A Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs) se uniu à Secretaria Estadual da Saúde do RS em apoio à vacinação contra o HPV. O tema foi abordado em reunião, na última semana, entre o presidente da Amrigs, Gerson Junqueira Jr. e a secretária adjunta da Saúde do Estado, Ana Costa. A intenção é planejar ações integradas entre a Amrigs e o Governo do Estado. Uma das principais formas de prevenção contra o câncer é a vacinação contra o HPV, que reduz a chance do desenvolvimento de lesões do colo uterino induzidas pelo vírus. A Amrigs, que tem como vocação promover a ciência médica e replicar o conhecimento técnico-científico, também apoia a campanha da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul de incentivo à vacina contra o HPV, que previne lesões genitais pré-cancerosas.
Categoria
Saúde
A biomédica Jaqueline Goes de Jesus, doutora em patologia humana e pesquisadora brasileira, fará a palestra de abertura do Inovamundi, evento de ciência e inovação da Universidade Feevale que acontece em novembro. Sob o tema A força da ciência jovem e feminina no Brasil, a atividade será realizada no dia 7 de novembro, no Teatro Feevale. Com organização da Pró-reitoria de Pesquisa, pós-graduação e Extensão, o evento é aberto para acadêmicos, professores e comunidade.
Jaqueline Goes de Jesus é a cientista que coordenou a equipe responsável pelo sequenciamento do genoma do vírus SARS-CoV-2, apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso de Covid-19 no Brasil, em fevereiro de 2020. É doutora em Patologia Humana pela Universidade Federal da Bahia e, atualmente, desenvolve pesquisas pelo CADDE – Brazil-UK Centre for Arbovirus Discovery, Diagnosis, Genomics and Epidemiology e no Department of Infectious Disease Epidemiology no Imperial College London.
A palestra terá, ainda, mediação dos professores Juliane Fleck, coordenadora do Mestrado em Virologia da Feevale, e Matheus Nunes Weber, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Instituição. A retirada dos ingressos já pode ser feita, de forma on-line. Solicita-se a doação de 1kg de alimento não perecível no acesso ao evento, os quais serão destinados ao Banco de Alimentos – Região do Calçado (confira o serviço completo abaixo).
Serviço
O quê: Palestra de abertura do Inovamundi – A força da ciência jovem e feminina no Brasil, com Jaqueline Goes de Jesus
Onde: Teatro Feevale – Câmpus II da Universidad, ERS-239, 2755, Novo Hamburgo
Quando: 7 de novembro, segunda-feira, às 19h30min
Quanto: mediante apresentação de ingresso e de 1kg de alimento não perecível
Ingressos: já estão sendo distribuídos on-line, pelo site Blue Ticket
Sobre o Inovamundi
O Inovamundi, que acontece de 3 a 12 de novembro, é composto pela Feira de Iniciação à Pesquisa, Feira de Iniciação Científica, Salão de Extensão e Seminário de Pós-Graduação. Organizado pela Pró-reitoria de Pesquisa da Feevale, Pós-graduação e Extensão (Proppex), o programa busca estimular a produção, a divulgação e a discussão dos conhecimentos científicos, tecnológicos e sociais desenvolvidos no contexto universitário e na Educação Básica. Mais informações podem ser obtidas no site www.feevale.br/inovamundi.
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação | Fonte: Assessoria
Hamburguenses com 35 anos já podem receber 4ª dose de vacina contra a Covid
Por Amanda Krohn
Por Amanda Krohn
Hamburguenses com 35 anos ou mais já podem receber a quarta dose da vacina contra a Covid-19. O município oferece a imunização em todas as unidades de saúde, além da Casa da Vacina, a partir desta quinta-feira, 29, sem a necessidade de agendamento. A quarta dose pode ser aplicada quatro meses após a última aplicação do imunizante contra o Coronavírus. Para isso, é preciso apresentar o comprovante vacinal com as doses anteriores, documento com foto, cartão SUS ou comprovante de residência no município.
Sobre a Janssen
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) faz um alerta importante em relação ao imunizante da Janssen. Quem recebeu como esquema primário (a primeira dose) da Janssen em dose única, entre 18 e 39 anos, já pode fazer o primeiro reforço (segunda dose), desde que obedeça o intervalo de dois meses após a aplicação da primeira dose. Já o segundo reforço (terceira dose), deve respeitar o intervalo de quatro meses em relação ao primeiro reforço.
