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Business

Indústria gaúcha cresce em maio, mas estoques em alta preocupam setor

Por Jonathan da Silva 26/06/2025
Por Jonathan da Silva

A produção industrial do Rio Grande do Sul registrou crescimento em maio de 2025, com índice de 51,5 pontos na Sondagem Industrial divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Sistema Fiergs. O número, acima da marca de 50 pontos, indica expansão na comparação com abril e supera a média histórica para o mês, de 47,3 pontos. Apesar do avanço, o acúmulo de estoques acima do planejado acendeu um alerta no setor.

Os estoques de produtos finais aumentaram pelo segundo mês consecutivo. O índice de evolução mensal chegou a 53,5 pontos, enquanto o que mede a diferença em relação ao planejado foi de 53 pontos. Segundo o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, o acúmulo pode sinalizar uma demanda abaixo da expectativa das empresas. “A indústria tende a reduzir a fabricação para desovar esses estoques acumulados antes de retomar os níveis normais de produção”, afirmou Bier.

Emprego registra leve crescimento

O número de empregados na indústria teve leve aumento em maio, com índice de 50,2 pontos — valor superior à média histórica do mês, de 47,8. De acordo com Bier, esse desempenho é positivo em relação ao padrão do período. “A indústria gaúcha não apenas superou o padrão histórico de queda do emprego comum para o período, mas conseguiu gerar vagas”, comentou o presidente da entidade.

Capacidade instalada segue abaixo do normal

A utilização da capacidade instalada (UCI) foi de 69% em maio, uma queda de um ponto percentual em relação a abril, mas 1,4 ponto acima da média histórica. No entanto, a percepção dos empresários segue negativa: o índice que avalia o nível como “usual” ficou em 43,8 pontos. Desde dezembro de 2024, a avaliação permanece abaixo da linha de normalidade.

Expectativas para os próximos meses

As previsões para os próximos seis meses apontam um cenário de baixo dinamismo, segundo a pesquisa realizada entre 2 e 11 de junho. As expectativas variaram entre queda, estabilidade e leve otimismo, dependendo do indicador analisado:

  • Emprego: caiu de 50,4 pontos em maio para 49,3 em junho
  • Exportações: de 50,4 para 49,9
  • Compras de matérias-primas: de 51,1 para 50,2
  • Demanda: aumentou de 52 para 52,7 pontos

Já a intenção de investir apresentou leve retração, passando de 56,3 em maio para 54,3 pontos em junho. Apesar da queda, o índice ainda está acima da média histórica de 51,9 pontos. Segundo a pesquisa, 58,3% dos empresários gaúchos pretendem investir, definitivamente ou provavelmente, nos próximos seis meses.

A pesquisa

A Sondagem Industrial consultou 158 empresas: 35 pequenas, 52 médias e 71 grandes. O levantamento completo está disponível no site do Observatório da Indústria, em observatoriodaindustriars.org.br/inteligencia-areas/sondagem-industrial

Fotos: UserTRMK/Freepik/Reprodução e Fiergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
26/06/2025 0 Comentários 253 Visualizações
Cidades

Fiergs leva projeto de interiorização para Santa Rosa nesta quinta-feira

Por Jonathan da Silva 24/06/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs realizará mais uma edição do projeto Rota Fiergs nesta quinta-feira, 26 de junho, desta vez em Santa Rosa, no Parque de Exposições Alfredo Leandro Carlson, com início às 11h30min. A iniciativa tem como objetivo interiorizar as ações da entidade e fortalecer sua atuação junto às indústrias da região noroeste do Rio Grande do Sul.

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, lidera a comitiva que contará com diretores e coordenadores dos conselhos e comitês temáticos da entidade. Durante a visita, eles se reunirão com presidentes de sindicatos e representantes das indústrias locais para ouvir demandas, discutir prioridades e anunciar ações e projetos voltados à região. O vice-presidente regional da Fiergs no noroeste, Otto Trost, também participa do encontro.

