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citricultura

Variedades

Safra de citros bate recorde em Montenegro

Por Jonathan da Silva 21/11/2025
Por Jonathan da Silva

A colheita de citros de Montenegro registrou safra recorde em 2025, com 70.660 toneladas produzidas em 3.500 hectares, de acordo com dados divulgados neste mês pelo Escritório da Emater/Ascar. O resultado superou as 56 mil toneladas de 2024 e ocorreu após a melhora das condições climáticas, que favoreceram o desempenho das lavouras segundo avaliação do setor.

O prefeito de Montenegro, Gustavo Zanatta (Republicanos), ressaltou que o segmento tem efeito direto sobre outras atividades econômicas. “Quando a agricultura vai bem, toda a cidade ganha. O dinheiro dos pomares aquece o comércio, o setor de máquinas, implementos e serviços”, pontuou o chefe do executivo montenegrino. A citricultura é considerada uma das bases econômicas do município.

Ações de apoio ao produtor

Para ampliar a produtividade e reduzir riscos sanitários, a Prefeitura implementou em 2024 o Programa Municipal de Prevenção ao Greening (HLB), com ações de mapeamento georreferenciado, identificação fitossanitária, erradicação de plantas infectadas e orientação técnica. O secretário de Desenvolvimento Rural de Montenegro, Vlademir Ramos Gonzaga, destacou que “armadilhas para monitoramento do inseto vetor foram instaladas em áreas rurais e urbanas, aliadas a campanhas técnicas de orientação”.

Eventos e incentivos

Montenegro também realiza e apoia iniciativas como a Abertura Estadual da Safra de Citros, reforçando a importância da cadeia produtiva na economia regional. Além disso, incentiva a citricultura ecológica em parceria com a Cooperativa Ecocitrus e produtores familiares. Segundo Gonzaga, investimentos em estradas, máquinas e incentivos vinculados à emissão de notas fiscais contribuem para o escoamento da produção e fortalecem o setor.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
21/11/2025 0 Comentários 293 Visualizações
Variedades

Em Montenegro, prejuízo na agricultura deve chegar perto de R$ 100 milhões

Por Jonathan da Silva 10/05/2024
Por Jonathan da Silva

Bairros e localidades do interior de Montenegro já começam a contabilizar as perdas causadas pela enchente que assolou o município e o estado. Conforme relatórios preliminares da Emater, o prejuízo para a agricultura da cidade deve ultrapassar os R$ 93 milhões, com a safra da bergamota montenegrina 40% menor que estava previsto. Há locais de Montenegro em que a água sequer baixou até o momento.

Em Porto Pereira e Faxinal, as perdas para os produtores foram quase totais. O morador Milton Marcadella, de 77 anos, 57 deles morando no mesmo lugar, nunca havia visto enchente igual. A família teve veículos, como automóvel, caminhão e trator atingidos pela água, que invadiu a casa. A produção de hortaliças teve perda total em meio ao barro. “Não adianta lamentar, vamos trabalhar e recuperar as coisas”, declarou Milton, lado do filho Márcio.

Símbolo da produção primária, a citricultura também foi prejudicada. O produtor Mário Kleinschmitt nem acreditou quando a água baixou e ele sentiu o cheiro de frutas podres onde, neste momento, o ambiente deveria ter o odor doce das bergamotas em época de colheita. “Perdemos tudo, as frutas estão se deteriorando em meio ao barro, talvez comprometa até as ávores”, avalia Mário. A produção de morangos, investimento de mais de R$ 40 mil, foi toda levada pela água.

Frutas podres em Montenegro

Outras culturas, como eucalipto, milho e acácia também tiveram perdas. A Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural acompanha os trabalhos nas localidades, com máquinas e equipes auxiliando os produtores. Com a conclusão dos relatórios, inicia a busca por recursos e linhas de financiamento no RS e junto à União para que os agricultores voltem a plantar, trabalhar e colher.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/05/2024 0 Comentários 567 Visualizações
Cidades

Câmara Regional de Citricultura alerta sobre ameaça fitossanitária no Vale do Caí

Por Amanda Krohn 29/09/2022
Por Amanda Krohn

Representantes da Câmara Regional de Citricultura estiveram reunidos com o prefeito de Montenegro e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Caí (Amvarc), Gustavo Zanatta, na manhã desta quinta-feira (29) . O objetivo foi entregar um relatório com informações sobre o greening, doença da citricultura mundial presente na África, Ásia e América. No RS, ainda não há casos registrados. A preocupação é de que a doença possa chegar aos pomares do vale do Caí. Estudos apontam que, caso isto se confirme, as perdas poderiam alcançar 64% da produção regional.

A Câmara de Citricultura foi representada pelo secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Ernesto Kasper, o vice-prefeito de Pareci Novo, Fábio Schneider, o citricultor Ivan Alberto Streit e o Assessor Técnico Regional da Emater, Marcos José Schäfer. No encontro com Zanatta, os representantes solicitaram que a pauta seja debatida na Amvarc, e levada ao conhecimento do governo do RS. Entre as sugestões do grupo para atuar preventivamente, estão a contratação de mais fiscais no RS, para uma atuação mais abrangente sobre mudas importadas, cargas de frutas e pomares, entre outras.

O prefeito Gustavo Zanatta mostrou-se sensível à reivindicação e levará o assunto para a próxima reunião da Associação. “Sem dúvida, é uma questão importante e vamos levar para o debate a fim de evitarmos a doença em nossos pomares”, disse Zanatta.

Origem da doença

O greening é causado por bactérias do gênero Candidatus. No Brasil, é transmitido pelo psilídio Diaphorina Citri. A contaminação faz com que as folhas das frutas cítricas fiquem amareladas e mosqueadas, além de poder causar a seca e a morte dos ramos. Para evitar o agravamento da doença, os agricultores devem semanalmente monitorar a lavoura, inspecionando 1% das plantas de cada talhão e analisando pelo menos três brotações de cada planta.

Fotos: Divulgação | Fonte: Assessoria
29/09/2022 0 Comentários 885 Visualizações

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