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Variedades

Chapeleiro carioca, ganha retrospectiva no Museu da Moda de Canela

Por Ester Ellwanger 16/04/2022
Por Ester Ellwanger

A exposição retrospectiva Da Fundição à Forração, que iniciou nesta quinta-feira, 14 de abril, no Museu da Moda de Canela, apresenta peças que narram a experiência empírica do artista Fernando Scarpa no ofício da chapelaria e sua evolução através de diversas técnicas. O artista supera a falta no Brasil de uma indústria de aviamentos direcionada à confecção de chapéus, como havia no passado recente, até 1960, quando o chapéu deixou de ser uma peça indispensável no vestuário.
A mostra exibe modelos influenciados por diversas décadas. No processo de criação, Scarpa se apropriou de materiais destinados a outras finalidades, que foram criativamente se adequando e viabilizando a construção de outras peças, conceituadas por ele como “Fundição e Forração”.

Na técnica da fundição, a base da construção do chapéu é a entretela Escócia. A técnica produz uma textura rígida e, ao mesmo tempo, leve para o uso. Molhada, ensaboada e acrescida de papel de seda, a entretela é aplicada em fôrmas de madeira. Materiais inusitados são incorporados à técnica, inclusive produtos usados na construção civil. O resultado desse processo é a fundição de peças denominadas abas e copas que, unidas ou separadas, ornamentadas com laços, véus, flores e penas constroem a arquitetura do chapéu.

Atualmente, Scarpa desenvolve a técnica de modelagem de cones de palha de carnaúba que, revestidos com tecido, fazem parte do processo denominado por ele de “forração”, uma vez que se utiliza de uma base pré-existente. A diferença entre as duas técnicas – fundição e forração – se dá na matéria-prima de estruturação do chapéu e ambas fazem parte da exposição a ser apresentada ao público.

O projeto Da Fundição à Forração conta a trajetória experimental de um profissional da chapelaria através de quatro décadas – entre idas e vindas no ofício. A exposição apresenta peças confeccionadas em tempos diversos e no atual momento, quando o chapeleiro encontrou na palha de carnaúba viabilidade para construir peças delicadas sobre base de palha grossa, em contraste com a aparência leve do chapéu já pronto.

Na exposição serão mostradas peças prontas e em construção. Fascina na seleção tanto a estrutura como o design do chapéu, o que vemos pronto e como se dá a sua construção. O espectador poderá se surpreender durante a visita, uma vez que determinados chapéus são quase cópias que nos remetem a outros já vistos em cabeças icônicas.

 

Sobre o artista

Fernando Scarpa é um artista autodidata que começou no ofício de chapéu em 1980, na Feira Hippie de Ipanema, conhecida internacionalmente como reduto dos melhores artesãos do Rio de Janeiro durante décadas. Ele se estabeleceu como empresário ao abrir a Oficina do Chapéu na mesma época. A empresa atendia a grandes lojas de moda como Mesbla, Casa Sloper, Chocolate, Lab Coque, O Bicho Comeu, dentre outras. O ateliê se dedicou também à confecção de chapéus para casamento, teatro e novelas da Rede Globo. O artista é formado em Psicologia e exerce a profissão em paralelo ao ofício de chapeleiro.. “Da Fundição à Forração” é sua primeira exposição retrospectiva.

Serviço

Exposição Dá Fundição à Forração
Onde: Museu da Moda de Canela (Av. Don Luiz Guanella, 1810 – São José, Canela)
Quando: diariamente, das 9h às 18h.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/04/2022 0 Comentários 766 Visualizações
Cultura

Magliani será homenageada pela Fundação Iberê com uma grande exposição que resgata 50 anos de produção

Por Stephany Foscarini 13/03/2022
Por Stephany Foscarini

No dia 19 de março (sábado), às 14h, a Fundação Iberê inaugura uma grande e inédita exposição de Maria Lídia Magliani (1946-2012). “Magliani” reunirá cerca de 200 obras provenientes de mais de 60 coleções, incluindo os principais museus do Brasil como Museu de Arte do Rio, Museu Afro Brasil, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo, MAC-USP, MAC-RS, Museu de Arte de Santa Catarina, MARGS, Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (Pelotas) e Fundação Vera Chaves Barcellos (Viamão). Com curadoria de Denise Mattar (SP) e de Gustavo Possamai (RS), a mostra inclui trabalhos desde a época de estudante – início dos anos 1960 – até 2012, ano de seu falecimento.

A obra de Magliani é um desafio. Não é uma arte fácil, é feita para incomodar, para fazer refletir. A artista estava interessada nas questões humanas, nas relações entre os seres, nos problemas e no sofrimento inerente à existência: o desencontro, o desamor, a hipocrisia da sociedade, o medo da solidão”.

“A obra de Magliani é um desafio. Não é uma arte fácil, é feita para incomodar, para fazer refletir. A artista estava interessada nas questões humanas, nas relações entre os seres, nos problemas e no sofrimento inerente à existência: o desencontro, o desamor, a hipocrisia da sociedade, o medo da solidão. A apresentação de seu trabalho na Fundação Iberê, torna inevitável o paralelo com pintor. Em 1993, Iberê disse: ‘Eu não nasci para brincar com a figura, fazer berloques, enfeitar o mundo. Eu pinto porque a vida dói’. Uma frase que poderia ser de Magliani, que, em 1997, escreveu: ‘Eu gostaria de dizer às pessoas que veem os meus quadros: ‘Sinto muito senhores, não é agradável’”, destaca Denise, que conheceu Maria Lídia Magliani em 1987. Ela era diretora técnica do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e a artista participou do Panorama da Arte Brasileira. Anos mais tarde, em 2004, a curadora reencontrou Magliani no Rio de Janeiro, onde fez a apresentação da exposição Trabalho Manual.

