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carne

Variedades

Pesquisa genética orienta qualidade da carne Angus

Por Jonathan da Silva 04/09/2026
Por Jonathan da Silva

A produção de carne Angus envolve pesquisas e diferentes etapas de controle que influenciam características como pH, coloração, maciez, marmoreio e sabor, desde a seleção genética dos animais até o abate e a maturação. O trabalho é aplicado pelo setor pecuário e pelo Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus, que atua na avaliação de carcaças e na padronização dos cortes comercializados com o selo do programa. Atualmente, a iniciativa conta com 29 parceiros e 60 plantas em produção distribuídas por 13 estados brasileiros.

Segundo o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, a genética é um dos pontos de partida para a definição das características produtivas dos animais. A análise dos reprodutores permite ao pecuarista selecionar atributos que pretende manter nas gerações seguintes, entre eles aqueles relacionados à qualidade e ao volume de carne produzida por animal.

Um dos indicadores utilizados é a DEP (Diferença Esperada de Progênie) para Área de Olho de Lombo. Animais com valores elevados nessa característica tendem a produzir descendentes capazes de originar peças de carne com maior volume. Já animais diferenciados em EGS (Espessura de Gordura Subcutânea) apresentam potencial para maior deposição de gordura sobre as carcaças.

O índice de marmoreio também pode ser considerado na seleção. A característica corresponde à gordura entremeada no músculo e está relacionada ao sabor e à suculência dos cortes. Essas características podem ser identificadas por meio de testes genéticos e exames de ultrassonografia de carcaça.

Além da genética, fatores relacionados à nutrição, sanidade, manejo e ambiente interferem no desenvolvimento dos animais e nas características da carne. O bem-estar animal também está entre os fatores considerados no processo.

Existem vários pontos que alteram o resultado final do produto. Aspectos como nutrição, sanidade, manejo e ambiente em que o animal está inserido são preciosos no desenvolvimento e afetam diretamente o produto. Questões relacionadas ao bem-estar animal, por exemplo, interferem na qualidade da carne e, consequentemente, no pH e na coloração do alimento”, ressalta Maychel Borges.

Precocidade reduz ciclo de produção

A precocidade dos animais também é considerada nas pesquisas relacionadas à produção de carne. Conforme o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, quanto mais cedo o animal alcança o ponto de abate, menor é o ciclo de produção e maior tende a ser a maciez da carne.“O Angus é uma máquina de produzir carne em um curto espaço de tempo. O abate ocorre mais cedo porque o gado é precoce, nasce pequeno e se desenvolve rápido”, assinala Maychel Borges.

A redução do ciclo de vida dos animais pode representar ganhos relacionados às características da carne e também à redução dos custos de manutenção do rebanho.

Abate e maturação

Os processos relacionados à qualidade da carne continuam no frigorífico. A condução do abate, com procedimentos voltados ao bem-estar dos animais, busca reduzir o estresse e evitar lesões nas carcaças. Depois do abate, procedimentos realizados no gancho, o toalete das carcaças e a manutenção da temperatura adequada integram as etapas que antecedem a maturação.

A maturação ocorre por meio de processos químicos e biológicos que modificam o músculo após o abate. Segundo Borges, esse período contribui para características como sabor e maciez. “A maturação começa no abate. É o momento em que o músculo se transforma em carne e em que ocorrem vários processos bioquímicos, nos quais as proteínas estruturais do músculo se degradam, quebrando essas estruturas e promovendo mais sabor e maciez”, explica Borges.

Programa Carne Angus Certificada

O Programa Carne Angus Certificada é apresentado pela Associação Brasileira de Angus como o maior projeto de certificação de carcaças premium do Brasil. Atualmente, o programa possui 29 parceiros e 60 plantas em produção nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Bahia.

A avaliação é realizada por uma equipe própria instalada nas plantas frigoríficas participantes. Os profissionais analisam as carcaças recebidas e verificam, no local, a origem e o padrão dos cortes que recebem o selo verde e amarelo do Programa Carne Angus Certificada.

