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agronegócio

Business

Deputado federal Pedro Westphalen comemora encaminhamento de R$ 2,8 bi ao agro

Por Ester Ellwanger 11/03/2022
Por Ester Ellwanger

O Ministério da Agricultura anunciou, nesta quinta-feira, 10 de março, o destravamento das linhas do Plano Safra vigente e medida provisória que entregará importantes recursos aos produtores rurais. A Medida Provisória, que deve ser votada na próxima semana, rebate para linhas do Pronaf o valor de R$ 1,2 bilhão aos quatro Estados afetados pela estiagem. Na reunião também houve o anúncio de projeto de lei que destrava R$ 1,6 bilhão de crédito rural do Plano Safra vigente.

O deputado federal Pedro Westphalen esteve presente e representou a Câmara dos Deputados. “Seguiremos na busca pelos recursos no parlamento, em Brasília, ciente das dificuldades e necessidades do produtor rural. Lembrando que R$ 860 milhões já foram liberados pelo destravamento de parte do Plano Safra”, declarou o parlamentar. Os quatros estados contemplados com os recursos são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.

O apoio ao agro foi anunciado em reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em videoconferência durante a Expodireto Cotrijal. Os dados foram informados, em reunião no auditório da feira, pelo senador Luis Carlos Heinze e o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica. Também estiveram presentes o deputado estadual Ernani Polo, representantes da Famurs, Farsul, Fetag e Aprosoja.

Foto: Matheus Beck/ Divulgação | Fonte: Assessoria
11/03/2022 0 Comentários 593 Visualizações
Ensino

Nova Escola de Ciências Agrárias da UPF amplia parcerias e conexão com o mercado

Por Ester Ellwanger 10/03/2022
Por Ester Ellwanger

A Universidade de Passo Fundo (UPF) apresentou nesta terça-feira, 087 de março, na Expodireto em Não-Me-Toque, a nova Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios. A novidade faz parte do novo modelo político-administrativo da instituição, com estrutura mais moderna, integrada e conectada internamente e também à realidade do mercado. O objetivo é qualificar os processos de gestão e avançar na excelência acadêmica e na produção de conhecimento.

A reitora da UPF, Dra. Bernadete Maria Dalmolin, explica que a nova escola foi planejada com foco no desenvolvimento sustentável da região Norte do Rio Grande do Sul e está alinhada às transformações sociais e às exigências do mercado. Ela acrescenta que as mudanças promovem uma imersão maior dos acadêmicos na realidade das suas áreas de atuação.

“Inovamos para melhor responder às necessidades do nosso tempo e do futuro. Temos que pensar cada vez mais na formação que conecta conhecimentos de diferentes áreas e que desafia o estudante a propor soluções para os problemas da vida real, sobretudo diante das possibilidades que a ciência, a tecnologia e a inovação oferecem. Por isso, implementamos espaços de criação, de empreendedorismo, de conexão com empresas e com outros setores da sociedade, agora ainda mais integrados às distintas estruturas e a todo o capital humano da Universidade”, ressalta.

Segundo o professor Dr. Eraldo Zanella, atual diretor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, a nova organização busca ampliar a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. “A região é uma potência no agro. Por meio da profissionalização, do empreendedorismo e da inovação, queremos fortalecer essa vocação oferecendo soluções para toda a cadeia produtiva”, reforça. Segundo ele, a escola vai permitir que a UPF contribua ainda mais em todas as pontas — do campo, passando pela indústria, até o consumidor final, inclusive com atendimento aos pequenos produtores.

 

Interdisciplinaridade

Com foco na integração das disciplinas, laboratórios e pesquisadores qualificados de diferentes áreas, as atividades terão como base a interdisciplinaridade e a inovação. Além disso, será possível direcionar os resultados das ações desenvolvidas para o campo às políticas públicas, para que toda a cadeia produtiva possa ser aprimorada.

