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esgoto

Cidades

Comusa investe R$ 6 milhões na retomada da substituição de redes

Por Gabrielle Pacheco 01/02/2023
Por Gabrielle Pacheco

Com quase 50% dos mais de 900 quilômetros de redes já substituídas no Município, a Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, retoma nesta semana as obras que vão substituir as tubulações de ferro e fibrocimento por PEAD, um material mais resiliente e durável.

Redes novas significam menos rompimentos, menos falta d’água e um conserto mais rápido quando houver um vazamento.

A nova etapa prevê 20 novos quilômetros de redes ainda em 2023, com um investimento de R$ 6 milhões em recursos próprios da Comusa, dos quais R$ 2 milhões são valores recuperados junto à Caixa em dezembro do ano passado, quando a autarquia entregou antecipadamente o cronograma de obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Luiz Rau. Além de instalar novas redes, também será feita a ligação de ramais em áreas que já receberam as tubulações de PEAD em outras etapas.

O vice-prefeito de Novo Hamburgo e diretor-geral da Comusa, Márcio Lüders, afirma que a retomada do programa foi possível pelo trabalho de gestão e redução de gastos que vem sendo feito desde 2018. “São recursos próprios que estão sendo reinvestidos para a população. Nossa gestão já garantiu mais de R$ 60 milhões em economia, o que nos garante dar continuidade a esse trabalho. Redes novas significam menos rompimentos, menos falta d’água e um conserto mais rápido quando houver um vazamento. Além disso, todas essas redes estão saindo do meio das ruas e indo para as calçadas, o que facilita o processo sem afetar o trânsito”, explica Márcio.

Canudos na lista de bairro beneficiados

Na primeira etapa da retomada, o bairro Centro receberá a instalação de novas redes, mas outros bairros já estão contemplados ainda em 2023. “Canudos, que é um dos locais onde mais temos rompimentos nas redes antigas e ainda não havia sido beneficiado, está nos planos para este ano. Vale lembrar que aumentamos também o número de válvulas reguladoras de pressão (VRP) em toda a cidade, já são quase 60. Esse mecanismo auxilia na redução de rompimentos e garante o melhor funcionamento das nossas redes”, finaliza.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/02/2023 0 Comentários 792 Visualizações
Cidades

Workshop detalhou o funcionamento da futura ETE Luiz Rau em Novo Hamburgo

Por Amanda Krohn 25/08/2022
Por Amanda Krohn

O funcionamento e operação da nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Luiz Rau, foi tema de Workshop realizado na quinta-feira (18), no Centro Ambiental do Parque Floresta Imperial. O evento, aberto à entidades e imprensa, trouxe engenheiros da empresa responsável pelo projeto para detalhar o diferencial da ETE, que vai ser responsável pelo tratamento de 50% de todo esgoto de Novo Hamburgo.

De acordo com o vice-prefeito e diretor-geral dos Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo (Comusa), Márcio Lüders, a nova ETE apresenta uma tecnologia que garante o total controle sobre todo o processo de tratamento. “Esse sistema de bateladas que a Luiz Rau vai utilizar oferece um detalhamento maior de toda operação. Assim, podemos precisar exatamente onde uma falha ocorreu, identificar o problema e lidar com ele imediatamente”, comenta. “O encontro foi importante para ajudar a sanar as dúvidas dos nossos técnicos e mostrar a relevância dessa obra para as entidades, algo que vai mudar a história de Novo Hamburgo”, prossegue.  A licitação da nova ETE deve ser lançada nos próximos meses com um orçamento de R$ 64 milhões. As obras de terraplanagem devem reiniciar em setembro e tem prazo de quatro meses para sua conclusão.

