Novo Hamburgo decreta estado de calamidade pública no setor da saúde

Por Gabrielle Pacheco

Nesta sexta-feira, 23, a prefeita Fátima Daudt, convocou uma coletiva de imprensa em seu gabinete para declarar que o município de Novo Hamburgo encontra-se em estado de calamidade pública na saúde. Esta situação se deve pelo ausência de repasse do Governo do Estado para a saúde.

Acompanhando o movimento de muitos municípios da região, Novo Hamburgo decreta medidas de contingenciamento e que o atendimento na Rede Municipal de Saúde terá prioridade para moradores da cidade.

Os atrasos dos repasses ocorreram entre os meses de junho e outubro deste ano, que somados chegam a mais de R$ 9 milhões. O governador do Estado, José Ivo Sartori, em recentes manifestações informou que esses compromissos não serão quitados até o final do ano. Essa declaração do atual governador, foi o estopim para esse decreto do município, de acordo com Fátima Daudt.

Dessa forma, em nota oficial, a Prefeitura de Novo Hamburgo salienta que esses atrasos comprometem a continuidade do atendimento irrestrito no Sistema Único de Saúde (SUS), do município. “A intenção desse decreto é para manter o atendimento para os cidadãos hamburguenses”, explica a prefeita.

Além disso, a prefeita buscou esclarecer a comunidade quanto o realocamento de verbas.”Não podemos tirar um centavo de outras áreas para aplicar na saúde, não é permitido por lei. Ou seja, essas obras de revitalização estão vinculadas a recursos que não podem ser alocados em outras áreas”, ressalta Fátima Daudt.

O decreto tem duração de 120 dias, podendo ser prorrogado ou suspendido.

Como fica o atendimento?
• Hospital Municipal: casos de urgência e emergênciais;
• UPA Canudos e UPA Centro: atendimento de urgência e emergênciais;
• Unidades de Saúde de Família (USF) e Unidades Básicas de Saúde(UBS): somente consultas clínicas, sem exames eletivos e laboratoriais.

Texto e foto: Redação
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