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câncer

Saúde

Observatório do Câncer reforça investigação gaúcha de casos da doença

Por Amanda Krohn 29/11/2022
Por Amanda Krohn

A iniciativa Observatório do Câncer tem o apoio da Associação Médica do Rio Grande do Sul e vai oferecer dados importantes para gestores da saúde e médicos. Este projeto da Secretaria Estadual de Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul possui apoio técnico e execução do Núcleo Técnico Científico de Telessaúde do Rio Grande do Sul, o TelessaúdeRS. Conta, também, com apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande Do Sul –FAURGS e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul – COSEMS/RS.

O lançamento realizado na noite desta quinta-feira (24), trouxe uma visão otimista da investigação para a doença que é tão importante e tem a necessidade, cada vez mais, de estudos para trabalhar com prevenção, diagnóstico e tratamento. “Teremos um estudo real em cada neoplasia e patologia e como está sendo feito o trabalho em cada município ou região”, explicou o presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr. A secretária adjunta da Saúde do Rio Grande do Sul, Ana Costa, lembrou que muitas vezes os dados epidemiológicos são de difícil compreensão.

“Um município precisa de informações para trabalhar em ações preventivas que são importantes. Estamos falando de uma doença que mata muito, que traz dores para famílias e implica em impacto financeiro que não são desejados pelo setor público. Queremos ajudar o cenário do ponto de vista preventivo e mudar os resultados finais na vida das pessoas. Estamos apostando muito que esse tipo de ação interativa, possa fazer a diferença. Contamos com pessoas que possuem expertise na medicina e nas sociedades médicas que podem ajudar a compor essa base do observatório de modo que, quem precise pesquisar, possa fazer um bom uso da ferramenta”, detalhou.

O vice-coordenador geral do TelessaúdeRS UFRGS, Dr. Natan Katz, destacou a importância do envolvimento de várias instituições e órgãos da sociedade. “Temos de pensar que não é um problema só da universidade ou só do gestor da saúde. Se não conseguirmos envolver a sociedade, os resultados não serão plenos. Sabemos que a pandemia já trouxe reflexos em estatísticas de casos de câncer não tratados, mas que serão ainda sentidos pelos próximos anos. Portanto, a ideia é que o Observatório seja algo em construção. Começamos com os dados do câncer de colo de útero e queremos, aos poucos, que ele vá ganhando cada vez mais informações”, ressaltou.

Sociedade Gaúcha de Oncologia Clínica

Durante a solenidade foi realizada também a posse da nova diretoria da Sociedade Gaúcha de Oncologia Clínica (SOGOC). “Teremos um trabalho muito grande em discutir, apoiar e fomentar o desenvolvimento da oncologia, visto que o câncer é o grande causador de mortes no mundo. São 700 novos mil casos, que deverão ser diagnosticados, sendo que a maioria está no Sul e Sudeste. Nosso papel é extremamente importante e estar junto com a AMRIGS é essencial”, afirmou o presidente eleito, Dr. Alan Azambuja.

A diretoria da entidade terá em sua formação: o presidente Alan Azambuja; a vice-presidente, Cristiane Petrarca; diretores do Exercício Profissional, Guilherme Sartori e Christina Oppermann; diretores de Relacionamento Privado, Rodrigo Vilarroel e Helena Andrade; Diretores de Relacionamento Público, Antônio Dall Pizzol e Sheila Schuch; diretores de divulgação, Bianca Tabajara e Sabrina Gehrke e diretores científicos, Pedro Liedke e Henrique Traesel.

Foto:  Marcelo Matusiak/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/11/2022 0 Comentários 621 Visualizações
Saúde

Quase 500 pessoas com câncer são atendidas mensalmente pela Liga em Novo Hamburgo

Por Amanda Krohn 01/11/2022
Por Amanda Krohn

Somente em setembro deste ano foram atendidas, em Novo Hamburgo, 471 pessoas com câncer, sendo 68,4% mulheres e 31,6% homens. Os dados são da Liga Feminina de Combate ao Câncer do município, que realiza um trabalho voluntário de prevenção junto à comunidade e dá assistência a pessoas de baixa renda, portadoras da doença, que residem na cidade. São atendidos homens e mulheres a partir dos 18 anos, com qualquer tipo de câncer.

