25% da nossa necessidade”, diz Siqueira. Esta viagem para a Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios marca também o desejo de conhecer a linha de marketing, o apoio aos lojistas, enfim, o posicionamento das marcas”, ressalta ele. Todo este movimento, segundo Siqueira, vai proporcionar o crescimento do grupo que tem a meta de atingir o número de 200 lojas até 2025.

Foto: Dinarci Borges/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/10/2022 0 Comentários 657 Visualizações
Business

Participação brasileira na Micam gera mais de US$ 32 milhões

Por Amanda Krohn 22/09/2022
Por Amanda Krohn

A participação de 60 marcas brasileiras de calçados na Micam Milano, uma das principais feiras de calçados do mundo, deve gerar mais de US$ 32 milhões entre negócios efetivados e alinhavados no evento. O número está em relatório da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que promoveu a participação verde-amarela por meio do Brazilian Footwear, programa realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A feira italiana aconteceu entre 18 e 20 de setembro, em Milão/Itália.

Com 612 mil pares comercializados no evento, aos quais devem ser somados mais de 1,7 milhão de pares em negócios que ficaram alinhavados, a participação foi considerada positiva pela Abicalçados. A analista de Promoção Comercial da entidade, Paola Pontin, avalia que, em relação à edição de 2019, o incremento em valores gerados foi de mais de 20%. “Fazia tempo que não se via uma edição da Micam assim. Grande parte dos expositores ficou satisfeito com os resultados, demonstrando uma retomada nos negócios e nas expectativas”, comemora a analista, destacando que a demanda para o calçado brasileiro no exterior está em crescimento.

Expectativas superadas

A retomada da maior feira de calçados do mundo sem as restrições impostas pela pandemia de Covid-19 animou os expositores brasileiros. O gerente de Exportação da Pegada, Juliano Fontes, destaca que todas as expectativas foram superadas. “Abrimos novos mercados na África do Sul e Sudão, além de mantermos e ampliarmos a participação em países da Europa e do mundo árabe, com destaque para Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos”, conta, ressaltando que nesta edição o mercado estava muito focado em negócios.

Participando pela primeira vez de uma feira internacional, a marca Voices saiu bastante satisfeita. “Mais do que negócios gerados, tivemos contatos com compradores de 35 países. Nossas expectativas iniciais foram todas superadas”, avalia a representante da marca, Natália Schneider. Para o gerente de Exportação da Cecconello, Matheus Oppitz, a Micam foi importante para manutenção e ampliação do mercado europeu, por meio da captação de novos distribuidores e compradores, que nesta edição estavam mais em busca da marca do que produção private label – marca do cliente. Segundo ele, a feira italiana sinalizou claramente uma retomada do mercado internacional, inclusive com a abertura de clientes em países nos quais a marca ainda não atuava, como Romênia e Grécia. “Notamos uma demanda crescente pelos produtos brasileiros”, conta.

Sustentabilidade

Durante a feira, o Brazilian Footwear contou com um espaço dedicado à sustentabilidade, promovendo nove empresas brasileiras participantes do Origem Sustentável, único programa do mundo a certificar práticas de ESG na cadeia produtiva do calçado. “Foi a primeira vez que nos posicionamos desta forma na Micam e tivemos uma ótima receptividade. Recebemos muitos visitantes, de compradores e da imprensa, interessados em entender mais sobre a sustentabilidade na indústria brasileira e também conhecer as empresas sustentáveis que estavam participando da Micam”, avalia Paola.

Em processo de certificação no Origem Sustentável, a Pegada participou do espaço e teve grande visibilidade. “A certificação oferece às empresas brasileiras o respaldo internacional, pois traz em si padrões mundiais de ESG”, destaca Fontes. Segundo ele, a adesão ao programa auxilia no posicionamento da Pegada como indústria sustentável, abrindo e ampliando mercados internacionais.

Acompanhando a ação, a gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, destaca que a iniciativa mostrou a assertividade do posicionamento do calçado brasileiro como oriundo de uma indústria sustentável. “O setor calçadista brasileiro, com práticas de excelência em sustentabilidade no seu conceito mais amplo, é uma referência internacional na área. Na feira, ficou muito claro que estamos na vanguarda mundial, unindo a produção sustentável com aspectos relevantes de design, qualidade e criatividade”, comenta a gerente.

Origem Sustentável

Levando em consideração as dimensões ambiental, econômica, social e cultural traduzidos em indicadores desenvolvidos em consonância com parâmetros internacionais de ESG, o Origem Sustentável é uma promoção da Abicalçados e Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) com o objetivo de certificar a cadeia produtiva, de fornecedores a produtores de calçados. Atualmente o programa conta com mais de 20 empresas certificadas e outras 60 em processo de certificação.

A feira

Reunindo mais de 1,2 mil expositores de calçados de todo o mundo, a 94ª edição da Micam Milano ocupou um espaço de 60 mil metros quadrados no centro de exposições Fiera Milano e recebeu mais de 45 mil visitantes de 130 países.

