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afubra

Variedades

Safra de tabaco cresce 41,7% no sul do Brasil em 2024/2025

Por Jonathan da Silva 22/08/2025
Por Jonathan da Silva

A safra de tabaco 2024/2025 no sul do Brasil fechou em 719.891 toneladas, um aumento de 41,7% em relação à temporada anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22), pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), que realiza levantamentos junto aos produtores. Do total, 648.189 toneladas correspondem à variedade Virgínia, 59.629 ao Burley e 12.073 ao Comum. A estimativa inicial divulgada em novembro de 2024 previa 696.435 toneladas, o que indica um acréscimo de 3,4% no fechamento.

De acordo com o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, a diferença em relação à safra anterior se deve a três fatores principais. Segundo ele, a safra 2023/2024 sofreu perdas de produtividade devido à instabilidade climática, o que elevou o preço pago ao produtor. Paralelamente, a redução nos preços de grãos favoreceu a migração de áreas para o tabaco, ampliando a produção. Além disso, a produtividade em 2024/2025 foi considerada normal, sem perdas generalizadas.
“Esses fatores explicam o aumento significativo no volume total da produção, considerando ainda que vem ocorrendo aumento na área plantada nas últimas três safras. E, nesta safra que finda, com a volta da produtividade normal, o volume de produção se evidencia com mais força”, afirmou Drescher.

Produção nos estados

O Rio Grande do Sul registrou crescimento de 37,9%, alcançando 303.393 toneladas e representando 42,2% da produção sul-brasileira. Foram 131.789 hectares cultivados por 69.238 famílias, com produtividade média de 2.313 kg/ha. Apesar da alta, o preço por quilo caiu 14,5%, fechando em R$ 20,45.

Em Santa Catarina, a produção atingiu 226.233 toneladas, aumento de 50,5%, com área plantada de 94.212 hectares e 41.720 famílias envolvidas. A produtividade média foi de 2.401 kg/ha, mas o preço também caiu, encerrando em R$ 20,32, queda de 11,6%.

No Paraná, o crescimento foi de 38,1%, totalizando 190.264 toneladas, produzidas em 83.981 hectares por 27.062 famílias. A produtividade ficou em 2.266 kg/ha e o preço médio por quilo caiu 10,8%, fechando em R$ 19,83.

Receita bruta

A receita bruta da produção no sul do Brasil chegou a R$ 14,57 bilhões, alta de 23,7% em relação à safra anterior. O Rio Grande do Sul participou com R$ 6,2 bilhões (+17,9%), Santa Catarina com R$ 4,59 bilhões (+33%) e o Paraná com R$ 3,77 bilhões (+23,2%).

Estimativas futuras

A Afubra informou que a estimativa inicial para a safra 2025/2026 será divulgada já em novembro. Drescher adiantou que já há indícios de aumento da área plantada. “Além da importância de conseguirmos um equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos ciclos para garantir uma rentabilidade justa ao produtor, a este fator soma-se os impactos que podemos sofrer com a continuidade do ‘tarifaço’ ao que o Brasil vem sendo submetido pelos Estados Unidos”, destacou o presidente.

Foto: Arquivo/Afubra/Divulgação | Fonte: Assessoria
22/08/2025 0 Comentários 800 Visualizações
Projetos especiais

Programa de coleta de embalagens de agrotóxicos percorre municípios do RS e SC

Por Jonathan da Silva 13/08/2025
Por Jonathan da Silva

O Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), percorre 1.800 localidades rurais de 385 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, beneficiando 108 mil produtores de tabaco. A ação, que está próxima de completar 25 anos, realiza coleta itinerante e orientação sobre logística reversa, garantindo a reciclagem das embalagens. Neste mês, a programação coincide com o Dia Nacional do Campo Limpo, celebrado em 18 de agosto – próxima segunda-feira.

O diferencial do programa é o recebimento itinerante, que permite aos agricultores devolver as embalagens diretamente em suas comunidades, sem a necessidade de deslocamentos longos. O trabalho inclui conscientização permanente para que as embalagens sejam entregues limpas, secas e sem tampas, garantindo o reaproveitamento. Para isso, os produtores são orientados a fazer a tríplice lavagem — adicionando água limpa ao recipiente vazio, agitando e despejando no pulverizador três vezes —, perfurá-lo e armazená-lo até a entrega.

