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exportações

Business

Exportações de tabaco devem apresentar acréscimo em 2021

Por Caren Souza 29/04/2021
Por Caren Souza

As exportações de tabaco estiveram na pauta da 63ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco nesta quarta-feira, 28 de abril, quando cerca de 30 representantes do setor do tabaco e de outras entidades, se reuniram virtualmente. O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, apresentou as perspectivas das exportações de tabaco para 2021.

O Brasil tem conseguido manter uma exportação anual em torno de 500 mil toneladas.

Pesquisa realizada pela Deloitte, a pedido do sindicato, aponta que os embarques devem apresentar acréscimo de 2,1% a 6% no volume e de 6,1% a 10% em dólares em relação a 2020, quando foram exportadas 514 mil toneladas, totalizando US$ 1,638 bilhão em divisas. De janeiro a março, segundo dados do Ministério da Economia, o embarque de 134 mil toneladas gerou divisas de US$ 418 milhões, receita que representa um aumento de 19% em comparação com o mesmo período de 2020.

“O Brasil tem conseguido manter uma exportação anual em torno de 500 mil toneladas, o que demonstra uma estabilidade no mercado mundial mesmo diante do cenário de pandemia e todos os seus desdobramentos sociais e econômicos. Temos a expectativa de que o Brasil se mantenha como líder mundial de exportações de tabaco, posição ocupada desde 1993”, disse Schünke que também falou sobre a adaptação das atividades da indústria do tabaco e do Instituto Crescer Legal durante a pandemia da Covid-19.

A 9ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco e a Segunda Reunião das Partes do Protocolo para Eliminar o Comércio Ilícito de Produtos do Tabaco (MOP2) também estiveram na pauta do encontro. Status sobre a produção do tabaco, sobre as reformas administrativa e tributária, bem como a aprovação de novos produtos de tabaco foram outros temas debatidos. As próximas reuniões da Câmara Setorial estão previstas para ocorrer nos dias 12 de agosto e 26 de outubro.

Saiba mais – Em 2020, o tabaco representou 0,8% do total de exportações brasileiras e 4,1% dos embarques da Região Sul. No Rio Grande do Sul, estado que concentra quase a metade da produção brasileira, o produto foi responsável por 9,5% do total das exportações. Nas exportações do agronegócio brasileiro, o tabaco ocupa a oitava posição.

O principal mercado brasileiro em 2020 foi a União Europeia, destino de 41% do tabaco exportado, seguida pelo Extremo Oriente (24%), África/Oriente Médio (11%), América do Norte (9%), América Latina (9%) e Leste Europeu (6%). Entre os países, a Bélgica (US$ 414 milhões) continua sendo o principal importador do produto, seguido da China (US$ 153 milhões) e Estados Unidos (US$ 125 milhões). Na sequência da lista dos principais clientes estão a Indonésia (US$ 98 milhões), Emirados Árabes Unidos (US$ 74 milhões), Turquia (US$ 55 milhões) e Rússia (US$ 54 milhões).

Fonte: Assessoria
29/04/2021 0 Comentários 558 Visualizações
Business

Marcas brasileiras calçando o mundo

Por Caren Souza 15/04/2021
Por Caren Souza

A diversidade de materiais e modelos, a sustentabilidade, o conforto, o design e a qualidade são algumas das características dos calçados brasileiros que alinhadas à tradição da indústria nacional conquistam cada vez mais mercados mundo afora. Com um grande potencial de crescimento na exportação, as marcas brasileiras apostam no processo de internacionalização como um diferencial que agrega valor não só para a empresa como também ao produto. E para fortalecer a presença das calçadistas nacionais no mercado externo, o setor conta há mais de 20 anos com o programa Brazilian Footwear, realizado pela Abicalçados em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil).

Presentes em mais de 150 países, os sapatos “made in Brazil”, calçam consumidores de todos os continentes. Quarta maior produtora mundial do segmento, a maior fora da Ásia, a indústria nacional é vista como uma importante parceira de marcas internacionais que optam por produzir no Brasil no modelo private label. Ao mesmo tempo, estratégias de diferenciação e posicionamento internacional são adotadas pelas empresas para que as suas marcas, já conhecidas no mercado doméstico, também ganhem o mundo.

Somente no ano passado, cerca de 93 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 658 milhões, o equivalente a R$ 3 bilhões, saíram das esteiras de produção das fábricas verde-amarelas com destino a mercados como Estados Unidos, China, Chile, Argentina, Itália, Emirados Árabes Unidos, entre outros. Confira alguns exemplos de marcas calçadistas que conquistam seus espaços além-fronteiras e têm a internacionalização como estratégia de negócio.

Exportação como estratégia

A coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, explica que o trabalho de inserção no mercado externo é muito desafiador. “Quando a empresa opta por exportar a sua marca, a exportação vai muito além de uma compra e venda. É preciso criar um desejo, desenvolver um parceiro que acredite no propósito da sua marca, e tudo isso exige uma estratégia mais consistente”, pontua. Essa inserção de marca própria em outro país/continente representa um planejamento de longo prazo voltado à internacionalização.

