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Saúde

Estão abertas inscrições para o Prêmio AMRIGS de Melhores Práticas na Medicina 2022

Por Ester Ellwanger 28/06/2022
Por Ester Ellwanger

Nesta segunda edição, mantém-se a essência e objetivos originais, na compreensão de que divulgar e difundir ações inovadoras e o destaque aos profissionais que as criaram são maneiras de incentivar e multiplicar as boas práticas na Medicina e, consequentemente, o aperfeiçoamento do tratamento aos pacientes.

Podem concorrer os projetos realizados no período de 31 de agosto de 2021 a 31 de julho de 2022. As inscrições serão realizadas entre os dias 08 de junho de 2022 a 21 de agosto de 2022 através do site https://bit.ly/3neyX59

Receberão troféus e certificados digitais os vencedores de primeiro, segundo e terceiro lugar, nas categorias Setor Público e Clínica/Hospital PJ. Os vencedores das categorias Profissional – PF, Acadêmico e Terceiro Setor receberão os seguintes prêmios: Primeiro Lugar: R$ 2.000,00; Segundo Lugar: R$ 1.500,00; Terceiro Lugar: R$ 1.000,00.

Categorias:

Categoria Setor Público

  • Projetos inteiramente financiados por verbas públicas Federais, Estaduais ou Municipais. As submissões nessa categoria devem ser realizadas por médicos ou gestores de saúde vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Categoria Profissional Pessoa Física (PF)

  • Projetos desenvolvidos e aplicados por médicos independentes, que desenvolveram práticas inovadoras na Medicina privada ou comunitária e/ou no âmbito social.

Categoria Clínica ou Hospital Pessoa Jurídica (PJ)

  • Projetos desenvolvidos e aplicados por empresas da área da saúde, médicos autônomos com CNPJ ou grupos de médicos vinculados a um empreendimento que presta serviço em clínicas ou hospitais.

Categoria Acadêmico

  • Projetos de extensão ou projetos de pesquisa científica, a nível de graduação e/ou pós-graduação, vinculados a escolas de Medicina de instituições de ensino reconhecidas pelo MEC. Os projetos devem estar em desenvolvimento sob a égide da instituição de ensino e a submissão nessa categoria deve ser feita pelo professor orientador. Não serão aceitos projetos de extensão ou pesquisas que não estejam registrados em instituição de ensino e/ou sem professor orientador.

Terceiro Setor

  • Projetos na área da saúde desenvolvidos por entidades não-governamentais,privadas e sem fins lucrativos.

 

Como foi no ano passado

A primeira edição do Prêmio AMRIGS de Melhores Práticas na Medicina, em 2021, contou com mais de 40 trabalhos inscritos nas categorias Setor Público, Profissional Pessoa Física, Acadêmico, Terceiro Setor, e Clínica ou Hospital – Pessoa Jurídica.
Na categoria Setor Público, o prêmio de 1º lugar foi para o projeto de Telemedicina e práticas integrativas na atenção primária à saúde SUS em área rural, de Lucas Zanetti Milani. Na categoria Pessoa Física, o vencedor foi Loreno Brentano com o projeto Transplante Renal Humano.

Entre Clínicas/Hospitais Pessoa Jurídica, o prêmio foi para o InPlace, Saúde em Casa. Já na categoria Acadêmico o 1º posto foi do trabalho Semiologia como ferramenta de capacitação para boas práticas médicas. Na categoria Terceiro Setor, o vencedor foi Ademar José de Oliveira Paes Júnior, com o trabalho “Transformação de respiradores pulmonares de uso veterinário em respiradores de uso humano”.

 

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

28/06/2022 0 Comentários 589 Visualizações
Saúde

Médicos recebem aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid-19

Por Ester Ellwanger 27/06/2022
Por Ester Ellwanger

A Secretaria estadual da Saúde aponta que 900 mil pessoas já tomaram a 4ª dose da vacina contra a Covid-19 no Rio Grande do Sul, no entanto, o número da população que ainda possui dose de reforço em atraso chega a 2.762.970, recorte que coloca em alerta autoridades da área.

Outra doença que preocupa muito com a chegada do inverno é a gripe. Dados mais recentes do SUS indicam que foram aplicadas 380.790 doses de vacinas contra a gripe em Porto Alegre. Do total, 271.535 (52,5%) foram feitas nos grupos prioritários e as demais em outros grupos, com destaque para as 82.398 pessoas que não integram grupos prioritários e aproveitaram a oportunidade para garantir a proteção contra os vírus influenza A H3N2 e H1N1 e B.