O número é preocupante, pois atinge desde jovens de 20 a 29 anos, como é o caso de câncer no aparelho reprodutor feminino, mama e linfomas, até idosos na faixa acima de 90 anos, com câncer de mama e estômago, por exemplo. A maior incidência de câncer é de mama (39,9%), no aparelho reprodutor feminino (11,5%) e na cabeça e pescoço (9,8%). Também é alto o número de câncer no intestino (9,6%), na próstata (7%) e no reto (4,2%).

Para atender as pessoas com câncer, a Liga de Novo Hamburgo conta com cinco funcionárias e uma equipe de profissionais voluntários de diversas áreas. A estrutura administrativa da entidade, que tem sede na Rua Tupi, 282, é composta por seis departamentos: Assistencial, Educacional, Marketing, Brechó, Jovem e Eventos.

A Liga fornece aos cidadãos carentes medicação para complementar o tratamento oncológico e suplementação alimentar, além de equipos, frascos e seringas para compor as sondas. Também distribui fraldas, absorventes geriátricos e material para curativos e providencia aos pacientes transporte dentro de Novo Hamburgo ou para cidades como Porto Alegre e São Leopoldo, onde fazem radioterapia. Ainda oferece atendimentos diários em diferentes áreas da saúde e promove visitas domiciliares a todo novo paciente cadastrado na entidade, ocasião em que é feito o levantamento das suas reais necessidades.

Parceria na área da saúde

Todas essas ações, no entanto, não são suficientes. Visando prestar um apoio ainda maior à Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo, com a qual a Universidade Feevale já possui parceria, o reitor Cleber Prodanov se reuniu com a presidente da entidade, Regina Dau, e com a voluntária Sara Metz Schmidt, que coordena a participação da Liga em campanhas de conscientização. “Queremos, a partir deste Outubro Rosa, que é marcado por ações afirmativas relacionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer, ampliar a nossa participação junto à Liga” – afirma Prodanov – “Esse trabalho conjunto é muito importante para a comunidade e também para os nossos estudantes, principalmente do ponto de vista clínico e social”.

A presidente da Liga, Regina Dau, lembra que o câncer é uma doença que traz impacto emocional e social não somente ao paciente, mas também aos seus familiares. “Para alcançarmos os objetivos da entidade, é fundamental o trabalho dos voluntários, que estão voltados a essa grande causa social e comunitária. Esse apoio que estamos recebendo da Universidade Feevale é fundamental para que possamos prosseguir com as nossas ações”, destaca.

O encontro na Feevale, onde foram abordadas algumas iniciativas, ainda contou com a participação da diretora de Inovação da Universidade, Daiana de Leonço Monzon; da diretora do Instituto de Ciências da Saúde, Caren Mello Guimarães; da coordenadora do curso de Enfermagem, Naira Helena Ebert; e da gerente de Marketing da Instituição, Luciane Mineiro.

A Universidade Feevale já vem realizando diversas ações voltadas à prevenção e ao diagnóstico de câncer. Em parceria com a secretaria de Saúde de Novo Hamburgo, por exemplo, o curso de Enfermagem realizou, na semana passada, a coleta de material para exames citopatológicos de colo de útero e exames de mamas, além de consultas para funcionárias da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH). O curso de Estética e Cosmética também faz cortes de cabelos e promove o evento Força na Peruca para, posteriormente, fazer a doação de cabelos à Liga. Somente em julho deste ano foram repassadas mais de duas mil mechas de cabelos à entidade.

Em conjunto com a Liga, o curso de Enfermagem está realizando, neste mês, palestras em diferentes locais, como escolas e indústrias. Também estão ocorrendo, no Centro Integrado de Especialidades em Saúde (CIES) da Feevale, exames citopatológicos para detectar alterações nas células do colo de útero, avaliações das mamas e orientações de promoção à saúde. No próximo mês, estudantes e professores da Universidade estarão envolvidos, juntamente com a Liga, em ações alusivas ao Novembro Azul, dedicado à conscientização sobre a saúde do homem. Além disso, está previsto o atendimento de pacientes encaminhados pela Liga em diversos cursos, como Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Farmácia, Psicologia e Estética e Cosmética.