Já quem tem 40 anos ou mais, pode receber o primeiro reforço (segunda dose), desde que obedeça o intervalo de dois meses após a aplicação da primeira dose. O segundo reforço (terceira dose), deve respeitar o intervalo de quatro meses em relação ao primeiro reforço. Já o terceiro reforço (quarta dose) deve ser recebida em um intervalo de quatro meses em relação ao segundo reforço (terceira dose).
Lista das Unidades Básicas de Saúde e Unidades da Saúde da Família
Unidade Básica de Saúde Canudos
Endereço: Rua Silvio Gilberto Christmann, 1451 – Bairro Canudos
Telefone: (51) 3524-2279
Unidade Básica de Saúde Kunz
Endereço: Avenida General Daltro Filho,1595 – Bairro Hamburgo Velho
Telefone: 51 3595-3645
Unidade Básica de Saúde Liberdade
Endereço: Rua Kurt Wacker, 14 – Bairro Liberdade
Telefone: (51) 3587-7836
Unidade Básica de Saúde Primavera
Endereço: Rua Boa Saúde, 618 – Bairro Primavera
Telefone: (51) 3556-3136
Unidade Básica de Saúde Rincão
Endereço: Rua Teobaldo Nicolau Bauer, 15 – Bairro Rincão
Telefone: (51) 3595-7380
Unidade Básica de Saúde Santo Afonso
Endereço: Rua Assunción, 85 – Bairro Santo Afonso
Telefone: (51) 3587-3566
Unidade de Saúde da Família Boa Saúde
Endereço: Avenida Floresta nº 666 esquina com Rua 22 de Outubro – Bairro Boa Saúde
Telefone: (51) 3556-1649
Unidade de Saúde da Família Getúlio Vargas
Endereço: Rua Bruno Werner Storck, 147 – Bairro Canudos
Telefone: (51) 3525-0680
Unidade de Saúde da Família Guarani
Endereço: Rua Demétrio Ribeiro, 1089 – Bairro Guarani
Telefone: (51) 3527-3174
Unidade de Saúde da Família Iguaçu
Endereço: Rua Dos Professores, 110 – Esquina com Bruno Werner Storck. – Bairro Vila Iguaçu – Canudos
Telefone: (51) 3524-7856
Unidade de Saúde da Família Kephas
Endereço: Rua Bernardo Ludwig, 196 – Bairro São José / Kephas
Telefone: (51) 3583-1401
Unidade de Saúde da Família Kraemer
Endereço: Rua Pedro José Treis, 711, no bairro São Jorge
Telefone: (51) 3524-3874
Unidade de Saúde da Família Kroeff
Endereço: Rua Arlindo Silveira Martins, 55 – Bairro Santo Afonso
Telefone: (51) 3582-8131
Unidade de Saúde da Família Liberdade
Endereço: Rua Miranda, 201 – Bairro Liberdade
Telefone: (51) 3582-8724
Unidade de Saúde da Família Lomba Grande
Endereço: Rua Victor Thiesen, 125 – Esquina com Odete Correia Schuck – Bairro Lomba Grande
Telefone: (51) 3596-1543
Unidade de Saúde da Família Morada dos Eucaliptos
Endereço: Rua Octavio Oscar Bender, 1000 – Bairro Canudos
Localidade de referência: Lot. Morada dos Eucaliptos
Unidade de Saúde da Família Mundo Novo
Endereço: Rua João Nunes da Silva, 33 – Bairro Canudos
Telefone: (51) 2500-2672
Unidade de Saúde da Família Palmeira
Endereço: Rua Nazaré, 215 – Bairro Santo Afonso
Telefone: (51) 3107-4964
Unidade de Saúde da Família Petrópolis
Endereço: Rua Luxemburgo, 1570 – Bairro Petrópolis
Telefone: (51) 3253-4782
Unidade de Saúde da Família Redentora
Endereço: Rua Tamoio, 585 – Bairro São José – Redentora
Telefone: (51) 3583-1588
Unidade de Saúde da Família Rondônia
Endereço: Rua Bahia, 450 – Bairro Rondônia
Telefone: (51) 3582-9916
Unidade de Saúde da Família Roselândia
Endereço: Rua Benjamin Altmayer, 455 – Bairro Roselândia
Telefone: (51) 3527-8011
Unidade de Saúde da Família São Jorge
Endereço: esquina das ruas Anchieta e Jorge Schury – Bairro São Jorge
Telefone: (51) 3524-1913
Unidade de Saúde da Família Rondônia II
Endereço: Rua Travessão, 2084, Rondônia
Telefone: (51) 3600-8361
Unidade de Saúde da Família Operário
Endereço: Rua São Marino, 88, Operário
Telefone: (51) 3279-8349
Casa de Vacina
Endereço: Av. Coronel Frederico Linck, 900 – Bairro Rio Branco
Telefone: (51) 3595-1919 e 9-9501-7717(das 12h às 17h)