“Ao reforçar as parcerias e a integração interna entre estruturas da própria universidade, como o UPF Parque, ampliaremos também o relacionamento com outras instituições — como Embrapa, cooperativas, secretarias de Estado, prefeituras e entidades e associações representativas. Vamos fomentar startups e novos negócios, promover ações inovadoras com alto conteúdo tecnológico e contribuir ainda mais com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da nossa região”, destaca a professora Dra. Cleide Fátima Moretto, atual diretora da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis.

 

A nova escola

A Escola de Ciências Agrárias, Inovação e Negócios abrange os cursos de graduação em Administração, Agronegócio, Agronomia, Ciências Contábeis, Comércio Exterior, Ciências Econômicas, Engenharia de Alimentos e Medicina Veterinária. Também engloba pós-graduação stricto sensu, especializações, MBA e residências.

A estrutura física inclui todas as áreas das unidades acadêmicas que foram integradas. É o caso dos espaços para práticas experimentais e todos os laboratórios — inclusive o Laboratório de Solos, que é referência e possui certificação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e governos estaduais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Compreende ainda Hospital Veterinário, Centro de Pesquisa e Extensão Agropecuária (Cepagro), Centro de Pesquisa em Alimentação (Cepa), Centro de Diagnóstico e Pesquisa em Sanidade Animal (CDSA), Serviço de Análise do Rebanho Leiteiro (SARLE) e Centro de Pesquisa e Extensão nas áreas das Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis.

 

Destaques do novo modelo

Uma das metodologias que deve se destacar no novo modelo é o desenvolvimento do potencial empreendedor dos estudantes por meio da gamificação para estimular a criatividade e tomada de decisão, além de promover o trabalho em equipe. Além disso, a pesquisa científica deve receber incentivos com foco na solução de problemas reais existentes nos mercados organizacionais e de consumo, que devem servir depois para valorizar o currículo e portfólio dos egressos. Os gestores da UPF projetam que a formação prática e customizada deve ser um dos grandes atrativos aos interesses do aluno.

O fortalecimento da relação entre as diferentes áreas se dará por meio de ações entre cursos e empresas, aliando as habilidades de gestão e empreendedorismo nos espaços e produtos da Escola com otimização de habilidades e competências.

 

Reforma político-administrativa

A Universidade de Passo Fundo aprovou o novo modelo com a participação de toda a comunidade acadêmica, ainda em junho de 2021. A reforma político-administrativa da Instituição busca implementar uma estrutura mais moderna, integrada e conectada que vai otimizar os processos. O objetivo é ampliar a excelência acadêmica, conforme os centros que são referência no mundo, e garantir o equilíbrio financeiro, além de sustentabilidade e crescimento no longo prazo.

A nova configuração permitirá maior aproximação e agilidade na administração, integrando e otimizando as possibilidades de interlocução entre as grandes áreas do conhecimento. A estrutura mais eficiente, moderna e equilibrada terá seis Unidades Acadêmicas, contemplando todos os 60 cursos de graduação, além dos MBAs, especializações, mestrados e doutorados. Elas serão compostas por áreas de conhecimento, dentre as quais: Agro e Negócios, Humanidades, Tecnologias, Saúde, Direito e Medicina. A estrutura de direção e coordenação dos cursos será mantida.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
10/03/2022 0 Comentários 634 Visualizações
Business

Plataforma Auravant chega ao Brasil para ser o sistema operacional do agronegócio

Por Ester Ellwanger 07/03/2022
Por Ester Ellwanger

A pandemia acelerou a digitalização — e no agronegócio não foi diferente. E mundos aparentemente distantes, como agricultura e tecnologia, devem caminhar juntos. Essa é a aposta da Auravant, empresa de tecnologia que oferece dados para a melhor tomada de decisões agronômicas e que cresceu 150% desde 2020. Criada há 5 anos na Argentina e atuação na Europa, a agtech agora marca presença física no Brasil, com a abertura de escritório em São Paulo.