A região noroeste é composta por 133 municípios, como Santa Rosa, Panambi, Cruz Alta, Ijuí e Santo Ângelo, e abriga, conforme o Sistema Fiergs, mais de 5,8 mil indústrias — o que representa 11,3% das quase 52 mil empresas industriais do Rio Grande do Sul.

De acordo com o presidente Claudio Bier, a proposta do projeto é fortalecer a conexão entre a entidade e as pequenas e médias empresas do interior. “O Rota Fiergs é um projeto fundamental para que estejamos cada vez mais presentes em todas as regiões gaúchas. As imersões nos permitem momentos de conexão e diálogo para que possamos construir, de forma colaborativa, soluções voltadas ao fortalecimento do setor”, afirmou o dirigente.

Programação inclui apresentações e workshop

A programação do dia inclui a abertura oficial com as lideranças do Sistema Fiergs às 13h30min, seguida pela apresentação institucional do novo modelo de gestão e das metas integradas da entidade, com a diretora de Relações Institucionais, Ana Paula Werlang, e a diretora geral do Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta. Às 15h, será realizado um workshop colaborativo para identificação das prioridades regionais, seguido da apresentação dos cenários econômicos pelo economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, às 16h40min. A apresentação final das prioridades ocorrerá às 17h.

Fórum de Líderes encerra a agenda

A programação se encerra com a segunda edição do Fórum de Líderes, às 18h, no restaurante da Fenasoja, também no Parque de Exposições. O evento é promovido pelo Conselho de Desenvolvimento de Lideranças (Conlider) e será conduzido pelo vice-presidente do Sistema Fiergs e coordenador dos conselhos e comitês temáticos, Clovis Tramontina, ao lado da empresária e fundadora da Malharia Anselmi, Maria Anselmi.

O painel abordará a relação entre liderança e competitividade e reunirá empresários e executivos para discutir estratégias voltadas à inovação, gestão e desenvolvimento de pessoas nas indústrias gaúchas. A participação é gratuita mediante inscrição prévia pelo site forumdelideres2.eventize.com.br.

Programação

  • 11h30min – Recepção aos participantes
  • 13h30min – Abertura oficial com Claudio Bier, Otto Trost, Betuel Brun Sauer e Nerison Paveglio
  • 14h10min – Apresentação institucional com Ana Paula Werlang e Susana Kakuta
  • 15h – Workshop colaborativo para identificação de prioridades
  • 16h40min – Apresentação dos cenários econômicos com Giovani Baggio
  • 17h – Apresentação das prioridades
  • 18h – Fórum de Líderes
Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/06/2025 0 Comentários 289 Visualizações
Projetos especiais

Programa do Sistema Fiergs qualificará 2,4 mil migrantes no RS até 2027

Por Jonathan da Silva 13/06/2025
Por Jonathan da Silva

Um programa voltado ao acolhimento, qualificação e inserção de migrantes e refugiados no setor industrial do Rio Grande do Sul foi lançado nesta quinta-feira (12) em Porto Alegre. A iniciativa, chamada Indústria Acolhedora, foi formalizada pelo Sistema Fiergs por meio da assinatura de um memorando de entendimento com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da Organização das Nações Unidas (ONU). A meta da entidade é atender 2,4 mil pessoas até 2027, com serviços que vão desde apoio na chegada ao Brasil até capacitação profissional e encaminhamento ao mercado.

De acordo com o presidente da Fiergs, Claudio Bier, o programa visa promover oportunidades de trabalho por meio da qualificação profissional. “Muitas das indústrias que hoje são gigantes começaram como pequenos negócios familiares, fruto do trabalho árduo e da visão daqueles que escolheram esta região para recomeçar. É com esse mesmo espírito que desenvolvemos o Indústria Acolhedora, um programa que promove a qualificação e a inserção produtiva de migrantes e refugiados”, afirmou o dirigente.

