Segunda edição do Porto Alegre Noir inicia na próxima semana

Por Gabrielle Pacheco

De 9 a 14 de abril, a Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico) recebe a segunda edição do Porto Alegre Noir, evento cultural e de caráter temático, dedicado à literatura policial e ao cinema de inspiração noir. Durante seis dias, a cidade vai respirar mistério, investigação e suspense com as histórias dos romances policiais e os clássicos filmes do gênero.

O objetivo da iniciativa é reverenciar um dos gêneros de literatura e cinema mais cultuados por fãs e admiradores de todas as idades, geração após geração. “O Porto Alegre Noir surgiu a partir da constatação de que a literatura policial e o cinema noir possuem uma legião de fãs que dialogam, sem preconceitos, entre as duas formas de manifestação artística: os livros e os filmes.

Unir as duas vertentes em um único evento reforça e valida o verdadeiro objeto de culto que é o noir, um conceito por vezes vago e misterioso, tão bem expresso pela estética das luzes e sombras e pelos desvios morais da alma humana, características presentes nas melhores obras do gênero”, comenta Jorge Ghiorzi, um dos organizadores do festival.

O Porto Alegre Noir II promoverá uma extensa programação que inclui workshops, debates, exposição, mostra de filmes e um espaço para venda de livros policiais, de suspense e mistério.

Entre as atividades, os bate-papos “À Sangue Frio – o crime verdadeiro e a literatura”, com Rafael Guimaraens, Sandra Abrano e Luiz Gonzaga Lopes, “A lendária Coleção Amarela da Livraria do Globo”, com Sérgio Karam, Paula Ramos e Samir Machado de Machado e “Dashiell Hammett e os 90 anos de Safra Vermelha”, com Júlio Ricardo da Rosa e Juremir Machado da Silva.

Na mostra de cinema noir, destaque para quatro dos seis diretores da programação e, que sofreram perseguições durante o período do McCarthismo nos Estados Unidos: Cy Endfield (Justiça Injusta, 1950), Edward Dmytryk (Até a Vista, Querida, 1944), Abraham Polonsky (A Força do Mal, 1948) e Joseph L. Mankiewicz (O Ódio é Cego, 1950).

O evento também apresenta-se como um veículo de divulgação do gênero e de diálogo com a atualidade. “É uma oportunidade de descobertas e redescobertas para novas audiências e antigos admiradores das histórias policiais”, acrescenta Jorge.

“A ficção policial é uma ótima ferramenta para se dissecar as mazelas da sociedade em que vivemos, por isso, um evento como o Porto Alegre Noir se torna ainda mais necessário no contexto atual do país. Nessa edição, vamos destacar a discussão político-social nos temas dos debates e nos clássicos do cinema noir que foram selecionados”, finaliza Cesar Alcázar, produtor e organizador do evento.

Foto: Antonio Mainieri da Cunha Pinto/Divulgação | Fonte: Assessoria
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