Após dois aportes iniciais em dois anos, a startup iniciou a expansão global pela Espanha, para trabalhar com culturas intensivas — depois da agricultura extensiva da Argentina. Dois novos aportes na Europa e a empresa agora amplia presença no continente latino-americano, de olho no mercado brasileiro, quarto maior produtor de grãos do mundo. O foco é a experiência do usuário e soluções digitais integradas para pequenos produtores até grandes empresas do agro.

“Acreditamos que é possível ser eficiente e sustentável, com tecnologia digital fácil de usar,” explica o CEO e fundador, Leandro Sabignoso, que lidera o time de Madri, capital espanhola.

 

Economia de recursos e menor impacto ambiental

Por meio de múltiplas fontes de dados (imagens de satélite, drone, clima e mapas de rendimento), a ferramenta gera diferentes camadas de informação que permitem determinar a dosagem adequada de insumos em cada ponto da lavoura. O objetivo é economizar tempo, dinheiro e reduzir o impacto ambiental, com maior produtividade e rastreabilidade. “Queremos ser o sistema operacional do agro” declara o CEO, que projeta para 2022 faturamento de 2,5 milhões de euros.

Atualmente, a Auravant tem 30 mil usuários em 70 países — inclusive o Brasil — e 8 milhões de hectares de plantações intensivas e extensivas monitoradas. Com oferta inicial freemium, a plataforma quer democratizar e aproximar a tecnologia do assessor agronômico e do produtor rural. Mais que isso: agora, com o escritório local, a empresa quer estar mais próxima dos clientes brasileiros — por ser uma plataforma aberta, já possuía usuários no país que utilizavam o sistema.

A diretora-geral para o Brasil, Sabrina Muñoz, explica que o time no país — que atualmente tem 4 profissionais — deve passar a 20, com atendimentos em regiões produtoras como Sul, Sudeste e Centro-Oeste, de acordo com a demanda. A Auravant tem ainda participado de encontros com a Embrapa e entidades do setor, além de fazer parte do AgTech Garage, hub do agronegócio.

 

Tornar simples, processos complexos

Formada na maioria por engenheiros, a Auravant tem como missão realizar de maneira simples, processos altamente complexos. E a digitalização no agro passa por diversos setores da cadeia produtiva, desde serviços, como potencializar o conhecimento agronômico; insumos, como ferramenta de fidelização, geração de receita e desenvolvimento de produtos; concessionárias, para ampliar o suporte técnico; e empresas alimentícias, onde possibilita a rastreabilidade dos processos.

Além de desenvolver funcionalidades personalizadas para cada necessidade e modelo de negócio, a Auravant permite que as empresas tenham o próprio ambiente corporativo, de modo a acessar facilmente o BI (business intelligence), entender melhor clientes e tomar as melhores decisões. São soluções white label que permitem que empresas possam digitalizar os negócios.

Marketplace de extensões

Para se tornar o sistema operacional do agronegócio, a empresa acredita na integração da plataforma a outros sistemas, desde computadores de bordo de máquinas agrícolas de diferentes marcas até softwares de controle de armazenagem de grãos. Para isso, a solução passa por constante processo de atualização e desenvolvimento pelo time de especialistas da plataforma.

“Acreditamos na integração como ferramenta para o crescimento e apoio aos nossos usuários que podem encontrar todas as informações em só lugar, simplificando rotinas e processos complexos. E o nosso ‘marketplace de extensões’ reforça esse conceito,” explica Sabrina Muñoz.

 

Agronegócio com alma

Da visão dos fundadores em comercializar drones para imagens aéreas surgiu o nome: aura, alma, em espanhol, e vant, sigla para veículo aéreo não tripulado. O foco em soluções para o agronegócio veio depois. “É um setor que precisamos ajudar porque precisa. Além disso, temos um fit cultural, valores compartilhados e trabalho de sacrifício, muito trabalho,” conta Sabignoso.