O chefe de missão da OIM no Brasil, Paolo Giuseppe Caputo, destacou o caráter inédito do programa. “Estas três palavras – acolher, qualificar, incluir – nos guiam. Não se trata apenas de acolher. Se pudermos utilizar uma dessas palavras, precisamos trabalhar com todas elas, juntas. Nenhuma delas é mais importante do que a outra”, pontuou Caputo.

Números e metas

A proposta prevê 660 matrículas em cursos de educação do Sesi-RS e 700 atendimentos em saúde. No Senai-RS, serão 800 vagas em cursos de educação profissional. Pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RS), 240 migrantes deverão participar de workshops e 700 serão cadastrados na plataforma Indústria de Talentos, voltada à inserção no setor industrial.

Segundo o gerente da Divisão de Educação do Senai-RS, Marcio Basotti, os números ainda podem aumentar conforme a evolução do projeto. “A indústria do nosso estado enfrenta desafios importantes. Precisamos trabalhar cada vez mais para alcançar competitividade, ser uma indústria mais produtiva, mais inovadora, que consiga transformar o Rio Grande do Sul em um local de atração e, principalmente, de retenção de pessoas. No momento em que pessoas escolhem nosso estado para viver, o que precisamos fazer é acolhê-las. O programa Indústria Acolhedora vai justamente nesse sentido”, afirmou Basotti.

A empresária, modelo e atriz Luiza Brunet, embaixadora da OIM, participou do lançamento e reforçou a relevância da proposta. “Os imigrantes têm chegado sempre com a esperança de uma vida melhor para suas famílias, para seus filhos, em busca de acolhimento. Mesmo com todas as dificuldades, esse momento é muito importante. Tenho certeza de que os imigrantes que serão acolhidos pela indústria vão se reconectar com o país”, ressaltou Luiza.

Projeto-piloto e próximas etapas

O programa já está em execução na empresa Comil, em Erechim, com ações do Senai e do Sesi. “O Senai está oferecendo cursos de formação profissional para migrantes, e o Sesi já está com cursos de EJA (educação de jovens e adultos), reforçando a educação básica como pilar fundamental para a adaptação. Hoje, mais de 200 pessoas já estão sendo atendidas nessas duas iniciativas. Em breve, o programa será expandido para outras regiões, como Passo Fundo, Caxias do Sul e Vale do Taquari”, ponderou Basotti.

Por trás do projeto

O programa é promovido pelas entidades do Sistema Fiergs – Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS – em parceria com a OIM. Estiveram presentes na cerimônia de assinatura a diretora de Relações Institucionais do Sistema Fiergs, Ana Paula Werlang; o diretor de Comunicação da entidade, Nilson Vargas; a chefe de programas da OIM no Brasil, Michelle Barron; a coordenadora de projetos da Unidade de Integração da OIM no Rio Grande do Sul, Patricia Siqueira; a coordenadora do Escritório da OIM no Paraná, Talita Souza; e a coordenadora de projetos da OIM em Santa Catarina, Carolina Becker.

Foto: Dudu Leal/Fiergs/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/06/2025 0 Comentários 310 Visualizações
Política

Fiergs critica reajuste de 8% no salário mínimo regional aprovado pela Assembleia

Por Jonathan da Silva 04/06/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs manifestou crítica, nesta terça-feira (3), à aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), do projeto de lei do governo estadual que reajusta em 8% o salário mínimo regional. A entidade considera a medida inadequada e injustificável, alegando que o aumento está acima da inflação acumulada de 2,98% desde o último reajuste, em dezembro de 2024, conforme dados do Monitor do INPC da própria federação.

O presidente da Fiergs, Claudio Bier, afirmou que “a aprovação do reajuste do mínimo regional representa um obstáculo à geração de emprego e renda. A medida eleva custos, desestimula o crescimento econômico do estado e compromete a competitividade das empresas gaúchas”.