Participaram da Micam Milano, com o apoio do Brazilian Footwear, as marcas Actvitta, Adrun, Ala, Alex Senne, Anatomic Shoes, Andacco, Andine, Awana, Bebecê, Beira Rio Conforto, Bibi, Boaonda, BR Sport, Campesi, Capelli Rossi, Carrano, Cecconello, Cocco New York, Comfortflex, Cristófoli, Dakota, Democrata, Ferracini, Guilhermina, Itapuã, Jorge Bischoff, Killana, Kolosh, Kolway, Levecomfort, Lia Line, Light Gel, Loucos&Santos, Luiza Barcelos, Luz da Lua, Madeira Brasil, Mississipi, Modare Ultra Conforto, Moema, Moleca, Molekinha, Molekinho, Opananken, Pegada, Petite Jolie, Piccadilly, Pink Cats, Ramarim, Santa Lolla, Savelli, Stéphanie Classic, Tabita, Usaflex, Verofatto, Via Uno, Vizzano, Voices Culture, Werner, Wirth e Zatz.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

22/09/2022 0 Comentários 1,1K Visualizações
Business

Exportações de calçados aumentaram 35% em relação à pré-pandemia

Por Amanda Krohn 08/09/2022
Por Amanda Krohn

Recuperada das quedas provocadas durante a pandemia de Covid-19, a indústria calçadista brasileira comemora bons resultados nas exportações de calçados. Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e agosto foram embarcados 97,57 milhões de pares, que geraram US$ 880,88 milhões, altas de 29,7% em volume e de 62,7% em receita na relação com igual período do ano passado. Já em relação ao mesmo intervalo na pré-pandemia, em 2019, os incrementos são de 29,4% em pares e de 35,6% em receita gerada. Segregando apenas o mês de agosto, foi registrado o embarque de 10,7 milhões de pares por US$ 117,43 milhões, o melhor resultado mensal de 2022. O crescimento no comparativo com agosto passado é de 15% em volume e de 50,4% em receita.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, avalia que os países latino-americanos seguem sendo determinantes para a performance, com destaque para o Chile, que se consolida como o quarto destino do calçado brasileiro no exterior. “O Brasil vem ganhando muito espaço no Chile. Hoje somos o quarto principal fornecedor de calçados daquele país”, avalia. Além do incremento das exportações para a América Latina, Ferreira destaca que o preço médio do calçado brasileiro também aumentou, passando de pouco mais de US$ 8 para US$ 11. “Existe um aumento da demanda internacional por calçados e, neste momento de enfraquecimento gradual da China como um grande player do setor, o mundo volta seus olhos para o produto brasileiro, pois temos a maior indústria de calçados fora da Ásia e capacidade produtiva para atender o mercado internacional”, comenta o executivo.

Destino

Principal destino do calçado brasileiro no exterior, em agosto os Estados Unidos importaram 1,34 milhão de pares verde-amarelos, pelos quais foram pagos US$ 38 milhões, estabilidade em volume e aumento de 57% em receita relação ao mesmo mês de 2021. No acumulado de janeiro a agosto, foram embarcados para lá 14,35 milhões de pares, que geraram US$ 246,3 milhões, incrementos tanto em volume (+57,2%) quanto em receita (+84,6%) em relação ao mesmo período do ano passado.

O segundo destino do calçado brasileiro segue sendo a Argentina, apesar da crise interna e da resolução do Banco Central da República Argentina (BCRA) que altera o acesso ao Mercado único de Câmbio para pagamento de importações e que libera os pagamentos das mercadorias importadas somente após 180 dias. No mês de agosto, os hermanos importaram 1,5 milhão de pares por US$ 17,6 milhões, queda de 8,4% em volume e incremento de 49,7% em receita na relação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado dos oito meses de 2022, foram embarcados para lá 11,7 milhões de pares, que geraram US$ 127,42 milhões, incrementos tanto em volume (+50,9%) quanto em receita (+84%) em relação ao mesmo intervalo de 2021.

O terceiro destino do calçado brasileiro em 2022 é a França, que em agosto importou 166,35 mil pares, que geraram US$ 2,8 milhões, quedas de 55,2% e de 44,4%, respectivamente, ante o mesmo ínterim do ano passado. No acumulado, os franceses importaram 5 milhões de pares por US$ 43,7 milhões, altas de 15% em volume e de 11,4% em receita na relação com intervalo correspondente de 2021.

Estados exportadores

O principal exportador de calçados do Brasil segue sendo o Rio Grande do Sul, de onde partiram, entre janeiro e agosto, 29,16 milhões de pares, que geraram US$ 413,95 milhões, altas de 50,2% e de 72,6%, respectivamente, ante o mesmo período do ano passado.

Logo em seguida aparece o Ceará, que entre janeiro e agosto exportou 28,58 milhões de pares por US$ 182 milhões, incrementos de 26,7% em volume e de 43% em receita em comparação com o mesmo intervalo de 2021. No terceiro e quarto postos entre os exportadores de calçados aparecem São Paulo (7 milhões de pares e US$ 90,14 milhões, incrementos de 29% e 55,6% ante mesmo período de 2021) e Minas Gerais (9,47 milhões de pares e US$ 58,44 milhões, altas de 43% e 87% no comparativo com período correspondente do ano passado).