Foto: Fabrício Saafeld/Divulgação | Fonte: Assessoria
04/09/2026 0 Comentários 76 Visualizações
Variedades

Assado de búfalo atrai atenção de visitantes na Expointer

Por Jonathan da Silva 02/09/2026
Por Jonathan da Silva

A Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) realizou o quarto assado de uma carcaça inteira de búfalo nesta terça-feira (1º), durante a 49ª Expointer, no Parque Assis Brasil, em Esteio. A ação gastronômica utilizou um animal jovem da raça Murrah, com 230 quilos, preparado na brasa e servido aos visitantes ao longo do dia. A iniciativa buscou aproximar os consumidores da produção bubalina, reduzir a resistência à carne de búfalo e ampliar o conhecimento sobre os cortes e as formas de preparo.

A carcaça foi abatida na última quinta-feira (27) pelo frigorífico Belmonte, parceiro da Ascribu. Durante o evento, centenas de visitantes acompanharam a preparação e participaram da degustação da carne.

De acordo com o vice-presidente da Ascribu, Raphael Gonçalves, a realização da atividade faz parte da estratégia da entidade para ampliar o consumo da proteína bubalina entre os gaúchos. “Vencer cada vez mais o preconceito que as pessoas possam ter com a carne de búfalo. Hoje nós temos participado de muitos eventos para além da Expointer justamente para proporcionar uma experiência completa sobre o preparo e consumo da proteína”, ressaltou Gonçalves.

Cortes

Segundo a Ascribu, os cortes da carne de búfalo são semelhantes aos encontrados na carne bovina, incluindo picanha, alcatra, assado de tira e costela. A entidade também destaca que a carne bubalina possui menor teor de gordura em comparação com a carne bovina tradicional.

Em Porto Alegre, cinco lojas comercializam carne de búfalo. A associação também passou a contar, nesta edição da Expointer, com um espaço próprio para a comercialização de produtos bubalinos.

O local reúne carnes e derivados, incluindo laticínios. A empresa responsável pelos produtos possui o selo de pureza da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), utilizado para identificar produtos elaborados exclusivamente com leite de búfala.

Foto: Stéphany Franco/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/09/2026 0 Comentários 88 Visualizações
Variedades

Quiz na Expointer testa conhecimento sobre pecuária

Por Jonathan da Silva 31/08/2026
Por Jonathan da Silva

Um quiz sobre carne, cortes bovinos e produtos derivados da pecuária é atração para visitantes no espaço do Universo Pecuária na 49ª Expointer, realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A experiência interativa, instalada no Pavilhão Internacional, busca aproximar o público, especialmente o urbano, de informações sobre a cadeia produtiva da pecuária. Antes de responder às perguntas, os visitantes percorrem conteúdos sobre cortes bovinos, características nutricionais da carne, subprodutos da atividade, rastreabilidade, carbono e manejo.

O percurso começa com painéis que apresentam informações sobre diferentes cortes bovinos, características nutricionais da carne e produtos provenientes da atividade pecuária. Os conteúdos também mostram como matérias-primas de origem animal chegam a outros 49 segmentos, incluindo itens utilizados na alimentação, na indústria e na medicina.

Segundo a diretora executiva do Universo Pecuária, Marcela Santana, a experiência tem atraído visitantes e, em alguns períodos, formado fila diante do quiz. “A gente mostra os cortes, a qualidade nutricional e também esses subprodutos que vão da pecuária para outros 49 segmentos e participam do nosso dia a dia. Depois vem o quiz para ver se o pessoal aprendeu sobre os cortes e os outros conteúdos”, explica Marcela.

O espaço também aborda temas relacionados à atividade pecuária e às questões ambientais. Dentro do eixo Pecuária do Futuro, a programação apresenta conteúdos sobre rastreabilidade, carbono e manejo, com o objetivo de estabelecer uma conversa com o público urbano sobre aspectos da produção que nem sempre são percebidos fora do meio produtivo.