Neste contexto, entender o público consumidor de cada mercado, a concorrência nesses lugares e a cultura local são questões fundamentais para que a marca consiga de fato se inserir no exterior. “Ações do Brazilian Footwear como o Edital de Marketing Digital, em que conseguimos subsidiar investimentos das marcas junto ao cliente final dos varejistas, e o Brasil Fashion Now, que tem foco na inserção de marcas com prospecção ativa de clientes que fazem sentido para o posicionamento destas nos mercados, são importantes aliados das empresas nesse processo”, exemplifica Letícia, ao contar que, ao longo das mais de duas décadas de atuação do programa, é visível a evolução obtida pelas empresas brasileiras. Atualmente, 75% das exportações de calçados brasileiros são realizadas por empresas associadas ao Brazilian Footwear.

Apex-Brasil
A gestora do Brazilian Footwear na Apex-Brasil, Mariele Christ, destaca que a Agência, ligada ao Governo Federal, tem o objetivo de levar os diferenciais do Brasil para o mundo e chamar a atenção internacional para o potencial do País, contando não só com o apoio dos Escritórios da Apex-Brasil no Brasil e no exterior, mas também dos Setores de Promoção Comercial no Itamaraty, que conta com mais de 120 postos em diversos países.

Segundo Mariele, mesmo diante de um ano desafiador como o de 2020, a Apex-Brasil apoiou um total de 14,5 mil empresas brasileiras por meio de seus diversos serviços ofertados, número 1,4% superior a 2019. “Do total de empresas apoiadas, mais de seis mil foram novas entrantes, ou seja, não participaram de nenhuma ação da Apex-Brasil nos últimos dois anos, um valor 5,7% superior ao registrado no ciclo anterior”, comemora, ao dizer que o Brazilian Footwear é um dos mais prósperos e antigos projetos setoriais vigentes entre os apoiados pela Agência.

Conheça alguns cases de sucesso no mercado internacional

Schutz nos Emirados Árabes Unidos

Com ações intensivas de marketing na web e nas lojas, a Schutz consegue não só posicionar bem a marca em diversos mercados como também obter excelentes resultados de sell-out por meio de plataformas locais de e-commerce de calçados. Um exemplo concreto é o desempenho que a marca do grupo Arezzo&Co vem tendo nos Emirados Árabes Unidos, que é um mercado de alto poder aquisitivo. O gerente de exportação do grupo, Luís Fernando German, salienta que os EAU apresentaram uma excelente aderência ao perfil da marca.

“Posicionamos a Schutz nas melhores lojas de e-commerce locais, assim como nas melhores vitrines da região. Seja no app do celular, no site ou no varejo físico, o importante é estarmos sempre presente na vida dos clientes”, comenta, ao citar parceiros como Levelshoes.com; Tryano.com; Ounass.com, entre outros. A presença internacional e a construção de marcas voltadas para o público externo estão no DNA do grupo que participa com o apoio do Brazilian Footwear de feiras internacionais, rodadas de negócios e outras ações de prospecção. Além dos resultados no Oriente Médio, as vendas para a Europa e América Latina também se destacam.

Bibi na China

A Bibi tem como destaque positivo a sua atuação no mercado chinês, na qual teve auxílio do Brazilian Footwear. A presidente da empresa, Andrea Kohlrausch, conta que os investimentos naquele mercado iniciaram em 2013, durante missão comercial organizada pelo Programa. “Desde que a marca iniciou os investimentos na China o crescimento tem sido constante. A marca está presente em cidades estratégicas, como Xangai, na loja de departamentos Isetan, localizada na Nanjing Road – um dos destinos comerciais mais disputados da China -, e na capital chinesa, na prestigiosa loja de departamentos SKP Beijing”, lista a empresária. Além das lojas físicas, a Bibi também vende seus produtos on-line em plataformas como Tmall, Taobao e Mei.com. Andrea ressalta que a exportação é, hoje, parte fundamental da estratégia comercial da empresa pois diminui a dependência do mercado interno, aumenta a produtividade e qualifica o produto.

Anatomic Shoes no Reino Unido

Porta de entrada para a internacionalização da AnatomicShoes, o Reino Unido representa 50% do faturamento da marca no exterior. O trabalho neste mercado começou há quase 20 anos e é o mais consolidado dentre os mais de 65 países em que a empresa está presente. A sócia fundadora da marca, Moema Pimentel, conta que eles criaram uma comunidade no país, não só um escritório e um centro de distribuição.

“Estamos em mais de 60 lojas, entre as independentes, múltiplas, grandes redes e de departamento. Também em lojas de vestuário que complementam suas operações com nossos calçados e em alguns consultórios de podologia, onde profissionais oferecem produtos especializados.” A AnatomicShoes conta, ainda, com um e-commerce e marketplace próprio, além de lojas próprias dentro de outros marketplaces. “Queremos maximizar as oportunidades de um estoque e por isso também vendemos pelo social media. Fazemos promoções de publicidades on-line e já fizemos ações com influencers.” A relação já conquistada pela marca com produtoras de conteúdo também ajuda no posicionamento estratégico de inserção em campanhas e na mídia.

Usaflex no Chile

Presente em mais de 50 países, a Usaflex conta com 15 lojas licenciadas no exterior. O gerente de exportações da empresa, Jefferson Berz, frisa que o mercado externo é de grande importância, representando 8% do faturamento. “A Usaflex vê com bons olhos a expansão internacional e concentra grande percentual de seus negócios nos países latino-americanos, com destaque para o Chile”, conta.