Com o propósito de alertar a população sobre a importância de aumentar a proteção contra doenças como a Covid-19 e a gripe, além de oportunizar a imunização para os médicos, a AMRIGS promoveu a aplicação de doses das vacinas durante este domingo em Porto Alegre (RS) na sede da entidade. Puderam tomar a 4ª dose de reforço contra o coronavírus os profissionais que fizeram a 3ª dose até 26 de fevereiro de 2022. Já na vacina contra gripe não houve critérios de elegibilidade.

O presidente da AMRIGS, Gerson Junqueira Jr. destacou o protagonismo da entidade nas ações de imunização.

“Nós nos engajamos na vacinação contra a Covid-19 desde o início, lá em 2021, fizemos vários mutirões. A ação também é uma oportunidade para os médicos tomarem a vacina contra a gripe que neste período sazonal é muito prevalente” ressaltou.

A médica Cláudia Leão foi uma das primeiras a receber a 4a dose contra a Covid-19 na ação da AMRIGS. “Nós observamos quanto o reflexo da imunização fez com que os casos de Covid-19 diminuíssem. Também considero importante a vacinação contra a gripe na chegada do inverno, além da população estar usando menos a máscara”, afirmou.

O médico Joel Safir já havia tomado a vacina contra gripe em abril deste ano, mas aproveitou para receber o reforço contra a Covid-19. “É importante a ação para se proteger e dar o exemplo à população” disse.

O diretor de Comunicação da AMRIGS, Marcos André dos Santos alerta que a pandemia embora tenha ficado mais branda a partir de ações como a vacinação contra o Coronavírus, ainda não acabou. Por isso, o médico reforçou que toda população deve se precaver contra as doenças.

“Nós ainda estamos na pandemia e é extremamente importante que a população de maneira geral se vacine, se proteja e se previna, porque a gente não sabe o que pode vir por aí. Com a vacinação nós vimos como mudou a pandemia, mas acompanhando os dados ainda percebemos uma instabilidade”, apontou.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

 

27/06/2022 0 Comentários 1,2K Visualizações
Saúde

Debate avalia impactos da exposição aos agrotóxicos e como diminuir riscos à população  

Por Ester Ellwanger 24/06/2022
Por Ester Ellwanger

Na classificação do Ministério do Meio Ambiente, os agrotóxicos são “produtos e agentes de processos físicos, químicos ou biológicos, utilizados nos setores de produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, pastagens, proteção de florestas, nativas ou plantadas, e de outros ecossistemas e de ambientes urbanos, hídricos e industriais”. A definição foi apresentada na edição da Caravana Digital AMRIGS realizada nesta quarta-feira, 22 de junho.

Sob a mediação do médico ortopedista e presidente da Associação Médica de Santa Cruz do Sul (Assomesc), Dr. Ali Juma Abdalla Hamid, que frisou a importância do tema para a saúde coletiva e a oportunidade do debate proporcionado pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), o evento teve como palestrantes o psiquiatra, Dr. Vinícius Alves Moraes, e a médica especialista em Medicina do Trabalho, Dra. Adriana Skamvetsakis.

Após lembrar que os agrotóxicos podem ser considerados venenos, pesticidas ou defensivos agrícolas, dependendo do contexto de quem utiliza, Dr. Vinícius ressaltou que as substâncias aumentam a produtividade no campo, porém causam toxicidade.

“Os pesticidas são ferramentas, não são feitas para causar mal, mas quando empregados de forma equivocada geram problemas físicos e mentais”, disse ele, salientando a relevância do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Levantando a questão sobre os agrotóxicos serem causa ou consequência de problemas vinculados à saúde psicológica do trabalhador rural, o psiquiatra destacou que a população desta área apresenta maior prevalência de transtornos mentais. Ele apontou que, por uma série de fatores culturais, comportamentais e geográficos, o trabalhador rural – que tem uma prevalência 20% maior de sintomas depressivos do que a média dos brasileiros – não costuma procurar tratamento psicológico.