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Os números confirmam uma queda considerável no atendimento do Centro Respiratório (Centro Covid) de Estância Velha nos últimos meses. Conforme relatório da Vigilância em Saúde, foram atendidos mais de 1.600 pacientes no mês de janeiro deste ano. Em março a Secretaria da Saúde decidiu ampliar o horário de atendimento para atender a alta demanda, que além da Covid registrava muitos casos suspeitos de dengue, e também doenças respiratórias. Desde março o Centro estava atendendo das 7 às 21h. O principal objetivo da ampliação do horário, foi desafogar o atendimento no Hospital Getúlio Vargas e Postos de Saúde dos bairros.
Já no mês de agosto os relatórios registraram apenas 611 atendimentos, o que dá uma média de 25 atendimentos por dia. “Havíamos ampliado o horário de atendimento, por conta da demanda, que na época, aumentou muito, mas, agora podemos retornar ao normal”, explica Eliane Fleck, coordenadora da Vigilância em Saúde do município.
Por conta dos números analisados, o Centro Respiratório retorna ao horário de atendimento normal, que é das 13h às 21h. “Esta é uma ótima notícia, é um sinal de que, felizmente, hoje temos a situação controlada e podemos retornar ao horário normal de atendimento”, comemora o prefeito Diego Francisco. O Centro Respiratório que fica na rua Adolfo Mattes, 117 (antiga Farmácia Hamburguesa), a partir do dia 20 de outubro atenderá das 13h às 21h, de segundas a sextas-feiras. Nos outros horários, a comunidade deve procurar as Unidades de Saúde dos bairros e/ou o Hospital Getúlio Vargas.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
Conforme o Boletim Epidemiológico 35 do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), divulgado ontem (26), há, atualmente, 191 casos confirmados de Monkeypox no Rio Grande do Sul, estando 219 sob investigação. Um dos responsáveis pelas análises é o Laboratório de Microbiologia Molecular (LMM) da Universidade Feevale. Além dele, somente outros dois – sendo um deles o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/RS) – são habilitados pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) para realizar o diagnóstico da doença no Estado.
Além de produzir ciência, também contribuímos para o avanço científico e tecnológico, atendendo às demandas da sociedade.
O LMM, conforme a SES, dispõe dos requisitos exigidos para integrar a sub-rede de diagnóstico, conforme a Portaria SES Nº 908/2022. É credenciado, ainda, junto à Rede Previr, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), para investigação de casos de infecção por vírus Monkeypox em animais.
A coordenadora do mestrado em Virologia da Feevale, Juliane Fleck, destaca que, para possuir esta habilitação, os laboratórios passam por rigorosa avaliação, o que demonstra a qualidade do trabalho desenvolvido pelo LLM e a possibilidade de contribuir e se alinhar com as políticas públicas de saúde, por meio do desenvolvimento de procedimentos que visam à saúde única. “A certificação do laboratório como integrante da sub-rede de diagnóstico de Monkeypox no Estado, além do credenciamento junto à Rede Previr, nos deixa muito felizes porque mostra que estamos conseguindo atingir os objetivos do mestrado em Virologia, ou seja, além de produzir ciência, também contribuímos para o avanço científico e tecnológico, atendendo às demandas da sociedade”, afirma Juliane.
Como é feita a coleta das amostras
A pesquisadora destaca que a população possui, ainda, muitas dúvidas sobre como é feita a coleta das amostras para diagnóstico de varíola dos macacos. Por isso, esclarece que são coletadas secreções das lesões de mais fácil acesso, bem como das crostas, mas sempre as que são mais fáceis de localizar. “Normalmente, fazemos a coleta de mais de um ponto, mas damos preferência às lesões mais acessíveis, seja no pescoço, nos braços, no tronco”, explica.