Casos de câncer

As 471 pessoas atendidas pela Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo, em setembro, apresentaram os seguintes tipos de câncer:

Mama: 188
Aparelho reprodutor feminino: 54
Cabeça e pescoço: 46
Intestino: 45
Próstata: 33
Reto: 20
Esôfago: 11
Pulmão: 10
Linfomas: 9
Tecidos conjuntivos moles: 9
Estômago: 8
Hepático: 7
Rim: 6
Pele: 5
Cérebro: 5
Testículo: 4
Cervical: 3
Leucemia: 2
Bexiga: 2
Tireoide: 2
Peritônio: 1
Abdômen: 1

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
01/11/2022 0 Comentários 824 Visualizações
Cidades

Novo Hamburgo dedica o sábado a prevenção ao câncer

Por Amanda Krohn 17/10/2022
Por Amanda Krohn

O segundo Dia D da Prevenção ao Câncer alusivo ao Outubro Rosa em Novo Hamburgo foi realizado neste sábado (15), quando todas as 25 unidades de saúde e a Casa da Vacina abriram para coleta de pré-câncer de colo de útero e encaminhamento para mamografia, revisão e atualização do calendário de vacinação, avaliação odontológica, nutricional, verificação de pressão arterial e testes de HGT, além de testes rápidos de HIV, hepatite, sífilis e gravidez.

A prefeita Fátima Daudt destaca o envolvimento e disposição de servidores da saúde e de voluntários, que dedicaram o sábado para trabalhar na prevenção. “Prevenir é sempre o melhor caminho, e estamos lutando pela conscientização de todos. Em breve, teremos o Novembro Azul, lembrando também da saúde dos homens”, acrescenta. O secretário municipal de Saúde, Marcelo Reidel, ressalta a parceria com entidades para desenvolver as atividades.

Prevenir é sempre o melhor caminho, e estamos lutando pela conscientização de todos. Em breve, teremos o Novembro Azul, lembrando também da saúde dos homens

A programação continua

A programação do Outubro Rosa segue na próxima semana. Entre segunda e sexta-feira (17 a 21), das 8h às 17h, o Ônibus da Saúde estará nas dependências do Hospital Municipal, com coleta de citopatológico de colo de útero e encaminhamento para mamografias, para as servidoras da instituição. Na quarta-feira, 19, das 8h às 10h, haverá presença da Liga Feminina de Combate ao Câncer no 2º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry, oferecendo orientações sobre prevenção do câncer e divulgando o trabalho realizado com os pacientes do município que estão em tratamento contra o câncer.

Ao longo de todo o mês, o Centro Administrativo recebe iluminação rosa durante a noite para reforçar o alerta a toda a comunidade. A programação do Outubro Rosa é realizada pela Secretaria Municipal da Saúde, com participação da Coordenadoria de Política da Saúde da Mulher e as entidades Amigas de Mãos Dadas e Liga Feminina de Combate ao Câncer e Rede Lilás.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
17/10/2022 0 Comentários 825 Visualizações
Saúde

Santa Cruz terá ação de conscientização para prevenção do câncer de colo de útero

Por Amanda Krohn 17/09/2022
Por Amanda Krohn

Uma ação de conscientização para prevenção do câncer feminino pretende mobilizar os santa-cruzenses no sábado, 24. Promovido pela Associação de Prevenção do Câncer de Colo do Útero (Apcolu), em parceria com o Grupo de Mulheres Associação Comercial e Industrial (ACI) e apoio de outras entidades, o evento vai ocorrer na praça Getúlio Vargas, das 9 às 12 horas, com foco na orientação e conscientização da comunidade sobre a importância da prevenção. A iniciativa integra o mês de conscientização do câncer ginecológico.

Um dos principais pontos a serem abordados será o incentivo à vacinação, que é a esperança para erradicação da doença. A vacina é segura e está disponível na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de nove a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Na rede privada, pode ser aplicada de nove a 25 anos em pessoas do sexo masculino e nove a 45 anos para o sexo feminino. O evento também dará orientações contra a doença, como por exemplo, para a importância do diagnóstico rápido e formas de tratamento.

Sobre a doença

O câncer de colo de útero é a quarta doença que mais mata mulheres no mundo. O principal fator de risco para o surgimento é a exposição ao vírus do HPV. Inicialmente a infecção causada começa sem sinais aparentes, mas pode evoluir para lesões na pele e nas mucosas. Sem tratamento correto, as lesões podem se transformar em câncer, principalmente no colo do útero.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), com o apoio no Brasil da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, lançou uma campanha que pretende erradicar a doença em até 10 anos. Dentre as estratégias estão a vacina HPV em 90% das meninas de até 15 anos. – exame de diagnóstico HPV uma vez até os 35 anos e uma vez até 45 anos em 70% das mulheres; além do tratamento de 90% das mulheres com diagnóstico de lesões precursoras ou câncer.

