A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) deu início ao Programa ABPA de Incentivo às Práticas Sustentáveis, uma iniciativa que tem como objetivo aprofundar e desenvolver a adoção de estratégias de trabalho no setor produtivo sob os prismas ambiental, social e de governança corporativa.
No âmbito do programa, a ABPA lançou esta semana um guia voltado para a implantação de sistemas de energia fotovoltaica em propriedades rurais. O guia foi produzido em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e traz informações como pontos de atenção, payback, linhas de financiamento e outros. O guia pode ser acessado por pelo link: https://bit.ly/3rMEYsN.
Ser sustentável é um propósito maior composto por diversas ações menores. É sob este norte que o programa atuará, fortalecendo iniciativas que buscam promover o desenvolvimento econômico, social e ambiental”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Em outra frente, a ABPA disponibilizou aos associados um guia com levantamento de todas as legislações ambientais que norteiam o trabalho da avicultura e da suinocultura do Brasil. Produzida em formato eletrônico, a cartilha reúne nas 53 páginas 24 legislações ambientais, entre instruções normativas, leis e outros, que tratam de tópicos como resíduos pecuários, Cadastro Ambiental Rural (CAR), qualidade do ar, efluentes industriais, qualidade do solo, licenciamento ambiental, entre outros. O guia foi apresentado e distribuído com uma aula gravada pela autora do documento, a responsável técnica pela Flos Ambiental, Clarissa Souza.
Além do guia de implantação de energia solar e de legislações ambientais, o Programa ABPA de Incentivo às Práticas Sustentáveis contará ainda com outros temas que envolvem a produção de materiais orientativos, como cursos e outras ações voltadas para uso da água, biodigestores, entre outros.











Segundo Maribel, são referências no mercado internacional, a possibilidade de pesquisas de origem dos materiais utilizados, a sustentabilidade – esta reconhecida no nível máximo no Origem Sustentável, único programa de certificação de sustentabilidade da cadeia produtiva do calçado em nível internacional – e a qualidade dos materiais utilizados. “No Brasil temos uma das cadeias de fornecimento mais completas do mundo e que preza pela transparência, inovação e tecnologia, certamente um diferencial diante dos principais concorrentes internacionais”, avalia a diretora.
Fundada em 1979, a Andacco, de São Sebastião do Paraíso/MG, tem forte presença no mercado internacional. Além da qualidade, um dos diferenciais que concedem competitividade para a empresa é o fato de, em 1988, passar a produzir seus próprios couros. Além da qualidade garantida do material, a produtora conseguiu reduzir os custos dos seus calçados.
O mercado externo não é somente para empresas tradicionais e de grande porte. Uma prova é o sucesso da Savelli, de Franca/SP. Fundada em 2005 e reestruturada em 2010, quando passou a adotar uma gestão profissionalizada e focada em qualidade e cuidado com recursos humanos, a fabricante produz 1,1 mil pares de calçados masculinos e mocassins femininos de couro diariamente.
Além disso, a seleção de matérias-primas é outro diferencial relevante para os bons resultados além-fronteiras. “Não dá para reduzir a qualidade dos materiais porque isso vai impactar na qualidade da nossa entrega. O nosso movimento enquanto empresa é cuidar para que isso seja sempre uma prioridade. Nós temos um trabalho intenso e direcionado para isso. Temos uma pessoa dedicada a essa função, que cuida da seleção do couro enquanto ele ainda não recebeu acabamentos. Temos todo o cuidado para transformar a pele naquilo que o cliente precisa”, conta Bruna, ressaltando que são mais de 30 revisores do começo ao fim do processo.

Segundo Galhego existe uma expectativa com relação aos resultados das feiras internacionais, o produto mais utilizado pela empresa no âmbito do programa. “Estamos com boas expectativas para os próximos anos, especialmente pelo retorno do mercado norte-americano e europeu. O volume de clientes novos e inativos voltando ao Brasil não se via há 15 anos. É um ânimo para o setor”, conta o gerente.