Pecuária do Futuro

A diretora executiva Marcela Santana afirma que a abordagem também trata da relação entre produção pecuária e questões ambientais. “Queremos trazer esse futuro, essa tendência que temos em relação à pecuária e aquilo que a gente já entrega, falando sobre o quanto a rastreabilidade é importante e como uma pecuária bem manejada pode ter um balanço de carbono que sequestra mais do que emite”, acrescenta Marcela.

Além dos conteúdos disponíveis no percurso, o espaço conta com uma programação diária no Estúdio UP. As entrevistas e atividades começam às 10h, com o Estúdio UP. Às 12h, são realizadas atividades sobre Carne Gaúcha; às 14h, o tema é Pecuária do Futuro; e, às 16h, a programação aborda o Universo Além da Carne.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
31/08/2026 0 Comentários 74 Visualizações
Variedades

Seminário na Expointer debate Indicação Geográfica da carne do Pampa

Por Jonathan da Silva 26/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Seminário AproPampa será realizado no próximo 2 de setembro, às 14h, durante a Expointer 2026, para discutir a valorização da carne produzida no Bioma Pampa e as possibilidades de acesso a mercados de maior valor agregado. Promovido pela Associação dos Produtores do Pampa Gaúcho (AproPampa), com apoio do Sebrae RS, o encontro será voltado a produtores rurais, especialmente aqueles com propriedades inseridas no Bioma Pampa, e terá como tema central o uso das Indicações Geográficas (IGs) para diferenciar produtos, agregar valor à produção e ampliar as possibilidades de comercialização.

A AproPampa é detentora da Indicação Geográfica da carne bovina do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional. O seminário pretende discutir estratégias de posicionamento da produção regional a partir de características relacionadas ao território, ao sistema de criação e às particularidades da matéria-prima.

Indicação Geográfica como ferramenta de mercado

Para o gestor de Agronegócios do Sebrae RS, André Bordignon, a discussão sobre as IGs está relacionada à valorização dos diferenciais da produção regional. “O Rio Grande do Sul tem condições de se posicionar em mercados que valorizam qualidade, origem e características próprias dos produtos. A Indicação Geográfica é uma ferramenta que ajuda a comunicar esses diferenciais e pode contribuir para que o produtor agregue mais valor àquilo que produz”, afirma Bordignon.

De acordo com a AproPampa, a carne do Bioma Pampa reúne características associadas às condições de solo, vegetação e clima, além de fatores como raças, tradição e cultura. As lidas campeiras também integram esse conjunto de elementos relacionados à produção regional.

O Bioma Pampa corresponde a mais de 63% do território do Rio Grande do Sul e concentra aproximadamente 90% da pecuária de corte do estado, segundo a associação.

Da origem ao mercado internacional

Embora a carne seja o foco do Seminário AproPampa, a discussão sobre Indicações Geográficas também pretende apresentar aos produtores possibilidades relacionadas a outras cadeias produtivas. O Rio Grande do Sul já possui IGs reconhecidas em diferentes segmentos e trabalha na estruturação de novos processos, como os relacionados à própolis e à erva-mate.

A proposta considera que produtos capazes de comprovar sua origem e características diferenciadas podem alcançar consumidores e mercados dispostos a pagar mais por atributos associados ao território. Segundo a organização, esse movimento ganha relevância diante das oportunidades de comércio internacional e do interesse de mercados por produtos com reconhecimento de origem.

Para a pecuária gaúcha, não é estratégico disputar com outras regiões apenas em quantidade. O diferencial está na qualidade e na identidade da nossa produção. A Indicação Geográfica ajuda a mostrar ao mercado que essa carne tem características próprias e pode alcançar consumidores que valorizam e estão dispostos a pagar por esse diferencial”, explica o analista de Projetos do Sebrae RS, Rodrigo Marques de Lima.

Segundo Lima, o reconhecimento também pode fortalecer a relação entre produtores e indústria, criando condições para que a carne com IG chegue a mercados de maior poder aquisitivo e gere maior retorno ao longo da cadeia produtiva.

