Ícone da Toscana, a Sangiovese está na Família Cristofoli há mais de 130 anos, antes mesmo do imigrante Angelo Cristofoli trazer da Itália algumas mudas. Incorporada na cultura da família no Brasil, a variedade autóctone italiana ganhou ainda mais atenção dos bisnetos Bruna (35), Lorenzo (26) e Letícia (24), que hoje formam o trio de jovens que toca a Vinícola Cristofoli. Eles decidiram preservar muito dos hábitos de seus antepassados e o cultivo desta variedade é um deles. O resultado conquistou não apenas a família como apreciadores de todo o país, e agora os 74 avaliadores do 11º Brazil Wine Challenge, que conferiu Medalha de Ouro para o Cristofoli Rosé de Sangiovese.
“Quando resolvemos apostar na nossa história, na cultura dos nossos antepassados, respeitando o que eles viveram e construíram, tínhamos a certeza de que colheríamos bons frutos. O Rosé de Sangiovese é mais do que um troféu, uma medalha, é um símbolo vivo de que com trabalho pode transpor barreiras e superar objetivos”, comemora a enóloga Bruna Cristofoli.
Para se elaborar o Cristofoli Rosé de Sangiovese a colheita das uvas foi feita no dia 1º de fevereiro, para garantir um vinho com mais frescor, sem aquela carga de taninos que o tinto necessita. Este trabalho, do vinhedo à rotulagem, é coordenado por Lorenzo, que acompanha de perto cada ciclo na vinha. “Todo vinho nasce no vinhedo e assim é com o nosso Rosé de Sangiovese”, destaca.
Delicado, porém representativo, este vinho nasceu do amadurecimento da empresa, que buscou na sua essência variedades que estão entranhadas na história da família. As mudas foram plantadas em 2016. Com métodos de cultivo mais modernos, maior expertise em Viticultura e Enologia, a Cristofoli não replantou apenas a uva, mas o sonho renovado do bisavô Angelo. O desenvolvimento da viticultura na Serra Gaúcha passa também por esta casta.
O 11º Brazil Wine Challenge, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), com a chancela da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), reuniu 903 amostras de 15 países, que foram avaliadas por um júri formado por 74 especialistas de oito países.
O vinho
Cristofoli Rosé de Sangiovese
A delicadeza deste vinho aparece na coloração rosada de pouca intensidade. Seus aromas delicados de frutas vermelhas, em especial o morango e a cereja, refletem-se no paladar, apresentando um ótimo volume de boca, além de um frescor convidativo. O vinho traz a presença de frutas vermelhas provenientes da uva Sangiovese. Por sua delicadeza, é perfeito com peixes, sushi, frutos do mar e massas e pratos leves. Justamente por ser delicado, combina muito bem com pratos mais leves, sem comprometê-los ou ofuscá-los.
Serviço
Vinhos Cristofoli
Local: ERS 431 km 06 – Rota Cantinas Históricas – Faria Lemos – Bento Gonçalves (RS)
Horário de atendimento:
- De segunda a sexta: das 8h às 11h30min e das 13h30min às 18h
- Sábados e feriados: das 9h30min às 18h
- Domingos: das 12h às 17h
Loja virtual: www.loja.vinhoscristofoli.com.br
Foto: Carlos Ben /Divulgação | Fonte: Assessoria




A grande novidade indoor desta edição é a criação da área vip, uma espécie de mezanino onde os visitantes poderão sentar enquanto degustam os queijos e vinhos do Festiqueijo. O espaço fica no segundo andar com lounge para descanso, podendo acompanhar os shows com vista privilegiada. A venda é exclusiva na bilheteria física do evento.

Localizada às margens do Lago Joaquina Rita Bier, a proposta da Hector é reproduzir uma escola de magia com personagens variados. O principal é o dragão Hector que conta com a companhia de diversos amigos que o auxiliam na criação dos “discos de sabor”, como são conhecidas as pizzas no local. O número de sabores é ilimitado. Ou como diria um dos personagens, a Professora Dora: “são tantos sabores quanto estrelas no céu você pode contar”.






O que também não ficou fora da feira neste ano foi a Fenadoce Cultural, que promove música e dança nos quatro palcos espalhados pelo Centro de Eventos: um na Cidade do Doce, outro na Estância Princesa do Sul e dois na Praça de Alimentação. O objetivo da Fenadoce Cultural é sempre promover um espaço para que talentos locais possam ficar mais próximos ao público e divulgar o seu trabalho. Neste ano, muitos artistas reencontraram o público pela primeira vez nos palcos da feira e se emocionaram com esse momento após o período da pandemia. A iniciativa gera trabalho e renda para vários profissionais do setor que atuam em Pelotas e na região, impulsionando a arte e a cultura local.







Outro aspecto a ser destacado e que vem ganhando muito a atenção da ABE é o aumento no número de mulheres entre os degustadores. Nesta edição, foram 18 – 14 brasileiras, duas chilenas, uma argentina e uma espanhola -, contra 13 em 2020. Para a vice-presidente da OIV, Regina Vanderlinde, as mulheres estão cada vez mais atuantes na sociedade e no mundo do vinho não é diferente. “Há alguns anos essa representatividade não passava de 10% no grupo, mas vem aumentando. São mulheres qualificadas, com poder de decisão e com grande sensibilidade para a análise sensorial”, enfatiza Regina.
Este desempenho reafirma o que a ABE já vem dizendo há alguns anos: “O Brasil não elabora apenas espumantes diferenciados, mas também vinhos tranquilos e os prêmios arrematados mundo afora comprovam esta evolução. Agora, o Brazil Wine Challenge também corroborou e é testemunha deste avanço atestado às cegas”, salienta o presidente da ABE.