Sobre a Apcolu

A Associação de Prevenção do Câncer de Colo do Útero foi criada em abril deste ano e tem a ginecologista Denise Müller como presidente. O objetivo é da Apcolu é disseminar por toda a região estratégias de prevenção e incentivar a vacinação para erradicar a doença. A entidade sem fins lucrativos reúne pessoas com o propósito de mudar a história da doença, planejando em um futuro sem o câncer do colo de útero.

Uma das primeiras ações da associação foi em março deste ano. Através de uma parceria com a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), por meio da Associação Pró-Ensino em Santa Cruz do Sul (Apesc), foram iniciados agendamentos de coleta de exame citopatológico do colo uterino para mulheres entre 25 a 64 anos, e que estiverem com os exames preventivos em atraso. O projeto é desenvolvido com apoio do Serviço Integrado de Saúde (SIS) da Unisc.

Foto: Eugênio Barreto | Fonte: Assessoria
17/09/2022 0 Comentários 706 Visualizações
Saúde

Oncologista aponta que cigarro eletrônico é tão prejudicial quanto o tradicional

Por Amanda Krohn 20/08/2022
Por Amanda Krohn

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o aumento do consumo de cigarro eletrônico, também conhecido como vape, tem causado debates entre a comunidade médica e científica. A preocupação diz respeito aos riscos de retrocesso nos índices de incidência de diversas doenças relacionadas ao hábito de fumar.  Isso inclui vários tipos de câncer, como é o caso do de pulmão, fígado, estômago, pâncreas, rins, ureter, cólon e reto, bexiga, ovários, colo do útero, cavidade nasal e seios paranasais, cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e leucemia mieloide aguda.

Entre os mais jovens, o vape tem sido sensação. Justamente por vir “disfarçado”, jovens têm preferido os dispositivos e acreditam ser menos danosos à saúde. Diferente da versão convencional, os sabores e aromas agradáveis acabam mascarando e tornando os riscos invisíveis para o grupo. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Inca, o cigarro eletrônico aumenta mais de três vezes o risco de experimentação do cigarro convencional e mais de quatro vezes o risco de uso do cigarro. Além disso, o levantamento reforça ainda que o cigarro eletrônico eleva as chances de iniciar o uso do cigarro tradicional para aqueles que nunca fumaram.

A oncologista do Grupo Oncoclínicas, Dra. Mariana Laloni, compara a moda do vape com a do cigarro, que ocorreu no século XX. “Há cerca de 30 anos, o cigarro convencional era visto como sinônimo de status e isso não tem sido diferente para o cigarro eletrônico, principalmente entre os mais jovens”, comenta. “Apesar de na última década o Brasil ter diminuído 40% o número de fumantes, não devemos fechar os olhos para um problema que, mesmo tendo um outro formato, faz parte da narrativa atual”, continua.

Apesar de na última década o Brasil ter diminuído 40% o número de fumantes, não devemos fechar os olhos para um problema que, mesmo tendo um outro formato, faz parte da narrativa atual – Oncologista do Grupo Oncoclínicas, Dra. Mariana Laloni

Tabagismo aumenta incidência de câncer do pulmão

O tabagismo continua sendo o maior responsável pelo câncer de pulmão no Brasil e no mundo, além de mortes em geral. Segundo o Inca, 161.853 mil mortes poderiam ser evitadas anualmente se o tabaco fosse deixado de lado, sendo que cerca de ⅓ destes óbitos são decorrentes de algum tipo de câncer relacionado ao hábito de fumar. Apenas no Brasil, é estimado que durante o triênio 2020-2022 cerca de 30.200 casos da doença sejam descobertos a cada ano. Conforme Mariana Laloni, a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório.

“Os sinais de alerta são tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença, o que contribui amplamente para o sucesso do tratamento”, diz.

Contratempos

Aproximadamente, 10% da população brasileira acima de 18 anos é tabagista. E, apesar dos avanços, o vício afeta mais de 20 milhões de pessoas no país. “Quando falamos do cigarro eletrônico, o Ibope Inteligência aponta que o problema dobrou em apenas um ano, passando de 0,3% para 0,6% da população no Brasil”, explica a oncologista. Dentro desse cenário, especialistas estimam que cerca de 600 mil pessoas fazem uso do dispositivo.