Neste país, por exemplo, a empresa conseguiu inserir a marca em uma das principais cadeias varejistas da América Latina. Parceria que, inclusive, foi alcançada por meio de um trabalho que começou em 2019, com a participação no edital de Marketing Digital Internacional do Brazilian Footwear. “O projeto foi fundamental, pois contemplou a criação de anúncios da Usaflex nas plataformas Facebook, Instagram e no site do parceiro local. A marca também trabalhou com e-mail marketing para os consumidores finais. Os resultados foram excelentes, crescimento de 15% nas exportações para esse mercado”, informa o gerente.

Democrata no Paraguai

A presença da Democrata no Paraguai é tão forte que a marca brasileira de calçados masculino já foi reconhecida pelos consumidores locais como uma das marcas mais lembradas no país. E esse reconhecimento é fruto de uma parceria de aproximadamente 18 anos. O gerente de exportação, Anderson Melo, conta ainda que é no mercado paraguaio que está localizada, há cerca de oito anos, uma das lojas licenciadas que a marca tem no exterior.

“Nossa atuação internacional é pulverizada. Estamos presentes em 62 países, em todos os continentes”, frisa, ao dizer que 20% do faturamento da empresa vem da exportação. A estratégia internacional da marca passa pela ativação de lojas licenciadas, multimarcas e e-commerce. “Buscamos uma construção de comunicação e posicionamento junto com o parceiro local que seja alinhada com a cultura de cada mercado”, comenta. Nas próximas semanas, a marca vai lançar um e-commerce próprio na Holanda. “Nosso objetivo é, além de atender os Países Baixos, expandir para outros mercados europeus” , projeta Melo.

Vicenza na Itália

No exterior, o mercado europeu é um dos principais parceiros da Vicenza, que, inclusive, conta com um escritório e showroom na Itália, com parceiro local. O gerente de exportação da empresa, Geison Ferreira, explica que o trabalho de inserção e internacionalização da Vicenza já tem 15 anos e garantiu à empresa solidez nas suas operações, reconhecimento de marca e grande presença em todos os países da Europa.

“Hoje, além de termos showroom na Itália com equipe de vendas nativa e centro de distribuição local, lançamos também nosso (https://www.vicenzaeurope.com/), que nos permitiu um relacionamento mais próximo com os clientes e possibilitou entender melhor o perfil de compra das consumidoras europeias”, destaca o gerente, ressaltando que tais informações têm sido extremamente relevantes para aprimorar a oferta de produtos. Atualmente, 25% da produção da empresa tem como destino o mercado europeu, sendo que a meta é ampliar ainda mais essa presença, especialmente por meio de ações digitais.

Piccadilly no Kuwait

Tratando a exportação como estratégia na empresa, a Piccadilly tem no exterior uma parte importante do seu planejamento, já que 35% do total da receita do grupo provém do mercado internacional. “E hoje, praticamente 100% da nossa exportação é com marca própria”, comemora a gerente de exportação, Bruna Kremer. A Piccadilly está presente em mais de 14 mil pontos de venda em aproximadamente 100 países e conta, ainda, com 25 lojas exclusivas, a maioria em shoppings e centros comerciais, espalhadas pelo mundo.

Destas, 14 estão localizadas no Kuwait. “A presença da Piccadilly no Kuwait começou como distribuição e o parceiro identificou a oportunidade de abrir lojas exclusivas da marca. Nós orientamos com relação ao layout e apoiamos com materiais exclusivos de comunicação”, fala Bruna. No final de 2020, a marca deu início ao projeto de franquias no exterior. E a primeira já está em operação no Equador. Bruna explica que, embora mais de 65% das exportações da empresa tenham como destino os mercados da América Latina e Central, existe um esforço para expansão na Europa e Oriente Médio, com o apoio fundamental do Brazilian Footwear, especialmente em ações digitais no Velho Continente.

Klin nos Estados Unidos

Intensificando a presença da marca no mercado externo nos últimos anos, a Klin está presente em mais de 60 países. E dentre esses mercados, os Estados Unidos é o que mais se destaca. Expostos nas prateleiras de redes segmentadas e em lojas especializadas do mercado estadunidense, os produtos da marca infantil têm resultados cada vez melhores entre os consumidores locais.

“Tivemos um incremento de mais de 100%”, ressalta o CEO da empresa, Rodrigo Righi. O executivo frisa que o trabalho neste país é fruto dos contatos com os compradores internacionais obtidos pelas participações nas feiras presenciais e, agora, digitais, que contam com o apoio do programa Brazilian Footwear. A fabricante aposta na internacionalização da marca como uma oportunidade de expansão. “Além de trazer valor, traz a oportunidade de aparar as arestas com experiências que adquirimos comercializando com mercados distintos”, conclui Righi.

 

Fonte: Assessoria
15/04/2021 0 Comentários 712 Visualizações
Produção
Business

Produção e exportação de calçados caíram em 2020

Por Eduarda Ferreira 14/01/2021
Por Eduarda Ferreira

O ano de 2020 foi bastante difícil para o setor calçadista brasileiro, aponta a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Conforme dados divulgados pela Abicalçados em coletiva on-line, na noite da última terça-feira (13), o setor pode ter perdido 21,8% da sua produção em 2020, retornando a patamares de 16 anos atrás (dado oficial, do IBGE será divulgado até o final de janeiro). Assim, na exportação a queda foi de 18,6%, pior número desde 1983. Entretanto, para 2021 a estimativa é de incremento tanto em produção (+14,1%) quanto na exportação de calçados (+14,9%). O crescimento, porém, não será suficiente para recuperação total do setor.

