A eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti segue sendo uma preocupação da Vigilância em Saúde de Montenegro, mesmo com a chega das temperaturas mais baixas. Dados do setor mostram que, apesar do clima agora não ser propício para a proliferação do inseto, a cidade segue apresentando casos diários de Dengue. De 24 a 30 de maio, foram 13 novos casos confirmados no município.
Neste momento, Montenegro apresenta um total de 240 pessoas que testaram positivo para Dengue e três que ainda aguardam exame para confirmação do diagnóstico. De acordo com a chefe da Vigilância, Beatriz Garcia, a situação não é considerada normal pois, com o frio, a expectativa era que os números diminuíssem consideravelmente. Ela enfatiza que os cuidados devem ser reforçados, já que o Inverno é a estação propícia para coibir o mosquito.
“Precisamos reforçar nossas ações agora, para que, na Primavera e no Verão, não haja um grande aumento de casos, o que, com este cenário, é a tendência”, enfatiza Beatriz.
A Vigilância segue reforçando suas ações para combater a proliferação do mosquito e pede para que a comunidade também colabore. “Estamos encontrando focos do inseto até em casas de pessoas que já foram contaminadas”, revela Beatriz. Segundo ela, os moradores realizando uma vistoria no seu próprio pátio e eliminando focos de água parada já é suficiente para que os casos comecem a diminuir na cidade.
Beatriz também solicita que os moradores permitam que os agentes de combate a endemias entrem nos pátios para a análise dos possíveis focos.
“Caso a pessoa não permita, buscaremos apoio das forças de segurança, sem contar que os moradores estão sujeitos a multa”, enfatiza.
Medidas preventivas
Principais medidas para eliminar a formação de criadouros
– Manter as caixas-d’água bem fechadas;
– Lavar com água e sabão tonéis, galões ou depósitos de água e mantê-los bem fechados;
– Limpar e remover folhas das calhas deixando-as sempre limpas;
– Retirar água acumulada das lajes;
– Desentupir ralos e mantê-los fechados ou com telas;
– Colocar areia ou massa em cacos de vidro de muros;
– Lavar plantas que acumulam água como as bromélias duas vezes por semana;
– Preencher com serragem, cimento ou areia ocos das árvores e bambus;
– Evitar utilizar pratos nas plantas, se desejar mantê-los, colocar areia até a borda dos pratos de plantas ou xaxins;
– Tratar a água da piscina com cloro e limpá-la uma vez por semana;
– Retirar a água e lavar com sabão a bandeja externa da geladeira;
– Lavar bem o suporte para garrafões de água mineral a cada troca;
– Lavar vasilhas de animais com esponja ou bucha, sabão e água corrente, trocá-los uma vez por semana;
– Manter aquários para peixes limpos e tampados ou telados;
– Manter vasos sanitários limpos e deixar as tampas bem fechadas;
– Guardar garrafas vazias e baldes de cabeça para baixo;
– Jogar no lixo objetos que possam acumular água como: latas, tampas de garrafa, casca de ovo, copos descartáveis;
– Manter a lixeira sempre bem tampada e os sacos plásticos bem fechados;
– Fazer furos na parte inferior de lixeiras externas;
– Descartar ou encaminhar para reciclagem os pneus velhos ou furá-los e guardá-los secos e em locais cobertos.
– Use repelente
Não são considerados criadouros: açudes e poças de água em terrenos baldios com solo de terra e/ou areia, desde que não haja acúmulo de entulho ou lixo.
Foto: Divulgação | Fonte: Assessoria



Participaram do encontro o presidente da Amvars, Jerri Meneghetti (prefeito de Dois Irmãos) e os prefeitos Diego Francisco (Estância Velha), Gilmar Führ (Presidente Lucena), Gaspar Behne (Lindolfo Collor), Ary Vanazzi (São Leopoldo), Ester Koch (São José do Hortêncio, Aírton Bohn (prefeito em exercício de Morro Reuter) e o vice-prefeito Neri Chicatto (Nova Hartz). Os prefeitos de Campo Bom, Santa Maria do Herval, Novo Hamburgo e Sapiranga foram representados por seus respectivos secretários de saúde que se somaram a outros secretários também presentes. Diretores e técnicos regionais da área também participaram.
A principal queixa dos prefeitos é que a cidade referência para a prestação de serviços (Portão) não tem dado conta da demanda. Um dos casos emblemáticos citado no encontro foi de Nova Hartz, onde paciente aguarda quatro anos por cirurgia de catarata. Da mesma forma que em traumato/orto a secretária solicitou cruzamento de informações entre prestador e prefeituras e, com base nos números acordados, buscar referência também em outras cidades que já se manifestaram favoráveis a prestar o serviço à região.