“Entendemos que precisávamos estar ao lado do produtor e não apenas fornecer um equipamento ou serviço a ele”, complementa o CEO. Assim, com foco total na experiência do usuário e o entendimento que informação era o ouro para tomada rápida de decisões, a empresa passou a traduzir os dados, interpretá-los e oferecer ao assessor, que tem o conhecimento agronômico.

 

Segurança, transparência e rastreabilidade

A relevância da privacidade dos dados é traduzida pela presença de um chief data officer (CDO), que cuida da gestão e fluxo de informações. A rastreabilidade dos dados está no DNA da empresa: “O produtor é dono das informações. Ele é quem determina a melhor maneira de utilizá-los, com muita transparência e rastreabilidade.” Além disso, a empresa se autodefine agnóstica, ou seja, não recomenda produto ou quantidade, “quem define é o usuário,” finaliza.

Com esses valores, a plataforma quer atrair novos talentos e se tornar uma empresa empregadora. Ela olha para o futuro e projeta uma escalada para se tornar unicórnio nos próximos anos. “Essa mudança de paradigma de nos integrarmos a todos os sistemas, além da personalização, empoderamento e rastreabilidade das informações são os diferenciais,” finaliza o CEO da Auravant.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
07/03/2022 0 Comentários 987 Visualizações
Cidades

Agricultores de Novo Hamburgo podem se candidatar a receber microaçudes até quarta

Por Ester Ellwanger 24/02/2022
Por Ester Ellwanger

Os agricultores familiares, pecuaristas e empreendedores familiares rurais de Novo Hamburgo interessados na escavação de microaçudes em suas localidades podem se cadastrar até a próxima quarta-feira, 02 de março, diretamente na Diretoria de Fomento ao Desenvolvimento Rural ou Emater, localizadas na Rua João Aloysio Algayer, nº 1238, em Lomba Grande.

Para se cadastrar, os agricultores devem apresentar o Talão de Produtor Rural. As candidaturas serão analisadas pelo respectivo conselho municipal. Serão construídos até 10 microaçudes.

A execução das obras será feita por meio de recursos do programa Avançar na Agropecuária e no Desenvolvimento Rural, do governo do Estado. O objetivo é apoiar a construção de estruturas de reservação de água para a expansão da prática da irrigação entre os agricultores e pecuaristas almejando estabilidade nas suas produções frente aos recorrentes quadros de estiagens que ocorrem no Estado.

Está prevista a contratação de máquinas para construção de estruturas de armazenagem de água nas propriedades, por meio da contratação da prestação de serviços mecanizados, acesso a projeto técnico, regularidade ambiental e outorga de uso de água (cadastro SIOUT).

Mais informações pelos telefones 3596-1022 ou 9-9681-3828, da Diretoria de Fomento ao Desenvolvimento Rural, ou pelo número 9-9652-9335 da Emater.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/02/2022 0 Comentários 574 Visualizações
Business

Agenda global amplia espaço para o arroz pré-germinado

Por Ester Ellwanger 24/02/2022
Por Ester Ellwanger

Vindo de Santa Catarina, assim como os demais introdutores do arroz pré-germinado no Rio Grande do Sul, o agricultor João Carlos Fontana Hanus é um entusiasta dessa forma de cultivo. Em mais de duas décadas em terras gaúchas, aprimorou esse complexo manejo, mais sustentável, e há anos, na Granja Nenê, em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana, alcança produtividade um terço acima da média estadual. Mesmo com todas as vantagens potenciais, esse sistema ainda ocupa apenas cerca de 10% da área cultivada no Estado, o principal produtor do alimento obrigatório na mesa do brasileiro. Essa realidade tende a mudar, por imposição de uma agenda global.

Não é um processo a curto prazo, mas o mundo vai demandar mais o arroz pré-germinado. O pesquisador Ibanor Anghinoni, consultor do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), explica por quê. “O pré-germinado é a única maneira de você não usar agrotóxico para controlar o inço na lavoura”, diz Anghinoni, que lecionou por 50 anos (1970-2020) na Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo como principal tema a fertilidade de solo. Além de reduzir o uso de defensivos agrícolas, o pré-germinado contribui para o uso mais racional da água, em um país que acaba de enfrentar a sua maior crise hídrica em 91 anos.

