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cirurgia

Saúde

Hospital Moinhos de Vento realiza cirurgia de alongamento ósseo inédita no RS

Por Jonathan da Silva 07/01/2026
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, realizou, no mês passado, a primeira cirurgia de alongamento ósseo no Rio Grande do Sul com o uso de uma haste motorizada totalmente interna, tecnologia recentemente liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O procedimento marca a introdução no estado de uma alternativa ao método tradicional com fixadores externos, com o objetivo de tratar deformidades e discrepâncias no comprimento dos membros.

A cirurgia foi realizada em uma paciente de 14 anos diagnosticada com Osteocondromatose Múltipla Hereditária, condição genética caracterizada pela formação de tumores ósseos benignos que podem causar deformidades e alterações no crescimento. No caso atendido pelo hospital, a paciente apresentava encurtamento da tíbia direita associado a uma leve deformidade óssea.

Tecnologia utilizada

O procedimento envolveu a correção da deformidade e a implantação de uma haste de alongamento ósseo motorizada na tíbia. O dispositivo funciona por meio de um motor interno, permitindo o alongamento gradual do osso a partir de um controle externo que encosta na pele. O processo ocorre de forma progressiva e controlada ao longo do tempo, conforme o planejamento médico.

De acordo com o médico ortopedista Dr. Bruno Antunes, integrante do Serviço de Ortopedia do Hospital Moinhos de Vento e responsável pelo caso, a tecnologia representa uma mudança na forma como o alongamento ósseo é realizado. “Estamos falando de uma verdadeira revolução. Essa é a única haste desse tipo disponível no Brasil atualmente, e ela permite que todo o processo de alongamento seja feito internamente, sem estruturas externas, o que traz ganhos expressivos em conforto, segurança e qualidade de vida para o paciente”, afirmou Antunes.

Aplicação clínica

Segundo o médico, a haste possibilita o alongamento ósseo sem o uso de fixadores externos, tradicionalmente empregados nesses procedimentos. “A grande vantagem dessa haste é permitir o alongamento ósseo de forma totalmente interna, sem o uso de fixadores externos. O processo é controlado por um sistema de indução, semelhante a um carregador de celular, em que um transdutor posicionado sob a pele recebe energia de um controle externo e promove o alongamento de maneira gradual e precisa, conforme a prescrição médica. No caso desta paciente, conseguimos corrigir a deformidade e iniciar o alongamento com menor impacto na rotina, favorecendo a reabilitação e a adesão ao tratamento”, explicou Antunes.

Comparação com métodos tradicionais

Tradicionalmente, as cirurgias de alongamento ósseo utilizam fixadores externos que permanecem visíveis durante todo o tratamento. De acordo com o hospital, esses dispositivos podem causar limitações funcionais, desconforto, dor na inserção dos pinos e maior risco de infecções. Com a haste interna motorizada, esses fatores são reduzidos, uma vez que todo o sistema permanece implantado no interior do osso.

Referência em alta complexidade

Para o chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Carlos Roberto Galia, a realização da cirurgia inédita reforça a atuação da instituição em procedimentos de alta complexidade. “A incorporação dessa tecnologia demonstra nosso compromisso com a inovação e com a oferta de tratamentos de ponta, sempre com foco em melhores desfechos clínicos e na experiência do paciente”, ressaltou Galia.

Foto: Hospital Moinhos de Vento/Divulgação | Fonte: Assessoria
07/01/2026 0 Comentários 382 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento realiza primeiro implante de tronco cerebral no RS

Por Jonathan da Silva 27/06/2025
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento realizou o primeiro implante auditivo de tronco cerebral do Rio Grande do Sul, em um paciente com surdez profunda bilateral e ausência de nervos auditivos funcionantes. A cirurgia, conduzida em Porto Alegre sob coordenação do otorrinolaringologista e cirurgião da base do crânio da instituição, Joel Lavinsky, teve como objetivo restaurar a percepção sonora em casos nos quais não é possível utilizar implante coclear convencional ou outro tipo de tratamento auditivo.

A cirurgia consistiu na colocação de eletrodos diretamente nos núcleos auditivos do tronco cerebral. De acordo com o otorrinolaringologista Joel Lavinsky, “a cirurgia ocorreu em um paciente de 51 anos com surdez profunda bilateral por neurofibromatose do tipo 2. O implante auditivo de tronco cerebral está indicado nessa condição, pois é a única opção viável nos casos de surdez profunda em pacientes que por algum motivo não têm nervos auditivos funcionantes ou apresentem alguma inviabilidade anatômica para se realizar um implante coclear convencional. A complexa abordagem cirúrgica na base do crânio para posicionar o eletrodo ao nível do tronco cerebral foi realizada com sucesso e meses depois o dispositivo foi ligado”.