Bier reiterou que a entidade, junto a outras organizações empresariais do Rio Grande do Sul, defende há muito tempo a extinção do mínimo regional. “Os mais impactados serão, infelizmente, os pequenos e médios industriais, que não dispõem do fôlego financeiro necessário para absorver os efeitos negativos de uma decisão tão descolada da realidade econômica”, destacou o presidente da entidade.

Aumento de custos e risco de estagnação

O coordenador do Conselho de Relações do Trabalho do Sistema Fiergs, Guilherme Scozziero, também criticou o reajuste. “Trata-se de uma decisão que impõe custos adicionais significativos em um momento no qual as empresas ainda enfrentam dificuldades para manter empregos, reconstruir estruturas e retomar suas atividades”, afirmou coordenador.

Scozziero ressaltou que a indústria gaúcha acumula uma retração real de 5% no biênio 2023–2024. “Esse reajuste, desproporcional e acima da inflação, compromete ainda mais a competitividade. A medida pode agravar o quadro de estagnação que afeta a economia industrial no estado”, finalizou o representante da Fiergs.

Fiergs defende negociações diretas

O Sistema Fiergs também reforçou que é favorável à valorização do trabalho, mas defende que as condições de remuneração sejam definidas diretamente entre empresas e trabalhadores. Segundo a entidade, a negociação coletiva permite levar em conta as particularidades de cada setor, localidade e o contexto econômico, sem comprometer a sustentabilidade dos negócios.

Foto: Drazen Zigic/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/06/2025 0 Comentários 348 Visualizações
Variedades

Reforma tributária pode elevar em 19,5% o PIB da construção civil em 15 anos

Por Jonathan da Silva 21/05/2025
Por Jonathan da Silva

A reforma tributária aprovada no final de 2024 deve gerar um aumento de 19,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria da construção civil ao longo dos próximos 15 anos, segundo projeção da Universidade Federal de Minas Gerais apresentada nesta segunda-feira (19) em seminário realizado pelo Sistema Fiergs, em Porto Alegre. Para a indústria como um todo, o incremento estimado é de 16,6%, resultado principalmente da redução no custo dos investimentos.

De acordo com o superintendente de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mario Sergio Carraro Telles, a reforma corrige distorções na produção industrial ao eliminar a cumulatividade e ao permitir melhor alocação de recursos. “É uma mudança de conceito para a indústria”, afirmou Telles, explicando que o novo sistema viabiliza maior eficiência produtiva e organizacional.

A principal mudança da reforma é a unificação de tributos como ICMS, PIS e Cofins em um único Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A transição começará em fase de teste em 2026 e será concluída em 2033. “Essa mudança ocorre gradativamente até que, em 2033, tenhamos a reforma plenamente em vigor. Os efeitos sobre a construção civil também vão ser gradativos, à medida que toda essa transição for acontecendo”, salientou Telles.

O economista da CNI destacou que, atualmente, fornecedores da construção pagam ICMS e o setor é tributado pelo ISS, o que impede o aproveitamento de créditos entre os dois. Com a unificação, esse crédito poderá ser utilizado pela construção civil, o que, segundo ele, “permite que a construção possa se industrializar, ser mais produtiva, oferecer preços menores e construir com mais qualidade”.

Impacto sobre planejamento e estrutura das empresas

O coordenador do Conselho da Indústria da Construção (Consic) do Sistema Fiergs e vice-presidente da entidade, Claudio Teitelbaum, afirmou que a reforma representa uma transformação no sistema brasileiro e terá impactos diretos na operação e nos investimentos das empresas. “As mudanças legislativas aprovadas impactam diretamente a forma como as empresas operam, planejam e investem, especialmente em setores intensivos de mão de obra, com estruturas complexas e margens pressionadas, como é o caso da construção civil, que tem um papel essencial na economia. Geramos milhões de empregos e movimentamos uma vasta cadeia produtiva”, pontuou Teitelbaum.

