A Aliança Láctea Sul-Brasileira (ALSB) debateu medidas relacionadas à sanidade animal, competitividade e ampliação da presença do setor lácteo brasileiro no mercado internacional na manhã desta terça-feira (1º), durante a Expointer, em Esteio. A reunião reuniu representantes da cadeia produtiva para discutir ações que permitam aos estados produtores avançar nas exportações, além de mecanismos de proteção e sustentabilidade diante de negociações comerciais e custos de distribuição. O encontro também marcou os 12 anos de criação da entidade, que reúne lideranças públicas e privadas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Durante a reunião, o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, defendeu avanços nas garantias de sanidade animal para que os estados produtores vinculados à Aliança Láctea possam acessar mercados internacionais. Ele citou como referência os resultados obtidos por outros segmentos de proteínas animais, como ovos e carnes. “Precisamos avançar junto ao governo federal no sentido de agilizar liberação, mesmo que seja de forma regionalizada, para conseguir embarcar nossos produtos para fora, buscando nichos de mercado que estão se abrindo na Ásia, por exemplo, e que estão sedentos por comida e que agregam grandes poulações”, expressou o dirigente.
Para Palharini, a abertura de novos mercados pode contribuir para ampliar as alternativas de comercialização dos produtos lácteos brasileiros, especialmente diante das oportunidades identificadas em países asiáticos.
Integração da cadeia produtiva
O 1º vice-presidente da Aliança Láctea Sul-Brasileira, Alexandre Guerra, destacou que o desenvolvimento do setor depende da construção conjunta de soluções e do fortalecimento dos diferentes elos da cadeia produtiva. “São caminhos que a gente vai debatendo e temos visto que estamos avançando. Temos que trabalhar pensando no conjunto, desde os pequenos, médios e grandes, da indústria e do campo, porque sempre repetimos que precisamos estar todos fortes e unidos. Somos interdependentes e todos são importantes”, ponderou o dirigente.
Guerra também chamou atenção para o crescimento de segmentos como o de queijos e defendeu a ampliação de estímulos ao consumo. Outro ponto abordado pelo dirigente foi a distribuição da produção brasileira, especialmente diante dos impactos de novas tarifas que aumentam os custos de transporte de produtos da região Sul para o centro do país.
Sustentabilidade no setor
As negociações comerciais também estiveram entre os assuntos discutidos no encontro. O secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini, destacou a necessidade de criação de mecanismos que ampliem a proteção e a sustentabilidade da cadeia láctea diante de possíveis impactos das relações comerciais internacionais. Entre os temas citados está o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. “Existe uma preocupação com a criação de salvaguardas para produtos brasileiros, e o setor lácteo está inserido nesse debate, assim como outros segmentos, como vinhos e azeite de oliva”, afirmou Palharini.
Segundo o dirigente, a busca por competitividade também passa pela criação de mecanismos específicos para o setor. “Precisamos buscar mecanismos e instrumentos que contribuam para a proteção e a sustentabilidade da cadeia. A discussão sobre comercialização futura, por exemplo, é um dos temas que começam a ganhar espaço e que certamente estará presente nas nossas próximas reuniões”, completou Palharini.
12 anos da Aliança Láctea
A reunião realizada durante a Expointer também marcou os 12 anos da Aliança Láctea Sul-Brasileira. A entidade foi fundada durante a própria Expointer, que serviu como espaço para o encontro das lideranças do setor. A Aliança Láctea Sul-Brasileira é um fórum público-privado que reúne lideranças e entidades dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