Para o presidente da AproPampa, Custódio Magalhães, o posicionamento da produção depende da valorização das características que diferenciam o território. “Solo, vegetação, clima, raças, tradição, cultura e as lidas campeiras executadas pelo gaúcho formam um conjunto de fatores que resulta em um sabor e uma qualidade únicos, determinando o terroir da carne produzida nesse bioma, reconhecida no Brasil e no mundo”, destaca o dirigente.

Magalhães também destaca a participação do Sebrae RS na trajetória da associação. Segundo ele, a instituição acompanha a AproPampa desde o início do processo de construção da IG e atua em diferentes frentes. “O Sebrae esteve presente desde o início da IG e segue ao lado da associação nas mais diversas frentes, desde a estruturação, planejamento e desenvolvimento de mercados até a parceria com a indústria. Toda essa articulação da cadeia é extremamente importante para o sucesso da IG”, complementa o presidente da entidade.

Serviço

  • O quê: Seminário AproPampa sobre Indicação Geográfica e valorização da carne do Bioma Pampa
  • Quando: 2 de setembro, às 14h
  • Onde: Expointer 2026, no Parque Assis Brasil, em Esteio
  • Realização: AproPampa, com apoio do Sebrae RS
  • Público: produtores rurais, especialmente aqueles com propriedades inseridas no Bioma Pampa
Foto: Wirestock/Magnific/Reprodução | Fonte: Assessoria
26/08/2026 0 Comentários 128 Visualizações
Variedades

Universo Pecuária leva informações sobre carne e rastreabilidade à Expointer

Por Jonathan da Silva 23/08/2026
Por Jonathan da Silva

O Universo Pecuária terá um espaço de 100 metros quadrados na Expointer 2026, no Pavilhão Internacional, para apresentar ao público urbano informações sobre a cadeia pecuária e sua relação com o consumo. A programação abordará carne, cortes, embalagens, certificações, rastreabilidade, origem dos alimentos, tecnologias e produtos derivados de subprodutos da agroindústria. A iniciativa ocorre neste ano em que não haverá edição do Universo Pecuária em Lavras do Sul e busca ampliar a comunicação da organização com os consumidores.

O espaço terá informações sobre cortes, embalagens, produtos, selos, certificações e marcas disponíveis no mercado. A proposta é apresentar características desses produtos e critérios que podem ser considerados pelo consumidor na escolha da carne no momento da compra.

A diretora executiva do Universo Pecuária, Marcela Santana, afirma que a participação na Expointer amplia a atuação da organização neste ano. “Queremos falar sobre a carne, sobre a pecuária gaúcha e principalmente trabalhar essa comunicação com o público urbano. É um ambiente para explicar cortes, embalagens, produtos, selos e a diversidade de certificações e marcas que temos, mostrando o que elas representam para o consumidor”, ressalta Marcela.

Subprodutos da pecuária

A programação também vai abordar produtos originados da pecuária que não estão diretamente relacionados ao consumo de carne. Serão apresentados subprodutos da indústria frigorífica utilizados em diferentes itens do cotidiano, com o objetivo de mostrar a presença da cadeia pecuária em produtos consumidos ou utilizados por pessoas que não consomem carne. “Muitas vezes, esses produtos fazem parte do dia a dia das pessoas na cidade e elas nem imaginam que têm origem em subprodutos da agroindústria. A ideia é mostrar essa cadeia como um todo”, explica Marcela.

Rastreabilidade e tecnologia

Rastreabilidade, origem dos alimentos, tecnologias aplicadas à produção e sustentabilidade também estarão entre os temas apresentados durante a feira. O Universo Pecuária pretende mostrar iniciativas relacionadas à identificação da origem dos produtos e às mudanças adotadas para atender consumidores que buscam mais informações sobre os alimentos. “Vamos mostrar o quanto a pecuária gaúcha já está caminhando para entregar um produto rastreado, com origem, e como as tecnologias podem ajudar a oferecer aquilo que o consumidor do futuro está buscando na alimentação”, acrescenta Marcela.

Produção de conteúdo

O espaço contará ainda com um estúdio destinado a entrevistas e à produção de conteúdos para os canais do Universo Pecuária. A estrutura também deverá receber podcasts e parceiros que atuam na comunicação da pecuária, ampliando a produção de entrevistas e materiais durante a Expointer.

Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
23/08/2026 0 Comentários 103 Visualizações
Projetos especiais

Projeto “Angus on Dairy” busca ampliar abates certificados

Por Jonathan da Silva 11/08/2026
Por Jonathan da Silva

O projeto “Angus on Dairy”, que incentiva o cruzamento de vacas leiteiras com genética Angus, foi apresentado durante a Agroleite, realizada de 3 a 7 de agosto, em Castro, nos Campos Gerais do Paraná. A iniciativa surge como uma estratégia para ampliar os abates do Programa Carne Angus Certificada e permitir que produtores de leite agreguem valor à atividade. O projeto foi levado pela primeira vez à feira pelo Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus, em parceria com a CooperAliança, com debates sobre os benefícios do cruzamento e os procedimentos necessários para a certificação dos animais.

Durante a Agroleite, o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, destacou o potencial do projeto para produtores que atuam na cadeia leiteira. “A tecnologia do ‘Angus on Dairy’ é uma ferramenta muito importante para o produtor de leite agregar valor à sua propriedade, um método de incremento de rentabilidade. Ele pode atuar em duas atividades, ou seja, não apenas produzir leite, mas construir ainda mais valor com carne de qualidade”, expressou Borges.

Segundo o gerente, a proposta também busca ampliar a qualidade da carne destinada ao programa de certificação. “Não falamos apenas sobre aumentar o volume, mas imprimir ainda mais qualidade à carne premium produzida pelo Programa Carne Angus Certificada”, afirmou Borges.

Participação na Agroleite

O Programa Carne Angus Certificada participou da Agroleite ao lado da CooperAliança. Durante a semana do evento, dirigentes da Associação Brasileira de Angus se reuniram com parceiros, produtores e associados para discutir os benefícios do Angus on Dairy e explicar o processo necessário para a obtenção da certificação.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, comentou que a participação na feira permitiu aproximar a iniciativa dos produtores de leite. “Juntos à CooperAliança, vislumbramos uma oportunidade de falar com o produtor de leite. Na Agroleite, conversamos e aprendemos muito sobre isso. Ele precisa dessa ferramenta para agregar ainda mais valor ao seu produto. Podemos colocar a Carne Angus em um lugar que não temos ainda”, destacou Pivato.

Entre segunda-feira (3) e sexta-feira (7), os participantes do evento puderam consumir Carne Angus Certificada oriunda do processo Beef on Dairy. Foram preparados cortes de acém, chorizo e ancho pelo chef Antônio Kaneczui Junior.

Programa Carne Angus Certificada

O Programa Carne Angus Certificada é um projeto de certificação de carcaças premium que atualmente conta com 29 parceiros e 60 plantas em produção distribuídas por 13 estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Bahia.

A certificação é realizada por equipes próprias que atuam dentro das plantas frigoríficas. Os profissionais avaliam a qualidade de todas as carcaças recebidas e verificam no local a origem e o padrão dos cortes que recebem o selo verde e amarelo do Programa Carne Angus Certificada.

Foto: Mateus Chaveiro/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2026 0 Comentários 110 Visualizações
Variedades

Hambúrgueres certificados ampliam mercado da carne Angus no Brasil

Por Jonathan da Silva 28/05/2026
Por Jonathan da Silva

O crescimento do consumo de hambúrgueres no Brasil tem impulsionado a demanda por carne Angus certificada e ampliado o uso de cortes e retalhos bovinos na indústria frigorífica. Nesta quinta-feira (28), quando é celebrado o Dia do Hambúrguer, o Programa Carne Angus Certificada informou que 4% de todas as vendas da marca já são destinadas exclusivamente à produção de hambúrgueres. Atualmente, 11 dos 30 frigoríficos que certificam Carne Angus em 13 estados brasileiros possuem linhas próprias de hambúrgueres certificados.

Segundo o gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, a certificação do produto começou em 2003 e acompanhou a evolução do mercado nacional de hambúrgueres premium. “Começamos a certificar o produto em 2003 e, de lá para cá, a produção nacional ficou ainda mais criteriosa, fazendo com que o selo de certificação seja sinônimo de padronização, qualidade e excelência”, afirma Borges.