Magliani foi uma artista rara e merece todo reconhecimento. Por isso, garimpamos e reunimos o máximo de obras possível, sem medir esforços”.

Como lembra Gustavo Possamai, responsável pelo acervo da Fundação Iberê: “Magliani foi uma artista rara e merece todo reconhecimento. Por isso, garimpamos e reunimos o máximo de obras possível, sem medir esforços. Promovemos a restauração de muitas delas, reunimos escritos e depoimentos seus e de quem escreveu sobre seu trabalho, revisamos e ampliamos sua cronologia. É nossa forma de contribuição para a redescoberta de seu trabalho.” Possamai conta que, durante o processo de pesquisa, foi encontrada uma carta de Iberê para Magliani, datada de 1992, na qual o pintor escreveu: “Nós dois temos a mesma meta, o mesmo ideal, a mesma devoção. Haveremos de deixar nossos rastros neste chão em que nascemos.” Um depoimento precioso que reitera a oportunidade dessa exposição.

“…pinto a solidão no meio da cidade… a solidão do consumo”

Nascida em 25 de janeiro de 1946, na cidade de Pelotas, Magliani veio morar em Porto Alegre, com 4 anos de idade. As informações sobre a família são esparsas. Seu avô era italiano, decorador de paredes; o pai era servidor público e a mãe fazia serviços domésticos. Apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela família, desde a adolescência gostava de ler, de ouvir música, de ir ao cinema, ao teatro, de desenhar e de pintar.

Magliani formou-se em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UFRGS, mas se autodenominava pintora: “artista plástico faz muita coisa; eu só pinto, desenho, gravo, tudo derivado da pintura”. Apesar da afirmação, ainda na década de 1960, trabalhou em teatro, ilustrando capas de programas, fazendo cenografia e atuando em peças, como “A Celestina” (1970), de Fernando Rojas; “As Criadas” (1969), de Jean Genet, e “O negrinho do pastoreio” (1970), de Delmar Mancuso, nesta última como protagonista. Em 1969, em parceria com Francisco Aron, criou o “Espaço de Arte”, no corredor do Teatro Aldeia II, onde expôs pinturas. Também se interessava por moda, e apreciava customizar, costurar e tricotar o que vestia.

Outra área de atuação foram os jornais, onde trabalhou, nos anos 1970, como diagramadora e ilustradora, ofício retomado em algumas mudanças de cidade posteriormente. Os jornais foram Folha da Manhã, Diário de Notícias, Zero Hora e Folha de São Paulo, entre outras participações e ilustrações.

Magliani deixou de residir em Porto Alegre em 1980, morou em São Paulo, em Tiradentes, Minas Gerais e no Rio de Janeiro, mas nunca se desligou nem de Porto Alegre e nem de sua terra natal, Pelotas, realizando regularmente exposições nessas cidades.

Sua produção é intensa e vigorosa e a exposição apresenta um panorama bastante consistente de seu trabalho. A mostra é complementada por uma publicação dividida em dois volumes: o primeiro deles concebido como um catálogo de obras, e o segundo reunindo entrevistas e textos de Magliani, algumas de suas cartas, textos sobre ela de autores como: Teniza Spinelli, Celso Marques, Carlos Scarinci, Angélica de Moraes, Maria Amélia Bulhões, entre outros.

Reunindo um volume significativo de obras, a exposição apresenta trabalhos de todo o percurso de Magliani, organizados de forma cronológica e mostrando as alterações que sua obra foi sofrendo ao longo dos anos. Para compartilhar com o público a instigante personalidade da artista e sua multiplicidade, o trajeto da mostra é complementado com algumas frases e fotos da artista em vários momentos de sua vida.

Na sequência são apresentadas pinturas do início de sua carreira, de 1964 a 1967, caracterizadas por um clima melancólico e lírico, com a inserção das frases poéticas riscadas sobre a tinta: A espera do canto (c.1965/1966), O mesmo corpo com som de primavera (1966), Autorretrato na nuvem (1966), Eu tenho a flor (1967) e Eu sou a inútil pureza nascida de dois silêncios (1967) são algumas delas.

Em 1968 há uma mudança significativa na obra da artista, na qual ela se descreve como uma “delatora do desencontro”. É uma fase de passagem, influenciada pela pop art com trabalhos, como Segundo canto para o amigo triste e As portas fechadas da cidade.

Era um período difícil da ditadura militar e a convivência com a censura nas redações influencia a obra de Magliani. Seu repertório torna-se mais drástico, e, em 1976, ela faz a exposição Anotações para uma história, no MARGS. Foi um choque! A sociedade gaúcha não estava preparada para o que viu, e rejeitou com veemência o trabalho. No ano seguinte, levou ainda mais longe sua proposta realizando a série Elas, com grotescas mulheres seminuas, imensamente gordas, que ela considerava uma espécie de retrato interior da humanidade, e dizia: “Minha intenção é fazer a figura sair da tela, se derramar por cima da gente, sufocando”. A série, muito bem representada na retrospectiva, chamou a atenção dos críticos Jacob Klintowitz e Marc Berkowitz e foi determinante para a mudança da artista para São Paulo. Antes de ir embora, realizou na Galeria Independência, em Porto Alegre, a exposição Brinquedo de armar, reunindo desenhos e pinturas, sobre as quais dizia: “Acho que a mulher é o brinquedo mais armado e desarmado constantemente. Mas considero que todo mundo é, ou pode ser, um brinquedo de armar.”