A diretora de Relações Institucionais do Sistema Fiergs, Ana Paula Werlang, afirmou que a transformação no sistema tributário trará efeitos significativos para o ambiente de negócios. “Estamos atravessando uma transformação profunda do sistema tributário brasileiro e sabendo que essas mudanças terão efeito significativo sobre o ambiente de negócio, especialmente o setor complexo e intensivo em mão de obra, como é o caso da construção civil”, ressaltou Ana Paula, destacando o momento de reconstrução do Rio Grande do Sul.

Eventos como esse, materializam a nossa missão de representar com propósito mais de 52 mil indústrias gaúchas, atuando incansavelmente pela competitividade do setor e pelo desenvolvimento e reconstrução sustentável do Rio Grande do Sul”, salientou Ana Paula Werlang.

Setor deve se adaptar com antecedência

O advogado e vice-presidente da Área Jurídica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Fernando Guedes, alertou para a necessidade de preparação imediata do setor. “Precisam ser feitas adaptações de pessoal, sistemas, processos, de cálculo e precificação; e isso tudo tem de ser visto agora, porque no setor da produção, o produto é de maturação longa. Planejamos hoje para começar a construir daqui um, dois anos, vender daqui a três ou cinco anos. Nesse período há impactos que têm que ser definidos e avaliados desde já pelas empresas”, ponderou Guedes. Segundo o advogado, cerca de 220 mil empresas e aproximadamente 3 milhões de trabalhadores da construção civil serão afetados pelas novas regras no Brasil.

Realização do evento

O seminário Impactos da Reforma Tributária na Indústria da Construção foi promovido pelo Sistema Fiergs por meio do Consic e do Conselho Técnico de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis (Contec), em parceria com a CBIC e apoio da CNI. O evento foi encerrado com uma mesa de debates que contou com a participação do coordenador do Contec, Rafael Sacchi.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
21/05/2025 0 Comentários 338 Visualizações
Variedades

Presidente da Fiergs destaca uso de inteligência artificial na indústria durante visita ao MIT

Por Jonathan da Silva 16/05/2025
Por Jonathan da Silva

O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, participou nesta quinta-feira (15) de uma visita ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, como parte de uma missão brasileira liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O objetivo foi discutir o papel da inteligência artificial (IA) na transformação digital da indústria brasileira, com foco nas potencialidades da tecnologia para diferentes segmentos do setor produtivo.

Segundo Bier, embora setores como metalmecânico, calçadista, têxtil e agroindustrial já estejam adotando soluções baseadas em IA no Rio Grande do Sul, é necessário ampliar o uso da tecnologia para outras áreas industriais. “Setores tradicionais já estão investindo em soluções baseadas em IA, mas o avanço dessa tecnologia depende da intensificação da colaboração entre a academia e o setor produtivo. Isso é crucial para acelerar a transformação digital no estado e permitir que a indústria gaúcha enfrente os desafios da nova economia”, afirmou o líder da entidade.

Interação entre academia e indústria é vista como modelo

Durante a visita, o grupo brasileiro conheceu projetos do MIT, instituição reconhecida mundialmente por sua atuação em pesquisa aplicada e inovação. Bier destacou a proximidade entre o MIT e o setor produtivo como um exemplo a ser seguido. “O MIT trabalha de forma muito próxima à indústria, fomentando constantemente o empreendedorismo, a tecnologia e a inovação. Existe uma forte relação entre a pesquisa aplicada e o setor produtivo, e isso é um diferencial importante para o avanço das tecnologias no Brasil”, pontuou o presidente do Sistema Fiergs.

Estudo da Fiergs aponta crescimento da Indústria 4.0 no RS

De acordo com pesquisa da Fiergs, a Indústria 4.0 é uma realidade em expansão no Rio Grande do Sul. A inteligência artificial tem desempenhado papel central nesse processo, com aplicações como manutenção preditiva, análise de dados em tempo real, robótica avançada e automação inteligente de processos produtivos. “Não temos dúvidas de que, com o uso crescente da inteligência artificial, a indústria gaúcha se posiciona para enfrentar os desafios da nova economia, apostando na tecnologia como aliada para aumentar sua produtividade, sustentabilidade e capacidade de inovação”, comentou Bier.

