O Liquida Porto Alegre 2022 inicia-se nesta sexta-feira, 18 de fevereiro, em meio a um dos momentos mais significativos da retomada econômica da Capital, quando lojistas e consumidores mais precisam de estímulos para movimentar o ecossistema dos negócios.
Neste ano, mais de 4,6 mil estabelecimentos aderiram à promoção que estará espalhada por 85 bairros, com maior incidência no Centro Histórico (702 lojas), Passo D’Areia (302 lojas) e Floresta (244 lojas). Dentre as inscritas, 71% são lojas de rua, 19% localizam-se em shoppings e 10% estão em camelódromos. Ainda, mais de 70 estabelecimentos são totalmente digitais e quase 700 são novatos na liquidação, que ocorrerá até o dia 26.

Os segmentos são os mais variados, desde vestuário (740 lojas) a farmácias (470 lojas), passando por móveis e colchões (300 lojas), alimentação (285 lojas) e beleza (280 lojas), chegando até os nichos religiosos, a área de moradias compartilhadas — os colivings — e à venda de espaços físicos de armazenamento – os self storages.
Liquida POA
Nesta edição do Liquida Porto Alegre, a CDL POA empenhou-se, de maneira ainda mais significativa, em instruir os lojistas a focar em ofertas que façam a diferença para o consumidor, aponta o presidente da Entidade, Irio Piva. “Iniciamos o Liquida Porto Alegre com o ambiente ideal: consumidores com expectativa para fazer suas compras e lojistas sabendo a importância de oferecer boas ofertas para gerar negócios. Nosso papel é criar esse ambiente e levar o consumidor até as lojas, impulsionando a economia local”, detalha o dirigente.
Piva explica que o maior poder do Liquida está no consumidor, que decidirá quais são os estabelecimentos que melhor irão atender as suas necessidades: “As boas ofertas devem ser oportunidades únicas”.
Economia
O propósito do Liquida Porto Alegre 2022 está em constituir um marco para a retomada da economia do município. Segundo o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, alguns dados oficiais mostram o quão necessário é o processo de recuperação da geração de emprego e de renda. “O mercado de trabalho formal encolheu 1,2% entre março de 2020 e dezembro de 2021, o que significa 6.528 vagas a menos no período, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Por sua vez, a quantidade de Notas Fiscais Eletrônicas emitidas na Capital hoje é praticamente a mesma de três anos atrás, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. Portanto, cremos que o evento deve colaborar para a ativação das vendas em um mês que é tradicionalmente caracterizado por ser o de pior movimento ao longo do ano para o varejo”, analisa o economista.
Conforme levantamento de dados do especialista, o cálculo da sazonalidade aponta que fevereiro é o mês de menor faturamento no setor, cuja queda em relação à média dos demais meses é de 16%.
O mercado de trabalho formal encolheu 1,2% entre março de 2020 e dezembro de 2021, o que significa 6.528 vagas a menos no período, conforme o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Portanto, cremos que o evento deve colaborar para a ativação das vendas em um mês que é tradicionalmente caracterizado por ser o de pior movimento ao longo do ano para o varejo”.
Campanha
Neste ano, o Liquida vem com uma nova marca, uma entrega massiva de material promocional para os lojistas e uma forte campanha de mídia, com participação em rádios, TVs, jornais impressos e digitais, além de mídia Out Of Home, e contando também com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Porto Alegre. Tudo concebido a fim de que o consumidor possa aproveitar ao máximo o ambiente de promoções.
A partir da diversidade de estabelecimentos cadastrados, imagino o consumidor aproveitando o Liquida Porto Alegre durante todo o seu dia a dia, como almoçar, ir a uma estética, comprar um presente, atualizar o guarda-roupas, e no lazer do fim do dia”.
O coordenador da Campanha e vice-presidente da CDL POA, Carlos Frederico Schmaedecke, aposta em um Liquida para todas as classes sociais, que englobe amplas atividades. “A partir da diversidade de estabelecimentos cadastrados, imagino o consumidor aproveitando o Liquida Porto Alegre durante todo o seu dia a dia, como almoçar, ir a uma estética, comprar um presente, atualizar o guarda-roupas, e no lazer do fim do dia”, idealiza Schmaedecke. O dirigente reforça ser fundamental manter a qualidade no atendimento, na comunicação individualizada com o cliente e nas ofertas efetivas a serem oferecidas. “Esse é o fator de sucesso de uma liquidação”, enfatiza o vice-presidente.