Apesar de proibidos desde 2009 pela Resolução de Diretoria Colegiada nº 46 da Anvisa, os cigarros eletrônicos atraem cada vez mais usuários. “Os vapes ou e-cigarretes passaram a ser mais socialmente aceitos em diversos ambientes, além de serem mais atrativos devido sua tecnologia. Mas, podem fazer tão mal quanto o cigarro tradicional, apesar de uma imagem distorcida. Eles possuem várias substâncias tóxicas que, quando combinadas, acabam mascarando os efeitos prejudiciais à saúde. Contudo, é importante lembrar que elas existem e podem causar enfisema pulmonar, doenças respiratórias e até mesmo câncer”, reforça Mariana Laloni.

O aditivo de aromatizantes, como mentol, chocolate, chiclete, entre outros, é usado para atrair um maior público. Quanto à fumaça liberada pelos vapes, é possível encontrar elementos que vão além da nicotina, como chumbo, propileno glicol, glicerol, acetona, sódio, alumínio, ferro, entre outros.

Apesar de proibidos desde 2009 pela Resolução de Diretoria Colegiada nº 46 da Anvisa, os cigarros eletrônicos atraem cada vez mais usuários.

Risco invisível

Além das substâncias presentes no dispositivo serem mais viciantes, algumas pesquisas sobre o tema apontam que o cigarro eletrônico, assim como o convencional, pode afetar não só o sistema respiratório, como também desregular alguns genes do organismo. O estudo realizado por um professor da USC Ahmad Besaratinia, mostrou que esse impacto ocorreu nos genes mitocondriais e chegou a interromper vias moleculares que fazem parte da imunidade e resposta inflamatória. Ou seja, os elementos que compõem os dispositivos podem futuramente desencadear doenças autoimunes e atrapalhar na recuperação de outros distúrbios do corpo.

“Na tentativa de deixar o tabagismo, é preocupante que muitos usuários ainda usem os cigarros eletrônicos. Essa apelação pode torná-los usuários duplos e fazer com que o vício ocorra em ambas as frentes. Por isso, é preciso ter muita força de vontade e saber pedir e aceitar ajuda. O fumante precisa transformar seus hábitos e estilo de vida. De duas a 12 semanas sem cigarro há a melhora da função pulmonar e da circulação, entre 1 e 9 meses a tosse e falta de ar diminuem e em 10 anos a mortalidade por câncer de pulmão chega a ser a metade da de um fumante. É possível superar o vício e apostar em uma nova vida sem o cigarro, seja ele eletrônico ou tradicional”, explica a oncologista do Grupo Oncoclínicas.

Vida nova

Para a oncologista, parar de fumar é a forma mais eficaz de prevenir o câncer de pulmão e diversos outros tumores, além de doenças cardíacas, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, AVC (acidente vascular cerebral) e complicações severas decorrentes da contaminação pela Covid-19.

“Deixar o hábito de lado é dar uma segunda chance aos pulmões. Lá na frente, as pessoas que abandonaram esse vício irão se deparar com diversos benefícios ao organismo, como um menor risco de desenvolver vários tipos de cânceres e ainda a recuperação de sequelas adquiridas pelo tabagismo. Entretanto, antes de remediar, é fundamental que as neoplasias sejam prevenidas. Ou seja, a melhor alternativa é sempre parar de fumar e alertar a população de forma geral, principalmente os mais jovens, sobre os riscos que o cigarro tradicional e eletrônico pode causar”, finaliza Mariana Laloni.

Desafio 21 dias sem cigarro

Com foco no público jovem, o Grupo Oncoclínicas realiza ao longo deste mês nas redes sociais a campanha “Desafio 21 Dias Sem Cigarro”, voltada ao incentivo ao abandono do vício nos diferentes tipos de fumo. A cada dia, é sugerida uma nova meta a ser cumprida. As atividades procuram diminuir a sensação de ansiedade e a própria fissura física que vem com o consumo de cigarro e dispositivos eletrônicos de vape.

A mobilização destaca não só os malefícios de fumar, mas principalmente os benefícios de abandonar o vício. A exemplo disso, após 20 minutos sem consumir cigarros, a pressão sanguínea e as batidas cardíacas voltam ao normal. Passadas 8 horas, a quantidade de monóxido de carbono no sangue diminui quase pela metade, normalizando a oxigenação das células. Um dia depois, o monóxido de carbono é eliminado do corpo e os pulmões também começam a eliminar o muco e os resíduos da fumaça.