O que é o MIT

O Massachusetts Institute of Technology (MIT) reúne cerca de mil professores, 3,7 mil pesquisadores e 12 mil alunos, além de contar com 105 prêmios Nobel e 435 patentes. A instituição é considerada uma referência global em pesquisa, inovação e formação de profissionais altamente qualificados.

Foto: Dudu Leal/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/05/2025 0 Comentários 374 Visualizações
Variedades

Ministros do TST debatem transformações no mercado de trabalho em evento na capital

Por Jonathan da Silva 15/05/2025
Por Jonathan da Silva

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) promove, na próxima sexta-feira, 16 de maio, o evento “O Direito do Trabalho em Reconstrução”, com a participação de autoridades e especialistas para discutir as transformações nas relações de trabalho no Brasil. O encontro será realizado a partir das 14h30min, na sede da Fiergs, em Porto Alegre, e contará com painéis voltados à orientação das indústrias gaúchas sobre os desafios do setor.

Os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Hugo Carlos Scheuermann e Ives Gandra da Silva Martins Filho farão a abertura do ciclo de palestras, que abordará temas ligados às mudanças legislativas, novas interpretações jurídicas e o impacto das transformações sociais e econômicas no mercado de trabalho.

Entre os palestrantes confirmados estão o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, Ricardo Martins Costa; o coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab), Guilherme Scozziero; o advogado Benôni Rossi, sócio-diretor do RMM Advogados e conselheiro do Contrab; e o advogado Gáudio Ribeiro de Paula, sócio fundador da Sociedade de Advogados Maschietto e De Paula.

Serviço

  • O quê: Evento “O Direito do Trabalho em Reconstrução”
  • Quando: Sexta-feira, 16 de maio, às 14h30min
  • Onde: Centro de Exposições da Fiergs – Sala 201 Leste e Oeste (Av. Assis Brasil, 8787, Sarandi, Porto Alegre)
  • Quanto: Gratuito (inscrições pelo site da Fiergs)
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
15/05/2025 0 Comentários 318 Visualizações
Variedades

Cenário econômico do Brasil e do RS é tema de palestra com economista da Fiergs

Por Jonathan da Silva 14/05/2025
Por Jonathan da Silva

A palestra Perspectivas econômicas em tempos de incerteza: principais desafios do Brasil e do RS reuniu empresários e gestores do Sindimetal RS nesta segunda-feira (12), na sede da entidade, junto ao Centro das Indústrias, em São Leopoldo. O evento contou com a presença do economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, que abordou os principais cenários macroeconômicos e desafios nacionais e estaduais para os próximos meses.

Durante a apresentação, Baggio analisou variáveis como taxa de câmbio, inflação e juros, além do impacto das tensões geopolíticas no cenário internacional. Segundo ele, “em 2025, com os reflexos da guerra comercial, o PIB do mundo deve crescer menos em relação ao observado nos últimos anos; a inflação deve ser relativamente menor, mas com riscos de alta”. O economista acrescentou que “o índice de incerteza política está em patamares próximos ao registrado no auge da pandemia e o comercial está muito acima do verificado no primeiro Governo de Trump, nos EUA”.

Tarifas americanas e oportunidades para o Brasil

Baggio destacou os efeitos do chamado “tarifaço de Trump”, com cinco pontos principais. “A guerra comercial nunca é um fator bom: Estados Unidos colocar a tarifa é um problema, mas as retaliações é que transformam o conflito em guerra comercial sem vencedores — o comércio mundial só perde”, afirmou o economista. Baggio acrescentou que o Brasil e a América Latina foram relativamente poupados, pois “as tarifas de Trump miraram especialmente nos países asiáticos”.