Saiba mais
Os interessados em realizar exames para o diagnóstico da doença devem agendar o serviço com a Diretoria de Inovação da Universidade Feevale, pelo e-mail tecnologico@feevale.br ou pelo telefone (51) 98295-0945. A coleta acontece no Câmpus II da Universidade Feevale (ERS-239, 2755, Novo Hamburgo).
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
No próximo dia 8, das 9 às 17 horas, o Hospital Veterinário da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), realiza a Campanha de Vacinação Antirrábica. A aplicação das doses irá ocorrer na frente do bloco 1 da Unisc, na Praça da Bandeira e no quartel do Corpo de Bombeiros situado no Distrito Industrial. A expectativa é vacinar 960 animais.
A campanha é aberta para todos os tutores de cães e gatos de Santa Cruz do Sul. No dia, não há necessidade de documentação, mas se o tutor desejar poderá trazer a carteirinha de vacinação para registrar a aplicação. Será cobrado um valor simbólico de R$ 10,00 por dose.
A coordenadora do hospital e também veterinária, Claudia Lautert, ressalta que cães e gatos precisam ser vacinados anualmente contra o vírus da raiva para protegê-los e também para a proteção dos tutores. “A raiva é uma doença viral de grande importância na saúde humana e animal por representar uma das zoonoses mais mortais conhecidas. A forma mais eficiente de prevenir é por meio da vacinação.”
Ela ainda explica que a raiva é um doença que afeta o sistema nervoso central, causando alterações como paralisia, agressividade, dificuldade de deglutição e demência. “Rapidamente a doença evolui levando o animal a óbito.”
A campanha é realizada pelo curso de Medicina Veterinária da Unisc, em parceria com a Prefeitura de Santa Cruz do Sul e Corpo de Bombeiros de Santa Cruz do Sul.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
4ª Jornada de Hotelaria Hospitalar abordou liderança, inovação e tecnologias
Por Amanda Krohn
Por Amanda Krohn
A boa liderança uniu diferentes temas discutidos por especialistas na 4ª Jornada de Hotelaria Hospitalar, realizada na última sexta-feira (23), em Porto Alegre. Para os palestrantes, que atuam em instituições do Rio Grande do Sul e São Paulo, questões distintas como gestão de pessoas, ensino à distância, inovação e experiência do paciente exigem líderes qualificados — sem isso, não há engajamento para concretizar os objetivos da instituição.
A atividade, promovida pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa), aconteceu ao longo do dia no prédio 50 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O presidente da entidade, Henri Chazan, abriu o encontro falando sobre a importância da jornada. “Estes momentos de troca de conhecimento, de experiências, são sempre relevantes para a qualificação dos serviços e a evolução permanente para o setor. O Sindicato se orgulha de ser parte dessa construção, por meio de seus 15 comitês técnicos, que promovem eventos como este”.
A programação foi aberta com um painel sobre modalidades de capacitação à distância. O destaque foi a plataforma Educa, desenvolvida pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. A ferramenta é utilizada para engajar seus líderes, disseminar conhecimento e levar as mensagens institucionais para mais perto dos colaboradores. “Não conseguimos avançar se o líder não acreditar na proposta, por isso, treinamos essas pessoas para engajar e aperfeiçoar a gestão”, enfatizou Roberta Almeida, gerente de negócios em ensino e pesquisa da instituição. A atividade teve também as presenças de Nilcilene Pinheiro Silva, do Hospital de Clínicas da Unicamp, de forma virtual, e de Márcia Favero, da Santa Casa.
Experiência do colaborador
A palestra “Gestão de Pessoas e Experiência do Colaborador” teve a palestra do gerente de Suporte Assistencial do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), Luiz Moreira. Ele contou a sua trajetória, na qual começou como recepcionista e hoje está em uma posição de liderança. “Uma das primeiras ações que tomei quando entrei na governança em 2017, à frente de um setor que tinha 200 pessoas — e que há anos apresentava resultados ruins— foi reunir todos e perguntar o que eles precisavam. Me surpreendi ao ouvir que era um desejo de bom dia e um pouco de respeito”, disse. O painel teve a mediação da enfermeira Elisabete Reinehr, da Associação dos Profissionais de Higienização e Lavanderia (APHILAV).