Alcance e resultados

No Paraná, ações semelhantes são realizadas por centrais locais de recebimento com apoio das empresas do setor. Desde outubro de 2000, o programa já recebeu 21 milhões de unidades, encaminhadas ao Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), que realiza triagem e destina 100% das embalagens rígidas para reciclagem. Os recipientes se transformam em insumos para a construção civil ou novas embalagens para produtos químicos. As embalagens não recicláveis são incineradas de forma controlada.

Impacto ambiental

A coordenadora do programa, Fernanda Viana Bender, afirma que a iniciativa facilita a devolução e previne riscos. “Assim, impede-se que as embalagens sejam descartadas de forma incorreta, protegendo tanto o meio ambiente quanto a segurança de quem vive no campo, pois evita-se o contato de pessoas e animais com embalagens contaminadas”, explica Fernanda.

Próximos roteiros

O atual roteiro iniciou em 11 de agosto e segue até 23 de setembro, passando por cerca de 200 pontos em 19 municípios do Rio Grande do Sul, entre eles Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Cachoeira do Sul e Taquari. Os produtores recebem um comprovante de entrega, documento exigido por órgãos de fiscalização ambiental. O próximo ciclo contemplará municípios da Região Central gaúcha.

Sistema Campo Limpo

O programa integra o Sistema Campo Limpo, iniciativa nacional de logística reversa no agronegócio que, em 2024, destinou corretamente 68.589 toneladas de embalagens plásticas, flexíveis e de metal, sendo 90% recicladas e transformadas em mais de 38 tipos de produtos.

Origem da ação

A ação antecede a legislação sobre logística reversa, criada em 2002, que obriga usuários de agrotóxicos a devolver embalagens e tampas aos estabelecimentos de compra no prazo de até um ano, conforme orientações de rótulos e bulas.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
13/08/2025 0 Comentários 435 Visualizações
Projetos especiais

Coleta de embalagens de agrotóxicos começa nos Vales do Rio Pardo e Taquari

Por Jonathan da Silva 11/08/2025
Por Jonathan da Silva

Entre 11 de agosto e 23 de setembro, produtores de tabaco de 19 municípios dos Vales do Rio Pardo e Taquari poderão destinar corretamente embalagens vazias de agrotóxicos, desde que tríplice lavadas, perfuradas e secas. A ação integra o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, realizado pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) em parceria com a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O roteiro passará por quase 200 pontos de coleta nos municípios de Bom Retiro do Sul, Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Cruzeiro do Sul, General Câmara, Mato Leitão, Novo Cabrais, Pantano Grande, Passo do Sobrado, Rio Pardo, Santa Clara do Sul, Santa Cruz do Sul, Taquari, Vale do Sol, Vale Verde, Venâncio Aires e Vera Cruz. O cronograma detalhado foi informado diretamente aos produtores participantes.

Procedimento e destino final

Segundo a coordenadora do programa, Fernanda Viana Bender, ao destinar corretamente as embalagens, os produtores cumprem a legislação e recebem comprovantes válidos em caso de fiscalização. “Além disso, a destinação correta garante a reciclagem das embalagens. Para isso, elas precisam estar tríplice lavadas, perfuradas e secas”, orienta Fernanda.

Após a coleta, os recipientes seguem para centrais credenciadas, onde são separados e enviados a unidades recicladoras, sendo transformados em produtos plásticos como materiais de construção civil e novas embalagens para produtos químicos.

O que é o programa

Criado antes mesmo da legislação de 2002 sobre o tema, o programa completa 25 anos em 2025 e atualmente percorre 1,8 mil pontos de coleta em 385 municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O recolhimento contempla embalagens usadas tanto na produção de tabaco quanto em outras culturas das propriedades. No Paraná, empresas do setor apoiam iniciativas semelhantes de centrais locais de recebimento.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/08/2025 0 Comentários 393 Visualizações
Variedades

Afubra mantém taxas do Sistema Mutualista para safra 2025/2026

Por Jonathan da Silva 29/07/2025
Por Jonathan da Silva

A Assembleia Geral Ordinária da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) aprovou, nesta sexta-feira (26), a manutenção das taxas de contribuição do Sistema Mutualista para a safra 2025/2026. A reunião ocorreu no auditório do Teatro do Colégio Mauá, em Santa Cruz do Sul, e definiu ainda o reajuste do valor da Unidade Referencial Mutual (URM) e os descontos para pagamentos antecipados.