O período de 1980 a 1988, o mais marcante da carreira da artista, coincide com o tempo em que ela residiu em São Paulo. Lá produziria as séries Retratos falados, Crônica do amanhecer e Discussões com Deus. Abandonando os tons sépia, passa a usar cores vibrantes e ácidas; mescla lápis de cor, de cera, pastel, grafite e até materiais de maquiagem, como corretivo e delineador, e muda o tratamento da pintura, usando a tinta acrílica e adotando pinceladas ágeis e gestuais, como traços de desenho, num processo que imprime movimento ao trabalho. É um momento no qual a obra de Magliani conversa de perto com a de Francis Bacon, atingindo o ápice de contundência e visceralidade da pintora. Retorcidos e distorcidos, corpos e rostos se desfazem e refazem, em movimentos bruscos.

Seus trabalhos são apresentados no Panorama do Museu de Arte Moderna de São Paulo, na Bienal de São Paulo, e, em 1987, Evelyn Ioschpe promove no MARGS uma mostra de caráter retrospectivo: Auto-retrato dentro da jaula. Dez anos depois da rejeição que sofrera, Magliani foi acolhida pelo público de sua cidade como uma estrela, a mais importante artista gaúcha de sua geração. O público poderá ver novamente todas essas séries, hoje integrando coleções de museus como Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAM-SP e MAC-USP.

Em 1989, ela já estava cansada da violência e da poluição e queria fazer pinturas em um lugar mais tranquilo. Escolheu a pequena e histórica Tiradentes (MG). Lá, suas pinturas revelaram a solidão das montanhas, retomando os tons terrosos, nas séries em Gerais, Madrugada insone e Acumulações. A artista também desenvolve, nesse período, uma série de cabeças, que são esculturas em madeira e papel machê.

Em 1997, mais uma mudança, agora para o Rio de Janeiro, mais especificamente o bairro de Santa Tereza. Passou a frequentar o Estudio Dezenove, onde conheceu Julio Castro, que viria a se tornar colega, amigo, e, finalmente, o principal guardião de sua obra, após seu falecimento.

Em 1999, Magliani retornou a Porto Alegre, onde ministrou algumas aulas e oficinas de pintura e papel machê. A passagem pela capital gaúcha durou um ano. No ano 2000 voou para o Rio de Janeiro. Com tantas mudanças a produção de Magliani diminui, mas há séries marcantes nesse período: em Gerais, Madrugada insone, Acumulações e Alfabeto, trabalho que deriva para as figuras recortadas das séries Retratos de Ninguém e Todos. A partir de 2009 é intensa sua produção de gravuras, impressas no Estudio Dezenove por Julio Castro. Um dos sonhos, Fábula, Da noite e O poeta são algumas delas. Curiosamente, ao lado desse mergulho no universo monocromático, denso e expressionista da gravura, Magliani desenvolve a série mais colorida e lúdica de toda a sua carreira. São pinturas realizadas em estridentes cores acrílicas, recortes em madeira e objetos. Uma parte desse conjunto, sob o título My baby just cares for me, foi apresentada em exposição individual da artista, no Museu Imaginário, em Bruxelas, Bélgica.

Todos esses momentos, apresentados em conjunto, revelam com clareza a excelência da obra de Maria Lídia Magliani, que começa a ser redescoberta também internacionalmente.

Magliani humanista

Apesar de pessoalmente engajada na luta pelos direitos humanos, Magliani não admitia que sua obra fosse interpretada como política ou identitária. Era intransigente nessa questão. São muitas as declarações dela a esse respeito. “Meu interesse é pelo que as pessoas sentem, não pelo que elas pensam […] Tenho preocupação com a vida, com a humanidade em geral. Nada a ver com raça específica, religião, nada. Uma coisa que é comum a todo mundo. A essência humana é igual para todos. O que interessa é isso. Todos os outros acréscimos: nacionalidade, cor, ideologia, credo, preferência sexual, time de futebol, tudo isso é acessório.”

Dentro dessa atitude de defesa da autonomia da sua obra, acima de qualquer circunstância, está também a rejeição a todo tipo de abordagem referenciando seu trabalho à negritude. “Por que sempre me perguntam como é ser negra e ser artista? Ora, é igual ao ser de qualquer outra cor. As tintas custam o mesmo preço, os moldureiros fazem os mesmos descontos e os pincéis acabam rápido do mesmo jeito para todo mundo.” A posição de Magliani sempre foi candente nessa questão, e ela afirmava, desassombradamente, que era contrária a guetos. Na publicação da UFRGS, Nós, os afro-gaúchos, de 1997, fez a seguinte declaração, quase um manifesto: “Sou brasileira, nascida no Rio Grande do Sul. Isto é o bastante. Não quero escolher uma raça em função da cor da minha pele. Não quero ser fatiada, dividida em porções, me aceito como soma.”

Uma lutadora, sem medo de desafios, que, entre divertida e séria, dizia: “Minha mãe falava: ‘Não se pode dar um passo maior que as pernas.’ Então vou ficar sentada, não vale a pena caminhar? Qual é a graça? Dar um passo maior que as pernas sempre. Romper expectativas, e os estereótipos principalmente.”

