No mês de janeiro, o Programa de Monitoramento Espacial do Rio dos Sinos identificou uma crescente degradação da água do rio em alguns pontos em razão da estiagem. Mensalmente, o Consórcio Pró-Sinos monitora a qualidade da água em 24 pontos representativos da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos. A partir de nove parâmetros – Coliformes Termotolerantes, pH, Nitrogênio, Fósforo, Oxigênio Dissolvido, Demanda Bioquímica de Oxigênio, Temperatura, Turbidez e Sólidos Totais – é calculado o Índice da Qualidade da Água (IQA), um número que permite uma avaliação genérica, mas significativa, das condições da água no local.
De acordo com o diretor-técnico do Pró-Sinos, Hener de Souza Nunes Júnior, a piora da qualidade das águas ocorre a partir dos locais de recebimento de grandes cargas de esgoto não tratado. E a estiagem contribui para os resultados negativos. “Na campanha anterior já percebemos essa tendência de piora. A diminuição da vazão dos cursos de água, causada pela estiagem, produz maior concentração da carga de esgotos não tratados”, observa, citando os pontos P17 (Arroio João Correa), P18 (Arroio Portão/Estância Velha) e P22 (Arroio Sapucaia), que continuam apresentando valores inferiores a 50.
No início de janeiro, após vários dias sem chuvas, registraram-se fortes precipitações. No dia seguinte, foram encontrados peixes mortos no trecho entre os pontos P14 e P15, em São Leopoldo, indicando que a condição do Rio dos Sinos piorou significativamente com a remoção e transporte de resíduos até então retidos nas tubulações de esgoto, ocasionada pelas chuvas”.
“No início de janeiro, após vários dias sem chuvas, registraram-se fortes precipitações. No dia seguinte, foram encontrados peixes mortos no trecho entre os pontos P14 e P15, em São Leopoldo, indicando que a condição do Rio dos Sinos piorou significativamente com a remoção e transporte de resíduos até então retidos nas tubulações de esgoto, ocasionada pelas chuvas”, destaca o diretor-técnico. Segundo ele, este é um efeito conhecido e recorrente após fortes chuvas precedidas de longo período de estiagem. Essas primeiras chuvas, ao invés de melhorarem a condição do rio, a agravam muito levando a um ambiente incapaz de dar suporte à vida de várias espécies de animais.
Entenda o Índice da Qualidade da Água
O Índice da Qualidade da Água (IQA) tem uma escala que varia de zero a cem, sendo os valores mais baixos indicativos de uma qualidade muito ruim e os valores mais altos, indicativos de boa qualidade. A equipe técnica do Pró-Sinos acompanha esse Índice, que se relaciona com os parâmetros medidos mensalmente. São informações relevantes, que podem servir de alerta e apoiar tomadas de decisão e ações em prol do saneamento.

Os pontos
O exame dos valores obtidos permite segmentar a bacia em duas porções: a primeira porção é constituída por áreas com baixo adensamento populacional, mais próximas das nascentes, indicadas pelos pontos P1 a P13. Já a segunda porção é onde estão os pontos de P14 a P24, na qual o Sinos atravessa áreas com alto adensamento populacional, mais próximas da foz. Na segunda porção, somam-se os despejos de esgoto não tratado, provenientes das áreas urbanas da primeira porção, aos esgotos das cidades da própria porção, o que, em geral, torna a qualidade da água muito baixa.
Análise de janeiro
A campanha de janeiro mostrou uma estabilidade nos resultados dos pontos monitorados na bacia com alternância de tendências como vem ocorrendo nas medições anteriores. Os valores obtidos na primeira porção, onde estão os pontos P1 a P13, mantêm-se significativamente melhores que os valores obtidos na segunda porção, onde estão os pontos P14 a P24.
Na primeira porção, dos pontos mais próximos às nascentes do Rio dos Sinos e seus afluentes, ocorreu uma piora no ponto P4, em Rolante, mas após a contribuição das águas do Rio Areia, a qualidade voltou a níveis mais altos. Também nas proximidades de Três Coroas houve uma pequena piora nos parâmetros, suficiente para tornar o IQA do ponto “Regular”, mas de valor apenas um décimo abaixo do conceito “Bom”.
Ao contrário, mas com variação de valor semelhante, o P2, em Santo Antônio da Patrulha, passou de “Regular” para “Bom”. Conforme observado na campanha anterior, a menor ocorrência de chuvas reduziu as vazões e a turbulência dos cursos de água, mantendo a baixa turbidez e valores favoráveis nos demais parâmetros.
Os destaques positivos dessa região são os pontos P1, P2, P3, P5, P6 e P12, situados nas extremidades da bacia. Os pontos situados nos trechos iniciais do Sinos, ao longo do Rio Rolante, e nos primeiros trechos do Rio Paranhana, apresentaram resultados muito bons, novamente evidenciando que a degradação das águas ocorre na passagem pelas cidades, quando recebem grandes cargas de esgoto não tratado.
Os índices da segunda porção, como vêm sendo registrados nas campanhas anteriores, apresentam valores bastante baixos. Os arroios afluentes do Rio dos Sinos continuam com valores muito baixos no IQA. No P17, na foz do arroio João Corrêa, houve uma pequena melhora no valor, embora insuficiente para retirá-lo da condição “Muito ruim”.






O imóvel é de propriedade particular, com data de construção estimada em 1845, e tem grande valor histórico, arquitetônico e cultural para o município. No dia 2 de fevereiro do ano passado, um incêndio atingiu parte da estrutura, principalmente a cobertura da edificação. Ainda em maio do mesmo ano, a Prefeitura publicou o Decreto nº 9709/2021 de tombamento provisório do imóvel, medida fundamental para que a Prefeitura pudesse participar da proteção do prédio.
Já a sub-procuradora de Meio Ambiente e Urbanismo da Procuradoria-Geral do Município, Cinara de Araújo Vila, que vem acompanhando a situação desde o tombamento provisório, lembra que as telhas originais da parte danificada foram separadas e guardadas para serem reutilizadas a partir de projeto de recuperação definitiva que está sendo elaborado pela família proprietária.







Em Farroupilha, o encontro aconteceu na sede do Sindilojas com a presença do dirigente local, Cladir Bono, do presidente do Sindigêneros, Gilberto Nienow, e do integrante da diretoria Elenir Bonetto. Também participaram da reunião a gerente do Sesc e a diretora do Senac local, Grasiela Maria Savi e Evandra Scottá, respectivamente.

Até o momento, 49 empreendimentos do município já se comprometeram com estes protocolos internacionais. Estes dois indicadores mostram a tendência expressiva do setor de eventos na cidade como gerador de emprego e impulsionador da economia. O Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul, plataforma utilizada pelo poder público para divulgar os mais diversos eventos ocorridos até o período que antecedeu a pandemia, também deixa claro esse potencial, ao apontar Novo Hamburgo como o município que mais utilizou a ferramenta e realizou cadastros nos anos de 2018 e 2019.