Conforme a decisão dos associados, a taxa para cobertura contra granizo será mantida em 6% para os produtores sem bônus. Os participantes com direito às bonificações de 10%, 20%, 30% e 40% terão taxas de 5,4%, 4,8%, 4,2% e 3,6%, respectivamente. A medida visa fortalecer o fundo de reserva da Afubra, que foi afetado por prejuízos climáticos nas últimas safras.

O que é a Unidade Referencial Mutual

A URM, criada pela Afubra para padronizar cálculos de benefícios e auxílios, terá valor de R$ 25,26 para a próxima safra, um aumento de 8,88% em relação ao ciclo anterior, quando o valor era de R$ 23,20. A URM é usada como base para pagamentos aos associados em caso de perdas.

Descontos e prazos

Os produtores que anteciparem o pagamento até 31 de agosto terão desconto de 8%. Para quitação até 30 de setembro, o abatimento será de 5%, e até 31 de outubro, prazo final para inscrições, o desconto é de 3%. O prazo de carência para novas inscrições continua sendo de sete dias após a entrega do pedido ou a data do pagamento, para casos de débitos anteriores.

A assembleia também apresentou dados do último período e reforçou as regras do Sistema Mutualista, que garante apoio financeiro aos fumicultores em casos de danos causados por granizo.

Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação | Fonte: Assessoria
29/07/2025 0 Comentários 604 Visualizações
Variedades

Ciclo de Conscientização sobre produção de tabaco reúne 880 pessoas no RS

Por Jonathan da Silva 24/07/2025
Por Jonathan da Silva

Os dois primeiros seminários do 15º Ciclo de Conscientização sobre saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente reuniram 880 participantes nos dias 22 e 23 de julho, nos municípios de Gramado Xavier e Vale do Sol, no Rio Grande do Sul. Promovido pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e por empresas associadas, com apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), o evento terá continuidade nos estados do Paraná e de Santa Catarina a partir da próxima semana.

Realizado anualmente desde 2009, o Ciclo já passou por mais de 70 municípios e impactou diretamente 36 mil produtores de tabaco com orientações sobre produção sustentável. A iniciativa é voltada a produtores de tabaco, agentes de saúde, educadores, conselheiros tutelares e lideranças locais, com foco em temas como trabalho decente no campo, uso seguro de defensivos agrícolas, cuidados durante a colheita e, principalmente, proteção da infância e da adolescência nas propriedades rurais.

Orientações sobre legislação e sustentabilidade

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, afirmou que o ciclo tem como objetivo reforçar as orientações repassadas pelas empresas aos seus produtores integrados, com o propósito de cumprir a legislação e atender às exigências de clientes internacionais. “Seguimos alinhados com a representação dos produtores para manter a produção sustentável que, junto com a qualidade do nosso produto, fez do Brasil o maior exportador de tabaco dos últimos 30 anos”, destacou o dirigente.

Durante os encontros, os temas foram apresentados de forma lúdica e interativa por meio do podcast encenado “Vida no Campo”, da Companhia de Teatro Espaço Camarim. A proposta buscou transformar conteúdos técnicos em informações acessíveis aos participantes, majoritariamente produtores de tabaco.

Trabalhador dedicado

O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, enfatizou a postura do trabalhador do setor. “O fumicultor, quando convocado, ele se apresenta e está sempre aberto para aprender, para, cada vez mais, melhorar a sua propriedade. É na casa do produtor que começa a qualidade do tabaco brasileiro. Mas, qualidade não é somente a folha do tabaco cultivada com todos os cuidados; mas também, é a responsabilidade com as crianças e adolescentes e sua educação, com os cuidados com a saúde e segurança do produtor e sua família e com o trabalho decente. E estes ciclos são fundamentais para nos trazer as informações que fazem da cadeia produtiva do tabaco tão organizada”, comentou Drescher.