Maria Lídia Magliani faleceu na noite de 21 de dezembro de 2012, no Rio de Janeiro, vítima de uma parada cardíaca.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
13/03/2022 0 Comentários 792 Visualizações
Cultura

Novo Hamburgo terá exposição de arte a céu aberto

Por Ester Ellwanger 16/11/2021
Por Ester Ellwanger

Mais de 270 metros lineares e quase 500m² de muros irão se transformar em uma grande galeria a céu aberto – a maior do Brasil em número de artistas visuais – com reproduções de obras de 151 autores. A intervenção urbana Arte no Muro propõe um novo espaço de visibilidade para as artes visuais e, ao mesmo tempo, um novo canal de sensibilização do público para a arte. “Iremos literalmente levar a arte para as ruas”, diz Ana Hauschild, artista visual e uma das idealizadoras da iniciativa. A ação irá acontecer nesta sexta-feira, 19 de novembro, em Novo Hamburgo, no bairro histórico de Hamburgo Velho. No mesmo dia, será lançado o site da Mesa de Arte na Praça. Em caso de chuva, a atividade será transferida para 26 de novembro.

O objetivo da Arte no Muro é criar um novo espaço para expor democraticamente a arte a todos. “O conceito do projeto é exatamente este, e isso se aplica também ao perfil de artistas com trabalhos expostos. Teremos tanto jovens talentos iniciantes na carreira como nomes já consagrados, todos farão parte da exposição”, salienta Magna Sperb, também artista visual e idealizadora da Arte no Muro. A fotógrafa e artista visual Bala Blauth completa o grupo de idealizadoras. “No dia a dia, nossa presença na cidade vai ficando muito ligada à sobrevivência. A arte vem como um respiro, nos transporta para outros lugares, faz bem para a alma, e é isso que buscamos ao propor esta intervenção artística”, enfatiza Bala.

A Arte no Muro acontecerá das 14h às 18h, parte dela na Av. Victor Hugo Kunz e a outra metade na Rua General Osório. Os muros foram cedidos pela HS Consórcios, que apoia a ação ao lado das Tintas Killing. Serão coladas 151 reproduções impressas em cartazes lambe-lambe, em formato de 1,7m x 1,2m. A exposição deve permanecer por até dois meses, tempo estimado de resistência do material às intempéries. “É importante destacar a diversidade de técnicas que estarão reunidas nesta exposição, mesmo que através de reproduções. São 151 artistas com óleo sobre tela, fotografia, aquarela, gravura, grafite e até mesmo reproduções de esculturas e cerâmicas, entre muitas outras expressões. E quase 500 metros quadrados de área, ou seja, é uma realização como poucas vezes se viu no universo das artes brasileiras”, ressalta a gestora cultural Luana Khodja.

 
Apoios

A Intervenção Urbana da Mesa de Arte na Praça foi viabilizada a partir do Edital de Fomento à Produção Artística e Cultural, Chamamento Público Cultural 01/2021, do Município de Novo Hamburgo. O financiamento é do Fundo Municipal de Cultura (Funcultura), numa realização da Secretaria Municipal da Cultura e Coletivo A4 Falando em Arte, com Gestão Cultural e Produção Executiva da Imago Produtora.

O projeto conta com o apoio da HS Consórcios e Tintas Killing. “A HS consórcios, empresa do Grupo Herval com mais de 28 anos de história, tem se engajado em iniciativas que geram valor para as comunidades em que atua. Estamos honrados em apoiar esta iniciativa, que destaca artistas e faz com que a arte se torne acessível para todos”, destaca Agnelo Seger, presidente do Grupo Herval.

Depois que as reproduções estiverem desgastadas pelo exposição ao sol, chuva e vento, os cartazes serão retirados e o muro será novamente pintado, com material fornecido pela Tintas Killing. “Nossa empresa se orgulha em apoiar o acesso e a democratização da arte. Projetos como a Arte no Muro são de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade, pois além de tornar a arte acessível e embelezar a cidade, a ação também valoriza e abre espaço aos artistas da região. Estamos muito felizes em contribuir com essa iniciativa que agrega ainda mais cultura à comunidade hamburguense”, diz Guilherme Medaglia, gerente de Marketing da Killing.

Origem no Map

A intervenção Arte no Muro é um desdobramento do projeto Mesa de Arte na Praça (Map), criado há cinco anos para promover a difusão cultural, fomentar e democratizar as Artes Visuais na região, levando a produção de artistas a espaços pouco acostumados com ela. A ideia da MAP surgiu no coletivo A4 Falando em Arte, formado por Ana Hauschild, Bala Blauth, Magna Sperb e Mona Locks.

Desde 2016, foram realizadas oito edições em praças e locais de grande circulação de pessoas, surpreendendo o público com reproduções das obras dos artistas expostas em varais. Ao final, as peças foram distribuídas gratuitamente, possibilitando às pessoas levarem um pouco de arte para as suas casas. “É uma proposta desenvolvida desde 2016, muito antes de se imaginar que passaríamos por uma pandemia, e que nasceu de um ideal de realmente levar a arte ao alcance de todas as pessoas”, ressalta a gestora cultural.

Foto: Ita Kirsch/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/11/2021 0 Comentários 567 Visualizações
Variedades

Fundação Iberê fecha o ano com um recorte de esculturas que marcaram a trajetória de José Resende

Por Ester Ellwanger 15/11/2021
Por Ester Ellwanger

No dia 13 de novembro, sábado, a Fundação Iberê abre a nona e última exposição de 2021, Na membrana do mundo, do paulista José Resende. Esta é a primeira vez que Porto Alegre recebe um conjunto significativo de obras – produzidas entre 1974 e 2018 –, que marca a trajetória do artista. As visitas ocorrem das 14h às 18h (última entrada) e, excepcionalmente até o dia 15 de novembro (feriado), os ingressos têm valor único de R$ 5. Os agendamentos devem ser feitos pelo Sympla.