O consultor do Irga observa que os mercados mais maduros no planeta, com consumidores mais conscientes, estão aumentando a exigência por produtos com menor impacto ambiental, e o pré-germinado é hoje a única forma de cultivo capaz de oferecer isso. Tanto que a produção do orgânico e a do chamado arroz de base ecológica (por comunidades de pequenos produtores) dependem do pré-germinado. “A humanidade vai exigir cada vez mais alimentos saudáveis”, ressalta o consultor do Irga. “É um processo em evolução.”

Hanus chegou à Granja Nenê em 2008. “No segundo ano comecei a sistematizar toda área plantada, ciente de que esse tipo de plantio dá muito mais trabalho do que o convencional, porque você nivela o terreno, deixando os quadros com menor consumo de água”, lembra. “É um projeto bastante caro, mas em longo prazo se paga.” O agricultor já havia estruturado lavouras em outros Municípios, antes de se estabelecer em Nova Santa Rita. Entre essas áreas, há até algumas que hoje exibem selo de produção orgânica, a partir do trabalho estruturado por Hanus.

 

Consumo de água

Ele calcula que o consumo de água seja cerca de 40% menor, pois, como os quadros são nivelados, a água da chuva fica dentro e mantém a lavoura sempre com água. “Aqui na Granja Nenê, eu começo a preparar toda a lavoura somente com a água da chuva”, conta. “Sempre dou início à preparação do solo em julho e agosto, que são os meses mais chuvosos. Com isso, consigo diminuir os custos com a irrigação e também o uso de água do rio e aproveitar bem a primavera, em que normalmente chove bastante.”

O material, num prazo de 60 dias, entra em decomposição, transformando os restos em adubo orgânico, que melhora a qualidade do solo”.

O nivelamento dos quadros também tem papel importante para a sustentabilidade, por permitir controlar a lâmina de água, reduzindo o uso de agrotóxicos em aproximadamente em 45% e o de fertilizante químico em 30%. Uma boa prática adicional que Hanus adota é, após a colheita e feito o aproveitamento da palha do arroz, o uso do roço a faca e de enxadas rotativas, para a incorporação no solo. “O material, num prazo de 60 dias, entra em decomposição, transformando os restos em adubo orgânico, que melhora a qualidade do solo”, diz.

O aprimoramento de técnicas como essa será cada vez mais demandado pela sociedade, avisa o pesquisador Anghinoni. “Pode até demorar, mas não há dúvida de que o pré-germinado ganhará mais espaço, por exigência dos novos tempos.”

 

Saiba mais

Esse sistema se chama pré-germinado porque tem uma etapa de pré-germinação da semente, com uso de umidade. Depois, a semente é acomodada em lâminas d’água com alturas predefinidas sobre solos planos organizados em quadros, em que o cereal vai se desenvolver banhado em água, em vez do método mais tradicional, a semeadura em solo seco. “O nivelamento do solo tem de ser refeito periodicamente”, observa o coordenador regional da região central do Irga, Pedro Trevisan Hamann. “Um bom aplainamento da área vai ajudar a reduzir o uso da água.” “O Irga tem pesquisas que mostram que, 15 dias após a floração plena, pode-se suprimir a colocação da água na lavoura”, acrescenta Hamann.

Consultor do Irga, Anghinoni vê como uma das principais vantagens do cultivo do arroz no sistema pré-germinado a utilização da lâmina d’água para controlar plantas invasoras, os inços. “A água é o melhor herbicida da lavoura de arroz”, complementa Hamann. “Reduz o uso de herbicidas para arroz-vermelho e capim-arroz, por exemplo.”

A água é o melhor herbicida da lavoura de arroz, … reduz o uso de herbicidas para arroz-vermelho e capim-arroz, por exemplo.”