Próximos encontros

  • 29 de julho, 8h – Ipiranga-PR | Local: Clube Asdecope
  • 30 de julho, 8h – Imbituva-PR | Local: Centro de Eventos Rufinos
  • 31 de julho, 8h – Irineópolis-SC | Local: Sociedade Recreativa e Cultural de Irineópolis
  • 1º de agosto, 8h – Mafra-SC | Local: Espaço Álamos

O que é o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) está sediado em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. A entidade representa a indústria do setor em todo o território nacional, exceto nos estados da Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, o SindiTabaco concentra suas ações especialmente na Região Sul do País, responsável por 94% da produção nacional de tabaco, envolvendo cerca de 626 mil pessoas em 509 municípios. Mais detalhes estão disponíveis em sinditabaco.com.br.

Foto: Junio Nunes/Divulgação | Fonte: Assessoria
24/07/2025 0 Comentários 366 Visualizações
Política

Mobilização em Brasília defende cadeia produtiva do tabaco antes da COP-11

Por Jonathan da Silva 09/07/2025
Por Jonathan da Silva

A cadeia produtiva do tabaco reuniu lideranças políticas, produtores e entidades do setor na manhã desta quarta-feira (9), em uma audiência pública no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O encontro, promovido pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), teve como objetivo defender a importância econômica, social e cultural do cultivo e articular uma posição equilibrada da delegação brasileira durante a 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que ocorrerá em novembro, em Genebra, na Suíça.

O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, afirmou que o movimento busca o reconhecimento do papel estratégico da cultura do tabaco na economia rural e a descriminalização da atividade. “Estamos falando de uma produção que viabiliza a permanência das famílias no campo. A presença maciça de entidades, prefeitos, vereadores e deputados comprova a força da nossa pauta”, ressaltou Becker.

O secretário estadual da Agricultura do Rio Grande do Sul, Edivilson Brum, destacou que o estado terá participação na delegação oficial do Brasil na COP-11. “O Governo do Estado estará presente na delegação brasileira na COP-11. Nosso interesse é deixar esta cadeia viva. São mais de 60% dos municípios do nosso estado que dependem da agricultura, e boa parte vive do tabaco”, afirmou Brum.

Desafios e impactos econômicos

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, defendeu ações mais efetivas para contrapor a narrativa contrária ao setor. “É preciso reagir à narrativa anti-tabaco, que hoje tem mais força. Temos 509 municípios e precisamos transformar esse potencial em um fórum positivo do setor. Reclamar menos e fazer mais”, pontuou Thesing.

O presidente da Câmara Setorial do Tabaco, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Romeu Schneider, avaliou que a cadeia produtiva perdeu espaço nos debates internacionais. “A Convenção-Quadro nunca nos ouviu. É preciso lembrar que, mesmo com ela em vigor desde 2005, o número de consumidores aumentou”, afirmou Schneider, que também é vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves, ressaltou os impactos fiscais do contrabando. “O governo federal perdeu mais de R$ 100 bilhões em arrecadação de impostos nos últimos 10 anos com o cigarro contrabandeado. Esta união precisa continuar e ser ampliada para justamente combater esta situação”, expressou Alves.

Projeto de Lei sobre relevância do tabaco

Durante a audiência, o deputado estadual Marcus Vinícius (PP) apresentou a minuta de um Projeto de Lei que reconhece o tabaco como atividade de relevante interesse econômico, social e cultural nos municípios. A proposta prevê que a cultura seja considerada estratégica no planejamento público e garanta políticas de crédito, assistência técnica e valorização das famílias produtoras. O texto também propõe incentivo à formação de parcerias com cooperativas, sindicatos, associações e instituições de pesquisa.

Presenças no encontro

O evento contou com a participação dos deputados estaduais Marcus Vinícius e Airton Artus (RS) e Anibelli Neto (PR), e dos deputados federais Alceu Moreira, Heitor Schuch, Rafael Pezenti, Sérgio Souza, Covatti Filho, Lucas Redecker e Afonso Hamm. Também estiveram presentes prefeitos, vereadores, lideranças rurais e representantes de entidades do setor.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
09/07/2025 0 Comentários 409 Visualizações
Variedades

Tabaco gera renda até 700% maior por hectare em comparação com soja e milho

Por Jonathan da Silva 02/07/2025
Por Jonathan da Silva

A produção de tabaco continua sendo uma das atividades agrícolas de maior retorno econômico por hectare na região sul do Brasil, especialmente nas pequenas propriedades familiares. De acordo com levantamento da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o rendimento médio por hectare de tabaco chega a R$ 45.989,85 — valor até 700% superior ao registrado na soja (R$ 5.755,88) e 556,3% maior que o obtido com o milho (R$ 7.008,80).