Em mais de 50 anos dedicados às artes plásticas, uma das principais características de Resende é a apropriação de materiais comuns e sua ressignificação em instalações com uma forte densidade poética e grande potência visual. Ao todo, serão apresentadas 18 esculturas de grandes dimensões misturando diversos materiais, como parafina, feltro, aço, ferro, chumbo, latão, cobre, madeira, pedra, borracha, que têm ao mesmo tempo o desafio de fazer um trabalho com humor, tensão, oposições de sentido e movimento latente. Uma delas, ficará na área externa da Fundação, em diálogo com a arquitetura do prédio.

“Os materiais encontrados nas obras são aqueles que habitam de forma anônima o dia a dia dos espaços urbanos. Aqui, estão sempre em contato um com o outro, instaurando uma cadeia de vizinhanças fecundas: quente/frio, líquido/sólido, rígido/mole, opaco/transparente, liso/áspero. Articulados, formam esculturas que possuem uma natureza construtiva capaz de endereçar perguntas para o olhar. Se na vida diária as nossas retinas são inundadas por imagens que parecem aportar mais certezas do que dúvidas, com cada trabalho de Resende ocorre o inverso. Diante deles uma espécie de desconcerto nos atravessa e somos interrogados por aquela forma que não encontra paralelo no mundo, pois fruto de um ato poético que inaugura um imaginário singular a partir do que se encontrava até então adormecido no prosaico cotidiano”, destaca a curadora Luisa Duarte, que tem entre seus trabalhos as exposições “Adriana Varejão – Por uma Retórica Canibal”, no Museu de Arte Moderna da Bahia, e “Tunga – o rigor da distração”, a primeira grande mostra no Museu de Arte do Rio após a morte do artista, em 2016, além do livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, organizado com Adriano Pedrosa.

 

Sobre José Resende

Formado em Arquitetura pela Universidade Mackenzie (São Paulo), em 1963 começou a cursar gravura na FAAP e a estudar com Wesley Duke Lee. Enquanto estagiava no escritório do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em 1966, fundou com os artistas Nelson Leirner, Wesley Duke Lee, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo e Frederico Nasser a Rex Gallery and Sons. Em 1970, fundou com Fajardo, Nasser e Luís Baravelli o centro de experimentação artística Escola Brasil, onde lecionou por quatro anos.

Ao longo de sua carreira, José Resende desenvolveu uma atuação pungente dentro do debate da arte e da cultura no Brasil, sobretudo entre 1960 e 1980, época em que o país estava sob o jugo da ditadura militar. A partir da década de 1990, desenvolveu inúmeros projetos, permanentes e temporários, especialmente para espaços urbanos. Destacam-se: a ação efêmera em que orquestra o empilhamento de blocos de granito em uma edição do Arte/Cidade em 1994, em São Paulo; o Marco dos 100 milhões de toneladas em 1997, em Volta Redonda; a peça apelidada de Centopeia, inicialmente concebida para Avenida Paulista e que atualmente reside no Parque Ibirapuera; os três pares de vagões suspensos às margens da Radial Leste, em São Paulo, para a edição de 2002 do Arte/Cidade e o mirante de 23 metros que avança sobre o lago Guaíba, em Porto Alegre, produzido na ocasião da V Bienal do Mercosul e intitulado Olhos Atentos.

Assumindo diferentes dimensões e formas através dos tempos e trabalhando com materiais de natureza distintas, como a parafina, o concreto, o vidro e o aço, o próprio artista identifica três tendências marcantes em sua produção: entre 1970 e 1980, trabalhos constituídos de materiais como placas de metal, pedra, tubos, fios ou cabos que traçavam linhas, vetores e construíam planos a fim de desafiar a geometria do espaço expositivo; nos anos seguintes, trabalhos com materiais que assumem diferentes funções a partir da transformação de seus estados, como materiais líquidos que, ao se solidificarem, ganham outra forma e maleabilidade; e, por fim, um terceiro momento, em que substitui a forma obtida pelo acaso através de uma maior intencionalidade em seu desenho, o que em alguns casos estabelece, inclusive, uma espécie de retomada ao teor figurativo presente nos seus primeiros trabalhos. Se considerarmos as obras presentes na sua maior individual realizada na Pinacoteca do Estado de São Paulo em 2015 – como Duas vênus deitadas (2015), Dobras (2015) e Sorriso (2015) – esse último momento apontado pelo artista parece ainda estar em curso.

Serviço | Exposições

Nemer – aquarelas recentes
Curadoria: Agnaldo Farias
Exposição: Átrio
Visitação: até 19 de dezembro de 2021
Iberê Camargo: Tudo te é falso e inútil
Curadoria: Lilian Tone e Lucas Arruda

Exposição: Segundo andar
Visitação: até 30 de janeiro de 2022
Lucas Arruda: Lugar sem lugar
Curadoria: Lilian Tone
Exposição: Terceiro andar
Visitação: até 16 de janeiro de 2022

Na membrada do mundo
Curadoria: Luisa Duarte
Exposição: Quarto andar
Visitação: até 6 de março de 2022

Horários: 14h às 18h (última entrada)
Ingressos: Às quintas-feiras, as visitas são gratuitas e por ordem de chegada. De sexta a domingo, tem o valor de R$10,00 a R$ 40,00 e devem ser agendadas pelo Sympla.

Obrigatório o comprovante de vacinação

15/11/2021 0 Comentários 1,K Visualizações
Cultura

Mirante de Olhos Atentos será revitalizado em Porto Alegre

Por Ester Ellwanger 01/11/2021
Por Ester Ellwanger

O famoso mirante suspenso no ar, localizado na orla do Guaíba, em Porto Alegre estava fechado ao público desde 2019 e será reentregue ao público em novembro. O artista José Resende, que idealizou a intervenção, e o curador Paulo Duarte estarão presentes na entrega à população no dia 13 de novembro, sábado, às 11h.