Tradicionalmente, o Rio Grande do Sul, responsável por 70% da produção de arroz do país, cultiva o cereal em 1 milhão de hectares. Destes, em torno de 100 mil hectares estão no sistema pré-germinado, e os 90% restantes em semeadura em solo seco – a tendência, porém, é de que diminua esse predomínio.

Há 10 anos, a produtividade média do arroz no Estado, incluindo ambos os sistemas, era de 5,4 toneladas por hectare e agora, com o aprimoramento de técnicas, chega a 9 toneladas, tornando o Rio Grande do Sul um case mundial. Na lavoura de Hanus, em Nova Santa Rita, o desempenho é ainda melhor, atingindo uma produtividade de 12 toneladas por hectare.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
24/02/2022 0 Comentários 622 Visualizações
Business

Sicoob lança campanha com expectativa de liberar até R$ 4 bilhões em crédito rural

Por Ester Ellwanger 04/02/2022
Por Ester Ellwanger

Durante o segundo semestre da safra 21/22, entre fevereiro e junho, época em que usualmente surgem boas oportunidades para aquisição de insumos agrícolas, o Sicoob lança uma campanha nacional de custeio antecipado com crédito rural. A ideia é viabilizar aos produtores, cooperados do Sicoob, a conquista desses insumos com custos mais baixos, sendo que as principais atividades beneficiadas serão soja, café, algodão, milho, cana-de-açúcar e arroz.

A previsão é disponibilizar R$ 4 bilhões nesta linha, os quais poderão ser contratados até o fim do mês de junho, quando os recursos da safra 22/23 começarão a ser disponibilizados. “Acreditamos que todos os nossos cooperados produtores rurais, independentemente de seu porte, poderão se beneficiar com estas condições”, destaca Francisco Reposse, Diretor de Negócios do Sicoob.

O Sicoob disponibiliza linhas adequadas e condições personalizadas, conforme o porte do produtor rural. “No início do ano há boas oportunidades de cotações de insumos e, muitas vezes, ao aguardar o começo do Ano Safra seguinte, o produtor deixa essas oportunidades passarem”, explica o executivo.

Acreditamos que todos os nossos cooperados produtores rurais, independentemente de seu porte, poderão se beneficiar com estas condições”.

Para contratar o crédito, os cooperados podem procurar sua cooperativa ou acessar o aplicativo do Sicoob e apresentar a sua intenção de contratação. A expectativa do Sicoob é liberar até R$ 25 bilhões em crédito rural durante a Safra 21/22, que teve início em julho de 2021 e se encerrará em junho de 2022.

O Sicoob é um dos maiores apoiadores do setor agropecuário do país, atuando em todos os estados com uma grande diversidade de culturas e atividades, operando com todos os recursos do Plano Safra: linhas específicas para o agricultor familiar (Pronaf), para o médio produtor (Pronamp) e para o grande produtor. Contando ainda com os Programas Agropecuários do BNDES, as linhas do FCO e do Funcafé, além dos recursos próprios livres da instituição disponibilizando Capital de Giro Agropecuário e a Cédula de Produto Rural Financeira (CPRF).

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

04/02/2022 0 Comentários 1,K Visualizações
Business

BAT assina protocolo com reajuste de 18,79% com a Afubra

Por Ester Ellwanger 04/02/2022
Por Ester Ellwanger

A BAT foi a segunda empresa fumageira a assinar protocolo com a representação dos fumicultores, para estabelecer uma tabela de preços para a safra 2021/2022. Na manhã de hoje, 3 de fevereiro, os representantes da BAT estiveram na Afubra para entregar o documento que será assinado pelas sete entidades que integram a Comissão. Após oferecer um reajuste de 13,8% na primeira rodada de negociação e de 15,4% no segundo encontro, a BAT assinou protocolo com um reajuste de 18,79%, linear, e com a readequação do valor de algumas classes. Com essa readequação a tabela da BAT torna-se, novamente, a que tem os maiores valores do setor tabaco, até o presente momento.