Conforme o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a atividade vem em recuperação gradual, com mais mais de 30 mil novos postos de trabalho entre julho a novembro de 2020, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego. “A abertura do varejo, que absorve mais de 85% das vendas do setor, foi fundamental para o resultado”, comentou. Por outro lado, o crescimento não foi suficiente para reverter as perdas de postos nos meses mais críticos da pandemia. Entre março e junho do ano passado mais de 60 mil trabalhadores perderam seus empregos. O dado até novembro mostra que o setor está empregando 255 mil pessoas, 13% menos do que no mesmo mês de 2019.

Produção do setor

Quanto à produção de calçados, a queda no acumulado até novembro foi de 23,4% (para 654,1 milhões de pares fabricados), sendo que o ano deve fechar com uma queda de 21,8%, indicando pequena melhora no último mês de 2020. “Fecharemos o ano com a produção de 710 milhões de pares, nível registrado em meados dos anos 2000”, destacou Ferreira. Para 2021, a expectativa é de que o setor cresça 14,1% sobre a base fraca do ano passado (para 811 milhões de pares). “Porém, ainda que a estimativa se realize, estaríamos 10,3% abaixo do desempenho de 2019 (908 milhões de pares), na pré-pandemia”, projetou o dirigente.

“O estrago foi muito grande, mas esperamos que com a vacinação em massa e as coisas retornando ao normal possamos experimentar uma recuperação. Mas ainda vamos ficar longe do ideal”, acrescentou o executivo, ressaltando que para que o crescimento seja sustentável é preciso que o Estado brasileiro promova as reformas estruturantes necessárias, especialmente a tributária. “Vivemos em um manicômio tributário. Não havendo uma reforma neste sentido, não teremos como sustentar a recuperação”, disse.

Exportações

Respondendo por cerca de 15% das vendas do setor calçadista brasileiro, as exportações terminaram 2020 com um revés de 18,6% em pares (93,8 milhões de pares) e de 32,3% em dólares (US$ 658,3 milhões) no comparativo com 2019, pior resultado em quase quatro décadas. Assim, com o retorno gradual das negociações internacionais, especialmente as grandes feiras comerciais, a expectativa é de um crescimento de 14,9% ao longo de 2021 (108 milhões de pares). “Ainda assim ficaremos 6,5% aquém de 2019”, disse Ferreira.

Segundo Ferreira, os principais destinos das exportações, em 2020, seguiram sendo Estados Unidos (9,3 milhões de pares e US$ 137,8 milhões, quedas de 22,1% e 30,8%, respectivamente); Argentina (7,7 milhões de pares e US$ 72,6 milhões, quedas de 23,5% e 30,8%) e França (7,1 milhões de pares e US$ 59,2 milhões, quedas de 10,7% e 2,1%). As principais origens dos embarques foram Rio Grande do Sul (22 milhões de pares e US$ 292,5 milhões, quedas de 28,8% e 34,8%); Ceará (33 milhões de pares e US$ 167 milhões, quedas de 14,5% e 28,1%); e São Paulo (6,4 milhões de pares e US$ 66,8 milhões, quedas de 16,5% e 35,3%). Confira as informações apresentadas na coletiva de imprensa AQUI.

Dados e estimativas

2020
Produção de calçados (jan-nov): -23,% (654,1 milhões de pares)
Produção de calçados (2020): -21,8% (710 milhões de pares)*
Exportação de calçados (2020): 93,8 milhões de pares (-18,6%) e US$ 658,3 milhões (-32,3%)
Emprego (nov): 255 mil postos diretos (-13%)

2021*
Produção de calçados: +14,1% (811 milhões de pares)
Exportação de calçados: +14,9% (108 milhões de pares)

* Projeções Abicalçados

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
14/01/2021 0 Comentários 576 Visualizações
Argentina
Business

Argentina volta a barrar calçados brasileiros

Por Gabrielle Pacheco 03/12/2020
Por Gabrielle Pacheco

Após quatro anos de trégua, o governo argentino voltou a barrar os calçados brasileiros. Assim, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que vem monitorando a questão, reporta que atualmente estão pendentes de licenças de importação para entrar no país vizinho 328 mil pares de calçados, sendo que 315 mil deles já excederam o prazo máximo de 60 dias estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o prejuízo já chega a 3 milhões de dólares. “Em outubro, no primeiro monitoramento realizado por demanda de algumas empresas que estavam enfrentando novamente o problema, quase 850 mil pares aguardavam liberação na fronteira. Foi quando tivemos um encontro na embaixada da Argentina no Brasil. Assim, a partir disso houve uma melhora, mas seguimos atentos”, conta o executivo.