Para alcançar o mesmo nível de renda de um hectare de tabaco, um produtor precisaria cultivar 7,99 hectares de soja ou 6,56 hectares de milho. A diferença na rentabilidade, segundo a Afubra, tem possibilitado a adoção de tecnologias no campo, a diversificação das culturas e investimentos em melhorias nas propriedades rurais.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, destacou a relevância da cultura para a economia das pequenas propriedades. “É por meio do tabaco que os produtores garantem renda para manter suas famílias com dignidade e conseguem permanecer na atividade agrícola mesmo com pequenas áreas de terra”, afirmou Thesing.

Dados de área e produção

Ainda segundo a Afubra, a cultura do tabaco ocupa atualmente cerca de 310 mil hectares nos estados do sul, com produção superior a 696 mil toneladas, gerando R$ 14,3 bilhões em renda para os produtores. Em comparação, a soja ocupa 13.535.700 hectares na mesma região, com produção de 38.954.900 toneladas e renda total de R$ 77,9 bilhões. Já o milho é cultivado em 3.988.600 hectares, com produção de 27.955.300 toneladas e faturamento de R$ 27,9 bilhões.

O que é o SindiTabaco

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) foi fundado em 24 de junho de 1947 e tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo. A entidade representa 14 empresas associadas e atua principalmente na Região Sul, que concentra 94% da produção nacional de tabaco, envolvendo cerca de 626 mil pessoas no meio rural em 509 municípios. Mais informações estão disponíveis em sinditabaco.com.br.

Foto: Banco de imagens/SindiTabaco/Divulgação | Fonte: Assessoria
02/07/2025 0 Comentários 640 Visualizações
Política

Projeto de lei reconhece fumicultura como atividade de interesse econômico no RS

Por Jonathan da Silva 30/05/2025
Por Jonathan da Silva

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) receberá na próxima segunda-feira, 2 de junho, a apresentação do Projeto de Lei 177/2025, que reconhece a fumicultura como atividade de relevante interesse social, econômico e cultural no estado. A proposta, de autoria do deputado estadual Marcus Vinícius (PP), leva o nome de “Lei Harry Antonio Werner”, em homenagem ao fundador e primeiro presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

O ato simbólico de apresentação ocorrerá na Sala Maurício Cardoso, com a presença da diretoria da Afubra, de familiares de Harry Antonio Werner e de autoridades. O projeto estabelece que a fumicultura deve ser considerada uma atividade agrícola, abrangendo desde a produção de mudas até a exportação, e reconhecida como estratégica para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.

Homenagem à trajetória de Harry Antonio Werner

De acordo com o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, dar o nome do fundador da entidade à lei é motivo de alegria. “Harry foi um visionário que, há 70 anos, idealizou uma entidade que busca a valorização e defesa do fumicultor. E a Afubra vem cumprindo com o estabelecido pelos fundadores e com seu compromisso com os associados. O fumicultor é integrante importante da cadeia produtiva do tabaco, que é uma atividade legal e de grande importância para o Brasil”, afirmou Drescher.

O ex-presidente da Afubra, Benício Albano Werner, filho de Harry, destacou a importância do reconhecimento. “Para nós, familiares, está sendo uma alegria essa homenagem, pois é mais um reconhecimento pela trajetória que o pai desenvolveu em defesa dos produtores de tabaco”, comentou Werner Filho.

