A Girando Sol ampliou, em 2025, o inventário de gases de efeito estufa (GEE) para incluir emissões indiretas relacionadas à sua cadeia de valor. A empresa passou a mapear categorias do Escopo 3, que abrangem bens e serviços adquiridos, atividades relacionadas a combustíveis e energia e viagens a negócios. A medida amplia o levantamento para emissões que ocorrem fora dos limites operacionais da empresa e estão associadas às atividades de sua cadeia de valor.
No mesmo ano, a empresa manteve, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. O reconhecimento é associado aos inventários publicados no Registro Público de Emissões que atendem aos critérios estabelecidos pelo programa e são submetidos à verificação por terceira parte.
Ampliação do inventário
A trajetória da Girando Sol nesse tipo de iniciativa começou em 2023 e vem sendo ampliada gradualmente. Entre as mudanças está a mensuração das emissões associadas às matérias-primas adquiridas pela empresa, incluindo materiais virgens e reciclados.
Segundo a supervisora ambiental Patrícia Aguiar, a ampliação do levantamento aumenta a quantidade de informações disponíveis e permite identificar fontes de emissão que ainda não faziam parte do inventário. “Além de aumentar volume de informações reportadas, o novo levantamento permite conhecer fontes de emissão que até então não integravam o inventário”, explica Patrícia. A supervisora acrescenta que o levantamento também possibilita construir uma base de dados para apoiar decisões futuras relacionadas à gestão de carbono.
A análise das matérias-primas também poderá subsidiar uma próxima etapa de estudos. A partir dos dados estruturados, a empresa poderá avaliar comparativamente os impactos climáticos associados ao uso de matérias-primas recicladas e de alternativas virgens, considerando uma metodologia e um cenário de referência adequados.
Inventários no Rio Grande do Sul
A ampliação do inventário ocorre em um cenário de crescimento do número de empresas gaúchas com emissões verificadas e publicadas no Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol. Conforme levantamento realizado a partir da plataforma, o número passou de 11 empresas em 2023 para 18 em 2024 e chegou a 25 em 2025.
Em dois anos, o número mais que dobrou. O levantamento considera especificamente empresas que possuem inventários verificados e os reportaram publicamente por meio do Programa Brasileiro GHG Protocol. O recorte não representa, portanto, a totalidade das organizações do Rio Grande do Sul que elaboram inventários ou submetem suas emissões de GEE à verificação independente. “À medida que o inventário amadurece, ele deixa de ser apenas uma fotografia das emissões da operação e passa a fornecer informações sobre outras etapas relacionadas ao negócio. A inclusão do Escopo 3 permite começar a compreender essas relações e cria uma base mais consistente para definir onde aprofundar análises e direcionar futuras ações de gestão e redução de emissões”, pontua Patrícia.