Em dois dias, não há mais nicotina no organismo. Com isso, o gosto e o olfato começam a melhorar. De 2 a 12 semanas depois, a circulação venosa (responsável pelo retorno do sangue dos tecidos para o coração) melhora e de três a nove meses depois, os problemas respiratórios e as tosse acalmam, a voz se torna mais clara e a capacidade respiratória aumenta em 10%.

21 dicas para superar o hábito de fumar

1. Ao acordar se comprometa a não fumar;

2. Anote os três maiores motivos para deixar de fumar;

3. Anote os cigarros mais difíceis de cessar e elabore uma mudança comportamental para superá-los;

4. Anote três hábitos ou gatilhos que aumentam o seu risco de fumar;

5. Faça uma pequena caminhada;

6. Beba água nos momentos de fissura;

7. Inicie ou aumente as atividades físicas;

8. Converse com um amigo;

9. Leia um texto curto;

10. Acesse um vídeo relaxante;

11. Masque uma goma ou chupe uma bala com pouco açúcar;

12. Inspire lenta e profundamente pelo nariz e expire lentamente pela boca;

13. Repita mentalmente por várias vezes – eu não me permito fumar;

14. Modifique ou evite uma rotina que aumentava o risco de fumar;

15. Evite uma situação (gatilho) que aumenta o risco de fumar;

16. Evite um hábito que aumenta o risco de fumar;

17. Anote os benefícios alcançados após alguns dias sem fumar;

18. Limpe seu carro para retirar o odor do tabaco;

19. Evite locais com fumantes;

20. Comprometa-se a abrir mão de algo que gosta muito caso volte a fumar;

21. Procure auxílio médico para apoio no processo de cessar o tabagismo.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
20/08/2022 0 Comentários 2,K Visualizações
Saúde

Câncer da cantora Simony reforça a importância da colonoscopia

Por Amanda Krohn 09/08/2022
Por Amanda Krohn

A cantora brasileira Simony, ex-integrante da Turma do Balão Mágico, informou seus fãs sobre seu diagnóstico de câncer no intestino. Na ocasião, a artista aproveitou para sinalizar a importância de realizar exames preventivos. Atualmente com 46 anos de idade, a famosa revelou que nunca havia feito o exame de colonoscopia. Especialista no exame, o médico cirurgião-geral doutor Fábio Strauss explica que a colonoscopia é de grande importância no diagnóstico precoce de doenças intestinais.

“Quando feito regularmente, o exame permite que qualquer problema seja descoberto na fase inicial. No caso de pólipos e lesões, quando ainda recentes, podem ser retirados através da própria colonoscopia, diminuindo riscos e evitando cirurgias e tratamentos mais severos, como a quimioterapia”,  informa Strauss. Simony e seu oncologista explicam no vídeo publicado nas redes sociais que o câncer da cantora é do tipo epidermoide, o mais comum dentre os tipos de câncer anal, de acordo com dados do Ministério da Saúde, representando 85% dos casos.

 

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Atenção aos Sintomas

No caso da artista, o primeiro alerta surgiu com o inchaço na região da virilha, que a motivou a buscar uma consulta médica. Mas o doutor Fábio Strauss revela que outros sintomas também são importantes no câncer de intestino: “na fase inicial das lesões, elas não costumam dar sinais. Com o passar do tempo, o paciente pode começar a sentir dores na região anal, coceira demasiada, dificuldade para ir ao banheiro ou identificar pequenos sangramentos nas fezes”.

Quanto aos fatores de risco, o médico destaca o mais importante: a herança genética. “Se você tem algum caso de câncer colorretal na família, inclua a colonoscopia nos seus exames de rotina. A prevenção é sempre o melhor remédio”, pontua.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
09/08/2022 0 Comentários 1,1K Visualizações
Saúde

Câncer de cabeça e tireoide está entre os 10 mais incidentes em homens e mulheres

Por Amanda Krohn 19/07/2022
Por Amanda Krohn

Quando se fala em câncer de cabeça e pescoço, a referência é a uma ampla e complexa região do corpo humano que pode ser afetada tanto por tumores benignos, quanto malignos. De acordo com o cirurgião de Cabeça e Pescoço Dr. Claurio Roncuni, integrante da Oncoclínicas RS, essas neoplasias podem estar presentes em diferentes pontos: na boca, na orofaringe, na laringe (pregas vocais), nos seios maxilares e nasais, nas glândulas tireoide e paratireoide, nas glândulas salivares, nos tecidos moles do pescoço e na pele (face, couro cabeludo e pescoço).