Ferreira lembra que o fato remete aos governos Kirchner, quando os calçados brasileiros tiveram as mesmas dificuldades para entrar no país vizinho. “A Argentina passa por uma crise econômica e precisa preservar suas reservas cambiais. Assim, a medida natural do governo, que tem orientação mais protecionista, é barrar importações, barreira que neste caso é colocada por meio das licenças não automáticas”, explica o dirigente, ressaltando que a preocupação é de que possam ocorrer cancelamentos ou mesmo pedidos de prorrogação para pagamentos, prejudicando a indústria brasileira.

Atualmente, a Argentina é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior, atrás apenas dos Estados Unidos. Além disso, entre janeiro e outubro deste ano, o país vizinho foi destino de 6,28 milhões de pares verde-amarelos, que geraram US$ 60,17 milhões, quedas de 25,2% em volume e de 33,2% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2019.

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
03/12/2020 0 Comentários 581 Visualizações
Brazilian Footwear
Business

Brazilian Footwear realiza segunda edição das rodadas América Latina

Por Gabrielle Pacheco 10/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Diante do sucesso da primeira edição e com alta demanda de empresas, o Brazilian Footwear irá promover a segunda edição das rodadas de negócios com compradores da América Latina. O programa de apoio às exportações de calçados é mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Além disso, a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, explica que a iniciativa será realizada no mesmo formato da edição anterior, quando 20 marcas calçadistas fecharam US$ 1,2 milhão em negócios. “As marcas preenchem um perfil com o seu tipo de produto e interesse, e a partir daí são agendadas reuniões de acordo com a demanda dos compradores selecionados”, conta.

Assim, nessa edição as reuniões com compradores da Colômbia, Equador e Peru acontecerão entre 23 de novembro e 4 de dezembro. Para isso, já confirmaram presença as empresas Perlatto, Macboot, Tnin, Petite Jolie, Floré e Vero Moc.

Sobre o Brazilian Footwear:

Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Apex-Brasil. Assim, este programa tem por objetivo aumentar as exportações de marcas brasileiras de calçados através de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem voltadas ao mercado internacional. Conheça em: www.brazilianfootwear.com.br | www.abicalcados.com.br/brazilianfootwear.

Sobre a Apex-Brasil:

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia do país. Assim, para alcançar esses objetivos, a Apex-Brasil realiza ações diversificadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira entre outras plataformas de negócios. Mais informações: www.apexbrasil.com.br.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/11/2020 0 Comentários 606 Visualizações
Assintecal
Business

Nova diretoria da Assintecal assume com desafio de fortalecer exportações

Por Gabrielle Pacheco 09/11/2020
Por Gabrielle Pacheco

Gerson Luis Berwanger assume nesta segunda-feira (9) a presidência da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), pelos próximos dois anos. Assim também será nomeada a diretoria executiva, formada por 13 empreendedores que lideram algumas das maiores empresas do setor. Internacionalização, sustentabilidade, Inspiramais, mercado nacional, design, inovação e relações institucionais seguirão como os pilares da entidade.

Antes de assumir o cargo, Gerson atuou como vice-presidente executivo da Assintecal na última gestão. Entre os planos para o futuro, está expandir o portfólio da entidade. “Não vendemos um produto para o nosso associado, vendemos projetos. E ele busca algo que possa ajudar na exportação”, observa o presidente, destacando a parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Em 2019, 390 empresas participaram do By Brasil Components, Machinery and Chemicals – programa de incentivo às exportações, realizado entre Assintecal e Apex-Brasil. Foram comercializados 180 tipos de materiais para países como China, Argentina, Colômbia, México, Paraguai, Peru, Alemanha e Índia, gerando mais de 300 milhões de dólares. “Hoje, exportamos mais para as Américas, mas pretendemos ampliar o alcance. Com o Inspiramais digital, estamos abertos para o mundo”, afirma.

No mercado nacional, a gestão foi marcada por ações relacionadas à sustentabilidade. A primeira rodada de negócios temática contou com a participação de 29 empresas de calçados e 51 fornecedores, totalizando 600 rodadas. Assintecal e Abicalçados realizaram o evento “Sustentabilidade: é hora de avançar”, primeiro encontro com a cadeia calçadista para sensibilização do tema. O prêmio Primus foi outro destaque, reconhecendo soluções inovadoras e sustentáveis.

Desafios para a nova gestão

Gerson Luis Berwanger aponta que sua gestão será marcada por uma nova fase. Segundo o executivo, a pandemia gerou o fortalecimento das relações virtuais, encurtou distâncias, reduziu custos e otimizou o tempo. Nesse novo cenário, aumentará a adoção de um modelo híbrido para reuniões, palestras e eventos, com a alternância entre presenciais e online. “Durante a pandemia, adaptamos tudo o que foi possível. Buscamos humanizar o Inspiramais. Em janeiro, teremos uma nova edição virtual e queremos melhorar a experiência, tornando o evento ainda mais atrativo”, exemplifica. A primeira edição digital do Inspiramais, em agosto de 2020, contou com a participação de 50 países, 141 expositores, 425 rodadas internacionais e 10 mil usuários.

Processo de reinvenção

Na avaliação de Milton José Killing, que encerra a gestão como presidente, a palavra “reinvenção” resume o momento vivido em 2020. “Foi uma gestão tranquila até março deste ano. Depois, foi mais desafiadora. A pandemia acelerou a criação do modelo do Inspiramais digital, passamos a atingir outros mercados”, analisa. Milton ressalta o papel da Assintecal em mostrar às empresas do setor o que virá pela frente. Uma das entregas nesse sentido foi a plataforma de inteligência de mercado, lançada em 2019. Até o momento, a entidade já realizou mais de 380 estudos, com 1,4 mil acessos de associados e 1,3 mil downloads.