Segundo o tesoureiro da Afubra, Marcilio Drescher, a efetivação do acordo se deu, em consonância com a proposta da representação dos produtores, em reunião virtual realizada no dia 2. “É mais um avanço na negociação do preço da safra. E a assinatura do protocolo garante o preço mínimo aos produtores integrados à essas empresas. Além disso, está protocolado que essas tabelas são o ponto de partida para a negociação de preço para a próxima safra”.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação | Fonte: Assessoria

04/02/2022 0 Comentários 371 Visualizações
Business

Negociação de preços do tabaco encerra com assinatura de protocolo com a JTI

Por Ester Ellwanger 30/01/2022
Por Ester Ellwanger

A safra 2021/2022 já tem nova tabela de preços de tabaco acordados com a JTI. A negociação fechou com 19,25% de reajuste para o Virgínia e o Burley e R$ 1,00 de complemento para as classes de Virgínia, com qualidade superior, como plus. A JTI foi a única empresa a propor um reajuste acima do custo de produção e mais um percentual de 5 pontos percentuais de rentabilidade ao produtor de tabaco. As federações reconhecem esse acordo como um esforço da empresa para recompensar seu produtor integrado e como uma importante contribuição para o fortalecimento do sistema integrado: “uma negociação séria e construtiva que vai beneficiar os agricultores”, afirmam as entidades.

As demais empresas finalizaram a negociação sem acordo. A BAT, a China Brasil Tabacos e a Premium Tabacos apresentaram novas propostas, mas os percentuais de reajuste ficaram abaixo do esperado, não oportunizando avançar as negociações. A BAT e a Premium Tabacos propuseram índices abaixo do custo de produção e a China Brasil Tabacos apresentou apenas o reajuste do custo de produção. A Universal Leaf Tabacos e a UTC trouxeram propostas somente nessa segunda rodada de negociações, mas que ficaram muito aquém do solicitado pelas entidades. As demais empresas não trouxeram novas proposições de preço.

As reuniões de definição de preço de tabaco para safra 2021/2022 ocorreram com cada fumageira, individualmente, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul, RS, nos dias 26 e 27 de janeiro.

A Philip Morris não participou dos encontros, pois não realizou o levantamento de custo de produção em conjunto, fator determinante para participação nas negociações. As entidades estão dispostas a negociar com a empresa, desde que ela reconheça o custo de produção apurado pelas entidades.

Durante o encontro, as entidades que representam os fumicultores mostraram preocupação com a sustentabilidade do Sistema Integrado de Produção de Tabaco, em função dos percentuais apresentados: “É preciso observar o custo de produção, valorizar e proporcionar lucratividade ao produtor de tabaco. Os gastos com a atividade são o mínimo a ser pago. É preciso conceder um reajuste justo aos produtores”, reforçam as entidades representativas.

A comissão que representa os produtores de tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
30/01/2022 0 Comentários 998 Visualizações
Variedades

Grupo de Prevenção à Peste Suína Africana expande atuação pelas Américas

Por Ester Ellwanger 13/01/2022
Por Ester Ellwanger

O grupo formado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (Abpa) e outras 20 organizações nacionais de 18 países da América Latina para traçar estratégias de prevenção à Peste Suína Africana (PSA) ganhou esta semana um importante reforço: a National Pork Producers Council (NPPC), entidade representativa da suinocultura dos Estados Unidos, passou a integrar o comitê continental de crise.

Com o reforço da NPPC, o grupo deverá fortalecer a integração e o alinhamento dos trabalhos para a prevenção à entrada da enfermidade na área continental das Américas.

Atualmente, há registros de PSA no Haiti e na República Dominicana, localizados na Ilha de Hispaniola. Assim como o Brasil e outras nações do continente, os Estados Unidos vem apoiando os dois países no trabalho para a erradicação dos focos.