Inaugurado em 2006, o mirante Olhos Atentos ocupa um dos espaços mais visitados da Capital e, agora, renovará a sua relação com o público que frequenta o principal cartão postal de Porto Alegre, a Orla do Guaíba. A Gam3 Parks, concessionária que administra o Trecho 1 da Orla e o Parque Harmonia, fará a revitalização da obra.

“Estamos muito felizes em fazer parte deste momento, de devolver uma obra tão importante à população. Não era uma obrigação da concessionária, mas entendemos a necessidade e a importância da criação feita por José Resende, da integração de Porto Alegre com a água”, destaca Carla Deboni, diretora administrativa da Gam3 Parks.

Em 2005, José Resende foi um dos artistas convidados pela 5ª Bienal do Mercosul para produzir obras permanentes para a cidade. Segundo o curador-geral na época, Paulo Duarte, “as intervenções foram pensadas como obras de arte para serem usadas pelo público, para que ele passeasse sobre elas, olhasse a paisagem a partir delas ou simplesmente descansasse sobre elas.”

Fechado desde 2019 para evitar acidentes, devido ao controle de acesso (limite de 20 pessoas) que não era respeitado, o mirante começará a ser revitalizado na primeira semana de novembro. Todo o processo foi autorizado pela Prefeitura de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal de Cultura – SMC.

“A Smc tem feito um grande esforço para revitalizar e restaurar monumentos. Olhos Atentos está entre as peças de arte contemporâneas em área pública mais célebres da cidade, tendo atraído grande interesse da população, justamente por lançar a questão da integração da cidade com o lago, o que agora começa a se tornar uma realidade muito concreta com a nova orla. Não faria sentido inaugurarmos o novo complexo e deixarmos essa escultura tão importante para trás. Além disso, a reativação da obra dialoga com a importante exposição que a Fundação Iberê promove sobre o artista”, ressalta o secretário Gunter Axt.

Serviço

Revitalização do mirante Olhos Atentos
Quando: 13 de novembro, às 11h
Onde: Orla do Guaíba (Av. Edvaldo Pereira Paiva, Praia de Belas, Porto Alegre).

Foto:Nilton Santolin/ Divulgação | Fonte: Assessoria
01/11/2021 0 Comentários 2,2K Visualizações
Cidades

Vasco Prado e Parque dos Rosa estrão abertos no feriado em Canoas

Por Ester Ellwanger 29/10/2021
Por Ester Ellwanger

Arte e natureza fazem parte do mesmo complexo no Parque dos Rosa, em Canoas. Localizado na Rua Victor Barreto, 2186, Centro, o espaço oferece uma área verde para lazer e sedia o Museu Municipal Hugo Simões Lagranha. Quem aprecia a arte pode conferir a Exposição Vasco Prado: Desenhos e Gravuras. O local funciona de terça a sábado, das 10h às 17 horas, e aos domingos, das 13h às 17 horas. As visitas exigem o comprovante de vacinação.

Considerada uma das edificações mais antigas de Canoas, datada do início do século XX, a Casa dos Rosa sedia o Museu Municipal Hugo Simões Lagranha. O espaço, além do acervo próprio, conta com sete salas para exposições. Na área externa, o público pode conferir um playground para as crianças e um caminho para passeio pelo jardim do Parque.

Saiba mais:

  • A exposição Vasco Prado: Desenhos e Gravuras reúne 21 obras do artista gaúcho, cedidas por Zoravia Bettiol;
    A curadoria da exposição é do historiador Airan Milititsky Aguiar e do artista visual Fabiano Gummo;
  • Neste feriado de Finados, o Parque dos Rosa e o Museu Municipal Hugo Simões Lagranha abrem no sábado (30), das 10h às 17h e no domingo (31), das 13h às 17h. Na segunda (1) e terça-feira (2), o local estará fechado para visitação.

Conheça melhor

Vasco Prado (Uruguaiana, RS, 1914 – Porto Alegre, RS, 1998), expoente-chave na organização do campo artístico gaúcho, reconhecido como gravador, escultor, tapeceiro, ilustrador, desenhista e professor. Suas criações estão presentes em monumentos públicos e sua produção compõe o acervo de inúmeros museus no Brasil e no exterior.

Foto: Guilherme Pereira/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/10/2021 1 Comentário 862 Visualizações
Cultura

Fundação Iberê abre gratuitamente nos dias 11 e 12 de outubro

Por Ester Ellwanger 10/10/2021
Por Ester Ellwanger

A Fundação Iberê Camargo vai abrir nos dias 11 e 12 de outubro, excepcionalmente, a entrada será gratuita e por ordem de chegada, conforme lotação máxima permitida. Atualmente, a Fundação está com todos os andares ocupados com exposições, entre elas a mostra Iberê Camargo: Tudo te é falso e inútil, no segundo andar. Com curadoria do artista Lucas Arruda e de Lilian Tone, que até recentemente integrou o Departamento de Pintura e Escultura do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), a seleção gira em torno da série que dá nome à exposição e destaca obras dos últimos anos da carreira do pintor, incluindo 14 pinturas e 35 guaches e desenhos realizados entre os anos 1990 e 1994. Tudo te é falso e inútil, finalizada um ano antes da morte do pintor, é considerada um dos momentos mais memoráveis de sua obra e tem especial importância para outros artistas.

A partir da documentação preservada por Iberê Camargo e tantas outras consultadas, é possível afirmar que esta é a primeira mostra a exibir as cinco pinturas juntas. Nem mesmo Iberê as viu reunidas em uma exposição.