“Estou muito contente pelos resultados. A Assintecal está muito bem preparada. O grupo do conselho sempre esteve motivado, à disposição. O grupo que foi montado é muito forte, relevante e muito a fim de trabalhar”, observa. Milton José Killing encerra a segunda passagem pela presidência. Na primeira, permaneceu durante sete anos e, agora, finaliza um ciclo de quatro anos à frente da associação. Ele é diretor-presidente da Killing S/A Tintas e Adesivos, e será vice-presidente internacional pelos próximos dois anos.

Quem é o novo presidente da Assintecal

Gerson Luis Berwanger, 54 anos, é natural de Novo Hamburgo. Trabalha na área desde os 12 anos: começou passando cola em atelier, depois dentro de fábrica. Além disso, foi office boy, trabalhou com documentação de exportação, em companhias americanas de exportação de sapatos, em uma multinacional chilena de produtos para calçados e confecção e foi representante de empresas europeias na área de produtos para calçados. Fala inglês, italiano e espanhol. Atualmente, é presidente da Bertex Produtos para Moda, que atua há 14 anos no mercado.

Diretoria 2020-2021

Gerson Luis Berwanger (Bertex) — Presidente
Aécio Marcos Rosaboni Júnior ( Jr Dublagens/Jclass) — Vice Presidente Birigui
Atson Rodrigues Melo Bessas (Atta Injetados) — Vice-presidente Nova Serrana
Cláudia Madrid (Braskem) — Vice-presidente Relações com o Mercado
Gilmar Haag (Cofrag) — Vice-presidente Design
José Cláudio Blos (Intexco) — Vice-presidente Inspiramais
José João Dewes (Dewes & Link) — Vice-presidente Administrativo/Financeiro
Levi Sottomaior de Souza Filho (Quimicolla) — Vice-presidente São João Batista
Marcelo Nicolau (Cipatex) — Vice-presidente Institucional
Marcelo Reichert (FCC) — Vice-presidente de Inovação
Marco Antonio Schmitt (Box Print) — Vice-presidente de Sustentabilidade
Milton José Killing (Killing S.A.) — Vice-presidente Internacional
Renato Raimundo (Stick Fran) — Vice-presidente Franca
Viviane Kogler (MK Química) — Vice-presidente Setorial Couros
Ilse Maria Biason Guimarães (Assintecal) – Superintendente
Conselho Fiscal
Tanha Maria Lauermann Schneider
Oséias Schroeder
Rogerio Walmor Cervi

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/11/2020 0 Comentários 630 Visualizações
exportações
Business

Exportações de carne de frango seguem em alta em 2020

Por Gabrielle Pacheco 08/10/2020
Por Gabrielle Pacheco

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 3,178 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano. Isso considerando todos os produtos, entre naturais e processados, que somam 1,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2019 — quando foram 3,137 milhões de toneladas. As informações são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, no mesmo período, a receita acumulada com os embarques alcançou US$ 4,619 bilhões — 12,1% a menos na comparação com os primeiros nove meses de 2019 (US$ 5,253 bilhões).

Além disso, considerando apenas o mês de setembro, as exportações do setor totalizaram 345 mil toneladas. Assim, o resultado significa uma queda de 2,3% em relação ao alcançado em setembro do ano passado (353,2 mil toneladas). Além disso, a receita dos embarques totalizou US$ 479 milhões no mês passado, número 18,4% menor se comparado aos US$ 587,2 milhões obtidos em setembro de 2019. “A média de exportações registradas neste segundo semestre estão acima do obtido no mesmo período em 2019, um indicativo de que as vendas seguirão positivas. Isto, sem impactar na oferta de produtos para o consumidor brasileiro, que também aumentou este ano”, avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Destinos das exportações

Principal destino, as importações da China seguem elevadas em 2020, com 514,1 mil toneladas entre janeiro e setembro (+28% em relação à 2019). Também destacam-se as vendas para Líbia, com 46,1 mil toneladas (+79%); Jordânia, com 46,2 mil toneladas (+35%); Rússia, com 63,5 mil toneladas (+47%); Cingapura, com 98,4 mil toneladas (+39%); Vietnã, com 37,3 mil toneladas (+105%); e Coreia do Sul, com 98,5 mil toneladas (+7%).

Considerando apenas as vendas de setembro, cresceram as exportações para a África do Sul, com 23 mil toneladas (+38% em relação a setembro de 2019), Iêmen, com 11 mil toneladas (+73%), Emirados Árabes, com 25,9 mil toneladas (+11%) e União Europeia, com 21,2 mil toneladas (+15%).