Em alguns casos, como no câncer de tireoide, o autoexame simples ajuda na detecção precoce, conforme explica a Dra. Fernanda Pruski, também da equipe da instituição. A oncologista orienta que os principais sintomas são: gânglio cervical aumentado, rouquidão, sensação de falta de ar e dificuldade em engolir. Se houver alguma alteração, um especialista deve ser procurado para uma avaliação feita por meio de exames complementares e, se for necessário, indicar o tratamento mais adequado: cirurgia, iodoterapia, quimioterapia, entre outros.

No país, o câncer de tireoide é o quinto de maior incidência no sexo feminino e o câncer de boca é o quinto tipo que mais afeta o sexo masculino, sendo o de laringe, o oitavo nesse mesmo grupo (excluindo as neoplasias de pele não melanoma em ambos os sexos). Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

O Dr. Roncuni informa ainda que as neoplasias de boca e laringe estão entre as dez com maior mortalidade nos homens no Brasil. “Se contarmos os tumores cutâneos não melanoma que são a grande maioria dos cânceres, sabemos que a região da cabeça e pescoço, com alta taxa de fotoexposição, corrobora para o grande número de casos. Logo, o tratamento do câncer na região cabeça e pescoço torna-se saúde pública e praticamente uma obrigação dos profissionais de saúde saber identificá-los”, alerta.

Ferida não cicatrizada

O principal câncer que surge na boca é o carcinoma epidermoide. Inicia-se como uma ferida que não cicatriza, lembrando uma afta. O principal fator de risco da condição é o tabagismo, seguido pelo etilismo, má higiene oral, próteses dentárias mal ajustadas, imunossupressão e idade avançada. “Infelizmente, esse câncer muitas vezes é de desconhecimento geral da população e até mesmo dos profissionais de saúde (médicos e dentistas), causando atraso no diagnóstico e gerando um tratamento mais agressivo com cirurgias mutilantes e radio-quimioterapia complementares”, destaca o cirurgião.

Esse carcinoma também é o principal responsável pelas neoplasias de laringe e orofaringe, também tendo forte relação com o tabagismo associado, ou não, ao etilismo. O câncer de laringe manifesta-se com rouquidão progressiva e dificuldade de engolir.

Por outro lado, o câncer de orofaringe (palato mole, amígdalas, úvula, base de língua e faringe) tem outro importante fator de risco: o HPV. Pacientes mais jovens, não tabagistas e não etilistas, são os mais suscetíveis, com predomínio no sexo masculino. “Muitas vezes, os pacientes procuram ajuda apenas quando percebem uma íngua aumentada no pescoço (metástase para o pescoço). A vacinação do HPV deve ser feita tanto em meninas quanto em meninos, uma vez que o câncer de colo de útero (terceiro em maior incidência no sexo feminino) também é causado por esse vírus”, afirma o Dr. Roncuni.

Autoexame da tireoide

Para realizar o autoexame, você vai precisar de um espelho com cabo e um copo d’água.

1. Segure o espelho procurando em seu pescoço a região abaixo do pomo de Adão (gogó). Sua tireoide está localizada nesta área;

2. Focalize esta área com o espelho estendendo a cabeça para trás para facilitar a visualização;

3. Beba um pouco d’água;

4. Ao engolir, observe em seu pescoço se existe alguma saliência ou elevação localizada. Repita este teste várias vezes, se necessário;

5. Observe se existe algum nódulo ou saliência. Ao notar alguma alteração, procure um endocrinologista para obter orientações;

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/07/2022 0 Comentários 1,K Visualizações
Saúde

Parceria entre prefeitura de Santa Cruz e Hospital Ana Nery leva pré-câncer a mais dois bairros

Por Ester Ellwanger 07/06/2022
Por Ester Ellwanger

Parceria entre a prefeitura de Santa Cruz do Sul e o Hospital Ana Nery garantirá a oferta de exames de prevenção para o rastreamento do câncer de colo de útero em duas localidades do município durante o mês de junho.