O dirigente destaca ainda que a expansão do segmento contribui para o aproveitamento integral da carcaça bovina. “É o aproveitamento máximo da carcaça Angus que traz valor adicional ao produto e renda à cadeia produtiva”, completa Borges.

Matéria-prima

Entre as empresas que atuam no segmento, a VPJ Alimentos, de Pirassununga-SP, produz hambúrgueres certificados Angus há 21 anos. De acordo com a médica veterinária e gerente de marketing técnico da VPJ, Lenise Mueller, a escolha da matéria-prima é um dos fatores centrais para garantir qualidade ao produto. “Produzimos hambúrgueres 100% carne, sem outras fontes de proteína, água, conservantes ou insumos. Utilizamos carne Angus certificada, proveniente da nossa desossa diária, garantindo frescor e padronização”, destaca Lenise.

Os blends

A composição dos blends, combinação de cortes magros e gordurosos, também influencia diretamente no sabor e na textura dos hambúrgueres. Cortes como acém e peito seguem entre os mais utilizados, mas outras opções vêm ganhando espaço. “Há cortes igualmente interessantes que ainda são menos explorados pelo consumidor, mas que entregam experiências superiores quando bem trabalhados, como costela, picanha e fraldinha Angus”, revela Lenise.

Começa pela definição da experiência que se quer entregar: sabor mais intenso, maior suculência, melhor rendimento na grelha ou equilíbrio entre todos os fatores”, explica Lenise Mueller.

Processo de moagem

Outro aspecto considerado importante pelas empresas do setor é o processo de moagem da carne. Segundo o gerente comercial e desenvolvedor dos cortes técnicos da Patagônia Meat, de Terenos-MS, Marcelo de Carvalho, diferentes métodos de moagem atendem perfis variados de consumidores. “Algumas pessoas preferem um hambúrguer de moagem mais grossa e aerada, outras buscam uma moagem com o disco mais fino e mais compactado”, destaca Carvalho.

A Patagônia Meat atua no mercado com a linha Gran Campeón, voltada tanto ao food service quanto ao varejo. Para Carvalho, a utilização da carne Angus agrega diferenciais relacionados à textura e ao sabor. “A carne Angus tem palatabilidade excepcional”, afirma o executivo.

Mercado premium

O maior marmoreio da carne Angus, característica associada à presença de gordura entremeada nas fibras musculares, é apontado como um dos fatores que favorecem a produção de hambúrgueres premium. Segundo as empresas do setor, essa característica contribui para maior maciez, retenção de sucos e intensidade de sabor. “Por isso, a carne Angus tornou-se uma referência mundial quando o assunto é hambúrguer premium, ela entrega naturalmente aquilo que o consumidor busca: maciez, suculência, sabor marcante e uma experiência de consumo diferenciada”, garante Lenise.

Foto: Hyezza de Paula Ament/Divulgação | Fonte: Assessoria
28/05/2026 0 Comentários 353 Visualizações
Gastronomia

Assado de búfalo atrai público e esgota em menos de uma hora em Passo do Sobrado

Por Jonathan da Silva 16/03/2026
Por Jonathan da Silva

Uma carcaça de búfalo com 246 quilos foi consumida em cerca de 50 minutos durante a degustação realizada neste sábado (14), na 10ª Festa do Búfalo, em Passo do Sobrado. A atividade reuniu centenas de visitantes que formaram fila no estande da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e da Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu) para provar o churrasco preparado durante o evento.

A degustação fez parte da programação da festa, que ocorre ao longo de dois finais de semana no município gaúcho. Ao todo, quatro carcaças inteiras de búfalo serão assadas durante o evento. No primeiro fim de semana foram preparados 548 quilos de carne em dois assados, incluindo a carcaça servida no domingo (15), que pesava 302 quilos.