Fechando a manhã de atividades, o segmento “Liderança como condutora ao processo de acreditação” teve a presença de Seméia Corral, da consultoria em saúde e educação Corral & Associados. A discussão foi mediada por Romy Ungrad, do Hospital Moinhos de Vento.
À tarde, a jornada retornou com um debate sobre experiências de inovação e tecnologia na hotelaria hospitalar. Diana Jardim da Rocha, da Unimed Porto Alegre, falou de avanços em utilização nos hospitais gaúchos, enquanto Renata Giannini, da Associação Nacional de Empresas de Lavanderia, abordou os conhecimentos têxteis aplicados ao enxoval. Já Larissa Junckes, do projeto Inclusão Confecções, palestrou sobre o ESG no setor, enquanto Márcia Fávero, da Santa Casa, explicou o uso de tecnologia na gestão dos serviços. Danusa Malta da Silveira, do Hospital São Lucas, mediou o painel.
O evento teve continuidade com a palestra da coach Kátia Magni, que discutiu o protagonismo da liderança e a retenção de talentos, com mediação de Patricia de Souza, do Hospital de Clínicas. Por fim, Simone Brandão da Silveira, da SOBREXP, falou da experiência do paciente aplicada à área de hotelaria.
Foto: Olga Ferreira/Divulgação | Fonte: Assessoria
Mais de 51 mil pessoas esperam por transplante de órgãos no Brasil
Por Amanda Krohn
Por Amanda Krohn
No Brasil, mais de 51 mil pessoas estão na fila de espera de transplante de órgãos. Segundo o professor do curso de Medicina da Universidade Feevale, Júlio de Oliveira Spinel, o número de pessoas na fila de espera no estado do Rio Grande do Sul ultrapassa dois mil. “Os dados sobre as pessoas cadastradas aguardando órgãos são muito impactantes. Por exemplo, o levantamento do Registro Brasileiro de Transplantes aponta que, só no Rio Grande do Sul, temos 61 crianças aguardando transplante de algum órgão. São números muito duros, pois revelam que muitas pessoas estão aguardando a oportunidade de continuarem vivas”, ressalta.
Entre os órgãos que podem ser doados estão os rins, os pulmões, o fígado, o coração, o pâncreas, as córneas, entre outros. Spinel destaca que é possível doar alguns órgãos ainda em vida, como é o caso da medula óssea. “Para doar a medula óssea, é necessário o cadastramento no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e, conforme houver necessidade, o voluntário é chamado para retirar uma parte do órgão para efetuar a doação”, explica.
A confiabilidade no processo de transplante de órgãos é extremamente importante. A doação é uma ação altruísta por parte do doador, e é realizada após a autorização dos familiares, em um processo responsável e executado por profissionais capacitados e treinados. “A retirada dos órgãos é feita com cuidado e respeito. É fundamental que quem está pensando em ser doador de órgãos tenha certeza de que o procedimento é executado após o diagnóstico de morte encefálica e é realizado com protocolos específicos e muito rígidos”, explica Spinel.
Para ser doador de órgãos, o indivíduo deve manifestar em vida, para seus familiares, o seu desejo de doar. Spinel explica que, muitas vezes, os familiares ficam receosos em autorizar o processo, por não ter certeza da vontade da pessoa falecida. “Não adianta definirmos no nosso íntimo que queremos doar órgãos. Quem vai definir se o órgão vai ser aproveitado pelo programa de doação é a nossa família, então é necessário deixar claro para eles. Esse é o grande sentido da data, fomentar as conversas dentro do âmbito familiar”, ressalta.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
O Hospital Sapiranga trabalha de forma multidisciplinar e investe na capacitação não só de seus colaboradores, mas no esclarecimento junto à população. Em média, uma doação salva quatro vidas. Apesar da ampliação da discussão do tema nos últimos anos, trata-se ainda de um assunto polêmico e de difícil entendimento, resultando em um alto índice de recusa familiar. Estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou três motivos principais para essa alta taxa de recusa, que não ocorre só no Brasil: incompreensão da morte encefálica, falta de preparo da equipe para fazer a comunicação sobre a morte e religião.