Para isso, o consultório móvel do hospital estará em frente a EMEF Santuário, na próxima terça-feira, 14 de junho, área de cobertura da ESF Alcemiro dos Santos, e no dia 30, em frente ao salão Assmann, região pertencente à UBS Belvedere, para a realização das coletas do exame citopatológico (papanicolau). Em cada uma das oportunidades, serão ofertados 40 exames, que devem ser agendados previamente por telefone ou presencialmente nas unidades de saúde.

Em ambos os dias, a Secretaria de Saúde deslocará para as atividades o ônibus da Atenção Móvel em Saúde. No veículo, serão disponibilizados testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites e ofertadas as vacinas Influenza e Covid adulto para a comunidade local. O horário para as coletas e testes rápidos será das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30; a vacinação transcorrerá das 9h às 11h30 e das 13h às 16h30.

 

Atendimentos

14/06 – ESF Alcemiro Manoel dos Santos

Endereço: Rua Pedreira, 1469, Santa Cruz do Sul

 

30/06 – UBS Belvedere

Endereço: Rua Lindolfo Grawunder, 204, Santa Cruz do Sul

 

 Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

07/06/2022 0 Comentários 897 Visualizações
Saúde

Pacientes oncológicos podem fazer exames laboratoriais no Laboratório Qualitá

Por Ester Ellwanger 02/06/2022
Por Ester Ellwanger

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que, a partir desta quinta-feira, dia 2 de junho, pacientes oncológicos do município que necessitem de coletas para exames laboratoriais, solicitados pelo Hospital Bom Jesus de Taquara, podem procurar qualquer unidade do Laboratório Qualitá em Novo Hamburgo. O paciente deverá apresentar para a marcação e realização do exame, o guia oficial do Hospital com a requisição do exame, além de um documento oficial com foto.

“A medida visa reduzir o translado dos pacientes para a realização dos exames solicitados pelo Hospital Bom Jesus”, explica o titular da SMS, Marcelo Reidel.

 

Endereços do Laboratório Qualitá

Centro Clínico Regina
Av. Dr. Maurício Cardoso, 833, sala 113
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 99741-8093
Horário de Atendimento: Segunda a sexta-feira: 7h às 17h, Sábado: 7h às 12h

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h às 16h45, Sábado: 7h às 11h45

Doctor Center
Rua General Osório, 1103, Hamburgo Velho.
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 3553-8450
Horário de atendimento: Segunda a sexta-feira: 7h30 às 17h30, Sábado: não abre

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h30 às 11h e das 13h às 14h50, Sábado: não abre

Joaquim Nabuco
Rua Joaquim Nabuco, 714, loja 02
(51) 3553.8450
WattsApp: (51) 99741-8093
Horário de Atendimento:
Segunda a sexta-feira: 7h às 17h, Sábado: 7h às 13h

Horário de coleta: Segunda a sexta-feira: 7h às 16h20, Sábado: 7h às 12h15

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
02/06/2022 0 Comentários 1,K Visualizações
Saúde

Mudança na entrega de medicamentos de hormonioterapia a pacientes oncológicos de Novo Hamburgo

Por Ester Ellwanger 31/05/2022
Por Ester Ellwanger

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Novo Hamburgo informa que parte da entrega dos medicamentos para hormonioterapia Anastrozol e Tamoxifeno a pacientes oncológicos de Novo Hamburgo será realizada excepcionalmente no Centro Especializado em Reabilitação (CER), localizado na Rua Dr. João Daniel Hilebrand, 2200, bairro Rondônia. Pacientes cuja medicação termina até sexta-feira (3 de junho) poderão retirá-la entre esta quarta-feira e sexta-feira (dia 1º a 3 de junho), das 8 horas às 17 horas. O paciente deve apresentar apenas um documento com foto.

O titular da SMS, Marcelo Reidel, enfatiza que a partir da próxima semana a responsabilidade pelo armazenamento, transporte e dispensação destes medicamentos fica a cargo do Hospital Bom Jesus, nas suas dependências, conforme obrigação legal.

“Por isso, pedimos que pacientes que necessitam retirar a medicação no mês de junho agendem a retirada pelo telefone 99586-8664, de segunda a sexta-feira, das 9 horas às 16 horas, sempre com um mínimo de cinco dias de antecedência do término da medicação.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

31/05/2022 0 Comentários 891 Visualizações
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