No entendimento de Moraes, é preciso cuidar melhor da saúde deste grupo. Para isso, sugere o investimento em educação, garantindo o acesso de quem mora no campo às escolas e universidades; a conscientização sobre o uso de EPIs; o desenvolvimento de políticas públicas que incrementem a busca ativa pelos pacientes; a consolidação da telemedicina; a interiorização dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); a capacitação dos profissionais de saúde e a valorização dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), no sentido de priorizar a atenção à saúde mental.

Dando sequência ao evento, a Dra. Adriana Skamvetsakis pontuou que os agrotóxicos afetam a sociedade de modo amplo, refletindo se é de fato possível o uso seguro ou correto dessas substâncias. A integrante do Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador da Região dos Vales e da Secretaria de Saúde de Candelária esclareceu que a exposição aos agrotóxicos pode ocorrer pelas vias dérmica, oral e respiratória, sendo a alimentação a principal forma entre a população geral.

A médica observou que os casos de exposição mais intensa, em geral, ocorrem entre trabalhadores da agricultura e pecuária, agentes de controles de endemias, colaboradores de firmas desinsetizadoras, de transporte e comércio de agrotóxicos e de indústrias que formulam o próprio produto químico.

“As intoxicações podem ser agudas, com uma sintomatologia rápida, exposição excessiva, por um determinado período a produtos altamente tóxicos; ou crônicas, de sintomatologia tardia, com exposição pequena ou moderada a produtos tóxicos”, explicou.

Dra. Skamvetsakis reforçou ainda que a maioria dos estudos sobre agrotóxicos analisam as formas de exposição isoladamente, e grande parte das pessoas que usa essas substâncias vai utilizar mais de um tipo de produto, ou seja, sofrerá uma exposição múltipla ocasionando efeitos mais difíceis de serem avaliados. Na sua visão, é importante que os profissionais da saúde, ao atenderem pacientes afetados pelos agrotóxicos, busquem saber quais produtos foram utilizados e saibam que podem contar com o apoio dos Centros de Informação Toxicológica (CITs) para terem mais orientações.

 Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

24/06/2022 0 Comentários 1,1K Visualizações
Saúde

Debates de especialistas marcam retomada de eventos internacionais na AMRIGS

Por Ester Ellwanger 10/06/2022
Por Ester Ellwanger

Depois de 15 anos, o Bariatric Endoscopic Surgery Trends – B.E.S.T, evento referência mundial em cirurgias bariátricas e endoscopia retornou a Porto Alegre. O primeiro dia de congresso, que aconteceu nesta quinta-feira, 9 de junho, também representou a retomada dos eventos internacionais na AMRIGS após as restrições impostas pela pandemia da Covid-19.

Na cerimônia de abertura, o presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Gerson Junqueira Jr., deixou clara a emoção de rever o teatro cheio e destacou a importância do encontro com diversos especialistas. “Nós precisamos nos reinventar e nos modernizar. Esse evento faz parte disso. A AMRIGS, além de divulgar conhecimento técnico e científico, é palco de debate e posicionamentos políticos da comunidade médica”, afirmou.

Também no bloco inicial, o idealizador do B.E.S.T, o médico Nilton Kawahara, explicou as razões de existir do congresso. “Esse evento não é para principiados e sim para os mais experientes neste tipo de procedimento. Nossa sigla traz a palavra Trend, pois ela se expande, não se limita”, reiterou.

O B.E.S.T é, reconhecidamente, o congresso mais importante do mundo do ponto de vista prático para os cirurgiões bariátricos. O coordenador regional do evento, Renato Souza, sintetizou a magnitude dos três dias de congresso. “Serão 18 cirurgias ao vivo, três robóticas, 22 médicos nacionais, 22 do Rio Grande do Sul e 36 de fora do país”.

As primeiras três, das 18 cirurgias ao vivo, aconteceram logo na programação desta quinta-feira com moderação do presidente da AMRIGS, Gerson Junqueira Jr. Os procedimentos, realizados em três salas cirúrgicas do hospital Divina Providência, foram: Bypass Gástrico, pelo médico Andrey Carlo; Sleeve Gástrico, com o médico chileno Camilo Boza; e uma cirurgia revisional, com o português Carlos Vaz. Todos tiveram sucesso.