 

 

Com a adesão da NPPC, o grupo – antes Prevenção PPA Latam – passa a se chamar “Prevenção PPA América” em alusão à campanha de prevenção da Peste Porcina Africana (PSA em espanhol) em todo o continente americano.

“As recentes ocorrências da enfermidade em países da Europa, Ásia, África e da ilha de Hispaniola evidenciam a importância do trabalho de prevenção que já está em curso nos diversos países das Américas. A manutenção do status sanitário do continente é prioritária, e todas as organizações estão empenhadas neste propósito”, detalha Sulivan Alves, diretora técnica da ABPA, uma das idealizadoras do grupo.

A entrada da NPPC foi aprovada pelo grupo durante a segunda quinzena de dezembro. O comitê “Prevenção PPA América” tem discutido novas ações para a agenda estratégica para 2022, na prevenção à enfermidade.

Com isso, agora o grupo passou a contar com os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Nicaragua, Panamá, Paraguai, Perú, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria

 

13/01/2022 0 Comentários 411 Visualizações
Business

Exportações de carne suína alcançam 1,13 milhão de toneladas em 2021

Por Ester Ellwanger 11/01/2022
Por Ester Ellwanger

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) encerraram em 2021 com total de 1,13 milhão de toneladas. É o maior resultado já alcançado pelos exportadores brasileiros em um único ano e supera em 11% o volume exportado em 2020 (antigo recorde), com 1,02 milhão de toneladas.

A receita cambial das vendas de 2021 chegou a US$ 2,641 bilhões, resultado 16,4% maior que o alcançado em 2020, com US$ 2,270 bilhões.

Em dezembro, as exportações do setor totalizaram 89,7 mil toneladas, volume 7,3% superior ao registrado no mesmo período de 2020, com 83,6 mil toneladas. Em receita, a alta chega a 0,9%, com US$ 191,53 milhões no último mês do ano passado, contra US$ 189,88 milhões em 2020.

“As exportações foram um importante instrumento ao longo do ano de 2021 para minimizar os impactos da histórica alta dos custos de produção. A Ásia continua sendo a principal região compradora de nossa carne suína e deverá permanecer em 2022 como nosso principal parceiro. A Rússia também deverá ser novamente um importante parceiro para o Brasil neste ano que se inicia,” avalia Ricardo Santin, presidente da Abpa.

 

Principais mercados

Principal destino das exportações em 2021, as vendas de carne suína para a China totalizaram 533,7 mil toneladas, volume 3,9% maior que o realizado em 2020. Outros destaques foram Chile, com 61 mil toneladas (+39,2%), Vietnã, com 44,9 mil toneladas (+11,4%), Argentina, com 37,8 mil toneladas (+97,5%) e Filipinas, com 33,4 mil toneladas (+321,5%).

 

“O status sanitário privilegiado e a confiança dos quase 100 países para os quais exportamos carne suína em 2021 sugerem um 2022 com boas expectativas para as exportações do setor, ainda mais em um cenário em que diversos países concorrentes do Brasil no cenário internacional enfrentam problemas com a peste suína africana e com outros fatores de produção”, analisa Santin.

 

Rio Grande do Sul

As exportações gaúchas de carne suína em 2021 seguiram a tendência nacional e superaram em 14,67% o volume exportado em 2020. De acordo com a ABPA, o Estado embarcou 299,66 mil toneladas nos doze meses do ano passado. No ano anterior, foram exportadas 261,32 mil toneladas.

O valor das vendas ao exterior em 2021 alcançou os US$ 713,55 milhões, 13,39% maior que o registrado em 2020, quando foram negociados US$ 629,29 milhões.

Em dezembro, o Rio Grande do Sul embarcou 22,14 mil toneladas. O desempenho foi 0,07% superior ao registrado no mesmo período de 2020, quando foram exportadas 22,13 mil toneladas. A receita foi de US$ 47,52 milhões, 8,27% menor em relação aos US$ 51,81 milhões do último mês do ano anterior.

Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
11/01/2022 0 Comentários 537 Visualizações
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