Doação dos animais

Os animais utilizados no preparo do assado foram doados pela Fazenda Coxilha Grande, localizada no município de Butiá, de propriedade do produtor Luiz Paulo Nunes. Segundo o produtor, a criação de búfalos faz parte da atividade da propriedade há décadas. “Temos 80 animais no rebanho e os búfalos são nossa paixão desde 1984”, afirmou Luiz Paulo Nunes.

Programação técnica

Além das degustações, a programação da festa também incluiu atividades voltadas ao setor produtivo. No domingo, ocorreu uma roda de conversa após palestra do criador Guilherme Aydos, da Cabanha da Herdade, localizada em Gravataí.

Durante a atividade, Guilherme Aydos abordou o mercado de derivados de leite e o manejo de búfalas na propriedade, que tem foco na produção de leite e na genética da raça Murrah. “O búfalo, todos os dias nos surpreende”, ressaltou o produtor.

Município passa a integrar associação

Durante o evento, Passo do Sobrado passou a integrar a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos como sócio especial. O certificado foi entregue ao prefeito Edgar Thiesen (PP) pela vice-presidente da entidade, Desireé Möller.

Segundo Desireé Möller, a nova categoria amplia a participação institucional na entidade. “Nós temos entre os sócios da associação brasileira uma categoria de sócios especiais e a prefeitura de Passo do Sobrado vai ser a primeira cidade gaúcha a estar participando. É uma categoria que enquadra municípios, universidades e algumas empresas para engrandecer esse nosso trabalho que a gente vem fazendo”, afirmou Desireé.

A dirigente também destacou a importância da interação entre produtores durante o evento. “O que o búfalo precisa cada vez mais é dessa interação entre produtores. Nós representamos um número tão pequeno de animais e nas literaturas também ainda há poucos dados, que é essa troca o que vai enriquecendo a nossa criação”, expressou Desireé.

A festa continua

A programação da 10ª Festa do Búfalo continua no próximo fim de semana, com novos assados de carcaças inteiras de búfalo previstos para os dias 21 e 22 de março.

Foto: Stéphany Franco/AgroEffective/Divulgação | Fonte: Assessoria
16/03/2026 0 Comentários 307 Visualizações
Variedades

Carne Angus realiza desossa técnica na Coopavel

Por Jonathan da Silva 09/02/2026
Por Jonathan da Silva

O Programa Carne Angus Certificada promoverá uma desossa técnica durante a feira Coopavel 2026, nesta quarta-feira, dia 11 de fevereiro, às 12h30min, no Pavilhão B do Parque Tecnológico da Coopavel, em Cascavel, no oeste do Paraná. A ação ocorre em parceria com a empresa Padrão Beef, com o objetivo de apresentar o aproveitamento das carcaças Angus e divulgar o padrão de cortes certificados junto a criadores, consumidores e visitantes.

A atividade será conduzida pelo especialista Maicon Moraes e integra a programação da raça na feira, realizada entre os dias 9 e 13 de fevereiro. A apresentação abordará o aproveitamento das carcaças nos frigoríficos, com demonstração de refile e dos cortes certificados com o selo do Programa Carne Angus Certificada.

Exposição da qualidade

O gerente nacional do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges, explicou a proposta da ação. “É uma feira de produção, mas que também reúne um expressivo público consumidor de carnes premium. Nosso objetivo é mostrar tanto a qualidade das carcaças Angus quanto o rigoroso padrão de produção de cortes nas nossas linhas de desossa e embalagem”, ressaltou Borges. O gerente enfatizou que a genética Angus contribui para o rendimento na linha de abate e influencia a valorização do gado.

Programação da raça na feira

A agenda da raça Angus na Coopavel inclui debates com pecuaristas e parceiros, degustação de carne Angus Certificada e demonstrações com animais produtores de genética. Também estão previstas degustações de pratos preparados com carne Angus, entre eles hambúrguer Angus Certificado produzido pela Padrão Beef.

O presidente da cooperativa, Lindonez Rizzotto, comentou a participação da raça no evento. “Iremos apresentar os diferenciais de conformação de padrão racial que fazem do Angus o diferencial da pecuária nacional. Angus é sinônimo de excelência genética e demonstra a qualidade da carne brasileira”, completou Rizzotto.