Ao longo dos trabalhos, os médicos iam pontuando e explicando as particularidades de cada um dos três casos. A plateia era convidada a fazer questionamentos para os médicos da mesa de debate: a mexicana Adriana Liceaga, o venezuelano Guilhermo Borja, Luciano Neto, Luiz Carlos Bremm, o argentino Mariano Palermo, Rafael Jacques Ramos e Ricardo Baratieri.

 

Painéis debatem cenário

Além das cirurgias ao vivo, o primeiro dia também contou com palestras de diversos profissionais referência na medicina brasileira. O médico Guilherme Campos apresentou os resultados da cirurgia bariátrica pelo mundo e como a mortalidade vem reduzindo ao longo dos anos, conforme os estudos avançam.

No segundo painel, o médico Carlos Eduardo Domene explicou o avanço da robótica neste segmento. “Robótica é cooperação, não é concorrência”, resumiu. Na sequência, a médica Luciana El Kadre pontuou o mecanismo de ação da cirurgia bariátrica e metabólica.

“Diabetes, obesidade e bariátrica não são consequência um do outro, mas têm a mesma origem”. Ela também acrescentou o aspecto mental do procedimento.

Coube ao médico Áureo Ludovico de Paula abordar os fundamentos da cirurgia metabólica. “O cirurgião precisa entender que existe uma hierarquia”, ressaltou. A sessão da manhã foi finalizada com uma mesa redonda comandada pelo médico Sérgio Pioner sobre o “Estado da Arte na Cirurgia Bariátrica”.

No período da tarde, o médico Antonio Carlos Valezi comandou um simpósio satélite sobre as controvérsias dos procedimentos bariátricos e metabólicos. Depois, uma nova sessão de cirurgias ao vivo aconteceu. Desta vez, elas foram realizadas nos seguintes modelos: Duodenal Switch, com o idealizador do B.E.S.T, Nilton Kawahara; Interposição Illegal, com Alcides Branco; e o Sleeve Gástrico, com o coordenador Renato Souza.

Quem veio ao evento também pode passear pelos estandes montados pelos patrocinadores com exemplares de equipamentos inovadores na área da saúde. A edição de 2022 do B.E.S.T vai até a manhã do sábado (11/06) e é uma realização da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) com o Hospital Divina Providência.

Foto: Vítor Figueiró/Divulgação | Fonte: Assessoria
10/06/2022 0 Comentários 1,9K Visualizações
Saúde

AMRIGS defende planejamento adequado na retomada de atendimentos represados

Por Stephany Foscarini 19/04/2022
Por Stephany Foscarini

O anúncio por parte do Ministério da Saúde de que vai decretar o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (Espin) relacionada à Covid-19 no Brasil já era esperado pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e foi recebido com otimismo. A entidade tem manifestado preocupação com os reflexos de dois anos de pandemia, como o represamento do atendimento a pacientes com outras patologias e que representam um novo desafio para os profissionais de saúde dos setores privado e público. Por conta disso, o presidente da AMRIGS defende que haja um planejamento adequado para o andamento desses procedimentos represados.

Muitos pacientes ficaram sem o devido acompanhamento. Pessoas com doenças crônicas, sem atendimentos cardiovasculares, doenças endocrinológicas, com hipertensão, diabetes, e que ficaram sem tratamento. Além disso, há pacientes oncológicos que ficaram sem diagnóstico e sem tratamento”.

“Muitos pacientes ficaram sem o devido acompanhamento. Pessoas com doenças crônicas, sem atendimentos cardiovasculares, doenças endocrinológicas, com hipertensão, diabetes, e que ficaram sem tratamento. Além disso, há pacientes oncológicos que ficaram sem diagnóstico e sem tratamento”, alertou o presidente da AMRIGS, Gerson Junqueira Jr.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (18) que a decisão de decretar o fim da emergência de saúde pública relacionada à Covid-19 no Brasil foi baseada em três pontos: a queda expressiva dos casos e dos óbitos por causa da Covid nos últimos 15 dias; a ampla cobertura vacinal da população: mais de 70% já completou o esquema vacinal com duas doses e mais de 77 milhões de pessoas já receberam a dose de reforço (equivalente a cerca de 39% da população) e a capacidade do SUS de atender não só os casos de Covid-19, mas também às doenças prevalentes que foram negligenciadas durante os períodos de picos da Covid.

Para entrar em vigor, nos próximos dias será editado um ato normativo disciplinando a decisão.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
19/04/2022 0 Comentários 1,2K Visualizações
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