Foto: Reprodução | Fonte: Assessoria
08/10/2020 0 Comentários 566 Visualizações
Business

ACIST-SL divulga Boletim Socioeconômico Trimestral

Por Gabrielle Pacheco 26/08/2020
Por Gabrielle Pacheco

A ACIST-SL divulgou na manhã desta quarta-feira, 26, a 9ª edição do Boletim Socioeconômico Trimestral. Segundo o documento, que avalia a situação econômica do Brasil e do Rio Grande do Sul, a inflação observada no 2º trimestre de 2020 foi de -0,43%. A taxa de desemprego no segundo trimestre de 2020 foi de 13,3%, desempenho que representa um aumento de 1,1 ponto percentual em comparação ao trimestre anterior. Este resultado significa que cerca de 12,8 milhões de pessoas estão desempregadas no Brasil. O saldo de emprego formal no Brasil no segundo trimestre de 2020 apontou para uma perda de mais de 1,2 milhão de postos de trabalho, reflexo dos impactos da pandemia do novo coronavírus.

Em virtude da pandemia da Covid-19, também notou-se uma redução expressiva no desempenho da produção industrial brasileira no 2º trimestre de 2020, que alcançou uma queda de 21,8% frente ao mesmo período de 2019. O comércio varejista, por sua vez, registrou contração de 7,6% no 2º trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior.

No âmbito estadual, no 2º trimestre de 2020, observa-se retração de 25,4% na produção industrial gaúcha frente ao mesmo período de 2019, marcando o trimestre com a maior queda desde 2002, quando a série iniciou. Quanto ao emprego no Rio Grande do Sul, os dados apontam para o fechamento de aproximadamente 116,5 mil vagas.

A boa notícia nesse 2º trimestre diz respeito às exportações gaúchas, que apesar da contração, alcançaram um desempenho superior ao total das exportações brasileiras, que apresentaram uma queda mais acentuada, ou seja, de 9,3% no mesmo período.

O Boletim completo pode ser conferido no site da ACIST.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
26/08/2020 0 Comentários 570 Visualizações
Business

ABPA projeta alta na produção de carne de frango e de carne suína em 2020

Por Gabrielle Pacheco 16/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

A produção brasileira de carne de frango deverá crescer entre 3% e 4% em 2020, alcançando o total de 13,7 milhões de toneladas neste ano, projeta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Os números foram apresentados hoje em coletiva de imprensa virtual, com participação de jornalistas de diversos estados.

As exportações do setor também devem crescer em patamares equivalentes, entre 3% e 5%, alcançando até 4,45 milhões de toneladas, prevê a associação.

No mercado interno, os níveis de consumo também deverão crescer. As projeções indicam elevação de 2,5%, com total de 43,9 quilos per capita ano em 2020.

“O empenho setorial para a manutenção do abastecimento permitiu manter a produção e as exportações em bons níveis de crescimento.  Apesar dos impactos da pandemia, que restringiu este potencial, os indicadores apontam um horizonte positivo para a avicultura e a suinocultura do Brasil”, celebra Francisco Turra, presidente da ABPA.

Em carne suína, a produção prevista para o ano é 4% a 6,5% maior em relação ao efetivado em 2019, alcançando até 4,25 milhões de toneladas, segundo as projeções da associação.

A entidade antevê um salto expressivo nas exportações do ano, podendo alcançar pela primeira vez 1 milhão de toneladas, 33% a mais que o efetivado em 2019.

Já o consumo per capita de carne suína deverá se manter estável, com total de 15,3 quilos per capita no ano.

“A Ásia é o grande drive das exportações internacionais, não apenas do Brasil.  A lacuna deixada pela Peste Suína Africana na produção dos países asiáticos e no trade global continuará a ditar o comportamento das exportações brasileiras e dos demais exportadores internacionais de aves e de suínos. O bom desempenho das exportações reduz os impactos decorrentes da alta dos insumos e da elevação dos custos decorrentes da situação de pandemia”, ressalta Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Exportações no 1º semestre: Carne suína

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 96,1 mil toneladas em junho.  O número supera em 50,4% o volume embarcado no sexto mês de 2019, com total de 63,9 mil toneladas. Em receita, o desempenho mensal registrou alta de 43,4%, com US$ 198 milhões de saldo registrado em junho deste ano, frente a US$ 138,1 milhões em 2019.

No acumulado do ano, as vendas de carne suína seguem 37,01% maior este ano, em comparação com 2019. Foram 479,4 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020, contra 349,9 mil toneladas exportadas nos seis primeiros meses do ano passado. Em receita, houve elevação de 52,5% no mesmo período comparativo, com US$ 1,076 bilhão este ano e US$ 705,6 milhões em 2019.

Carro-chefe das exportações brasileiras, as vendas para a Ásia chegaram a 374,5 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, saldo 83,1% superior ao registrado em 2019.  A China, maior importadora de carne suína do Brasil, foi destino de 230,7 mil toneladas no período (+150,2%).  Hong Kong, no segundo posto, importou 18,6% a mais, com 92,9 mil toneladas. Outro mercado de destaque foi Singapura, com 27,8 mil toneladas (+51,6%).

Carne de frango

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 341,9 mil toneladas em junho, volume 12,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com total de 390,5 mil toneladas. Em receita, o saldo de exportações chegou a US$ 446,5 milhões em junho, número 30,95% menor em relação ao registrado no mesmo período de 2019, com US$ 646,2 milhões.

No acumulado do ano, as vendas do setor se mantiveram positiva em 1,7%, com 2,106 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, contra 2,072 milhões de toneladas em 2019. No mesmo período, as vendas para o mercado externo geraram receita de US$ 3,144 bilhões, número 8,8% menor em relação ao saldo do primeiro semestre de 2019, com US$ 3,448 bilhões.