Principais pontos do projeto

Entre as proposições do Projeto de Lei 177/2025 estão:

  • Declarar a fumicultura como atividade de relevante interesse social, econômico e cultural no Rio Grande do Sul, denominada “Lei Harry Antonio Werner”;
  • Reconhecer a fumicultura como atividade agrícola, compreendendo etapas como produção de mudas, plantio, manejo, colheita, cura das folhas, beneficiamento, industrialização, comercialização e exportação;
  • Determinar que a atividade deve ser considerada estratégica para o desenvolvimento regional, a geração de emprego e renda, e a dinamização das economias locais, especialmente em pequenas propriedades rurais;
  • Estabelecer que os órgãos da administração pública estadual devem incluir a fumicultura nos instrumentos de planejamento e execução de políticas públicas voltadas ao setor primário, com foco na valorização da agricultura familiar, do cooperativismo e do associativismo rural;
  • Permitir que a atividade seja contemplada por políticas públicas estaduais;
  • Fomentar a cadeia produtiva do tabaco por meio de programas de incentivo à inovação tecnológica, valorização dos mercados interno e externo, estímulo à organização cooperativa e associativa, acesso à infraestrutura e recursos financeiros, além de promover capacitação dos produtores em boas práticas agrícolas e gestão eficiente;
  • Autorizar a administração pública a celebrar convênios e acordos de cooperação técnica e institucional com entidades representativas, sindicais, associativas e organismos não governamentais nacionais e internacionais ligados ao setor.

Quem foi Harry Antonio Werner

Harry Antonio Werner nasceu em 28 de janeiro de 1924, na localidade de Linha Formosa, que na época pertencia a Santa Cruz do Sul e atualmente faz parte do município de Vale do Sol. Era filho de Albano Werner e Rosalina Werner. Casou-se em 7 de setembro de 1945 com Helena Paulina Werner, com quem teve dez filhos.

Foi sócio fundador e primeiro presidente da Afubra, cargo que exerceu de 1955 a 1957, e depois em sucessivos mandatos até 1969, retornando à presidência entre 1975 e 1983. Também foi presidente do Conselho Deliberativo da entidade em 1987. No campo político, foi vereador em Santa Cruz do Sul entre 1960 e 1963, chegando a presidir a Câmara Municipal em 1963.

Werner faleceu em 9 de dezembro de 1988, aos 64 anos.

Foto: Afubra/Divulgação | Fonte: Assessoria
30/05/2025 0 Comentários 442 Visualizações
Variedades

Câmara Setorial do tabaco cria grupo para discutir COP 11 com governo

Por Jonathan da Silva 11/04/2025
Por Jonathan da Silva

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco oficializou, nesta quinta-feira (10), a criação de um grupo de trabalho para dialogar com o governo federal sobre a 11ª Conferência das Partes (COP 11), evento que será realizada em novembro deste, em Genebra, na Suíça. O encontro para a exposição da demanda aconteceu em Cachoeira, na Bahia, durante a 75ª reunião da Câmara. O objetivo, segundo a entidade, é garantir a participação ativa dos produtores de tabaco nas discussões sobre regulação do setor.

O deputado federal Rafael Pezenti (MDB) esteve presente e comentou seu projeto de lei que altera a composição da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq). “Atualmente, a Conicq tem 16 membros e nenhum deles defende efetivamente os produtores de tabaco. Buscamos assento para essa representação e queremos provocar essa discussão. Participei de uma COP, no Panamá, e foi uma humilhação, uma vergonha. Mesmo com a procuração do povo, como deputado federal, não pude acompanhar uma sessão bancada com o dinheiro público”, afirmou o parlamentar.

Safra 2024/2025

O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, apresentou dados sobre a safra 2024/2025. Segundo o dirigente, 30% da safra já foi comercializada e a estimativa é de produção em torno de 700 mil toneladas. “Não se trata de uma super safra, mas sim de uma safra normal, que considera a recuperação da produtividade perdida na safra anterior e o aumento previsto da área plantada, em torno de 10%”, comentou Drescher.

Comércio exterior

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou os resultados de exportação de 2024 e a expectativa para 2025. “Fechamos 2024 com um resultado extremamente satisfatório. Só não batemos o recorde em dólares por questões logísticas, mas o tabaco terminou o ano como o segundo produto na pauta de exportações do Rio Grande do Sul, atrás somente do complexo soja”, afirmou Thesing.

Segundo o dirigente da entidade, uma pesquisa da Deloitte estima que os embarques em 2025 devem crescer entre 10% e 15% em dólares e volume. Entre janeiro e março, o Brasil exportou 104 mil toneladas e US$ 744 milhões, -1,78% e +12,85% respectivamente, comparado a 2024. Os principais destinos foram China, Bélgica, Indonésia, Estados Unidos e Emirados Árabes.