O economista recomendou cautela ao país diante da instabilidade. “O Brasil deve agir com pragmatismo. Não somos um ator de grande peso no comércio internacional, pois nos falta escala para sustentar os confrontos tarifários”, aconselhou Baggio. Sobre o Rio Grande do Sul, o representante da Fiergs afirmou que o estado deve ficar atento aos riscos e oportunidades, considerando que produtos como tabaco, armas de fogo, celulose, calçados e madeira podem ser afetados positiva ou negativamente conforme a direção da política comercial dos Estados Unidos.

Reaproximação entre Estados Unidos e China

Baggio comentou também a suspensão temporária das tarifas entre Estados Unidos e China por 90 dias. “A retomada de diálogo entre EUA e China representa um passo positivo para o comércio mundial, diminuindo as tensões econômicas. De maneira geral, é algo positivo para o Brasil, especialmente se a China conseguir manter seu fluxo de exportação para os EUA e não redirecionar seus produtos para outros destinos exportadores”, pontuou o economista.

Ainda segundo Baggio, esse movimento reduz a chance de o Brasil ampliar exportações para a China, mas pode viabilizar oportunidades com a realocação das cadeias produtivas. “A disputa tarifária paralisou quase US$ 600 bilhões em comércio bilateral, interrompendo as cadeias de suprimentos, gerando temores de estagflação e desencadeando algumas demissões”, afirmou o especialista, com base em dados do Valor Econômico.

Desafios fiscais e do mercado de trabalho

Na análise do economista, a incerteza fiscal no Brasil segue alta. “A incerteza fiscal de um déficit nominal atingiu máximas históricas. As contas públicas desajustadas acarretam uma inflação e juros em alta”, expôs Baggio. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 é de aproximadamente 2%.

Em relação ao desempenho estadual, o economista apontou que o PIB do Rio Grande do Sul em 2024 foi puxado pelos setores de agropecuária e serviços. Já a indústria gaúcha teve desempenho inferior ao da indústria nacional. “Os principais problemas da indústria de transformação do RS são relacionados à falta ou ao alto custo de ter acesso a trabalhador qualificado. Também as demissões a pedido e o total de desligamentos, na indústria do RS e na região próxima a São Leopoldo, têm aumentado, ampliando a falta de mão de obra”, afirmou Baggio.

O diretor executivo do Sindimetal RS, Valmir Pizzutti, ressaltou, na abertura do evento, a importância de discutir temas econômicos que atualizam os empresários com informações recentes e sinalizam os rumos do ambiente econômico até o final do ano.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/05/2025 0 Comentários 330 Visualizações
Variedades

Novo Hamburgo sedia a abertura do projeto Rota Fiergs

Por Jonathan da Silva 06/05/2025
Por Jonathan da Silva

Novo Hamburgo sediou, nesta segunda e terça-feira, 5 e 6 de maio, a abertura do projeto Rota Fiergs, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), com o objetivo de identificar prioridades regionais e fortalecer parcerias estratégicas para o desenvolvimento industrial. O evento, realizado na Universidade Feevale, contou com a presença de representantes da indústria, sindicatos e autoridades públicas das regiões do Vale do Sinos e Encosta da Serra. A Fiergs anunciou a previsão de até R$ 24 milhões em investimentos para as duas regiões nos próximos dois anos.

Participaram do encontro o vice-prefeito de Novo Hamburgo, Gerson Haas, e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Daiana Monzon. “Receber a primeira edição da Rota Fiergs é um reconhecimento do papel estratégico que Novo Hamburgo desempenha na economia gaúcha. Estamos comprometidos em fortalecer esse diálogo e construir soluções que impulsionem nossa indústria”, afirmou o vice-prefeito Haas.

A secretária Daiana enfatizou a importância do encontro para o fortalecimento do setor produtivo local. “Este encontro reforça nosso compromisso com a inovação, a competitividade e a geração de empregos. A aproximação entre o setor produtivo e o poder público é essencial para o crescimento sustentável da nossa região”, ponderou a titular da pasta.