Tudo te é falso e inútil

Na obra Iberê tenta captar esse momento em que as coisas perdem sentido. No entanto, a despeito da atmosfera distópica, da evidente falta de otimismo manifesta nas pinturas, é notável a capacidade desse trabalho de gerar um consolo à inquietação existencial do ser humano”, destaca Arruda, que também realiza, pela primeira vez, uma exposição individual em um museu brasileiro, bem como apresenta todo o conjunto de obras da série Deserto-Modelo ― paisagens e monocromos pelas quais o artista se tornou conhecido internacionalmente, além de trabalhos em vídeo e instalação que integram a mesma pesquisa ― lado a lado com pinturas que as precederam, incluindo as da série Chiesa.

Lucas Arruda

Lugar sem lugar, no terceiro andar, permite um olhar retrospectivo sobre a trajetória do artista nos últimos doze anos. Para a curadora Lilian Tone, “as paisagens, matas e monocromos da série Deserto-Modelo se diferenciam por uma luminosidade insólita e sutil que se revela aos poucos, recompensando uma observação prolongada. Pintadas de memória, suas paisagens são desprovidas de pontos de referência geográficos específicos. Cada pintura contém sua atmosfera distinta, criada pela forma como a pintura é aplicada, suas cores, sua luz. No limite da abstração, as obras são sustentadas pela presença da linha do horizonte, que por vezes é quase imperceptível. Seus formatos relativamente íntimos convidam o espectador a uma proximidade física e uma atenção concentrada. Arruda destaca a materialidade e a fisicalidade das pinturas através de pinceladas, riscos, transparências e impastos, que nos remetem a outros momentos da história da arte. No entanto, é o retrabalhar contínuo das mesmas configurações e a repetição de imagens ao longo de muitos anos que conferem um significado singular ao seu trabalho.”

Nemer

Até o dia 19 de dezembro, a Fundação Iberê apresenta, no átrio, a exposição Nemer – aquarelas recentes. A mostra é a continuação de uma série que vem sendo apresentada desde os anos 1990 e reúne 20 obras produzidas sobre papel francês. São quadrados, retângulos, grelhas, hachuras, círculos, trapézios, elipses, cruzes e arcos que povoam peças de diferentes formatos, começando com 100 x 100 cm, até o inusual, pelas grandes dimensões, formato de 150 x 200 cm.

Chama a atenção em suas aquarelas o preto, uma cor pouco usada na técnica e terminantemente proibida na época em que estudou na Escola de Belas Artes: “Durante o curso, senti uma atração muito grande pela aquarela como técnica. Cada vez que eu começava a pintar, os professores vinham e diziam: ‘a aquarela tem que ser mais transparente, e você está pesando muito. Isso aí está mais para guache do que para aquarela’. Outras vezes, colocava um preto, e eles voltavam e falavam: ‘atenção, nunca se usa o preto na aquarela’. Foi aí que guardei a aquarela e me dediquei ao desenho. Os anos passaram e, em um processo terapêutico, resolvi fazer algumas reflexões desenhadas e com aquarela. E, sintomaticamente, comecei pelo preto e nunca mais parei”, conta.

 

Melim

E em cartaz até o dia 31 de outubro, a exposição do paulista Daniel Melim traz para o centro cultura a arte urbana, nem sempre vista com bons olhos, mas que tem um papel fundamental como crítica social e de democratização dos espaços públicos.

As doze obras que ocupam o quarto andar são parte da pesquisa do artista, considerado um dos nomes mais importantes no cenário da street art, na pintura. O estêncil, as cores, as texturas, as camadas, o desgastado foram para as telas numa comunicação direta que questiona a nossa própria existência.

 

Serviço

Fundação Iberê Camargo
Horários: 14h às 18h (última entrada)
Onde: Avenida Padre Cacique, 2000, bairro Cristal, Porto Aelgre
Site: www.iberecamargo.org.br

Foto: Gustavo Passomani/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/10/2021 0 Comentários 680 Visualizações
Cultura

Centro de Cultura de Santa Cruz abre as portas com exposição de artes visuais

Por Ester Ellwanger 06/10/2021
Por Ester Ellwanger

Para você que aprecia artes visuais, comemore. Nesta quarta-feira, 6 de outubro, o Centro de Cultura Jornalista Francisco José Frantz, instalado na antiga Estação Férrea de Santa Cruz do Sul, abrirá novamente suas portas para a comunidade. E será em grande estilo: nada menos que 36 artistas santa-cruzenses vão expor suas obras durante um mês inteiro.

A solenidade de abertura ocorrerá às 18h30. Promovida pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em parceria com o Conselho Municipal de Cultura e Setorial de Artes Visuais, a 1ª mostra reunirá obras de artistas de diversas áreas, como pintura, cerâmica, escultura, fotografia, mosaico, entre outras.

O secretário da pasta, Marcelo Corá, destaca a importância da iniciativa. “O Centro de Cultura tem um significado muito grande para Santa Cruz. E é um ponto estratégico em que as pessoas têm acesso à cultura e à arte”, afirmou. Ainda segundo ele, é oportuno que a vida artística na cidade volte à sua normalidade. “No momento em que vivemos, é importante retomarmos a vivência cultural, faz bem para o artista e faz bem para quem aprecia a arte”, declarou.

As obras ficarão expostas até o dia 6 de novembro, e o horário de visitação ao Centro de Cultura é das 8h30min às 12h, e das 13h30min às 17 horas.