Em outra frente, a ABPA disponibilizou aos associados um guia com levantamento de todas as legislações ambientais que norteiam o trabalho da avicultura e da suinocultura do Brasil. Produzida em formato eletrônico, a cartilha reúne nas 53 páginas 24 legislações ambientais, entre instruções normativas, leis e outros, que tratam de tópicos como resíduos pecuários, Cadastro Ambiental Rural (CAR), qualidade do ar, efluentes industriais, qualidade do solo, licenciamento ambiental, entre outros. O guia foi apresentado e distribuído com uma aula gravada pela autora do documento, a responsável técnica pela Flos Ambiental, Clarissa Souza.
Alinhado aos aspectos comemorativos, culturais e comunitários da festa, o espaço será marcado por uma exposição de arte intitulada ‘Um Olhar para a Diversidade da Indústria Metalmecânica da Serra Gaúcha’ é composta por imagens captadas em 62 empresas associadas ao Simecs, de todos os portes, que aderiram voluntariamente à iniciativa a convite da entidade.
Localizado no Espaço da Inovação, no Pavilhão 2, o estande também vai contar com uma grande linha do tempo que trará uma narrativa histórica visual dos principais marcos da indústria da região, finalizada com uma projeção de futuro em grafite, feita pelo artista Gustavo Gomes durante a festa. A realização é do Simecs com apoio do Sebrae, Sesi, Senai e Instituto Hélice.






Segundo Maribel, são referências no mercado internacional, a possibilidade de pesquisas de origem dos materiais utilizados, a sustentabilidade – esta reconhecida no nível máximo no Origem Sustentável, único programa de certificação de sustentabilidade da cadeia produtiva do calçado em nível internacional – e a qualidade dos materiais utilizados. “No Brasil temos uma das cadeias de fornecimento mais completas do mundo e que preza pela transparência, inovação e tecnologia, certamente um diferencial diante dos principais concorrentes internacionais”, avalia a diretora.
Fundada em 1979, a Andacco, de São Sebastião do Paraíso/MG, tem forte presença no mercado internacional. Além da qualidade, um dos diferenciais que concedem competitividade para a empresa é o fato de, em 1988, passar a produzir seus próprios couros. Além da qualidade garantida do material, a produtora conseguiu reduzir os custos dos seus calçados.
O mercado externo não é somente para empresas tradicionais e de grande porte. Uma prova é o sucesso da Savelli, de Franca/SP. Fundada em 2005 e reestruturada em 2010, quando passou a adotar uma gestão profissionalizada e focada em qualidade e cuidado com recursos humanos, a fabricante produz 1,1 mil pares de calçados masculinos e mocassins femininos de couro diariamente.
Além disso, a seleção de matérias-primas é outro diferencial relevante para os bons resultados além-fronteiras. “Não dá para reduzir a qualidade dos materiais porque isso vai impactar na qualidade da nossa entrega. O nosso movimento enquanto empresa é cuidar para que isso seja sempre uma prioridade. Nós temos um trabalho intenso e direcionado para isso. Temos uma pessoa dedicada a essa função, que cuida da seleção do couro enquanto ele ainda não recebeu acabamentos. Temos todo o cuidado para transformar a pele naquilo que o cliente precisa”, conta Bruna, ressaltando que são mais de 30 revisores do começo ao fim do processo.

Segundo Galhego existe uma expectativa com relação aos resultados das feiras internacionais, o produto mais utilizado pela empresa no âmbito do programa. “Estamos com boas expectativas para os próximos anos, especialmente pelo retorno do mercado norte-americano e europeu. O volume de clientes novos e inativos voltando ao Brasil não se via há 15 anos. É um ânimo para o setor”, conta o gerente.


