A Apae de Igrejinha tem sido palco para o projeto ‘Bordando Caminhos’, que oferece uma oficina de bordado livre voltada a mães de pessoas com deficiência. A iniciativa prevê cinco encontros presenciais, nos quais as participantes recebem materiais, orientação técnica e acompanhamento individualizado. Além do ensino da técnica artesanal, o projeto busca promover um espaço de acolhimento, troca de experiências e fortalecimento entre as participantes, com possibilidade de geração de renda e desenvolvimento da criatividade.
Idealizado pela oficineira Laura Eduarda Fassbinder, o projeto surgiu a partir da convivência da autora com mães de pessoas com deficiência durante seu trabalho voluntário no LEO e no Lions Clube. Na avaliação da idealizadora, muitas dessas mulheres enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho em razão da dedicação aos cuidados com os filhos.
Origem da iniciativa
Laura Eduarda explica que o projeto reúne sua experiência com o bordado e a intenção de oferecer uma atividade que possa ser incorporada à rotina das participantes. “São muitos casos assim. Então quando pensei no projeto para inscrever no edital, uni algo que eu gosto e que também é uma renda pra mim, que é o bordado. Além disso, é algo muito terapêutico, por fazer de forma manual e se expressar através da arte. É é uma coisa que faz muito sentido e eu quis poder vincular isso também a um público que eu acredito que pode se beneficiar disso também, porque eu imagino que essas mães, quando estão ali nos cuidados com seus filhos em casa, elas podem inserir o bordado também na sua rotina, que é algo que elas podem fazer conforme elas tiverem disponibilidade”, justifica a fundadora.
Durante os encontros, as participantes aprendem os principais pontos do bordado e desenvolvem uma peça autoral, permitindo que cada uma aplique sua identidade ao trabalho produzido.
Materiais fornecidos pela oficineira
Todos os materiais utilizados nas oficinas são fornecidos pela oficineira por meio dos recursos obtidos em edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura em Igrejinha. Ao término da formação, as participantes que concluírem o curso receberão um kit completo para dar continuidade à prática do bordado.
Sobre a expectativa em relação ao projeto, Laura destaca que a iniciativa também busca fortalecer os vínculos entre as participantes. “Mesmo que elas não queiram usar como um tipo de geração de renda, sei que vai ser um momento de muito acolhimento de muita troca porque são mães que têm realidades muito parecidas. Estou muito animada para que dê certo, para que elas gostem e para que eu possa contribuir de alguma forma com suas realidades”, projeta a idealizadora.
Exposição aberta à comunidade
O encerramento do projeto contará com uma exposição aberta ao público, reunindo as peças produzidas ao longo das oficinas. A mostra apresentará os trabalhos desenvolvidos pelas participantes e marcará a conclusão das atividades realizadas na Apae de Igrejinha.