Como no setor de suínos, o mercado asiático foi o principal destino das exportações brasileiras – chegaram a importar 837,3 mil toneladas no primeiro semestre, número 15% maior que o efetivado no mesmo período de 2019. Principal destino, as vendas para o mercado chinês seguem positivas, com alta de 32% e embarques de 346,3 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020.  Singapura, com 67,6 mil toneladas (+49%), Filipinas, com 43,8 mil toneladas (+72%) e Vietnã, com 19,8 mil toneladas (+73%) foram os destaques nas vendas para a região neste ano.

Luta setorial

A ABPA reitera o compromisso setorial de atuar pela preservação da saúde dos colaboradores, com a adoção de estratégias em todo o sistema produtivo – implantadas por iniciativa das próprias empresas já em março.

As empresas do setor frigorífico seguem rigidamente a lei brasileira (Portaria Interministerial n° 19) e também o protocolo setorial validado cientificamente pelo Hospital Albert Einstein, que estabelece uma série de medidas protetivas aos colaboradores, como proteção buconasal (máscara cirúrgica), faceshield e outros, além dos habituais uniformes, luvas, máscaras e outras camadas de proteção; barreiras laterais, impedindo contato entre os colaboradores na linha de produção; afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco; intensificação das ações de vigilância ativa, o monitoramento da saúde; adoção de medidas contra aglomerações em restaurantes, transportes e outras áreas; e reforço da rotina de higienização de todos os ambientes dentro e fora dos frigoríficos várias vezes ao dia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e órgãos internacionais como o Instituto Federal Alemão para Avaliação de Riscos e o Departamento de Saúde do governo australiano confirmam que não há risco de contaminação do produto, com base em avaliações científicas.  Isto vale para qualquer tipo de alimento.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
16/07/2020 0 Comentários 586 Visualizações
Variedades

Exportações brasileiras de carne suína crescem 50,4% em junho

Por Gabrielle Pacheco 08/07/2020
Por Gabrielle Pacheco

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 96,1 mil toneladas em junho. A informação é da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 50,4% o volume embarcado no sexto mês de 2019, com total de 63,9 mil toneladas.

Em receita, o desempenho mensal registrou alta de 43,4%, com US$ 198 milhões de saldo registrado em junho deste ano, frente a US$ 138,1 milhões em 2019.

No acumulado do ano, as vendas de carne suína seguem 37,01% maior este ano, em comparação com 2019.  Foram 479,4 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020, contra 349,9 mil toneladas exportadas nos seis primeiros meses do ano passado.

Em receita, houve elevação de 52,5% no mesmo período comparativo, com US$ 1,076 bilhão este ano e US$ 705,6 milhões em 2019.

Carro-chefe das exportações brasileiras, as vendas para a Ásia chegaram a 374,5 mil toneladas no primeiro semestre deste ano, saldo 83,1% superior ao registrado em 2019.  A China, maior importadora de carne suína do Brasil, foi destino de 230,7 mil toneladas no período (+150,2%).  Hong Kong, no segundo posto, importou 18,6% a mais, com 92,9 mil toneladas. Outro mercado de destaque foi Singapura, com 27,8 mil toneladas (+51,6%).

“Os impactos gerados na Ásia pela Peste Suína Africana desde 2018 continuam a ditar o ritmo das importações da região.  O Brasil mantém sua posição como parceiro pela segurança alimentar da China e das demais nações que impulsionaram suas compras neste ano’, destaca Francisco Turra, presidente da ABPA.

Exportações de carne de frango

As exportações brasileiras de carne de frango totalizaram 341,9 mil toneladas em junho, volume 12,4% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com total de 390,5 mil toneladas.

Em receita, o saldo de exportações chegou a US$ 446,5 milhões em junho, número 30,95% menor em relação ao registrado no mesmo período de 2019, com US$ 646,2 milhões.

No acumulado do ano, as vendas do setor se mantiveram positiva em 1,7%, com 2,106 milhões de toneladas embarcadas entre janeiro e junho deste ano, contra 2,072 milhões de toneladas em 2019.

No mesmo período, as vendas para o mercado externo geraram receita de US$ 3,144 bilhões, número 8,8% menor em relação ao saldo do primeiro semestre de 2019, com US$ 3,448 bilhões.

Como no setor de suínos, o mercado asiático foi o principal destino das exportações brasileiras – chegaram a importar 837,3 mil toneladas no primeiro semestre, número 15% maior que o efetivado no mesmo período de 2019. Principal destino, as vendas para o mercado chinês seguem positivas, com alta de 32% e embarques de 346,3 mil toneladas entre janeiro e junho de 2020.  Singapura, com 67,6 mil toneladas (+49%), Filipinas, com 43,8 mil toneladas (+72%) e Vietnã, com 19,8 mil toneladas (+73%) foram os destaques nas vendas para a região neste ano.

 “Houve também fortalecimento nas vendas para nações da África, como Egito, Líbia e Angola, além de nações árabes como Kuwait, Iêmen e Catar, que deram sustentabilidade aos embarques do setor no ano em médias mensais superiores às realizadas no primeiro semestre de 2019”, avalia Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
08/07/2020 0 Comentários 515 Visualizações
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