Secretaria da Saúde de São Leopoldo apresenta relatório com avanços em atendimentos nas unidades básicas

Por Ester Ellwanger

A saúde segue sendo um desafio para a gestão pública em todo o país, não sendo diferente em São Leopoldo. O trabalho a longo prazo, no entanto, começa a apresentar resultados no município. Na tarde desta quarta-feira, dia 30, a Secretaria Municipal da Saúde (Semsad) apresentou dados do 2° Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA), que corresponde aos meses de maio até agosto.

O encontro ocorreu no plenário da Câmara Municipal de Vereadores e contou com a presença da secretária da Saúde Iara Cardoso e da presidente da Comissão de Saúde, vereadora Edite Rodrigues Cigana, além de trabalhadores e gestores da área.

Os relatórios de gestão são elaborados a partir do registro sistemático das ações cotidianas em cada serviço de saúde e da análise dos dados obtidos nos sistemas de informação, sendo fruto da colaboração dos servidores da Semsad em seus diversos setores.

O destaque ficou por conta da produção da Atenção Básica que nos últimos anos demonstra crescimento da produção em todas as modalidades analisadas, com incremento mais expressivo em 2026. A análise deve considerar os contextos excepcionais de cada período, especialmente os impactos da situação de calamidade climática sobre 2024.

Atendimentos

O atendimento individual nas unidades passou de 201.168 em 2025 para 257.454 em 2026, que corresponde a um acréscimo de 28%. Os números de visitas domiciliares, realizadas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), foram ainda mais expressivos. Os atendimentos praticamente dobraram de 52.033 (2025) para 102.501 (2026).

“Os resultados observados nos indicadores da Atenção Primária à Saúde (APS) reforçam a necessidade da priorização desta área no âmbito da política municipal de saúde. A consolidação de um sistema de saúde público sustentável, resolutivo e capaz de responder adequadamente às necessidades da população depende diretamente de uma APS forte, estruturada e com capacidade de desenvolver plenamente suas competências assistenciais, preventivas e de coordenação do cuidado”, destacou a secretária Iara Cardoso. Ela ponderou ainda que, para o sistema funcionar, é preciso a colaboração de todos, o que inclui governos e sociedade.

“Aplicamos 33% do orçamento do município, mais do que o dobro do exigido por lei. Porém, os desafios aumentam, visto que mais pessoas saem da rede privada e migram para o Sus. Na saúde, primeiro a gente planta novas ideias. Mas a semente precisa ser regada pelos três entes. Saúde se faz de forma coletiva. Queremos construir uma saúde mais democrática, mais universal que atinja todas as pessoas”, ressaltou.

Saúde mental

Outro aspecto que se destaca de forma transversal nos dados apresentados refere-se ao crescimento das demandas relacionadas à saúde mental em diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde. Foram 29 mil atendimentos registrados na atenção básica, seguido por questões de reabilitação, com 28.798 notificações no quadrimestre.

Nesse processo, a Semsad ressalta a consolidação das ações de apoio matricial à Atenção Básica, contribuindo para ampliar a capacidade das equipes na abordagem das demandas de saúde mental e para fortalecer a lógica do cuidado territorial e compartilhado.

Avanço da Telemedicina

A Diretoria de Tecnologia Digital contabilizou 1.131 pacientes atendidos no 2º quadrimestre de 2026, frente a 485 no mesmo período de 2025, representando aumento de 646 atendimentos, equivalente a aproximadamente 133,2%. O crescimento da Telemedicina está relacionado ao fortalecimento do processo municipal de Telessaúde, com a ampliação da capacidade de atendimento e a atuação integrada dos Núcleos de Telessaúde da SEMSAD e da Fundação Municipal de Saúde (FMS-SL). Nesse período, a equipe do Núcleo de Telessaúde também participou de reunião com gestores da rede para apresentar o serviço, esclarecer critérios de atendimento, possibilidades de encaminhamento e dúvidas relacionadas à utilização da Telessaúde no município.

Mais informações

O monitoramento quadrimestral desses indicadores permite acompanhar de maneira mais qualificada os efeitos das ações de gestão sobre a organização da rede, os processos de trabalho e a qualidade do atendimento prestado à população, contribuindo para a tomada de decisão, para o fortalecimento da transparência e para a consolidação de uma cultura de avaliação no âmbito do SUS municipal.

Foto: Romeu Finato/ Divulgação | Fonte: Assessoria

 

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