Metas regionais e ações estratégicas

Durante a programação do evento, o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, apresentou o Modelo de Gestão Integrado da entidade, metas regionais e programas sistêmicos. “Iremos conectar, impulsionar e fortalecer a indústria gaúcha onde ela estiver”, afirmou Bier.

A iniciativa Rota Fiergs vai percorrer, até o fim de 2025, as dez regiões do estado, com o intuito de ouvir lideranças locais e alinhar estratégias de desenvolvimento industrial. A escolha de Novo Hamburgo como ponto de partida reforça a posição do município no setor industrial do Rio Grande do Sul.

Investimentos previstos incluem nova escola e reformas no Senai

Dos recursos anunciados, R$ 19,9 milhões serão destinados ao Vale do Sinos. Estão previstos a disponibilização de uma nova unidade móvel do Senai-RS para os segmentos de couro e calçado, a reforma de unidades do Senai-RS e outras ações. Em Novo Hamburgo, os investimentos incluem a instalação da Nova Escola Sesi de Ensino Médio + EJA, que funcionará em prédio locado na Feevale, além da reforma de prédios do Senai.

Foto: Jaime Freitas/PMNH/Divulgação | Fonte: Assessoria
06/05/2025 0 Comentários 356 Visualizações
Variedades

Fiergs inicia projeto de interiorização com encontros em dez regiões do RS

Por Jonathan da Silva 25/04/2025
Por Jonathan da Silva

O Sistema Fiergs dará início, em maio de 2025, a um projeto de interiorização com o objetivo de fortalecer a atuação da entidade em todo o Rio Grande do Sul e ampliar o atendimento às indústrias locais. O plano prevê encontros de trabalho nas dez regiões administrativas que compõem a nova divisão geográfica da entidade, iniciada em dezembro do ano passado.

A primeira imersão ocorrerá nos dias 5 e 6 de maio, em Novo Hamburgo, e reunirá representantes das regionais Vale do Sinos e Encosta da Serra. Ainda neste mês, nos dias 29 e 30, será a vez do Vale do Taquari receber a comitiva da Fiergs. As três regiões foram escolhidas para o início do projeto por terem sido fortemente atingidas pelas enchentes de maio de 2024.

Reorganização administrativa e novos conselhos

A nova divisão geográfica do Sistema Fiergs organiza os 497 municípios do estado em dez regiões unificadas, cada uma liderada por um vice-presidente regional. Esses representantes serão responsáveis por conduzir as ações de interiorização. Também serão criados Conselhos de Representação Regional, formados por lideranças e sindicatos industriais das respectivas localidades.

Além das reuniões com lideranças industriais, o projeto prevê eventos de articulação regional. O presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, participará das visitas, acompanhado por diretores e representantes da estrutura central da entidade.

Aproximação com o setor industrial

De acordo com o presidente Claudio Bier, a proposta da interiorização é aproximar a entidade das indústrias espalhadas pelo estado. “A ideia da interiorização é ‘desencastelar’ a entidade. Queremos promover uma aproximação com as indústrias do estado, principalmente as pequenas e médias que estão em todas as regiões do Rio Grande do Sul. É uma forma de ouvir as necessidades das regiões e dos setores, colocando a estrutura da entidade para apoiá-los”, afirmou o comandante da entidade.

Segundo Bier, a iniciativa também busca apresentar os serviços oferecidos pelo Sesi, Senai e Instituto Euvaldo Lodi (IEL), vinculados ao Sistema Fiergs, além de valorizar os sindicatos industriais regionais.

Agenda dos primeiros encontros

  • 5 e 6 de maio – Vale do Sinos e Encosta da Serra

  • 29 e 30 de maio – Vale do Taquari

Durante as imersões, os vice-presidentes regionais conduzirão os encontros e os representantes da Fiergs farão o levantamento das principais demandas locais. No encontro em Novo Hamburgo, será anunciado um pacote de novidades para as regiões do Vale do Sinos e da Encosta da Serra.

Foto: Standret/Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
25/04/2025 0 Comentários 414 Visualizações
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