A operação teve cerca de dez horas de duração e foi realizada em colaboração com o neurocirurgião Gustavo Rassier Isolan e uma equipe de audiologistas coordenada pela fonoaudióloga Natalia Fernandez. O procedimento contou ainda com a supervisão dos profissionais da Universidade de São Paulo (USP), os médicos Ricardo Ferreira Bento e Marcelo Prudente, e da audiologista Valéria Goffi. Foram feitos testes eletrofisiológicos durante a cirurgia para identificar o local exato para o posicionamento do implante e confirmar o funcionamento da estimulação elétrica.

Resultados auditivos e reabilitação

Após a ativação do dispositivo, os testes mostraram respostas auditivas satisfatórias. Segundo Lavinsky, “voltar ao mundo com audição é um grande milagre da Medicina. Essa complexa e delicada cirurgia da base do crânio permitiu que o paciente pudesse ouvir sons após mais de 20 anos vivendo no mais absoluto silêncio”.

Paciente relata melhora na rotina

O paciente Flávio Fidelis, que perdeu a audição na vida adulta aos 29 anos em decorrência de uma deficiência auditiva bilateral, destacou os impactos positivos do procedimento em sua vida pessoal e profissional. “Foram anos de busca até encontrar a equipe do Dr. Joel Lavinsky e a ótima infraestrutura do Hospital Moinhos de Vento. O implante foi um objetivo de vida”, relatou Fidelis. O paciente afirmou ainda que a rotina melhorou consideravelmente, mesmo estando ainda em fase de ajustes do aparelho, e agradeceu à equipe médica pela realização da cirurgia.

Foto: HMV/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/06/2025 0 Comentários 394 Visualizações
Saúde

Hospital Moinhos de Vento realiza cirurgia inédita com prótese vascular brasileira

Por Jonathan da Silva 11/02/2025
Por Jonathan da Silva

O Hospital Moinhos de Vento, localizado em Porto Alegre, realizou uma cirurgia vascular inédita utilizando uma prótese inovadora para o tratamento de aneurismas de aorta complexos justa-renais. O dispositivo, criado pelo cirurgião vascular Alexandre Araújo Pereira, coordenador do Núcleo de Doenças Arteriais da instituição, foi desenvolvido em parceria com a empresa brasileira Braile e pode ser utilizado em qualquer paciente sem necessidade de customização.

As próteses convencionais cobrem toda a aorta na região abdominal, exigindo a incorporação de stents para artérias que irrigam rins, intestino, baço e fígado. Já a nova tecnologia reduz a cobertura da aorta e exige a colocação de dispositivos apenas na artéria renal. Segundo Pereira, essa característica minimiza o risco de paraplegia associado ao procedimento. “Quando se cobre a aorta, aumenta a chance de paraplegia, pois a circulação que vai para a medula sai dessa artéria. Então, cobrindo menos, diminui o risco de isquemia medular e de paraplegia”, explica o cirurgião vascular.

O material utilizado foi uma endoprótese, um stent revestido com tecido que atua como um tubo metálico inserido na artéria dilatada. “Pensemos em um cano dilatado. Colocamos um ‘saudável’ por dentro para que o sangue continue a circular por esse tubo”, exemplifica Pereira.

A cirurgia foi realizada por via transfemoral, através da virilha, reduzindo a manipulação próxima às saídas de sangue do coração para outras regiões do corpo. Esse método diminui o risco de complicações como acidente vascular cerebral (AVC).

Aneurismas de aorta complexos

O aneurisma é uma dilatação anormal de uma artéria. Nos casos complexos justa-renais, essa dilatação ocorre na aorta, na altura da origem das artérias que irrigam os rins.

De acordo com Pereira, cerca de 4% da população adulta pode desenvolver essa condição. Indivíduos com histórico de tabagismo ou casos na família apresentam maior risco. “Esse é possivelmente o maior avanço da indústria nacional em cirurgia vascular, com potencial de transformar o tratamento de aneurismas complexos de aorta em todo o mundo, pois é adaptável a qualquer pessoa”, conclui o cirurgião.

Foto: Hospital Moinhos de Vento/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/02/2025 0 Comentários 499 Visualizações
Saúde

Cirurgião do Hospital Sapiranga faz orientações sobre cirurgias bariátricas

Por Jonathan da Silva 08/10/2024
Por Jonathan da Silva

O Hospital Sapiranga divulgou orientações sobre a cirurgia bariátrica, explicando quando o procedimento é indicado e os seus possíveis impactos na saúde dos pacientes. A cirurgia, que consiste na redução do tamanho do estômago, é recomendada para pessoas com obesidade grave que não obtiveram resultados satisfatórios com tratamentos clínicos tradicionais, como o uso de medicamentos e mudanças no estilo de vida.