Confira os artistas que vão expor suas produções culturais:
Alceo Luiz De Costa; Bell Oliveira; Carolina Nedel; Clarisse Blauth; Cleusa Terezinha Trinks
Dall´Agnese; Eliana Baumhardt; Elisabeth Radtke; Gilmar Almeida da Silveira; Giovana Goretti
de Almeida; Gucha Lopes; Hugo Enio Braz; Ilse Maria O´Meagher; Ivani Ana Friedrich; Joana Silvestrin Zanon; Juliana de Souza; Juliane Mai; Lúcia Helena Ipê da Silva; Lula Werner; Magui Kampf; Maiquel Moraes; Marcia Etges; Márcia Marostega; Maristela Luisa Kipper; Miriam Schneider; Moema Rennhack ; Natasha Cremonese; Nelson Basumiro dos Santos; Nilani Goettems; Patricia Andréa Kolberg; Plinio Afonso Frantz; Santelmo; Silvani Gassen Dal Forno; Solange Pereira; Traudi Meurer; Virgínia Heitling.

Foto: Guilherme Neuhaus/ Divulgação | Fonte: Assessoria
06/10/2021 0 Comentários 1,1K Visualizações
Cultura

Porto Alegre recebe exposição presencial ‘Linha de voo’

Por Ester Ellwanger 04/10/2021
Por Ester Ellwanger

A exposição presencial Linha de voo, de Antônio Augusto Bueno e Bebeto Alves, chega a Porto Alegre amanhã, de 5 de outubro e ficará até o dia 6 de novembro, na Fundação Força e Luz (Andradas, 1.223). A live de abertura acontece amanhã, às 19h, no Instagram @linhadevoo. Com uma combinação muito particular entre foto e pintura, Linha de voo tem curadoria de José Francisco Alves.

A atração pode ser conferida de terças a sextas-feiras, das 10h às 19h, e sábados, das 11h às 18h. A visitação também pode ser acompanhada por mediadores da instituição (de terças a sábados, às 14h e 16h) e com mediação dos próprios artistas e curador (sextas, às 16h). As visitas guiadas necessitam de inscrição prévia através de formulário disponível na bio do Instagram da Fundação Força e Luz.

Linha de voo dá sequência às mostras Voo da pedra (2019) e Plano de voo (2020). A figura do pássaro sugere uma narrativa visual que aproxima a fotografia ao desenho num mesmo suporte. Os dois artistas visuais transitam entre diferentes linguagens das artes visuais para apresentar uma proposta híbrida. O visitante poderá retirar gratuitamente um exemplar do livro da exposição, que também está online no site do Sesc.

O curador José Francisco Alves, é professor do Atelier Livre Xico Stockinger, doutor e mestre em História da Arte e membro da AICA e ICOM. No texto curatorial, ele interpreta: “Para os artistas, este pássaro pode se resumir a uma forma de simbologia do tempo. O grafismo de Antônio em meio ao pássaro capturado por Bebeto é, em verdade, uma escrita sobre o tempo, e o sobre espaço na existência que ocupamos ao percorrer este tempo. O tempo que vivemos antes, agora e depois”.

O projeto tem financiamento do Pró-Cultura RS Fundo de Apoio à Cultura – FAC, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com produção executiva da Stephanou Cultural. Pelotas e Uruguaiana (terra natal de Bebeto Alves) já receberam a mostra. Em novembro, será a vez de São Leopoldo, no Centro Cultural José Pedro Boessio.

 

Serviço

Mostra presencial

Quando: 5 de outubro a 6 de novembro, terças a sextas-feiras, das 10h às 19h, e sábados, das 11h às 18h.
Quanto: Entrada franca
Onde: Fundação Força e Luz (Rua dos Andradas, 1.223, Centro Histórico, Porto Alegre)

Mostra virtual

Site do Sesc: sesc-rs.com.br/galeriavirtual/bebetoalves_antonioaugustobueno/
Site Linha de Voo: linhadevoo.wixsite.com/linhadevoo, é possível baixar gratuitamente o livro dos artistas e conferir todas as informações sobre o projeto.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
04/10/2021 0 Comentários 533 Visualizações
Cultura

Exposição fotográfica apresenta detalhes eternizados de recém-nascidos no Shopping João Pessoa

Por Ester Ellwanger 03/10/2021
Por Ester Ellwanger

De 5 a 20 de outubro, o Shopping João Pessoa, em Porto Alegre, recebe uma exposição especial que celebra a família e momentos inesquecíveis eternizados pelo fotógrafo Emerson Vieira. A mostra de fotos de recém-nascidos apresenta aos visitantes a técnica de fotografias newborn, que utiliza a sensibilidade para capturar detalhes em cenas 100% focadas em bebês de até 15 dias, e estará no terceiro piso, próximo ao cinema, aberta ao público com visitação gratuita.


Natural de Cachoeirinha, Emerson Vieira é fotógrafo profissional há mais de seis anos e explica que o ensaio newborn é pensado tecnicamente e artisticamente, exigindo muitas referências e conhecimentos específicos. “É um ensaio único, que cria um valor para a família e para criança que é difícil de explicar em palavras. É um ensaio para eternizar os detalhes, e isso é uma das coisas que mais me chama a atenção na fotografia newborn, é poder deixar pra família esses registros”, conta ele.

Cristiane Bernardo, Gerente do Shopping João Pessoa, destaca a sensibilidade dos registros nesta mostra tão delicada. “Esta exposição vem para celebrar o mês das crianças e mais, é um convite para que os nossos clientes acessem suas memórias afetivas e lembrem sempre de saudar a criança interior que temos.” finaliza.

Serviço:

O que: Exposição fotográfica Newborn
Data: de 5 a 20 de outubro
Local: Terceiro piso do Shopping João Pessoa, próximo ao cinema (Av. João Pessoa, 1831, Farroupilha, Porto Alegre)

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
03/10/2021 0 Comentários 1,2K Visualizações
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