Porto Alegre recebeu a quinta edição do Fórum Nacional de Gestão Condominial, que reuniu cerca de 400 síndicos, gestores condominiais e especialistas neste sábado (15), para discutir desafios da administração de condomínios. Promovido pelo Papo Condominial RS e organizado por Mauren Gonçalves e Vitor Beneri, o evento abordou temas relacionados à responsabilidade dos síndicos, saúde mental, segurança, manutenção predial e relações com o poder público, com o objetivo de ampliar a preparação dos profissionais diante das demandas da atividade.
A CEO e presidente da Associação de Síndicos do Rio Grande do Sul (Assosíndicos RS), Mauren Gonçalves, destacou a importância da preparação dos profissionais. “Procuramos trazer temas que são fundamentais para o trabalho dos síndicos no dia a dia, tendo em vista que essa é uma função que exige cada vez mais preparo de quem atua na área. Pela qualidade dos debates e dos palestrantes tenho certeza que cumprimos nosso papel”, afirmou Mauren.
O encontro também contou com empresas de administradoras de condomínios, segurança e facilities, entre outros segmentos, além de representantes do poder público e do Secovi-RS. A vice-presidente do Secovi-RS, Manoela de Oliveira Freire, ressaltou o papel da entidade e a presença do setor na rotina da população. “Acreditamos na importância do diálogo, da troca de experiências e da profissionalização”, destacou Manoela.
Representando o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), o secretário adjunto de Serviços Urbanos, Marcos Otton, apresentou a atuação do município junto ao segmento. “Criamos um canal direto dos síndicos com a prefeitura, por meio do Comitê de Representação do Mercado Condominial, com o objetivo de aproximar cada vez mais o poder público das pessoas e atender às demandas da população que chegam por meio dos condomínios”, expressou Otton.
Violência contra a mulher
Entre os assuntos discutidos esteve a atuação dos condomínios diante de situações ou indícios de violência contra a mulher. As especialistas abordaram as obrigações previstas na legislação e orientaram os participantes sobre os procedimentos diante de casos suspeitos ou confirmados.
O síndico, como representante legal do condomínio, pode encaminhar as ocorrências aos órgãos competentes, responsáveis pela investigação e pelas providências cabíveis. O debate também tratou da necessidade de superar a ideia de que situações de violência doméstica devem permanecer restritas ao ambiente familiar.
Saúde mental
A saúde mental dos síndicos também esteve entre os temas apresentados durante o fórum. As palestrantes abordaram situações relacionadas à sobrecarga decorrente do acúmulo de responsabilidades, à administração de conflitos e à dificuldade de estabelecer limites na relação com moradores e fornecedores.
Entre as orientações apresentadas estiveram a construção de um bom relacionamento com os condôminos, a capacitação técnica e a formação de equipes para dividir responsabilidades. Para profissionais que administram mais de um condomínio, a delegação de tarefas e a estruturação de processos foram apresentadas como medidas para organizar o trabalho e reduzir a sobrecarga.
O acompanhamento psicológico também foi citado como possibilidade de cuidado quando necessário. A discussão tratou ainda da relação entre a saúde mental dos síndicos e a forma como o trabalho e as responsabilidades são distribuídos dentro dos condomínios.
Outros temas
A programação incluiu ainda debates sobre responsabilidade civil e criminal, vazamento de dados pelo WhatsApp, situações que geram preocupação aos síndicos, manutenção predial e os desafios para manter o mercado condominial conectado.