Projetos e iniciativas no setor

Thesing também apresentou o Projeto Solo Protegido, parceria do SindiTabaco com a Embrapa. “O projeto terá duração de cinco anos e visa avanços na produção sustentável e ampliação das boas práticas agrícolas, bem como a mensuração do carbono no solo em áreas produtoras de tabaco”, informou o presidente. Além disso, o dirigente anunciou o programa “Tabaco é Agro – Diversificação das Propriedades”, para incentivar a diversificação da produção nas propriedades rurais.

Impactos da reforma tributária

O executivo da Abifumo, Edmilson Alves, abordou os impactos da reforma tributária no setor. “Estamos aguardando a questão da alíquota. Não cabe mais aumentar, isso dá margem ao contrabando e ao descaminho. Esperamos que o setor não seja ainda mais prejudicado, considerando o tamanho do mercado ilegal já existente”, salientou Alves.

Encerramento

O encontro foi finalizado com a apresentação de João Nicanildo Bastos dos Santos, do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, que discutiu sobre “Regeneração do Solo e Oportunidades de Créditos de Carbono como Mitigador de Riscos na Cadeia Produtiva do Tabaco”.

Próximos encontros

As próximas reuniões da Câmara Setorial estão previstas para 16 de julho, em Brasília, e 2 de setembro, durante a Expointer, em Esteio.

Foto: Banco de Imagens/Divulgação | Fonte: Assessoria
11/04/2025 0 Comentários 457 Visualizações
Variedades

Seminário sobre turismo rural na Expoagro Afubra reúne mais de 250 participantes

Por Jonathan da Silva 27/03/2025
Por Jonathan da Silva

A 15ª edição do Seminário Regional de Turismo Rural reuniu mais de 250 participantes na Expoagro Afubra, em Rio Pardo, na manhã desta quinta-feira (27). Promovido pela Associação de Turismo da Região do Vale do Rio Pardo (Aturvarp), o evento teve como objetivo o compartilhamento de experiências e informações entre empreendimentos rurais voltados ao turismo, contando com a participação de representantes de 38 municípios do Rio Grande do Sul.

O presidente da Aturvarp, Djalmar Ernani Marquardt, destacou que o seminário busca ampliar o conhecimento dos participantes sobre a atuação no turismo rural. “Para esta troca de informações e experiências, contamos com exemplos e conhecimento de regiões distintas. É uma grande oportunidade de aprendizado na prática do turismo rural”, afirmou Marquardt.

Um dos casos apresentados foi o da Associação de Turismo Rural de Santa Cruz do Sul. O presidente da entidade, Alexandre Guedes da Luz, do Sítio Thomas Ecke, ressaltou a importância de uma representação coletiva para fortalecer o setor. “A atuação no turismo rural impacta em vários desafios, exigências e formação. Isso tudo torna-se mais fácil quando desenvolvido de forma coletiva”, comentou Ecke.

Também foram apresentados os empreendimentos Sítio Pedagógico Paraíso, da proprietária Leila Stacke, e o Sítio Kajives, representado pelo casal José e Isabel Stoelben, ambos localizados em Rio Pardinho, interior de Santa Cruz do Sul.

Turismo rural em Novo Hamburgo

O mestre em turismo Deivid Schu apresentou o roteiro Caminhos de Lomba Grande, em Novo Hamburgo, que envolve dezenas de empreendimentos rurais na região. Segundo ele, a organização do setor modificou a realidade local e aumentou o fluxo de visitantes. “Hoje Novo Hamburgo recebe cerca de 4 mil visitantes por semana, e uma grande parte disso está ligada ao turismo rural”, afirmou Schu.

O especialista também ressaltou que o sucesso do turismo rural depende do engajamento coletivo. “O turismo promove uma sinergia nos ambientes onde ele está, mas depende da adesão e da participação coletiva para que alcance essa unidade”, completou Schu.

Apoio ao evento

O 15º Seminário Regional de Turismo Rural contou com o patrocínio do Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar) e o apoio da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), da Emater/RS-Ascar, da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), do Sicredi Vale do Rio Pardo e da Secretaria Estadual de Turismo.

Foto: Rodrigo Nascimento/Nascimento MKT/Divulgação | Fonte: Assessoria
27/03/2025 0 Comentários 360 Visualizações
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