A médica do Hospital Sapiranga, Rafaela Webster, explica que a capitação de órgãos é um procedimento cirúrgico similar a outras cirurgias como a retirada de vesícula biliar ou remoção de apêndice. Ao final do procedimento o corpo é reconstituído sem qualquer deformidade, podendo ser velado normalmente.
“Todos os cuidados de reconstituição do corpo são obrigatórios pela Lei n° 9.434/1997. Os órgãos são transplantados para os primeiros pacientes compatíveis que estão aguardando em lista única da central de transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado. Esse processo, além de justo, é controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes e supervisionado pelo Ministério Público”, explica.
O Hospital Sapiranga conta com uma estrutura profissional para o encaminhamento dos casos. A CIHDOTT, que é uma Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes formada por uma equipe multiprofissional da área de saúde, que tem a finalidade de organizar, no âmbito da instituição, rotinas e protocolos efetivando a proposta de doação, melhorando a identificação e a manutenção de potenciais doadores que possibilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes conforme protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes. A CHIDOTT do Hospital é composta por enfermeiros, médicos, psicólogos e assistente social.
Sensibilização com a família
Todas as famílias merecem serem acolhidas e receber suporte, tanto de informações quanto emocional em um momento de tanta dificuldade que é a perda de um ente querido. A enfermeira do Hospital Sapiranga, Camila Crippa, explica que família já é atendida desde o primeiro momento pela equipe e pela psicologia, podendo auxiliar no entendimento do quadro clínico, no risco eminente de óbito e a irreversibilidade.
“Apenas ao final da confirmação de morte encefálica e da viabilidade de doação, que é realizada a entrevista para aceite da família em relação a doação. A conversa sobre doação de fato é apenas no final do processo, assim a família tem tempo de compreender a situação e não cria tantas expectativas em relação a doação”, explica.
Os psicólogos do Hospital Sapiranga, Bruna Martin e Cristian Oliveira, reforçam que o acolhimento dos familiares não visa apenas a doação, mas todo o processo de hospitalização e perda de um ente querido. Atualmente no Brasil, são poucas as contraindicações absolutas que excluem os potenciais doadores, como exemplo: tumores malignos, com exceção dos carcinomas basocelulares da pele, carcinoma in situ do colo uterino e tumores primitivos do sistema nervoso central; sorologia positiva para HIV ou para HTLV I e II; sepse ativa e não controlada; tuberculose em atividade. No mais, quaisquer patologias prévias são avaliadas pelas equipes de transplantes.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria
A Associação de Assistência em Oncopediatria – AMO Criança terá mais um sábado repleto de bons sentimentos. A entidade vai receber visitas para o Encontro de Ex-pacientes e Familiares, das 9 horas ao meio-dia, com várias atividades programadas. Haverá boas-vindas com canções, mesa coletiva, dança e movimento corporal coletivo, além de dinâmica com prêmios. O evento é exclusivo para ex-pacientes e familiares, voltado ao congraçamento e celebração à vida.
Os ex-pacientes e seus familiares terão a oportunidade de revisitar o ambiente da instituição, reencontrar profissionais e voluntários que auxiliaram nos seus tratamentos e também inspirar todas as equipes que atualmente atuam em prol da prevenção e do combate ao câncer infantojuvenil. A organização recomenda que as pessoas tragam um prato doce ou salgado para o lanche coletivo. A atividade faz parte da programação do Setembro Dourado, que é uma ação nacional articulada pela Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (Coniacc) voltada à conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil.
A AMO Criança fica na Rua Vidal Brasil, 1.695, no bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo. O atendimento funciona de segundas a sextas-feiras, das 8h10 às 11h40 e das 13 às 18 horas, além de sábados, das 8h30 ao meio-dia. Informações: (51) 3582-4800.
Cronograma
09h às 09h30 – Marylea boas vindas (canções)
09h30 às 10h30 – Mesa coletiva + Fala Carol e Carla
10h30 às 11h – André (dança, movimento corporal coletivo)
11h às 11h30 – Dinâmica com prêmios
Serviço
O Quê: Encontro de Ex-pacientes e Familiares da AMO Criança
Quando: Dia 24 de setembro, das 9 horas ao meio-dia
Onde: Sede da Associação de Assistência em Oncopediatria – AMO Criança, na Rua Vidal Brasil, 1.695, no bairro Hamburgo Velho, em Novo Hamburgo