Como a ETE vai tratar o esgoto

A modalidade escolhida para implantação da estação de tratamento de esgoto ETE Luiz Rau foi o Processo de Lodos Ativados em Reator Sequencial por Bateladas (SBR – do inglês Sequencing Batch Reactor), seguido de decantação assistida. A vazão média da ETE, nessa primeira etapa, será de 200 litros por segundo. De acordo com o encarregado do tratamento de água da Comusa Geraldo Thiesen, este processo apresenta “grande estabilidade operacional, elevada qualidade de efluente e flexibilidade operacional necessária às condições flutuantes de geração de esgoto misto”.

São quatro etapas. Na primeira, as Estações de bombeamento de esgoto contam com gradeamento grosseiro e sistema de bombeamento para alimentar uma vazão de 200 l/s para ETE. No tratamento primário da ETE é instalado o gradeamento para retenção de areia e gordura que são os materiais sólidos não retidos no gradeamento grosseiro à montante da chegada na estação elevatória final.

Em seguida o efluente será encaminhado para tratamento aeróbio em reatores biológicos utilizando aeração por ar difuso, na modalidade de operação em bateladas (SBR). Trata-de de uma operação intermitente do processo de lodos ativados, modalidade aeração prolongada. O reator de seqüência intermitente SBR consiste em um processo de carga e descarga controladas. Ele combina todas as etapas de operação do processo convencional, ou seja, equalização, aeração, decantação, e descarga de lodo.

Na terceira etapa, o esgoto fica em decantação por 1h-1h30 e a descarga do sobrenadante (fração de esgoto tratado) do SBR ocorrerá em uma lagoa de amortecimento que garantirá a alimentação constante na decantação assistida. Na última etapa, os lodos produzidos pelo SBR serão acumulados em três tanques com mistura e depois serão submetidos à desidratação mecanizada, mediante o emprego de centrífuga. O lodo, depois de desidratado, será recolhido e transportado para destinação final.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
25/08/2022 0 Comentários 794 Visualizações
Cidades

“Tratamos muito mal a água no Brasil”, alerta especialista em saneamento

Por Amanda Krohn 10/08/2022
Por Amanda Krohn

O desafio da universalização do saneamento básico foi tema de uma sessão conjunta de três comissões da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Realizado na manhã desta terça (9), o encontro contou com apresentações feitas pelo presidente da Cristalina Saneamento, Yves Besse, e do diretor de Articulação e Fomento de Parcerias e Desestatização, da Secretaria de Parcerias de Porto Alegre, Jorge Melo.

A discussão foi promovida pelas comissões de Urbanização, Transportes e Habitação; Economia, Finanças e Orçamento; e Saúde e Meio Ambiente (Cosman). Em sua fala, Besse traçou um panorama do saneamento no Brasil, com atenção especial à realidade de Porto Alegre. “Temos muita água, mas tratamos muito mal a água no Brasil. Muitos querem, inclusive, separar a questão da água do esgoto. Isso não é possível, precisamos que as soluções sejam conjuntas”, explicou.

De acordo com o diretor de Articulação e Fomento de Parcerias e Desestatização, o município realiza um estudo que inclui água, esgoto e drenagem. Ainda não há uma decisão quanto ao futuro do saneamento da capital. Inicialmente, a prefeitura prevê utilizar recursos de uma eventual outorga dos serviços de água e esgoto em investimentos na drenagem da cidade. “A ideia não é fazer uma concessão de drenagem, apenas de água e esgoto, mas reverter parte dos recursos da outorga para as obras necessárias. Isso está em estudo”, explica Melo.

O novo Marco Legal do Saneamento, que completou dois anos em julho, prevê que o fornecimento de água chegue a 99% da população brasileira até 2033. Até o mesmo ano, pelo menos 90% do esgoto gerado deverá ser tratado. Atualmente, apenas 48% do esgoto gerado no país é devolvido tratado à natureza. A estimativa é de será necessário aumentar o investimento anual em saneamento em cerca de 700% para atender à nova legislação.

Foto: Elson Sempé Pedroso/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/08/2022 0 Comentários 712 Visualizações
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