Presença no Paraná

O diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, destacou a importância da feira para a entidade. “A Coopavel é uma das grandes feiras das quais participamos e o Paraná é um celeiro de carne Angus de alta qualidade. Queremos estar ao lado desse produtor, onde operamos com frigoríficos e marcas consolidadas”, destacou Pivato.

Programação

Segunda-feira, 9 de fevereiro
  • 10h e 15h – Degustação de hambúrguer Angus Certificado defumado padrão Bacon Jam Burger, com BBQ Miura
Terça-feira, 10 de fevereiro
  • 11h30min às 15h – Ação de tiro ao alvo com novilho Angus de metal
  • 10h e 15h – Degustação de almôndegas Angus Certificadas defumadas à parmegiana, com Peter Lampert
Quarta-feira, 11 de fevereiro
  • 11h30min – Degustação de cortes premium Angus Certificado na parrilla, com Maicon Moraes
  • 12h30min – Ação de desossa ao vivo
Quinta-feira, 12 de fevereiro
  • 11h30min às 15h – Ação expositiva com touro Angus
  • 10h e 15h – Degustação de sanduíche de pescoço Angus Certificado defumado com molho especial do chef Jostão BBQ
Sexta-feira, 13 de fevereiro
  • 10h e 15h – Degustação de hambúrguer Angus Certificado defumado com cheddar e maionese do chef, com Arthur e Juliana
Foto: Arthur Matos/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/02/2026 0 Comentários 266 Visualizações
Business

Exportações brasileiras de carne suína crescem 2,8% em agosto

Por Jonathan da Silva 09/09/2025
Por Jonathan da Silva

As exportações brasileiras de carne suína, somando produtos in natura e processados, alcançaram 121,4 mil toneladas em agosto, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa um aumento de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 118,1 mil toneladas. A receita também cresceu, chegando a US$ 294,9 milhões, alta de 6,7% sobre os US$ 276,3 milhões registrados no ano passado.

No compilado do ano, também houve crescimento: entre janeiro e agosto de 2025, os embarques de carne suína somaram 970,3 mil toneladas, um aumento de 11,5% frente às 870,2 mil toneladas exportadas em 2024. Em receita, a elevação foi de 23,8%, passando de US$ 1,885 bilhão no ano passado para US$ 2,334 bilhões neste ano.

Avaliação do setor

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, destacou que a diversificação de mercados tem garantido maior estabilidade às exportações. “As exportações de carne suína do Brasil ampliaram a diversificação entre os destinos dos embarques, com novos mercados entre os maiores importadores. A maior capilaridade deve proporcionar mais sustentação ao fluxo, projetando manutenção das exportações positivas do setor para este ano”, afirmou Santin.

Principais destinos

As Filipinas lideraram as compras em agosto, com 33,4 mil toneladas, alta de 19,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O Chile aparece em seguida, com 13,3 mil toneladas (+8,3%), e a China, que já foi a principal compradora, registrou queda de 36,3%, importando 10,3 mil toneladas. Também figuram entre os maiores importadores o Japão (8,5 mil toneladas, +5,4%), México (7,4 mil toneladas, +30,7%), Hong Kong (6 mil toneladas, -36,6%), Vietnã (5,9 mil toneladas, +42,7%), Singapura (5,2 mil toneladas, -33,1%), Uruguai (3,7 mil toneladas, +2,4%) e Costa do Marfim (3,4 mil toneladas, +164,3%).

Exportações por estado

Santa Catarina segue como o maior exportador de carne suína do país, com 56,9 mil toneladas embarcadas em agosto, queda de 9% em relação a 2024. O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 31,4 mil toneladas (+20,5%), seguido por Paraná, com 18,3 mil toneladas (+9,4%), Mato Grosso, com 3,1 mil toneladas (-3,6%), e Minas Gerais, com 2,5 mil toneladas (+1,5%).

Foto: Freepik/Reprodução | Fonte: Assessoria
09/09/2025 0 Comentários 390 Visualizações
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