De acordo com o cirurgião bariátrico do Hospital Sapiranga, Vinícius Pena Coutinho, a cirurgia é indicada para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40, ou entre 35 e 39,9, quando associada a comorbidades graves. “O indivíduo também deve ter passado por tentativas de emagrecimento com medicamentos e dietas, sem sucesso significativo por um período de dois anos ou mais. Além disso, é necessário realizar avaliações psicológicas, de saúde e nutricionais antes da cirurgia”, explicou Coutinho.

O cirurgião ressaltou os benefícios do procedimento, destacando a perda de peso sustentável e a melhora de condições de saúde associadas à obesidade. No entanto, ele alertou sobre possíveis complicações. “Como qualquer cirurgia, existem riscos, como infecções, sangramentos, formação de coágulos e deficiências nutricionais. O acompanhamento contínuo é fundamental”, afirmou o médico.

Coutinho também destacou que o sucesso da cirurgia depende do comprometimento do paciente em seguir as orientações médicas, incluindo mudanças nos hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. “A cirurgia pode transformar significativamente a vida do paciente, melhorando condições como diabetes e problemas cardíacos, mas é necessário manter um acompanhamento multidisciplinar por pelo menos dois anos para garantir a manutenção dos resultados”, ponderou o cirurgião.

O Hospital Sapiranga oferece dois principais tipos de cirurgia bariátrica: a gastrectomia vertical, que remove cerca de 80% do estômago, e o bypass gástrico, que envolve a criação de um pequeno estômago e o desvio do intestino delgado. A escolha do procedimento depende do IMC e das condições de saúde associadas de cada paciente.

Foto: Canva/Divulgação | Fonte: Assessoria
08/10/2024 0 Comentários 592 Visualizações
Saúde

Unimed Vale do Sinos recebe tecnologia de R$ 12 milhões para cirurgia robótica

Por Marcel Vogt 28/03/2023
Por Marcel Vogt

A Unimed Vale do Sinos está em processo de implementação da cirurgia robótica no seu Complexo Hospitalar, em Novo Hamburgo. Nesta segunda-feira (20), a cooperativa recebeu o robô cirúrgico da Vinci®X, mediante o investimento de R$ 12 milhões de reais, e tornou-se a primeira Unimed do Rio Grande do Sul e o primeiro hospital do interior a possuir a tecnologia para procedimentos.

Instalamos em novembro um simulador, que permite criar a experiência de forma realista e desenvolver as habilidades do cirurgião e equipes, com métricas de desempenho.

A cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo, realizado por pequenos portais, ao invés de grandes incisões. Por meio destes pequenos orifícios são inseridos instrumentos e uma câmera dentro do corpo do paciente, que acoplados aos braços robóticos, são controlados pelo cirurgião, por meio de uma mesa de comandos. “A tecnologia permite benefícios para todos os envolvidos. Os pacientes têm menos dor pós-operatória, menos sangramento, uma recuperação mais rápida, menos tempo de internação, menores complicações intra e pós-operatórias. Já os médicos possuem melhor acesso à anatomia alvo, melhor visão por meio de alta definição no sistema 3D, além de instrumentos com articulações que permitem a realização de movimentos ainda mais amplos que os de braço humano, gerando melhor precisão cirúrgica e eficiência”, relatou o presidente da Unimed Vale do Sinos, Luis Carlos Melo.

O sistema pode ser utilizado em ampla gama de procedimentos, dos menos aos mais complexos, como, por exemplo, oncológicos, abrangendo diversas especialidades, tais como: Ginecologia, Urologia, Cirurgia Geral, Bariátrica, Colorretal, entre outras. “Os treinamentos internos estão acontecendo desde o ano passado com mais de 70 profissionais, entre médicos e equipe técnica. Instalamos em novembro um simulador, que permite criar a experiência de forma realista e desenvolver as habilidades do cirurgião e equipes, com métricas de desempenho”, complementou Melo.

O aparelho irá integrar o bloco cirúrgico, localizado na Torre II do Complexo Hospitalar da Unimed Vale dos Sinos. O local é composto ainda pela Torre I, que foi inaugurada neste mês de março, após um processo de modernização da estrutura, e abriga o Centro Obstétrico; por um edifício garagem; e pelo Hospital Unimed, de São Leopoldo. O hospital, que será referência para área materno-infantil, hemodiálise, hemodinâmica, endoscopia e oncologia, passou por um processo de reestruturação com foco na modernização e conta com equipamentos e tecnologia de ponta para atendimento da população gaúcha.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
28/03/2023 0 Comentários 974 Visualizações

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