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Calçados Pegada

Cultura

Dois Irmãos busca mais patrocinadores para o projeto de restauro do Museu Histórico

Por Jonathan da Silva 05/03/2024
Por Jonathan da Silva

Com a confirmação do patrocínio das empresas Killing S.A. Tintas e Adesivos e Calçados Pegada ao projeto de Restauro do Museu Histórico Municipal de Dois Irmãos, o município intensifica as buscas por mais patrocinadores. Dois Irmãos foi autorizada a captar o valor de R$ 1.938.795,00, estimado para as obras de restauração completa da casa construída na primeira metade do século XIX. As intervenções visam manter viva a história dos antepassados e preservar a estrutura que sofre com a ação do tempo.

Com aprovação para captar recursos por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (LIC/RS), o projeto de restauro do Museu de Dois Irmãos recebeu sinal positivo das duas empresas que decidiram apoiar à iniciativa e confirmaram a destinação de recursos através do abatimento do ICMS por meio da LIC/RS, a Killing S.A. Tintas e Adesivos e a Calçados Pegada. De acordo com as regras da Lei de Incentivo Gaúcha para projetos de preservação do patrimônio, o projeto precisa captar 50% do total, para prosseguir e poder iniciar as obras.

O vice-prefeito Juarez Stein comemorou a decisão dos empresários. “Estamos muito felizes e gratos com o apoio das empresas Killing e Pegada e a decisão de investir na preservação do Museu Histórico de Dois Irmãos, que guarda uma grande parte da história da nossa comunidade e do município”, destacou.

De acordo com a chefe do Departamento de Cultura de Dois Irmãos, Elisandra Bremm, a busca por mais patrocinadores foi intensificada com as confirmações das primeiras empresas parceiras ao restauro. “Nossa expectativa é conseguir outras empresas para apoiar a restauração da casa que conta muita da história da colonização alemã e de Dois Irmãos”, revelou. A dirigente cultural destaca o bicentenário da imigração alemã celebrado neste ano, o que pode contribuir para o investimento na preservação do patrimônio construído ao longo de dois séculos.

Empresas interessadas em patrocinar o projeto podem entrar em contato pelo telefone/WhatsApp (51) 9 9750-3028 ou pelo e-mail [email protected].

O projeto de restauro do Museu é uma realização da Prefeitura Municipal de Dois Irmãos, tem como proponente Associação Cultural Cantares, financiamento do sistema Pró-Cultura RS da Secretaria Estadual da Cultura e planejamento cultural da Simples Assim.

Importância cultural do Museu Histórico Municipal

O Museu Histórico Municipal de Dois Irmãos foi inaugurado em 1986 e ativado em 1989 no prédio de uma antiga residência da cidade com estilo enxaimel. Tombado pelo município de Dois Irmãos, o museu desde a sua ativação atende a escolas, comunidade em geral e turistas, sendo uma das principais fontes de pesquisa sobre a imigração alemã do município.

Conforme a tradição oral, a casa teria sido construída na primeira metade do século XIX por um Weimann de São Leopoldo e, além de residência, o espaço tinha um armazém e uma padaria que funcionavam em um anexo da casa. Em 1918, Carolina Schäffer e seu esposo Carlos Kieling adquiram o imóvel e áreas de terra em seu entorno. A partir daí o porão da casa foi utilizado como marcenaria. O casal também produzia farinha de mandioca e nos fundos da casa havia uma atafona – moinho movido à tração animal. Eles tiveram oito filhas que se dedicavam à costura e a casa ficou conhecida como “Casa da Costureira Kieling”. A máquina de costura utilizada por uma das filhas, faz parte do acervo do Museu que até hoje é conhecido popularmente como “Casa Kieling”.

Em seu acervo, o espaço conta também com documentos e fotos antigos, com móveis e objetos decorativos que remetem às residências dos imigrantes alemães, de forma que cada espaço do museu é um cômodo da casa. O local também preserva uma venda, com itens usados por pequenos comerciantes do passado e ainda há no porão objetos e ferramentas usadas na lavoura e em pequenas fábricas de calçados.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
05/03/2024 0 Comentários 672 Visualizações
Business

Calçados Pegada recebe certificação do Origem Sustentável

Por Amanda Krohn 14/11/2022
Por Amanda Krohn

A Calçados Pegada, de Dois Irmãos/RS, recebeu a certificação Diamante do programa Origem Sustentável. A cerimônia de entrega ocorreu na sexta-feira (11), na sede da empresa. O certificado é concedido pela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). O nível máximo é destinado a empresas que atingem 80% dos indicadores do programa, que visa a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente.

O gerente administrativo da empresa, Gabriel Ranft, destaca que o Origem Sustentável deu vida e nova identidade para a forma como a Pegada e os seus colaboradores compreendem o tema sustentabilidade, abrindo os horizontes culturais. “As principais ações e benefícios foram a criação do núcleo de trabalho multidisciplinar, sendo o principal benefício para a organização o uso do Framework do Origem Sustentável para a organização e formalização dos assuntos que andavam soltos pela companhia”, conta o gerente. Ele acrescenta que, com isso, foram desencadeadas uma série de ações internas, como treinamentos e projetos que possibilitaram a certificação.

Entre os destaques que levaram a Pegada a conquistar a certificação no nível máximo estão a criação de um Núcleo de Sustentabilidade, a confecção do primeiro inventário de Efeito Estufa, que monitora as emissões de gases da atividade produtiva, as doações para os atingidos por enchentes na Bahia, para hospitais, escolas e entidades beneficentes, como Apae, Lar da Criança com Câncer, entre outros. Na área social, mais especificamente dentro das unidades, a empresa mantém 82% do seu quadro de gerência preenchido por mulheres, fomenta a economia local comprando de fornecedores de regiões onde atua, entre outras questões.

Ambiental

Conforme o Relatório de Sustentabilidade da Calçados Pegada, a empresa ainda compensa 22% das embalagens utilizadas nas vendas no Mato Grosso do Sul e São Paulo, e quer ampliar para mais estados brasileiros nos próximos anos. Também reduziu, e vem reduzindo, o uso de energia elétrica por meio da maior conscientização dos colaboradores e vem dando preferência ao uso de fontes renováveis (eólica, solar, biomassa etc), adquiridas no chamado Mercado Livre. A redução do uso de combustíveis fósseis também é uma realidade na empresa, que entre 2020 e 2021 reduziu a utilização em quase 35%. “Todas essas ações fizeram com que tivéssemos deixado de emitir 193,69 mil toneladas de CO2 em 2021.

A redução do uso de água é outra destaque nas unidades da Calçados Pegada. Na Bahia, existe ainda a captação da água da chuva através de cisternas, que colabora com a economia. Conforme relatório divulgado pela empresa, entre 2020 e 2021 foi reduzido em 10% o uso da água nas dependências da indústria calçadista. Por fim, a empresa reporta a reciclagem e reaproveitamento de resíduos termoplásticos pela moagem de solados, EVA e PU sobras do processo produtivo, recolocando o material de volta na produção e diminuindo o resíduo gerado.

Pegada

Fundada em 1989, a Calçados Pegada emprega, nas suas três unidades, mais de 4,2 mil colaboradores e produz cerca de 6 milhões de pares por ano. A exportação gira em torno de 12% a 14% ao ano, sendo os principais mercados o da América Latina e Europa, com bastante representatividade também no Oriente Médio e constante crescimento na América do Norte.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
14/11/2022 0 Comentários 719 Visualizações

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