Importações

Entre janeiro e agosto, as importações de calçados somaram 18,4 milhões de pares e US$ 234,3 milhões, altas de 20,7% em volume e de 10,4% em receita na relação com o mesmo período de 2021. As principais origens foram Vietnã (5 milhões de pares e US$ 106,17 milhões, quedas de 17,7% e de 13,2%, respectivamente, ante 2021), Indonésia (2 milhões de pares e US$ 40,27 milhões, altas de 12% e 23%) e China (8,6 milhões de pares e US$ 35,13 milhões, incrementos de 55,2% e 54,4%). Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações acumuladas somaram US$ 18,94 milhões e as principais origens foram China, Vietnã e Paraguai. As tabelas completas estão disponíveis aqui.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/09/2022 0 Comentários 450 Visualizações
Business

Setor calçadista ultrapassa marca de 300 mil empregos no Brasil

Por Amanda Krohn 05/09/2022
Por Amanda Krohn

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, entre janeiro e julho, a indústria calçadista nacional criou 34,8 mil postos de trabalho. Com isso, encerrou julho empregando, diretamente, 301,1 mil pessoas no País, o melhor registro desde abril de 2017. Em relação ao mesmo período de 2021, o setor está com estoque de empregos 18,5% maior. Já em relação ao mesmo intervalo de 2019, na pré-pandemia, o registro aponta para incremento de 7,9%.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que a recuperação das vendas no varejo doméstico, somada às exportações, vêm sendo determinantes para a criação das vagas. Entre janeiro e junho, conforme dados mais recentes do IBGE, as vendas de calçados aumentaram mais de 17%, no comparativo com o primeiro semestre do ano passado. Já as exportações de calçados, entre janeiro e julho, somaram o embarque de 86,87 milhões de pares, 32% mais do que no mesmo intervalo de 2021. “O setor calçadista, por ser intensivo em mão de obra, responde muito rapidamente aos estímulos da demanda”, avalia o executivo.

Estados

Com a criação de 8,5 mil postos de trabalho entre janeiro e julho, a indústria calçadista do Rio Grande do Sul é a que mais emprega na atividade. No final do mês sete, o setor gaúcho empregava um total de 84,35 mil pessoas, 15,46% mais do que no mesmo período de 2021. O segundo estado que mais emprega na atividade é o Ceará, que nos primeiros sete meses do ano criou 6,33 mil vagas na atividade. Com isso, terminou o mês de julho empregando 67,84 mil pessoas, 15,48% mais do que no intervalo correspondente do ano passado.

No terceiro posto entre os maiores empregadores da atividade, a Bahia registra um incremento de 31,1% nos postos gerados pela indústria calçadista em relação a julho do ano passado. Nos sete primeiros meses do ano, o setor local gerou 6,7 mil vagas, somando um total de 42,38 mil pessoas empregadas na atividade.  Tendo gerado 6,13 mil vagas nos primeiros sete meses de 2022, a indústria calçadista de São Paulo encerrou julho com 34,9 mil pessoas empregadas na atividade, 24,5% mais do que no mesmo período do ano passado. Confira a tabela com dados dos estados no link.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/09/2022 0 Comentários 516 Visualizações
Notícias mais recentes
Notícias mais antigas

Edição 302 | Dez 2025 - Jan 2026

Entrevista | Duda Cansi explica como transformar caos em clareza nos negócios

Economia | Corecon-RS, FCCS-RS e Fecomércio projetam a economia gaúcha para 2026

Educação | Fundação Projeto Pescar completa 50 anos

Saúde | A invisibilidade da pressão psicológica enfrentada por líderes e empreendedores

Acompanhe a Expansão

Facebook Twitter Instagram Linkedin Youtube

Notícias mais populares

  • 1

    Cidades atendidas pelo Sebrae RS são destaque em ranking nacional de desburocratização

  • 2

    Fintech gaúcha Appmax abre mais de 120 vagas de emprego

  • 3

    Divulgados os projetos que receberão R$ 3 milhões do Fundo Social 2026

  • 4

    Paleta Atlântida reúne público de 180 mil pessoas em celebração do churrasco à beira-mar

  • 5

    ”Economia Prateada: um consumidor que vale ouro” será tema de palestra no Sindilojas Vale Germânico

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Linkedin
  • Youtube
  • Email

© Editora Pacheco Ltda. 1999-2022. Todos os direitos reservados.


De volta ao topo
Expansão
  • INÍCIO
  • NOIVAS
  • CATEGORIAS
    • Business
    • Cidades
    • Cultura
    • Ensino
    • Gastronomia
    • Moda e beleza
    • Projetos especiais
    • Saúde
    • Variedades
  • EDIÇÕES ONLINE
  • Bicentenário
  • SOBRE
  • ASSINE
  • FALE CONOSCO